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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 3 - Revista da CPAD


Trabalho e Prosperidade
20 de Outubro de 2013

TEXTO ÁUREO
“A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10.22).


VERDADE PRÁTICA
A Bíblia condena a inércia e a preguiça, pois é através do trabalho e da bênção de Deus que prosperamos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Provérbios 3.9,10; 22.13; 24.30-34.

Provérbios 3
9 - Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda;
10 - e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares.

Provérbios 22
13 - Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.

Provérbios 24
30 - Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento;
31 - e eis que toda estava cheia de cardos, e a sua superfície, coberta de urtigas, e a sua parede de pedra estava derribada.
32 - O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução.
33 - Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado,
34 - assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

INTRODUÇÃO
Nas lições anteriores, aprendemos que um provérbio bíblico utiliza a linguagem metafórica para expressar o seu real significado. De fato a palavra hebraica machal traduzida em nossas Bíblias como provérbio, possui um leque de significados: parábola, comparação, alegoria, fábula, provérbio, dito enigmático, símbolo, argumentação ou apologia. Tais recursos linguísticos permeiam todo o livro dos Provérbios.
Na lição de hoje, veremos algumas das metáforas usadas pelos sábios para tratar da natureza do trabalho e sua importância. Elas revelam que o labor é uma condição necessária à expressão humana. Ao observarmos o campo, a imagem de um animal ou mesmo a atividade dos insetos, aprenderemos acerca da grandeza do trabalho. Era dessa forma que os sábios da antiguidade ensinavam, pois quando se entende tais metáforas, compreende-se melhor a natureza do trabalho.

I. A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR (Pv 3.9,10)

1. A dádiva que faz prosperar.
Em Provérbios 3.9,10, está escrito que devemos honrar ao Senhor com nossas posses e com o melhor de nossa renda. Tal atitude, segundo o sábio, fará com que os nossos “celeiros” se encham abundantemente e que trasbordem de mosto os nossos “lagares”. O celeiro e o lagar transbordantes são metáforas que representam uma vida abundante! O celeiro, tradução do hebraico asam, é o lugar onde se deposita a produção de grãos. Quando transbordava era sinal de casa farta! Vemos isso nas bênçãos decorrentes da obediência (Dt 28.8). Mas o conselho do sábio mostra que isso só é possível quando há generosidade em fazermos a vontade de Deus.

2. A bênção que enriquece.
No mesmo texto, Salomão fala dos bens e da renda adquiridos como fruto do trabalho. Mas a verdadeira prosperidade não vem apenas de nosso esforço, mas principalmente do resultado direto da bênção do Senhor. É exatamente isso o que diz o sábio em Provérbios 10.22.
O celeiro e o lagar somente se encherão e trasbordarão quando a bênção de Deus estiver neles. É a bênção divina que faz a distinção entre ter posses e ser verdadeiramente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz. A prosperidade integral só é possível com a presença de Deus em nossa vida.

II. A METÁFORA DA FORMIGA (Pv 6.6-11)

1. As formigas sabem poupar.
Na metáfora da formiga, o sábio nos exorta a tomarmos uma atitude prudente diante da realidade da vida: “Vai ter com a formiga”. A palavra hebraica usada aqui é yalak, e possui o sentido de “mover-se”, tomar uma atitude na vida (Pv 6.6)! Até os insetos podem nos dar lições sobre o trabalho! Mas não é apenas isso que aprendemos com as formigas. Ainda em Provérbios, o sábio Agur invoca o exemplo desses pequenos insetos (Pv 30.25). As formigas possuem uma noção sofisticada de trabalho — “no verão [elas] preparam a sua comida”. Isto é, as formigas sabem poupar! Elas não apenas trabalham, mas também poupam. O cristão deve aprender igualmente a poupar recursos para eventualidades futuras.

2. As formigas sabem ser autônomas.
O texto de Provérbios diz que a formiga, mesmo “não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento” (Pv 6.7,8).
As formigas também são responsáveis e trabalham sem serem vigiadas. O erudito Derek Kidner observa o contraste entre elas e o preguiçoso, quando informa que a formiga não precisa de fiscal, enquanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo. A formiga discerne os tempos, o preguiçoso não!

