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terça-feira, 12 de novembro de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 7 - Revista da Editora Betel


A sabedoria de Abigail e a justiça de Deus
17 de novembro de 2013 – Editora BETEL


TEXTO AUREO
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Rm 12.21


VERDADE APLICADA
O poder contagiante da gentileza aliado a força de um coração bondoso pode desarmar o mais perverso dos homens.


TEXTOS DE REFERÊNCIA


ISm 25.10 - E Nabal respondeu aos criados de Davi, e disse: Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé? Muitos servos há hoje, que fogem ao seu senhor.
ISm 25.11 - Tornaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e o daria a homens que eu não sei donde vêm?
ISm 25.12 - Então os moços de Davi puseram-se a caminho e voltaram, e chegando, lhe anunciaram tudo conforme a todas estas palavras.
ISm 25.13 - Por isso disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e cingiu também Davi a sua; e subiram após Davi uns quatrocentos homens, e duzentos ficaram com a bagagem.


INTRODUÇÃO

Davi é informado que Nabal estava tosquiando as ovelhas, isso significava que uma parte do lucro seria dividida entre aqueles que protegiam seu campo. Ele envia dez de seus moços a falar em seu nome com Nabal, que o ignora e se omite em recompensá-lo. Davi é informado e vem para matá-lo, mas é contido por Abigail, mulher de Nabal. Nesta lição, analisaremos essa nova fase da vida de Davi, e como ele é impedido de sujar as mãos de sangue inocente pela sabedoria de Abigail.


1. Davi, o protetor de Nabal

Ainda fugitivo, todavia, já com um exército de proscritos treinados em uma caverna, Davi se torna uma espécie de segurança patrimonial juntamente com seus homens. Saul ainda era rei, e Davi junto a seus homens lutavam contra as várias tribos no deserto de Parã. Nesse tempo, Davi estava por trás das cenas, e, em troca de alimento, ele e seu bando protegia os pastores dos ataques selvagens contra seus rebanhos e suas aldeias. Veiamos como era naquele tempo.


1.1. Protegendo rebanhos

“Aqueles homens têm-nos sido muito bons, e nunca fomos agravados por eles, e nada nos faltou em todos os dias que convivemos com eles quando estavam no campo. De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas” (ISm 25. 15.16). Segundo o costume da época, quando havia uma tosquia de ovelhas, era comum que o proprietário dos animais separasse uma parte do lucro e repassasse para os protetores de seu rebanho. Era um modo de mostrar gratidão e reconhecimento, embora não houvesse nada formalizado que obrigasse o pagamento. Davi e seus homens davam proteção aos pastores de Nabal, homem muito rico, contudo a mesquinhez de Nabal não o deixava pagar pela proteção. Ele era avaro e a avareza é considerada uma idolatria, é o desejo demasiado de adquirir e acumular riquezas (Cl 3.5; Ef 5.3-5).


1.2. A grosseria de um homem rico

Embora fosse descendente de Calebe, Nabal nada tinha do espírito daquele herói. Ele possuía grande riqueza, mas tinha pouco juízo. Ele simplesmente ignorou o trabalho de Davi e seus homens, e não ficava bem que o rico criador de ovelhas obtivesse todas as vantagens e deixasse de fazer retribuição e, pior que isso, rematasse a injustiça com um gesto tão grosseiro. Até mesmo seus pastores foram muito claros quanto ao benefício que Davi e seus homens lhes haviam feito (ISm 25.7,15,16). Sua grosseria e atitudes de menosprezo justificaram a opinião que a respeito dele tinham todos aqueles que o conheciam mais de perto. Em resposta, Davi toma a espada para vingar o insulto, uma atitude totalmente aquém daquele que foi chamado para empunhar a espada cm defesa dos fracos. Devemos ter o cuidado de não sermos contagiados pela ira. Ela pode nos tomar insanos, e nos levar a uma ação descontrolada e covarde. Por um momento, Davi esqueceu a unção e deu lugar a ira. Cuidemos para não cair no laço da ira!(Mt 5.22).


