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quinta-feira, 16 de maio de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 7 - Revista da Editora Betel



Tema: O QUE GUARDA SUA BOCA, CONSERVA SUA ALMA
19 de Maio de 2013


TEXTO ÁUREO:

Ef 4.29
INTRODUÇÃO:
A comunicação é importante para o sucesso de qualquer um. Ser comunicativo pode lhe render vários pontos positivos. Entretanto, falar demais pode resultar em fracassos, pois, em tudo na vida, é necessário equilíbrio. Sem contar o quanto é inconveniente dialogar com alguém que não dá nem chance de outros opinarem. O grande problema de falar demais é acabar falando o que não deveria. Por isso é fundamental aprender a escutar, tanto quanto se tem a capacidade de falar. Pois assim, a pessoa se livrará da imagem de arrogante, metido e inconveniente, revelando uma espiritualidade sadia diante de todos.

1. O CUIDADO AO FALAR
Falar bastante não é necessariamente um ponto negativo. Você pode ser espontâneo e animado e acabar contagiando as pessoas ao seu redor. No entanto, é preciso vigiar sobre quais assuntos abordamos. Muitas pessoas falam sem pensar, sua língua é verdadeira metralhadora sem direção. Por isso, é importante se preocupar e manter o equilíbrio, porque, em determinadas situações, teremos segredos importantes a guardar, que nossos amigos e irmãos nos confiaram.

1.1 Vigilância e prudência no falar.
Nem tudo que vem a mente deve ser dito, pois é na multidão das palavras que as transgressões encontram lugar (Pv 10.19). A vigilância e a prudência no falar nunca fizeram mal a ninguém, mas falar o que vem à mente poderá destruir relacionamentos e amizades de longos anos e de grandes significados. Nalgumas vezes, nossos pensamentos podem vaguear por áreas desconhecidas e proibidas. Por isso todo o cuidado é pouco. Já pensou se falássemos tudo o que pensamos?

1.2 A tentação de ouvir um segredo.
É difícil resistir à tentação de ouvir um segredo. Faz parte do dia a dia das pessoas, do sucesso do mercado e das políticas nacional e internacional. Saber de um segredo no mercado atual significa ter alguma forma de poder. Quando alguém ouve um segredo, jura por tudo que é mais sagrado a guarda dele. Os psicólogos dizem que, desde criança, “elegemos um esconderijo para nossos tesouros, que não podem ser bisbilhotados por ninguém”. Dizem mais, que, na adolescência, escondemos nossos sentimentos nos diários e, mais tarde, aprendemos a compartilhar o que consideramos importante. Ao contrário, também existem aqueles que têm a compulsão de contar a própria vida. Então, é preciso ter cuidado ao contar intimidades para alguém.

1.3 A tentação de falar um segredo.
O que é dito em forma de segredo, precisa ser preservado por ser de caráter privado, particular, ou até comprometedor. Não podemos expor as pessoas que nos dão certas informações ou confessam alguma coisa. O crente precisa evitar “agir como papagaio” e ter o cuidado de não repetir o que não deve ser falado aos outros. Já pensou se falássemos tudo o que ouvimos?

2. CONSEQUÊNCIAS DE NÃO CONTROLAR A LÍNGUA.
Quem não tem o que falar deve ficar calado, nunca falar sem precisão. Compare Eclesiastes 3.7, onde o escritor fala que há tempo de falar e tempo de ficar calado. “Em boca fechada não entra mosquito”; “quem fala muito dá bom dia a cavalo”; “quem fala demais erra demais”, são ditados populares. Em algumas ocasiões, o Senhor deixa de se revelar aos cristãos por causa da falta de controle de suas línguas. As consequências poderão ser desastrosas. Alguns propagam informações distorcidas, infundadas sem o mínimo de constrangimento! Isso é muito ruim!

2.1 Causam feridas difíceis de serem curadas.
Falar o que vem à mente sem refletir, também tem machucado muitas pessoas, às vezes, reabrindo feridas já cicatrizadas. Muitos não se importam com o que pode acontecer e, imprudentemente, falam deliberadamente. A palavra de estímulo, de elogio é fácil de ser esquecida, porém a palavra dita fora de ocasião pode ser lembrada por uma vida inteira. Há desaprovações e menosprezos que deixam marcas profundas!Sem contar aquelas palavras que denigrem a imagem de alguém, essas são perversas e podem custar um preço muito alto.

2.2 Matam sonhos e ideais.
Muitas palavras derrubam castelos, quebram relacionamentos, dividem pessoas, influenciam negativamente tudo como resultado da imprudência no falar. Quantos casamentos estão fracassados por falta de habilidade nos diálogos entre os conjugues, principalmente por ter falado o que não deveriam? A nossa palavra deve ser sempre agradável e temperada com sal para responder a cada um de acordo com a necessidade (Cl 4.6). Como maçãs de ouro em salvas de prata assim é a palavra dita ao seu tempo (Pv 25.11).

