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domingo, 1 de dezembro de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da Editora Betel



Sucessos no Trabalho Fracassos na Família 
08 de dezembro de 2013

TEXTO AUREO
“Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia”. 1 Tm 3.4

VERDADE APLICADA
Não existe vida plena, se apenas houver sucesso no trabalho e fracasso na família.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

lCr 3.1 - E estes foram os filhos de Davi, que lhe nasceram em Hebrom: o primogênito, Amnom, de Ainoã, a jizreelita; o segundo Daniel, de Abigail, a carmelita;
lCr 3.2 - O terceiro, Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur; o quarto, Adonias, filho de Hagite;
lCr 3.3 - O quinto, Sefatias, de Abital; o sexto, Itreão, de Eglá, sua mulher.
lCr 3.4 - Seis filhos lhe nasceram em Hebrom, porque ali reinou sete anos e seis meses; e trinta e três anos reinou em Jerusalém.
lCr 3.5 - E estes lhe nasceram em Jerusalém: Siméia, e So-babe, e Natã, e Salomão; estes quatro lhe nasceram de Bate-Seba, filha de Amiel.

INTRODUÇÃO
Como rei, Davi organizou exércitos, alargou os termos de Israel, fez a nação prosperar. Mas como administrador da sua casa, foi um completo fracasso. Seu maior Golias nunca esteve no campo de batalha, habitou dentro de sua casa, em meio a sua família, durante todo o tempo em que viveu. Sua família sempre foi seu maior insucesso.

1. Uma vida inconsequente
“E tomou Davi mais concubinas e mulheres de Jerusalém, depois que viera de Hebrom; e nasceram a Davi mais filhos e filhas” (2Sm 5.13). Davi gerou outros filhos por meio de outras mães, que a Bíblia sequer lista quantos foram. O que o fez viver em contradição direta com os mandamentos estabelecidos pelo Senhor na vida de um rei, ou qualquer pessoa que reconheça o que está escrito em Gênesis 2.24.

1.1. As três proibições de um rei
Segundo o legado de um rei estabelecido em Deuteronômio 17.14-17, o rei não deveria multiplicar para si cavalos, mulheres, nem deveria aumentar muito seu tesouro de prata e ouro. Quanto a cavalos e tesouro, Davi pôde ser fiel, mas, no que dizia respeito a mulheres, esse ele não resistiu. Sua paixão sexual não se satisfez com um harém cheio de mulheres, e mesmo tendo muitas concubinas, seu desejo cresceu ainda mais. A advertência era clara: “Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie” (Dt 14.17). Davi sempre semeou na carne, mas parece que nunca teve a consciência de que um dia suas sementes iriam brotai-. Ele não sabia que o sofrimento da colheita anularia o prazer do plantio. Não contava que ervas daninhas consumiriam sua alma (Gl 6.8).

1.2. Sucesso no palácio e fracasso no lar
Davi teve êxito em todos os lugares, menos em sua própria casa. Se não estivermos bem em casa, estaremos realmente bem na vida cotidiana? Na verdade, como explicar tamanho desastre no lar de um homem como Davi? Enquanto ele se ocupava em governar, fundar cidades, e edificar o reino, não tinha tempo para família e filhos. Isso não aconteceu somente com Davi, acontece com muitos homens de Deus, que, ao extremo, pensam que a vida se define apenas por seu ministério, e quando dão por si, o lar já sucumbiu, o casamento já foi para o ralo, e o ministério que era tão cuidado afunda junto com o alicerce familiar. Existem muitos Naamãs em nossos dias, que, ao tirar a roupa de soldado em suas casas, a única coisa que se vê é uma lepra incurável. Que adianta ser sucesso no púlpito se, no lar, é-se uma farsa? Não sejamos como Davi, ainda há tempo para mudanças!

1.3. Harém repleto e o coração vazio
“Todos esses foram filhos de Davi, além dos que teve com suas concubinas” (lCr 3.9). Se contarmos a lista de esposas que Davi teve e acrescentarmos Mical e Bate-Seba, Davi teve oito esposas (lCr 3.1-8). Mas, quando observamos bem o versículo nove, vemos que Davi não somente gerou muitos filhos, como também “colecionou” muitas mulheres. Mas, embora vivesse flertando, e envolvendo-se de relacionamento a relacionamento, Davi era vazio, nunca teve o que se pode chamar de “amor”. Existe uma lacuna não preenchida quanto a sua família, não existe um Salmo sequer acerca de seus filhos, e, com tantas esposas, ele nunca fez um soneto ou cântico para qualquer delas. No que diz respeito à sua família, é como se membros dela nunca tivessem existido. Davi era ocupado demais, importante demais, e, por isso, algumas coisas para ele se tomaram tardias demais (Ec 3.1).