III. A METÁFORA DO LEÃO (Pv 22.13; 26.13)

1. Conhecendo o leão.
A metáfora do leão se encontra em duas passagens do livro de Provérbios (22.13 e 26.13). Há uma pequena variante nesses provérbios, mas o sentido é o mesmo — o preguiçoso sempre arranja uma desculpa para fugir do trabalho! Ora o leão está “lá fora”, ora está “no caminho” e ora está “nas ruas!”. O leão é o mais forte dos animais, e a sua presença causa medo. O fato de o preguiçoso ver o trabalho como um leão significa que ele o encara como uma realidade difícil de ser enfrentada. Tem medo do trabalho, assim como tem medo do leão! É desnecessário dizer que essa é uma visão completamente equivocada do labor.

2. Matando o leão.
Há alguns provérbios populares que expressam um sentido semelhante aos provérbios estudados acima. Por exemplo: “a vida é dura para quem é mole”; “matando um leão por dia”. Tais ditos populares revelam que a vida pode ser difícil, dura, mas tem de ser enfrentada.
Não adianta ficar com medo do leão! O pastor Matthew Henry observa que esse “leão” é fruto da imaginação do preguiçoso e só serve para reforçar a sua inércia. Se há um leão lá fora, é o leão do qual falou o apóstolo Pedro, e ele está rugindo em busca de quem possa devorar (1Pe 5.8). O preguiçoso será a sua principal presa!

IV. O TRABALHO E A METÁFORA DOS ESPINHEIROS (Pv 24.30-34)

1. Trabalho, prosperidade e espiritualidade!
Já vimos que o trabalho possui também uma dimensão espiritual (Pv 3.9). Isso vai de encontro àquilo que pensa o senso comum acerca do trabalho. A ideia que ficou associada ao trabalho é a de que ele é algo meramente material e totalmente destituído de valor espiritual. Mas não é assim que pensa o sábio (Pv 24.30). Quando ele viu o campo do preguiçoso totalmente abandonado, cheio de espinheiros, a primeira sensação que teve foi de um “homem falto de entendimento”.
É interessante observarmos que, no hebraico, essa expressão vem carregada de valores espirituais. A palavra hebraica usada para “entendimento” é leb, significando coração, entendimento e mente. A ideia é mostrar o que há no interior do homem — a espiritualidade. Andrew Bowling, especialista em hebraico bíblico, destaca que esse vocábulo é usado para indicar as funções imateriais da personalidade humana. Portanto, o trabalho é algo extremamente espiritual. Ninguém será menos crente porque trabalha, aliás, a verdade é justamente o contrário (Ef 4.28; 2Ts 3.10)!

2. Trabalho, ócio e lazer!
A análise do sábio sobre a inércia do preguiçoso, que favoreceu o nascimento de espinheiros dentro da plantação, é uma forma de ironizar o ócio dele (Pv 24.33,34). Não dá para prosperar mantendo-se de braços cruzados, e muito menos ficando eternamente em repouso! É preciso se mexer. Todavia, esse é apenas um aspecto da questão, pois quem trabalha precisa de descanso e também de lazer! Deus criou o princípio do descanso semanal (Gn 2.2). Precisamos, inclusive, de tempo livre para estarmos a sós com Deus e com a nossa família.

CONCLUSÃO
O trabalho dignifica o homem e é por isso que devemos levá-lo a sério. Trabalhando, alcançaremos a verdadeira e bíblica prosperidade. Essa recomendação é válida também para os obreiros, pois se não tiverem cuidado, acabarão por mergulhar numa inércia pecaminosa.
Não devemos, todavia, nos fazer escravos do trabalho. Devemos estar disponíveis também a cultuar a Deus, cuidar de nossa família e, com ela, recrear-nos. Enfim, se nos dedicarmos ao trabalho, conforme recomenda-nos a Bíblia, teremos uma vida digna e tranquila na presença de Deus.

5 comentários:

  1. Riquissíma nossa lição, como sempre a palavra de Deus nos edificando e nos dando sabedoria para enfrentar as coisas o mundo em que estamos. Nos dias dificeis que vivemos hoje é muito bom ler a palavra do Senhor e ver o quanto ele se preocupa em nos dar essa sabedoria divina.

