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sexta-feira, 26 de julho de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 da revista da Editora Betel.


O MODELO DIVINO DE COMUNICAÇÃO
28 de julho de 2013

Texto Áureo
“E o Verbo se fez carne e ha­bitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Jo 1.14


Verdade Aplicada
O ser humano foi criado à ima­gem e semelhança de Deus para receber a revelação divina e para viver uma comunhão de amor com Ele e com os seme­lhantes.

Textos de Referência

Jo 1.1 No princípio, era o Ver­bo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Jo 1.2 Ele estava no princípio com Deus.
Jo 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Jo 1.4 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
Jo 1.5 e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a com­preenderam.
Jo 1.14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de gra­ça e de verdade.

Introdução
Deus sempre procura relacionar-se com a humanidade. Tem sido assim desde o Éden (Gn 3.8-9). Mas, como é possível ao Imortal relacionar-se com o mortal, o Eterno com o efêmero, o Santo com o profano, o Incorruptível com o corruptível, o Justo com o injusto, o Pai das luzes (Tg 1.17) com os que se assentam na escuridão? Os evangelhos respondem a todas estas indagações, apresentam o clímax relacional do divino com o humano e se constituem o único modelo eficiente e confiável de comunicação que deveria ser imitado em todos os relacionamentos humanos. É o que estudaremos nesta lição. Na próxima, aplicaremos os princípios aqui apresentados nas relações familiares.

1. DEFININDO A COMUNICAÇÃO
Comunicação é assunto atual. Acha-se presente nos vestibulares, no treinamento do pessoal de Recursos Humanos das empresas, nas campanhas políticas, nos livros e seminários de evangelismo pessoal e de massas, entre outros. Há uma variedade enorme de cursos para líderes, vendedores, professores, etc. Todos destacam a importância de uma boa comunicação. Os temas mais discutidos nos encontros de pais e de casais são os que se relacionam à comunicação. Então, o que é comunicar-se?

1.1 Comunicar é a chave do sucesso
Comunicar não é apenas a arte de falar e escrever clara e corretamente, de expressar bem nossas ideias, pensamentos e emoções. Se fosse, os escritores, poetas e romancistas em geral nunca fracassariam no casamento, na criação e educação dos filhos, nem experimentariam derrotas diante de qualquer outro problema relacional, pois comunicação é a chave para o sucesso em qualquer relacionamento (Pv 15.22).

1.2 O que não é comunicação
Comunicar não é simplesmente saber utilizar os inúmeros recursos que a tecnologia da informação nos oferece para dar e receber notícias e informações a respeito do que ocorre ao redor do mundo e/ou entrar em contato com uma pessoa em questão de segundos, mesmo que ela esteja no polo oposto ao nosso. A prova disto, é que a “era das comunicações” também é a era dos divórcios, das famílias separadas, das babás eletrônicas, das amizades desfeitas, das pessoas confusas, dos relacionamentos que nunca passam do virtual. Comunicar-se é, principalmente, tornar comum, fazer saber.
1.3 Comunicar é, principalmente, tornar comum
É a arte e a disposição que uma pessoa apresenta de se colocar em pé de igualdade com a outra, para que possa entedê-la e fazer-se entendida por ela (Jo 4.1-26). É buscar um ponto em comum com o outro, e, se necessário, abrir mão de algo acrescentando a si mesmo e ao seu modo de ser, pensar e agir, aquilo que possibilitará o estabelecimento do diálogo, do relacionamento, da comunhão. É a determinação de se fazer pertencer ao universo do outro, ao mesmo tempo em que oferecemos condições favoráveis para que ele se sinta pertencente ao nosso universo.

2. DEUS COMUNICOU-SE COM A HUMANIDADE PELA ENCARNAÇÃO
O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus para receber a revelação divina e para viver uma comunhão de amor com Ele e com os semelhantes. O pecado alterou esta capacidade de relacionamento, quer no nível vertical ou horizontal (Rm 3.23). Para tentar resolver os problemas relacionais entre seus pares, os homens inventaram (e continuam inventando), vários meios e recursos de comunicação, quase sempre ineficientes. Para tentar reatar a relação com Deus, desenvolveram várias modalidades de manifestação religiosa. Mas para restaurar a harmonia entre o homem e seu Criador, somente são úteis, eficazes e aceitáveis o meio criado, utilizado e oferecido pelo próprio Deus. Assim, Deus fez-se carne para comunicar-nos a Sua salvação e perfeição (Mt 1.16,20; Lc 1.31).

2.1 A encarnação foi o recurso completo utilizado por Deus
A partir da queda, para que a humanidade pecadora não fosse destruída pela presença terrivelmente santa de Deus, este passou a comunicar-se com ela à distância: Mandou juízos, livramentos, profetas, escritos... Como à criatura caída era impossível responder positivamente aos apelos do Criador, Este decidiu encurtar a distância, remover os obstáculos, desfazer as diferenças, fazendo, de si mesmo, a ponte, o caminho, a escada, o conduto por onde a comunicação entre o divino e o humano pudesse fluir livremente de novo. E como Ele fez isto? João responde: “... o Verbo se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1.14).

