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segunda-feira, 9 de abril de 2012

ESCOLA DOMINICAL - Lição 3 - Revista CPAD


15 DE ABRIL DE 2012
Revista CPAD

Tema: "Éfeso, a igreja do amor esquecido"

TEXTO ÁUREO

Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Ap 2.5).

VERDADE PRÁTICA

Se não voltarmos urgentemente ao primeiro amor, jamais viveremos o refrigério de um grande e poderoso avivamento.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Apocalipse 2.1-7.


1 - Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra
 as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:
2 - Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os
 maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos;
3 - e sofreste e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste.
4 - Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
5 - Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando 
não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
6 - Tens, porém, isto: que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço.
7 - Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a 
comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus.

introdução

Em toda a Ásia Menor, não havia igreja mais obreira, dinâmica e ortodoxa do que a de
 Éfeso. O seu preparo teológico era tão sólido, que o seu pastor capacitara-se, inclusive, a
 confrontar os que se diziam apóstolos (Ap 2.2). Éfeso era a igreja apologética por excelência.
 Ela destacava-se também por seu testemunho, esforço e extenuante labor pela expansão do
 Reino de Deus.
Até o próprio Cristo elogiou os efésios. Eles eram uma referência em toda aquela região.
 Apesar de todas as suas inegáveis virtudes e qualidades, havia um sério problema com
 Éfeso. Se ela, porém, se dispusesse a resolvê-lo seria uma igreja perfeita.

I. ÉFESO, UMA IGREJA SINGULAR

1. Paulo em Éfeso.
 O Evangelho chegou a Éfeso, a mais notável metrópole da Ásia Menor, durante a segunda 
viagem missionária de Paulo (At 18.19). Mas a igreja só viria a florescer entre os efésios a partir
da terceira viagem do apóstolo. A chegada do Reino de Deus à cidade foi acompanhada por 
um grande avivamento. Houve batismos com o Espírito Santo, curas divinas e não poucas
 conversões (At 19).

2. A solidez doutrinária de Éfeso.
 O preparo bíblico e teológico de Éfeso era singular. Afinal, tivera o privilégio de ter como
 pastor, durante três anos, o maior teólogo do Cristianismo (At 20.31). Durante esse tempo,
 Paulo lhe expôs todo o conselho de Deus (At 20.27). Pode haver um curso bíblico mais
 completo? E a epístola que o apóstolo lhes enviou? (Ef 1.1-5). Aqueles cristãos doutoraram-se 
na Palavra de Deus.

3. Uma igreja de ministros excelentes.
 Além de Paulo, a igreja em Éfeso foi pastoreada, também, por Timóteo e Tíquico. Dizem alguns
 estudiosos que o seu púlpito teria sido ocupado, ainda, por João, o discípulo amado. Os obreiros 
que por lá passaram eram de comprovada excelência. Que outra igreja, excetuada a de
 Jerusalém, desfrutou de mais privilégios? No entanto, conforme já dissemos, havia um sério
 problema com Éfeso.

II. O PROBLEMA DE ÉFESO

1. Um grave problema.
 Sim, havia um sério problema com a igreja em Éfeso. A sua lua de mel com o Senhor Jesus
 havia chegado ao fim. E ela não o percebera. Já não se lembrava do amor — primeiro e belo
 — que dedicara ao Cordeiro de Deus. Não agira assim Israel em relação a Jeová? (Jr 2.1-13).
 No entanto, não podemos evitar a pergunta: Se ela foi, de fato, pastoreada pelo discípulo do
 amor, como veio a esquecer-se, justamente, do primeiro amor?

2. O primeiro amor.
 Não sei como definir o primeiro amor, mas posso senti-lo. Para mim, é a alegria da salvação
 que o salmista temia perder (Sl 51.12). Sim, uma alegria que nos impulsiona a declarar 
toda a nossa afeição a Deus: “Amo o Senhor” (Sl 116.1). O primeiro amor é o enlevo 
que, no início, fez com que os efésios vivessem nas regiões celestiais em Cristo Jesus (Ef 1.3).
 É também a disposição que leva o obreiro a semear, num misto de lágrimas e júbilo, a
preciosa semente do Evangelho (Sl 126.5).

