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quinta-feira, 28 de março de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel


A Urgência de Um Avivamento Genuíno
31 de Março de 2013 
TEXTO ÁUREO
Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia. 
Habacuque 3:2

VERDADE APLICADA
Avivamento não é desprezo pelo conhecimento e nem alienação social, por isso precisamos crescer em graça e conhecimento das Escrituras. 

INTRODUÇÃO
O nosso tema em apreço não visa atacar ninguém. É nosso propósito definir, demonstrar como se expressa o avivamento e alguns cuidados principais que se devem ter com ele. Esse cuidado é para todos aqueles que estão envolvidos nesse fenômeno religioso quanto aos excessos que se deve evitar. Aproveitemos esse momento, pois o assunto é muito interessante em si.

1. BASES DE UM AVIVAMENTO GENUÍNO
Antes de falar das características gerais de um avivamento, vejamos o que ele é. Avivamento é o ato ou efeito de avivar, trazer vida, produzir ânimo. Quer dizer, buscar e receber vida espiritual em Deus; ter o ânimo renovado por meio da ação do Espírito Santo e da busca pessoal. Seja buscando ou recebendo o avivamento consiste numa concentração especial da presença de Deus (At 2.1-4).

1.1. As Escrituras Sagradas
O avivamento espiritual genuíno deve ter plena harmonia com as Escrituras, jamais ser contrário a elas. Em verdade, o avivamento deve proceder sempre das promessas de Deus e da meditação continuada da sua Palavra. Quando ele chega, há um apego maior à leitura bíblica, à meditação, à prática e à sua divulgação. O Espírito Santo sempre agirá em consonância com a sua Palavra, aliás, nesse momento em que há uma concentração especial de sua presença, determinados aspectos da Escritura ganham uma vida especial. Avivamento sem Bíblia é como um povo sem história, sem lei e sem poesia, apenas um fenômeno religioso.

1.2. O agir do Espírito Santo
Num ambiente de avivamento, o Espírito Santo conduz as pessoas ao arrependimento de seus pecados. Certas coisas consideradas socialmente banais são abandonadas, visando manter uma comunhão profunda com Ele, mantendo uma vida de santificação constante. A devoção se torna algo vivo evidenciado pelo fervor, pela oração, pelos louvores, enfim tudo é cheio de vida naturalmente e não uma obrigação tradicional e religiosa, pois ganharam um novo valor. Sua presença é tão real que é quase tangível com as mãos, assim quebrantamentos são comuns. A libertação de pessoas oprimidas, às vezes, acontecem muitas curas e milagres, muitas reconciliações, mudanças sociais e a pregação ganha um novo valor (At 8.1-40).

1.3. Busca e organização humanas
Um avivamento espiritual não acontece por acaso, sempre será resultado de uma busca. Essa busca faz parte da necessidade que se tem de ter vida espiritual renovada, dessa maneira alguém começa uma busca intensa por Deus, como o salmista que disse, “como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus (Sl 42.1). “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). Trata-se de uma busca com intensidade de coração e de atitudes. Pois há coisas que imprescindivelmente precisam ser feitas pelo crente e que estão reveladas: humilhar-se, orar, buscar intensamente, converter-se dos maus caminhos. Aí, então, Deus se deixa achar (Dt 4.29; 2Cr 7.14; Jr 29.14). No aspecto coletivo, Paulo orienta que se tenha ordem no sentido de organização, e decência, a fim de evitar alguma coisa que traga vergonha. Para isso ele dedica todo o texto de I Coríntios 14.

2. EXPRESSÕES DE UM VERDADEIRO AVIVAMENTO
Não raro temos concepções erradas acerca de um avivamento verdadeiro, atribuímos nossos conceitos à luz daquilo que ouvimos ou de nossa experiência e esquecemo-nos de que avivamento é a vida plena de Jesus Cristo em nós demonstrada por meio de frutos e graça Deus, como veremos a seguir.

2.1. Expressão de renovo espiritual
Sabemos que tudo o que possui grande valor sofre o plágio da alma humana. Certos cultos movimentados, acompanhados de barulhos, certo emocionalismo e inteiração presente, etc., podem evidenciar um avivamento ou não. As evidências posteriores à reunião confirmarão isso, por exemplo, se tal movimento é sucedido por sentimento de vazio, falta de caráter transformado e ausência contínua de conversões, os indícios são de irmãos animosos, mas não avivados. Por outro lado é claro que o avivamento se expressa por meio de poder espiritual. Não podemos dizer que estamos em avivamento, se não há presente em nossas vidas e reuniões o poder do Espírito Santo conforme prometido (Lc 24.49). Esse poder é demonstrado através de uma nova dinâmica espiritual, conforme vemos na igreja primitiva, ousadia na pregação, unção e graça abundante, manifestação dos dons, curas e milagres, e conversão de almas. Eis aí as diferenças demonstradas, cujo ponto fundamental são os resultados, eles são prova de renovo espiritual verdadeiro.