1.3. Justiça com as próprias mãos

Davi é informado por seus mensageiros que Nabal ridiculariza seus préstimos e, ainda por cima, ignora-o, fingindo que nunca ouviu falar dele, comparando seus homens com escravos fugidos e vagabundos. Ele não precisou ouvir duas vezes. Juntou quatrocentos homens e partiu ao encontro de Nabal dizendo: “Assim faça Deus aos inimigos de Davi, e outro tanto, se eu deixar até amanhã de tudo o que tem, até mesmo um menino”, (ISm 25.22). Davi perdeu o controle, ele tem quatrocentos homens para acabar com apenas um, e ainda sentenciar todos os outros inocentes que por lá estão. Aquele modelo magistral de paciência, que se recusava a revidar e contra-atacar Saul, desapareceu de repente. Davi estava cego, louco e totalmente fora de controle (Pv 14.17; 7.8,9). Amados! Não estamos falando de uma pessoa qualquer, estamos falando de Davi. Precisamos compreender que, mesmo com unção e um coração segundo Deus, ainda somos falíveis. Precisamos pensar antes de agir, e jamais permitir que o ódio governe nossos corações.


2. Alimentando a ira de um rei ferido

É importante salientar como somos tão oscilantes em determinadas etapas de nossas vidas. Aquele mesmo Davi que nos ensina a preciosa lição de não revidar ao ataque inimigo, de deixar que Deus execute a justiça e que aprendeu a esperar no Senhor, agora está com quatrocentos homens armados de espada para matar um homem armado apenas com a insensatez (Pv 14.7a). Afinal, quem era realmente o insensato?


2.1. Abigail, uma pérola em meio ao deserto

Nabal foi um homem que jamais se importou com o que estava a sua volta, ele vivia para agradar a si mesmo, o que proporcionava aos seus ter de viver tapando as brechas de sua insensatez. Porém sua esposa Abgail era o oposto. Nabal era duro e maligno em suas atitudes, Abigail era bela e inteligente, de decisões sensatas (ISm 25.3). Eles possuíam temperamentos e comportamentos totalmente avessos. Abigail não possuía somente beleza, tinha cérebro. A maior fortuna de Nabal não era suas posses, mas Abigail, uma pérola rara que brilhava em meio ao lamaçal da péssima índole do marido (Pv 18.22). Abigail não era uma pessoa governada por suas emoções, mas por pensamentos lógicos, uma mulher que sabia a hora de agir e a maneira correta de agir, que conhecia muito bem seu marido, e também sua posição como mulher.


2.2. A atitude de uma mulher Sábia

Quem era o líder da casa? Nabal. Mas a quem os servos buscam para solucionar o conflito, a quem recorrem? Abigail. E por quê? Porque Nabal era inacessível. Ela conhece bem seu marido, sabe de suas limitações e fraquezas, porém, com muita graça não o critica, e ainda o protege. Que mulher sábia! Ela se apressa, sabe que os minutos são preciosos. Seu lado prático de sabedoria já lhe diz o que fazer e o que dizer, ela toma consigo um banquete e ao chegar diante de Davi se prostra dizendo: “Ah! Meu senhor, caia a culpa sobre mim... não vi os moços de meu senhor que enviaste” (ISm 25.24a; 25b). Abigail, além de não omitir as atitudes de seu marido, porque todos o conheciam, tomou sobre si o peso de sua insensatez. Em um tempo em que as pessoas se divorciam por incompatibilidades, e por nada se desfaz um matrimônio, eis uma lição de graça e sabedoria.