2.2 Na encarnação Deus comunicou vida, exemplo e ensino
Ao fazer-se carne igual a qualquer ser humano (Fl 2.5-8), Deus trouxe até nós e para nós Sua própria vida e natureza. Ao encarnar, Ele agiu diante de nossos olhos do modo como nós mesmos deveríamos agir, mas só poderíamos fazê-lo depois de O receber e participar de Sua perfeição. Ao sujeitar-se a todas as fraquezas e tentações humanas (Hb 4.15), ao ser provado no mais alto grau que um ser humano, nascido de novo, pode suportar e vencer, Deus se fez nosso exemplo. Imitando a Jesus, o verbo feito homem, nos tornamos mais que vencedores. Seus ensinos têm autoridade sobre nossas vidas, porque sabemos que não se trata somente de um “Façam o que Eu mandei”, mas, também de um “Imitem-Me”.

2.3 A comunicação feita através da encarnação transformou a Palavra de Deus em fato histórico
Deus se utilizou de várias formas, meios e modulações da comunicação. O escritor da carta aos Hebreus resume, de forma reveladora e graciosa, a história e o ápice das providências comunicativas de Deus em direção à humanidade (Hb 1.1). Por meio da encarnação pudemos ouvi-lo e entendê-lo, porque Deus e Sua Palavra se tornaram, para nós, fato histórico, realidade palpável, verdade tangível. É Deus feito homem, falando-nos em seu próprio Nome, e na linguagem que podemos entender.

3. PARA EFETUAR A SALVAÇÃO DO MUNDO DEUS SE FEZ HOMEM
Deus necessitava encarnar-se para redimir a humanidade? Ele não poderia resgatá-la de outro modo? Se poderia salvá-la de outro modo, por que não o fez? Entre as respostas teológicas para a encarnação do verbo, destacaremos apenas as que se relacionam com as providências divinas essenciais à comunicação:

3.1 Para efetuar a salvação do mundo Deus se fez homem
Deus é perfeito. Ele não tem necessidade alguma. Ele é o Todo Poderoso (Gn 17.1). Certamente poderia lançar mão de uma infinidade de meios para salvar a sua criação. Mas, Ele se fez homem por amor ao homem (Jo 3.16). Visto que a ofensa cometida contra o Deus santo e infinito tem consequências eternas, uma reparação satisfatória só poderia ser oferecida por um homem igualmente santo e infinito. Porém, na terra não havia quem preenchesse esses requisitos. Então, foi necessário que Deus encarnasse. Ao reunir em um único ser o divino e o humano, Deus proveu, em Jesus, um resgate eficaz. Assim, podemos dizer com alegria e segurança, que Deus se tornou carne para comunicar-se com a humanidade, revelar-se a ela, salvá-la e santificá-la (Jo 17.17-19).

3.2 A encarnação era necessária para transculturação do verbo entre nós
Podemos definir como transculturação a manifestação social em que uma cultura se insere em outra, podendo ambas existirem, serem mútua ou unilateralmente influenciadas, fazendo surgir um novo modelo cultural. Através da encarnação, Deus se inseriu na cultura humana, mais precisamente, na judaica. Ele fez isto de forma tão plena, que ficou conhecido como o Nazareno, o filho do carpinteiro. Por causa deste perfeito ato de se comunicar através da transculturação, Ele (o Verbo) alcançou legitimidade para confrontar os declínios morais, sociais, espirituais, éticos e religiosos dos judeus (Mt 7.29; Lc 4.32; Jo 7.46), e propor-lhes um novo nascimento (Jo 3.3). A encarnação do divino no humano possibilitou o nascimento do humano no divino. Fez surgir novas criaturas, com nova mentalidade, nova natureza e vida, passando a constituir um novo povo, com um novo propósito e modo de viver, e um novo destino: a Igreja.

3.3 A encarnação foi necessária para que Deus nos demonstrasse sua solidariedade
O homem se distanciou tanto do Criador, que só conseguiria corresponder ao amor de Deus se tal amor fosse provado pela solidariedade, comprovada pelo nascer entre os homens, vivenciar os sentimentos deles, sofrer suas dores, ser tentado do modo como são tentados, morrer como eles morrem... A fim de arrancar-nos da sepultura do pecado e nas fazer ressurgir com Ele, Deus consentiu provar o Seu grande amor para conosco (Rm 5.8). E, motivado, o escritor aos Hebreus convida: “Cheguemos com confiança ao trono da graça...” (Hb 4.16,15).

Conclusão
Hoje aprendemos que comunicar, no sentido mais aprofundado do cristianismo, é entender a doutrina da encarnação, aceitando-a, vivendo-a e testemunhando acerca dela. Assim podemos dizer que o modelo divino para a comunicação com a humanidade é a encarnação.

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