quarta-feira, 22 de maio de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 8 - Revista da Editora Betel



DEUS PROCURA OS VERDADEIROS ADORADORES 
26 de Maio de 2013


TEXTO ÁUREO: Jo 4.23

INTRODUÇÃO: 
Há basicamente dois pilares principais históricos que determinam a adoração cristã na igreja primitiva do ponto de vista de seu contexto litúrgico: o primeiro, é que Jesus Cristo era adorado como um ser divino juntamente com Deus Pai; o segundo, qualquer possibilidade de adoração a qualquer outra divindade era veementemente rejeitada. Para a comunidade gentílica da época neotestamentária grande estranheza. O cristianismo primitivo herdou uma adoração monoteísta exclusivista que exigia de seus adoradores a renúncia prestada a outros deuses. 


1. O QUE É A ADORAÇÃO CRISTÃ? 

O ajoelhar-se, inclinar a cabeça e prostrar-se são atitudes que revelam o estado da alma, diante do poder inigualável de Deus. É assim que encontramos os personagens bíblicos em suas histórias. Através da adoração pública, doméstica e individual esses homens e mulheres ensinaram o quanto é importante reconhecer o Deus cristão como único e singular Senhor, entre todos os outros. No entanto, a palavra adoração traz conotações mais íntimas e afetivas, que apontam para expressões de amor (ágape). Ela não se materializa na gênese do louvor e da liturgia. 


1.1 A intimidade e a participação do adorador 

Nascemos para relacionar-nos uns com os outros e para vivermos em comunidade com a raça humana. Percebemos essa verdade na linguagem do discurso cristão primitivo, enfatizado na maneira como eles se relacionam na adoração coletiva. Eles se referiam uns aos outros como irmãos e irmãs, adorador de um mesmo Deus, e consideravam-se membros de um mesmo corpo (1 Co 12.27). Não importava o status social, características econômicas ou até mesmo o sexo (Gl 3.28; Cl 3.11). A profecia de Joel é citada como explicação dessa intimidade e participação da igreja do Novo Testamento (At 2.17; Jl 2.28-32). 


1.2 A chama na adoração 

A repetição com que a palavra alegria (gr. Chara) e as referências a “regozijo” (Gr. Aglliomai) são frequentes no Novo Testamento é uma amostragem do júbilo avivado e experimentado especialmente na adoração dos cristãos primitivos. Essa chama estava relacionada à ideia de um contato direto com Deus na pessoa do Espírito Santo que havia sido derramado. Para os cristãos, Deus se comunicava diretamente com eles através daquele acontecimento (At 2.26-47). Os dons do Espírito Santo e o sucesso na proclamação do evangelho retratavam o fervor na adoração da igreja. Eles haviam experimentado o dom celestial e estavam participando do Espírito Santo, que promovia neles uma alegria constante e um fervor em suas vidas. 


1.3 A relevância e o poder da adoração 

É indispensável para um cristão levar uma vida de adoração. Tendo em vista que os crentes do Novo Testamento foram discipulados a pensar sobre si mesmos a partir de um modo de ver coletivo, ou seja, abrangendo todos no Reino, por isso, que o culto cristão deve ser repleto de significado e de plena relevância. Naquela época não havia templos majestosos, nem uma liturgia pirotécnica, mas um grupo de cristãos reunidos como sacrifício vivo apresentado a Deus (Rm 12.1-3). A vida deles e suas reuniões de cultos, não eram apenas um exercício religioso, mas uma oportunidade para reafirmar o que eles acreditavam. Era uma ocasião para a manifestação dos poderes divinos (1 Co 12-14). 


2. A ADORAÇÃO VERDADEIRA 

A verdadeira adoração é prestada somente por aquelas pessoas que nasceram do Espírito Santo. Tem sua forma auxiliada pelas Escrituras e centralizada em Deus. É fruto da convivência que o novo cristão tem com Deus, pois requer preparação prévia. Toda adoração verdadeira tem a perspectiva de que Deus é grande, e que, Ele merece louvor e honras por parte da humanidade. 


2.1 Os verdadeiros adoradores 

Adorar é agir em sinceridade de coração, autenticidade e não só de lábios, da boca para fora, pois em vão adoram os que assim procedem (Mt 15.9). Chega de hipocrisia! A falsa adoração é abominável ao Senhor. Deus não Se deixa enganar. A convocação do salmista ecoa até os nossos dias dizendo: “Vinde, cantemos ao Senhor! Cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação! Apresentemo-nos ante a sua face com louvores e celebremo-lo com salmos. Porque o Senhor é Deus grande e Rei grande acima de todos os deuses. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. Seu é o mar, pois ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca. Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.1-6). 