3. Amnésia do amor.
 Sendo o primeiro amor tão sublime e inefável, pode alguém vir a esquecê-lo? 
Apesar de Éfeso ainda entregar-se denodadamente à obra de Deus, não mais se entregava
 amorosamente ao Deus da obra. Embora teológica e biblicamente ortodoxa, já não conservava 
o ardor daquele sentimento que, um dia, fez a Sulamita palpitar pelo esposo: “Eu sou do meu 
amado, e o meu amado é meu; ele se alimenta entre os lírios” (Ct 6.3). Era-lhe, urgente, pois,
 voltar ao primeiro amor.

III. VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR

Esquecer o primeiro amor não é incidente teológico, é queda espiritual. Semelhante
 pecado demanda contrição e arrependimento. Por isso, o Senhor Jesus insta, junto ao pastor em
Éfeso, a que volte de imediato ao primeiro amor.

1. Rica em obras, pobre em amor.
 Apesar de já não se lembrar do primeiro amor, Éfeso ainda era rica em obras. Aliás, o
 próprio Cristo realçou-lhe esta característica (Ap 2.2). No entanto, já não praticava as obras que
 a haviam distinguido no início da fé: o amor que santificara ao Senhor Jesus. Sim, a igreja em
 Éfeso era rica em obras e paupérrima em amor.
Se as obras sem a fé nada são, o que delas resta sem o amor? Até mesmo o auto-sacrifício sem 
amor nada é, conforme destaca o apóstolo Paulo: “E ainda que distribuísse toda a minha fortuna
 para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não
 tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1 Co 13.3).

2. Amar é a mais elevada das obras.
 Não há obra tão elevada como amar a Deus: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu 
coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” (Dt 6.5). Há crentes que se limitam a amar 
as bênçãos. Há outros que, mesmo sem as bênçãos, amam o abençoador. Que belo exemplo temos
 em Habacuque (Hc 3.17,18).

IV. LEMBRANDO SE DO PRIMEIRO AMOR

Como voltar ao primeiro amor? A resposta vem do próprio Cristo: “Lembra-te, pois, de onde
 caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei 
do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” (Ap 2.5).

1. Lembrar-se de onde caiu.
 A Bíblia exorta-nos a lembrar-nos de Deus, porque Ele jamais se esquece de nós
 (Ec 12.1; Is 44.21; 49.15). O cristão, infelizmente, corre o risco de esquecer-se daquEle 
que se esquece somente de nossos pecados (Hb 8.12). Não é constrangedor esquecer o nome
de um amigo? No entanto, se não formos diligentes, corremos o risco de não mais
 lembrarmos daquele amigo que é mais chegado que um irmão (Pv 18.24).

2. Voltar à prática das primeiras obras.
 Se Éfeso já era rica nas segundas obras, por que voltar à prática das primeiras? Nenhuma
 obra é completa e perfeita sem o amor. É o que poetiza o apóstolo Paulo no décimo terceiro
 capítulo de sua Primeira Epístola aos Coríntios. Leia atentamente esta passagem; medite 
nela e, através dela, afira o seu amor. Veja se você ainda ama o Cristo como Ele tem de 
ser amado. Ou será necessário que o próprio Senhor pergunte-lhe: “Amas-me mais do que 
estes?” (Jo 21.15).
Se não devotarmos a Cristo o primeiro amor, como haveremos de ansiar por sua volta? 
Talvez, o anjo de Éfeso já não almejasse o retorno do Senhor. O ativismo acabara por
 matar-lhe o primeiro amor e o segundo também. Era-lhe urgente e necessário, pois,
 não somente amar a Cristo como antes, como também amar-lhe a vinda como nunca.

3. Amar a vinda de Cristo.
 Assim como o Cristo ama a Noiva e suspira por sua chegada aos céus, também devemos nós,
 como o seu corpo místico, almejar por sua vinda: “Desde agora, a coroa da justiça me está
 guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas 
também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.8). Você realmente ama a vinda de
 Cristo? Em breve Ele voltará. Amém. Ora vem Senhor Jesus!

CONCLUSÃO

Sem amor não pode haver Cristianismo. Sua base é o amor primeiro e belo do início de
 nossa fé. Um amor que jamais deve morrer, mas renovar-se a cada manhã. Se você
 já não ama a Cristo como antes, arrependa-se desse pecado grave e evite que as 
consequências se agravem. Voltar ao primeiro amor não significa voltar à imaturidade
 espiritual, mas ao ardor do início de nossa fé.
Lembre-se de onde caiu. Volte imediatamente ao primeiro amor. Rogue ao Pai que
 o reconduza à sala do banquete, onde o Noivo está à nossa espera: “Levou-me à sala 
do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor” (Ct 2.4).

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