2.3 Falam sem pensar nos resultados.
Que reações minhas palavras provocarão nos meus ouvintes? Positivas ou negativas? De aceitação ou de repúdio? Para edificação ou destruição? ”Quem fala o que quer ouve o que não quer” diz o adágio. Pense no resultado da sua falta de prudência antes da falar qualquer assunto! “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio”(Pv 18:19). Mesmo as escondidas, não se deve falar aleatoriamente, pois “mato tem olhos e parede tem ouvidos”, diz a máxima popular.

3. A MORTE E A VIDA ESTÃO NO PODER DA LÍNGUA.
“Do fruto da boca de cada um se fartara seu ventre; dos renovos dos seus lábios se fartara. A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que ama comerá do seu fruto” (Pv 18.20-21). “Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem enganosamente“ (Sl 34.13). “Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano” (1 Pe 3.10). Com esses versículos é possível ter uma dimensão do poder da língua no dia a dia.

3.1 A prestação de contas.
Jesus garantiu, em Mateus 12.36-37, que toda palavra vil, frívola, ociosa ou infame que o homem pronunciar haverá de prestar contas delas no Dia do Juízo, pois, pelas nossas palavras, seremos justificados e por elas também seremos condenados. A boa espiritualidade não coaduna com língua sem freio. Há alguns cujas palavras são como pontas de espadas (Pv 12.18). Podemos relacionar vários pecados da língua: blasfêmia, mentira, calúnia, falsidade, maledicência, murmuração, xingamento, palavras imorais e outros. Cuidado com a língua! Amar o próximo é também poupá-lo de nossa língua ferina.

3.2 Quem não refreia sua língua a sua religião é vã.
Tiago garante que “se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã”, vazia, oca (Tg 1.26-27). É uma insensatez o cristão permitir que sua boca gere bênçãos e maldições; abençoe os “queridinhos” e amaldiçoe os que “não são do grupo” (Tg 3.10). Ora! Todos os salvos deverão ser do mesmo grupo – a Igreja! (Mt 7.12; 1 Co 10.24). Muitos crentes falam mal das suas convenções, das suas próprias igrejas, dos seus líderes e pastores. É uma falta de coerência velhos crentes dar mau exemplo para os novos convertidos.

3.3 Desculpas e justificativas de quem fala demais.
“Quando eu vejo já falei”; “eles me provocaram”; “eu herdei este temperamento dos meus pais”; “eles precisavam ouvir isso”; “tenho sempre a resposta na ponta da língua”; “já estava com os nervos à flor da pele”; “não levo desaforo pra casa”; “falou o que quis e ouviu o que não quis”. Estas expressões revelam obras da carne, falta de domínio próprio e mansidão e causam grandes problemas e inimizades (Gl 5.19-21). Precisamos contar não só até dez, mas até cem antes de responder alguma coisa para que o façamos com sabedoria e prudência.

CONCLUSÃO
Cuidar da língua é um dever de todos os cristãos. Quem refreia sua língua evita constrangimentos e aborrece menos outras pessoas. Quando alguém se diz cristão e tem a língua solta, é um incoerente, está enganando seu coração e seu testemunho prejudica a si mesmo e os outros. Não compensa falar o que vem à boca. Cuide-se!

Um comentário:


  1. Boa noite Pastor
    Com relação a lição 7, notei que a passagem de Tiago 3.10 deva ser melhor esclarecida.

    Não temos palavras amaldiçoar os homens. O contexto já mostra

    a malidicência inserida nas palavras de nossa boca, não se tratando de "mágica" no pronunciamento;

    por isso, aquela expressão "palavras tem poder, profetize!" não passa de invencionice do evangelho da prosperidade.




    Outro ponto seria o do subitem 3.2:

    é necessário discernir o que é "falar mal de líderes, convenções". Isso é igual a física na escola, depende do referencial.

    Deixa-me explicar, é tão relativo que há assunto que aos olhos de alguns líderes maduros não interpretam como falar mal qualquer

    pocisionamento contrário, atitude não coerente com a Bíblia, porém para outros isso é falar e comentar mal.

    Repito, se não houver exatamente o significado do "falar mal", fica um pouco vago o subitem.




    Muitos líderes falam mal de membros, sem a coragem de se dirigirem aos mesmos em términos de cultos ou mesmo denigrem-nos nos bastidores.

    O comentarista poderia usar a recíproca.

    A boca invejosa, a perniciosa etc Salomão enfatizou no contexto de Pv 18 e não como força nas palavras onde tudo que eu "determinar" e "exigir" acontecerá.

    Só Ele tira a vida e a dá (1 Samuel)





























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