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segunda-feira, 16 de abril de 2012

ESCOLA DOMINICAL - Lição 4 - Revista da CPAD

      22 de Abril de 2012
       Revista da CPAD


    Tema: Esmirna, a igreja confessante e mártir


      TEXTO ÁUREO


Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10c).

      VERDADE PRÁTICA


Nada poderá calar a Igreja de Cristo, nem a própria morte.

      introdução

A Igreja de Cristo está sendo impiedosamente perseguida. Embora localmente
 pareça tranquila, universalmente está sob fogo cerrado. A perseguição não é
apenas física. Os santos são pressionados tanto pela cultura, quanto pelas
 instituições de um século que, por jazer no maligno, repudia e odeia os que são
 luz do mundo e sal da terra.
Esmirna é o emblema da igreja mártir. Se Laodiceia é a cara do mundo, Esmirna
 é o rosto do Cristo humilhado e ferido de Deus. Por isso, devota-lhe o mundo uma
 aversão insana e inexplicável. Mas como calar a voz daqueles, cujo sangue
continua a clamar ao Juiz de toda a terra? Seu testemunho não será silenciado.
 Haverá de erguer-se tanto dos túmulos como dos lábios que se abrem com
 mansidão, para mostrar as razões da esperança cristã.
Compartilhemos o testemunho de Esmirna. Mesmo pressionada pelo inferno, soube
 como manter-se nas regiões celestiais em Cristo Jesus.

       I. ESMIRNA, UMA IGREJA MÁRTIR

1. Esmirna, uma cidade soberba.
 A cidade de Esmirna, apesar de inferior a Éfeso e de não possuir os atrativos
 de Laodiceia, ufanava-se de ser a mais importante da região. Afinal, tinha lá as suas
 vantagens. Localizada na região sudoeste da Ásia Menor, era também afamada por
seu porto e pela mirra que produzia. Utilizada na conservação de cadáveres, a essência
 era obtida espremendo-se a madeira da commiphora myrrha. Não é uma figura
 perfeita para uma igreja confessante e mártir?

2. A igreja em Esmirna.
 Informa Lucas que, durante a estadia de Paulo em Éfeso, toda a Ásia Menor foi alcançada
 pelo Evangelho: “E durou isto por espaço de dois anos, de tal maneira que todos os que
habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos” (At 19.10).
 Infere-se, pois, tenha sido a igreja em Esmirna estabelecida nesse período. Conquanto plantada
 numa cidade opulenta, ela era pobre, mas ricamente florescia em Deus (Ap 2.9).
Um dos mais notáveis bispos de Esmirna foi Policarpo (69-155 d.C). Diante do carrasco romano,
 não negou a fé em Cristo.
3. Esmirna, confessante e mártir.
 A igreja em Esmirna era confessional e mártir. Professando a Cristo, demonstrava estar disposta
 a sustentar-lhe o testemunho até o fim; sua fidelidade ao Senhor era inegociável (Ap 2.10). Como
 está a nossa confissão nestes tempos difíceis e trabalhosos?


      II. APRESENTAÇÃO DO MISSIVISTA

A uma igreja ameaçada no tempo, apresenta-se Jesus como a própria eternidade: “Isto diz
 o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” (Ap 2.8). Nem a morte pode separar-nos do
 amor de Deus (Rm 8.35).

1. O Primeiro e o Último.
 Sendo Jesus o Primeiro, todas as coisas foram criadas por seu intermédio. Sem Ele nada
 existiria, porque Ele é antes de todas as coisas (Jo 1.1-3). Por isso, o Senhor lembra ao
 anjo da Igreja em Esmirna que tudo estava sob o seu controle. Até mesmo os que lhe moviam
 aquela perseguição achavam-se-lhe sujeitos; tudo era criação sua. Aliás, o próprio Diabo
estava sob a sua soberania, pois também era criatura sua, apesar de reivindicar privilégios
 de criador (Ez 28.14,15).
Sendo também o Último, Jesus estará na consumação de todas as coisas como o Supremo Juiz
 (Jo 5.27; Rm 2.16; 2 Tm 4.1). Portanto, os que se levantavam contra Esmirna já estavam
julgados e condenados, a menos que se arrependessem de suas más obras.