2.3. Para cada Davi, existe uma Abigail

Todo o desconforto gerado entre Nabal e Davi ocorreu por causa de alimento. Era o dia do banquete; Davi e seus homens estão famintos, mas são tratados como pessoas sem qualquer vínculo com o rico fazendeiro. Abigail sabe muito bem que a única coisa que faz mais barulho que a cavalgadura dos soldados de Davi, é o estômago deles. Então, o que ela porta consigo além de beleza? Sabedoria e humildade. Ao prostrar-se diante de Davi ela chama a si mesma de serva seis vezes, e oito vezes chamou a Davi de “meu senhor” (ISm 25.24-31). Davi tem uma espada desembainhada, está prestes a sujar as mãos de sangue inocente, mas Abigail sabiamente o impede e ainda o recorda que futuramente será o rei de Israel (ISm 25.31). Essa é uma bela revelação sobre os instrumentos que Deus usa para nos livrar dos maus caminhos, que entram em nossas vidas, exercendo ministérios influenciados pelo Espírito Santo para nos frear. Falando ao nosso coração, detendo-nos da corrida louca do egoísmo.


3. Lições que devemos aprender

Abigail defendeu bravamente seu marido, colocando-se entre ele e a morte. Resolveu o problema sem que ele soubesse, pois o insensato estava tão bêbedo que ela não lhe pôde contar o que aconteceu. Mas, pela manhã, quando sóbrio, ao saber do ocorrido, teve literalmente um derrame, e aproximadamente dez dias depois, o Senhor o feriu (ISm 25. 36-38). Vejamos algumas lições desse epsódio.


3.1. Davi aprendeu que a vingança pertence a Deus

Por mais que sejamos afrontados, não é uma atitude cristã tomar a espada e vingar o insulto. Despertado pelas sábias palavras de Abigail, Davi compreende que Deus o está livrando de ser tão insensato quanto Nabal (ISm 25. 32-34). E logo após a morte de Nabal, pôde afirmar: “Bendito seja o Senhor, que pleiteou o pleito da minha afronta da mão de Nabal, e deteve a seu servo do mal, fazendo o Senhor tornai' o mal sobre a sua cabeça.” (ISm 25.39). Davi aprendeu que Deus sabe fazer justiça a seus escolhidos, e nós aprendemos que uma decisão baseada na ira poderá manchar para sempre a linda história que Deus está escrevendo sobre nós.


3.2. Aprendendo com Abigail

O que mais nos lastima é a ausência de atitude de algumas pessoas em relação aos conflitos que lhes surgem. Abigail nos ensina que, antes de tomar qualquer atitude, devemos observar o quadro da situação por inteiro. Ela examinou os dois lados, compreendeu a insensatez de seu marido e foi capaz de conter a ira de Davi. Ela foi direto ao alvo. Eles estavam com fome, não adiantava argumentar, chorar ou orar. Então ela levou comida. Ela tinha que resolver, não podia esperar pelo marido, então agiu. O que Deus espera de nós em momentos como esse? Apenas uma atitude e nada mais (Ec 11.4).


3.3. Davi se casa com Abigail

O que parecia uma tragédia terminou de forma feliz tanto para Davi quanto para Abigail. Nabal morreu de um ataque apoplético, provocado por sua devassidão e ira. Desse modo, Davi manda buscar a Abigail e a toma como esposa, reconhecendo não somente seus feitos e suas qualidades, mas acima de tudo grato a quem tanto devia. E, ela, graciosa e humilde, aceitou, declarando-se indigna. O versículo 35 é a resposta do Senhor a todos os que nEle se refugiam, e assim cada um se casa com Ele, depois que o primeiro marido morre. Em um momento Abigail simboliza o Espírito Santo, que desce até nós para nos impedir de tomar atitudes drásticas. Em outro, Abigail representa a vida do pecador casado com insensatez.


Conclusão

É muito confortante saber que, mesmo em momentos como este, o mal domina as nossas mentes como dominou a de Davi, Deus é capaz de enviar alguém da qualidade e sabedoria de Abigail para falar ao nosso coração como fez com seu ungido. Abigail nos lembra muito ao Senhor a quem servimos. Pois quem seria capaz de assumir a culpa por algo que não fez, arriscar a vida por alguém que jamais reconheceu seu valor? Quem, senão Cristo?

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