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  2. Amigo Pastor Marcos,
    a Paz.
    Bem, a lição presente chama-me a atenção. Veja, logo de início, o autor da revista coloca um "meio" para se obter prosperidade. Ensinando a encher celeiro com o que entregamos e a fórmula de ser feliz e rico ao mesmo tempo. em seguida mostra o esforço de insetos que não medem esforços e trabalham duro no verão.Fala da desculpa que preguiçosos dão para não trabalharem , mostra a importância de descansarmos com a família não colocando o emprego em primeiro lugar. e conclui com advertência aos obreiros da igreja quanto a necessidade de trabalharem.
    Agora vamos passar a bolsa pelo raio-X:
    O cristão deve dividir ou acumular?
    A prosperidade do mundo é vil para Deus?
    A moeda dentro da boca do peixe representa a suficiência da providência de Deus para cada dia ou para o dia de amanhã?
    ___ Como vai o Fulano?
    ___ Ah...Fulano está ótimo! Está com um excelente cargo na empresa tal...
    Esse tipo de resposta faz parte de nossa cultura "capeta"lista, do mundo ocidental. A respeito de sua vida nada foi falado e sim de salário etc.
    Dietrich Bonhoeffer afirmou:
    "nossos corações apenas tem lugar para uma devoção"
    O NT não tem promessas de riquezas muito menos alguém pregando ou profetizando bençãos financeiras. Precisamos trabalhar, sermos fiéis, sim. Mas Mammon não pode ocupar nossos corações.
    Aprender a viver em dificuldades e glorificar a Deus não é maiso que importa. As pessoas estão aprendendo a amar mais o dinheiro que o Senhor. A preguiça tem suas consequÊncias mas do jeito em que o aoutor da revista colocou, vemos Deus como agiota.
    Coisas materiais ainda que boas não podem satisfazer a nossa alma. Nenhum bem preenche o vazio do homem - Mt4.4.
    Interessante é ver que na revista de Felipenses, salvo me engano na penúltima ou última lição, Elienal disse que os obreiros devem receber salários, aqui Josué G. diz que eles devem trabalhar, não terem preguiça. Quem está certo?
    Para finalizar, olha que maravilha esta frase de mais de 500 anos:
    ""Três tipos de conversões existem: a do coração, da mente e a do bolso" (Lutero)
    O Líder quer um carro 2.0 para fazer visitas? a Igreja dá um 1.0 e mais velho. Um missionário no campo passa fome? Deve receber bem.O jovem deixa seu avô comprar pão enquanto dorme? na igreja não deve ter campanha do emprego...
    É isso aí Marcão, anmo que vem vou aí para Taquara visitar meus tios e aparecerei, se for da vontade de Deus, em sua igreja.
    Paz

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    1. Paz irmão, gostei das suas indagações e da riqueza de figuras de linguagem que você sempre usa, valeu mesmo. Vou ajudando os professores a preparar suas ministrações, mas quando eu me deparo com algo que eu julgue estranho eu denuncio e a sua opinião aqui é um subsídio a mais para o docente. Obrigadão.
      Quando vir aqui me fala abençoado, eu te busco na Taquara pra você ir no culto na minha igreja. Paz.

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  3. Mais um pouco Pastor Marcos:
    Pv 3.9,10
    Matthew Henry comenta: “Ele não diz vossas bolsas, mas sim, vossos celeiros, não vossos guarda-roupas, mas vossos lagares; Deus vos abençoará com um aumento daquilo que é para uso, não para ostentação ou adorno; para gastar e consumir, não para acumular e armazenar. Aqueles que fazem o bem com aquilo que tem terão mais com que fazer o bem.”
    O Senhor promete prosperidade ao membro de sua aliança que o adora, pois se pode confiar que esse indivíduo usará sua riqueza para ajudar os necessitados.
    Os provérbios que louvam a generosidade para com os pobres (14.21,31; 19.17;22.9) são di2rigidos a todos os que são capazes de ajudar os necessitados e salvá-los da fome.
    “teus celeiros” – provisões trazidos dos campos, inclusive grãos e legumes.

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  4. é interessante frizar para jovens a diferença entre não andar ancioso e tentar a Deus não querendo se esforçar a arrumar serviço.
    A vida abundante ao meu ver não é o significado de prosperidade. Imagine quantos no mundo, cristãos sinceros e genuínos morreram, morrem e morrerão sem escritura de casa, carros , terem feito faculdaddes, sem poupança?
    A visão de benção do mundo pós moderno e principalmente ocidental é diferente por exemplo de um país africano em que cristãos são retalhados. Dar o melhor é na verdade dar nossa propria vida a Cristo e recebermos celeiros celestiais.
    "vejo Deus te abençoando" tá na moda. Ninguém fala "vejo Deus te abençoando na eternidade quando a entrega generosa de dízimos vão para os necessitados da igreja"
    "e colocavam nos pés dos apóstolos e esses destribuíam aos necessitados" saiu do púlpito para "e colocavam nas ações e investimentos, poupanças dos líderes e esses pagavam faculdades nos EUA para seus filhos"
    paz

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