2. Esteve morto e tornou a viver (Ap 2.8).
 Conforme Jesus antecipara ao pastor de Esmirna, o Diabo estava para lançar algumas de suas
 ovelhas na prisão, onde seriam postas à prova (Ap 2.10). Todavia, nada deveriam temer, pois
 ao seu lado estaria Aquele que é a ressurreição e a vida (Jo 11.25). Somente Jesus tem
 autoridade para fazer-nos semelhante exortação, pois somente Ele venceu a morte e o inferno.
Não desejava o Senhor Jesus que o anjo de Esmirna temesse aqueles, cujo poder limita-se a
 tirar-nos a vida física, mas aquele que, além de nos ceifar a vida terrena, tem suficiente
autoridade para lançar-nos no lago de fogo (Mt 10.28). Por conseguinte, o martírio daqueles
 santos iria tão somente antecipar-lhes a glorificação ao lado de Cristo.

       III. AS CONDIÇÕES DA IGREJA EM ESMIRNA

1. Tribulação (Ap 2.9).
 O anjo da igreja em Esmirna sabia perfeitamente que a tribulação é um legado que
 recebemos do Senhor Jesus: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no
 mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Tranquilizado
 por essa promessa, o pastor de Esmirna refugiava-se na paz que excede todo o entendimento
 (Fp 4.7). Roguemos, pois, ao Senhor que console os que, neste momento de suprema
provação, estão selando a fé com o próprio sangue. Oremos pelos mártires do século XXI.

2. Pobreza.
 Se Laodiceia de nada tinha falta, Esmirna carecia de tudo. O próprio Senhor
 reconhece-lhe a extrema pobreza: “Conheço a tua (...) pobreza” (Ap 2.9). Essa pobreza,
 todavia, era rica. Complementa o Cristo: “Mas tu és rico”. Sim, ela era rica, pois fora
comprada por um elevadíssimo preço: o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19).

3. Ataques dos falsos crentes.
 Além dos ataques externos, internamente a igreja em Esmirna era perseguida por falsos
 crentes a quem o Senhor Jesus desmascara: “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza
 (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga
 de Satanás.” (Ap 2.9). O que buscava essa gente? Corromper a graça de Cristo através
 de artifícios humanos. Eles eram tão afoitos na disseminação de suas heresias e modismos,
 que se desfaziam em blasfêmias contra o pastor e a sua igreja. Mas na verdade estavam
 blasfemando de Cristo. Todavia, não haviam de ir adiante, pois em breve seriam julgados
 por aquele que sonda mentes e corações (Ap 2.23).
A Igreja de Cristo, nestes últimos dias, vem sendo atacada por falsos mestres e doutores.
 Disseminando heresias e modismos em nossos redis, fazem comércio dos santos. E
 abertamente blasfemam o nosso bom nome. Não irão, porém, adiante; sobre os tais paira
 o juízo de Deus.

4. Os crentes em prisão.
 Além dessas contrariedades, alguns membros da igreja em Esmirna (talvez os integrantes
 do ministério) seriam lançados na prisão, onde uma tribulação de dez dias aguardava-os
(Ap 2.10). Foram eles executados? O que sabemos é que perseveraram até o fim, pois
almejavam receber a coroa da vida.
Não são poucos os crentes que, neste momento, acham-se presos pelo único crime de
 professar a fé em Cristo (Mt 24.9). Nossos irmãos são torturados e executados. Em
 nossas orações, não nos esqueçamos dos mártires.
Oremos para que o nosso país jamais caia sob ideologias totalitárias e tirânicas como o
 nazismo e o comunismo.

       CONCLUSÃO

Somente os que conhecem a natureza da segunda morte não temem as angústias da
primeira. Esta, posto que é morte física, termina uma jornada temporal; aquela, ainda
 que morte, não morre: inicia um suplício eterno. Eis porque Esmirna sujeitava-se à
 primeira, porque temia o dano da segunda. Mas a sua principal motivação não era o
 medo da segunda morte e, sim, o amor que tinha por aquele que é a ressurreição e a
 vida.
Oremos pela igreja perseguida e mártir! As catacumbas de Roma não ficaram no
passado. Num século que se diz tolerante e democrático, acham-se catacumbas e covas
 tanto nas metrópoles do Oriente quanto nas mégalopoles do Ocidente.

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