2.2. Demonstração do fruto do Espírito
No item acima, falamos de modo sucinto da expressão de um avivamento num ambiente coletivo, mas agora trataremos de forma mais pessoal, posto que a igreja é formada por indivíduos que se agregam. Um avivamento do Espírito Santo é demonstrado por uma transformação de caráter. Todos aqueles que experimentaram ter um encontro genuíno com Deus foram transformados, Jacó, quando lutou com o anjo, disse, “tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva” (Gn 32.30); Isaías quando viu Deus assentado num alto e sublime trono, disse: “ai de mim, que vou perecendo!... Meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos” (Is 6.5); dali em diante Isaías deixou de falar o que não devia. Reuniões de avivamento onde se há muito barulho, línguas estranhas, mas quando acabam há discórdias, brigas, xingamentos e falta ânimo para evangelizar, é um contrassenso, depõe contra o verdadeiro avivamento e o próprio cristianismo.

2.3. Testemunho com graça renovada                   
A igreja que passa por um avivamento se torna muito ativa na pregação, no evangelismo, no discipulado e missões. Todos com um amor renovado querem contribuir não apenas financeiramente, mas querem participar da multiplicação dos fiéis. Lembremos que a igreja de Jerusalém tinha graça para com a sociedade (At 2.42-47), não antipatia, o mesmo exemplo deve ser seguido por nós.

3. CUIDADOS PRINCIPAIS QUANTO O AVIVAMENTO
O avivamento deve ser preservado, mas o excesso de zelo pode acabar por extinguir o agir do Espírito, quer dizer, ter um efeito contrário. Por exemplo, alguns líderes tem tanto medo de que as manifestações não sejam do Espírito de Deus que acabam por extingui-lo. Outros ficam tão preocupados em perder as rédeas do culto, por causa das manifestações espirituais que desestimulam os irmãos e entristecem o Espírito Santo. Devemos ter cuidados sim é o que abordamos aqui, mas, sobretudo, este é um trabalho de fé, Aquele que começou o avivamento com o passar dos dias o aperfeiçoará.

3.1. Ênfase exagerada ao Espírito Santo
Devemos cuidar para que não seja por nossas atitudes ou conceitos doutrinários errôneos que venhamos dar ênfase exagerada a pessoa do Espírito Santo. E isso se manifesta de muitas maneiras, por exemplo, alguns dizem: “aqui o Espírito é superior a qualquer um, Ele é maior que a Palavra e é Ele quem manda”. Isso não é verdade, a Palavra foi inspirada por Ele, ela é o meio de julgarmos de onde procede uma manifestação tida como espiritual, se dele, do espírito humano ou do maligno infiltrado. Na verdade, todo avivamento traz consigo seus exageros que devem ser administrados com sabedoria e temor a Deus. Há lugares que dão ênfase exagerada à busca de visões, a revelações, nada fazem senão abrirem a Bíblia em algum lugar. Sejamos sábios irmãos, mesmo que Deus tenha começado um avivamento, quando se inicia essas coisas, elas são indícios da sua ausência ativa. Deus não opera contra si mesmo, pois não é de confusão.

3.2. A falta de exposição das Escrituras
Uma grande contradição em um suposto avivamento é não haver exposição das Escrituras, seja ensinando, pregando ou evangelizando numa reunião. Os hinos, corinhos, profecias, revelações e demais participações devem fazer parte da liturgia do culto, tal como era na igreja primitiva e tal como o movimento pentecostal procura resgatar. Todavia não se pode prescindir a Palavra como se fosse um tempero a menos naquela reunião. Devemos, com sabedoria, preparar com fervor e aproveitar esses momentos para ministrar a Palavra. Lembremos que Pedro agiu assim na primeira reunião “pentecostal” (At 2.14-36). Ele aproveitou o momento de modo que a sua atitude se tornou um modelo para todos os avivamentos subsequentes. Assim, cuidemos para que em cada reunião, tenhamos um verdadeiro aprendizado na pregação da Palavra de Deus.

3.3. O fanatismo
Foi num ambiente de “avivamento”, em Corinto, quando houve muitas meninices, arrogâncias, liberação dos instintos carnais que Paulo teve que corrigir. Pois, em alguns momentos, a situação era mais parecida com um pandemônio do que com um culto a Deus. Os exageros não foram diferentes dos de nossos dias, todos falando em línguas ao mesmo tempo, vários profetizando simultaneamente, disputas internas que já não mais evidenciavam o amor, uma dependência contínua das emoções, o que levou Paulo a escrever longamente sobre o assunto conforme podemos ver em 1 Coríntios 12 a .14.

CONCLUSÃO
Nós brasileiros temos a fama evangélica de vivermos num continuo avivamento, que causa admiração nas igrejas dos outros países. Há um número de igrejas que, a cada tempo, surge das mais variadas denominações, curas e milagres, mas infelizmente não temos profundidade escriturística. Somos acusados por alguns de termos a grandeza de um oceano, mas a profundidade de uma piscina, posto que a Palavra tenha sido muito prescindida

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