2.2 A espiritualidade verdadeira 

A nossa adoração de fachada não move o coração de Deus! Precisamos estar alicerçado na Palavra, nos princípios e nas leis espirituais e não em doutrinas que são preceitos de homens (Mt 15.8-9). É preciso tirar a máscara da mentira, da falta de união, da murmuração; não adianta adorar a Deus não tendo comunhão com os irmãos (1 Jo 4.20-21; Mt 15.13),mostrando espiritualidade só nos cultos diante do pastor, em casa ser um inferno e na sociedade não ter testemunho de crente (1 Tm 3.7). O cristão não pode ter do que se envergonhar (2 Tm 2.15). 


2.3 Sacrifício vivo e agradável a Deus. 

Oferecer sacrifício vivo e agradável a Deus é entregar a vida a Ele. Dormir, comer, trabalhar, passear, tudo como se fosse uma oferta a Ele. E nunca se ajustando às culturas demonizadas, a ponto de não poderem pensar mais com razoabilidade. Na verdade, quando o apóstolo pede para que ofereçam sacrifício vivo a Deus, é uma contraposição aos animais mortos praticados no Antigo Testamento, pois a vida cristã é a nova vida no Espírito Santo (Rm 6.4). É um culto com a participação da mente, do coração e vontade no serviço obediente ao Senhor Jesus. 


3. ADORAÇÃO EXCLUSIVA A DEUS 

Adoração exclusiva a Deus é a essência da adoração, e uma exigência divino (Jo 4.23). Das coisas nós gostamos; as pessoas nós amamos (Mc 12.31), mas só a Deus adoramos (Mt 4.10). Não devemos falar nem por brincadeira que adoramos alguma coisa ou pessoa, a não ser Deus! Não mude a sua adoração e não adore pessoas nem coisas. Faça tudo em Nome do Senhor Jesus dando a Ele toda honra e toda a glória. Não devemos atrair para nós atenção em nossas celebrações, roubando de Deus a honra que lhe é devida. 


3.1 Os ídolos estão dentro das igrejas 

Certas pessoas são verdadeiras vedetes nas igrejas: procuram ser reconhecidas, buscam fama e brilho, apresentam-se como salvadoras do Evangelho, gostam de passar imagens de super-crentes e que nelas se possam confiar. Porém chegam somente para cantar ou pregar depois saem, não assistem aos cultos completos; passam vários minutos falando das suas realizações e fazendo marketing dos seus produtos. Filhinhos, guardai-vos desses ídolos (1 Jo 5.21). 


3.2 Os paparazzos causam vergonha dentro das igrejas 

Preparam suas máquinas fotográficas ou seus celulares e ficam tirando fotos ou filmando cenas sem respeito à casa de Deus e ao pastor. Eles vivem à caça de ídolos ocupando a frente do púlpito e atrapalhando a liturgia do culto. A reunião já não parece mais ser de adoração a Deus e, sim, de reverência às celebridades. Sem submissão alguma e sem espiritualidade, procuram saber primeiro quem é que vai cantar ou pregar naquele dia para sair de casa, se não for um dos seus ídolos nem lá vão. 


3.3 Verdadeiros palcos são montados dentro das igrejas 

Para receber mais público com fim de realizar shows, montam estruturas gigantescas dentro dos templos descaracterizando o lugar de adoração. O altar fica em constante mudança para se adaptar a tais apresentações, uma verdadeira falta de respeito ao lugar que biblicamente deveria ser chamado casa de oração. Fora os estragos deixados nos bens e utensílios. Esses palcos e teatros dentro dos templos descaracterizam e profanam a casa de Deus, pois não atraem adoradores, mas plateias para aplaudir os Pops Stars; não adoram a Deus, mas personalidades que se apresentam. A Igreja do Senhor Jesus deve atrair as pessoas pelo testemunho dos fiéis, vida exemplar do pastor, pregação do autêntico Evangelho e pelos sinais que devem acompanhar (Mc 16.15-18). 


CONCLUSÃO 

Adorar a Deus, além de exigir uma vida santa de fé, fidelidade e submissão a Ele, é também oferecer algo capaz de mexer com o coração do Todo-Poderoso, sem mistura, contaminação nem para aparecer e receber glória e aplausos dos homens (Jo 7.18). A adoração deve ter exclusividade, ser total e nunca dividida ou parcial. 

Um comentário:

  1. Que o Espirito Santo de Deus faça um grande avivamento nos nossos dias,tornando-nos verdadeiros adoradores, não apenas de labios mas em espirito e em verdade.

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