2. Exemplo refletido nos filhos
O Livro de Provérbios adverte assim aos pais: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). O que a Bíblia está dizendo? Que instruir os filhos é dever dos pais; que, se logo cedo seus pais traçarem uma disciplina sólida para sua vida, eles estarão alicerçados até na velhice; ou que se não houver cuidados quanto a isso na velhice eles estarão perdidos. Davi foi um grande guerreiro, mas vacilou demais na atenção e disciplina de seus filhos, e viu a si mesmo em cada um deles (Ef 6.4; Cl 3.21).

2.1. O lamentável silêncio do rei
Davi se misturou com mulheres de vários tipos, ele teve mulheres diversas, filhos diversos, e problemas diversos. Enquanto estava ocupado em cuidar da nação, bem debaixo de seu nariz ele não observou o olhar estranho de seu filho Amnon por sua filha Tamar, que forjando estar doente, atraiu Tamar, a qual de boa vontade, vindo socorrê-lo, foi forçada a deitar-se com ele, e, ao fim do ato, mandou-a embora com sua vergonha e a desprezou (2Sm 13.1-21). Tamar foi vítima de uma paixão infame, e seu irmão Absalão, sabendo dessas coisas guardou consigo um ódio mortal de seu irmão Amnon. Quando Davi soube do acontecido, irou-se, mas, infelizmente, não tomou atitude alguma a respeito. Ele não confrontou, não castigou, nem se moveu contra Amnom. Nenhum sermão. Nenhum castigo. Nenhuma repreensão. Nenhuma censura (Pv 3.12). E agiu pior ainda com Tamar. Ele não fez nada por Tamar. Ela precisava de sua proteção, sua afirmação, sua aprovação. Ela precisava de um pai. E tudo o que recebeu de Davi foi seu silêncio. Ele via as esposas como troféus e os filhos como qualquer coisa.

2.2. O julgamento realizado por Absalão
Davi era tão desatento quanto aos filhos que também não observou que Absalão e Amnon não se falavam havia dois anos, que Absalão odiava Amnon, e que mais cedo ou mais tarde ele iria se vingar (2Sm 13. 22.23). “Absalão era irmão germano de Tamar e, como o pai não a ajudara, era ele seu protetor natural Recomendando-lhe que se conservasse calada, Absalão esperou tranquilamente uma oportunidade conveniente para se vingar” mas ela, pobre moça, tinha de enfrentar uma vida arruinada O crime da sedução pairaria sobre ela como uma nuvem negra que nem mesmo a vingança que Absalão estava prestes a tomar poderia remover. Existem coisas que o dinheiro e a estabilidade jamais poderão comprai'. O palácio onde Davi morava era um lugar de ódio, invejas, traições e assassinatos (Pv 15.30; 22.1). Davi era bem sucedido e certamente seus filhos possuíam do bom e do melhor, todavia sua maior carência residia no fato de serem ignorados de todas as formas por seu pai.

2.3. Uma confissão tardia
Davi não tomou atitude quando Amnon humilhou Tamar, nem quando Absalão assassinou premeditadamente Amnon. Absalão fugiu após a morte de Amnon, e Joabe intercedeu por sua volta, Davi permitiu, mas não o foi ver. “Assim ficou Absalão dois anos inteiros em Jerusalém e não viu a face do rei (2Sm 14.28). Absalão preparou um Golpe de Estado e, pouco a pouco, adquiriu prestígio, até expulsar seu pai do trono. Davi chorou ao deixar Jerusalém, e choraria outra vez pela perda de outro filho. Na perseguição, Joabe desferiu três flechas certeiras contra Absalão, e todas três são cravadas em seu coração enquanto estava entre o céu e a terra (2Sm 18.9). Pessoas que ficam entre o céu e a terra sempre são “alvejadas no coração”. Ao ver seu filho morto, Davi caiu em prantos dizendo que o amava, mas era tarde demais. Davi demorou muito tempo para chegar até um filho e dizer que o amava. Não sejamos como ele!

3. Uma história marcada pela solidão
Davi tinha esposas como quem coleciona troféus. Ele via as esposas como meios de obter prazer, não como parte do plano de Deus. O resultado foi um lar catastrófico e um coração destruído pelas muitas amarguras e perdas. Seu pranto por Absalão revela sua intensa dor. “Ah, meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera ter morrido em seu lugar! Ah, Absalão, meu filho, meu filho!” (2 Sm 18.33).

3.1. Troque presentes por sua presença
Seria ledo engano acreditar que Davi gerou filhos para que se perdessem. Ele não era tão insensível assim. Absalão ou Abshalom significa: “pai da paz”. Ele não lhe deu esse nome por acaso. Nem jamais pensou que seu próprio filho lhe traria tão grandes dores. A triste realidade, é que, mesmo sendo Davi um pai que sonhasse com o bem dos filhos, ele jamais foi capaz de transformar suas boas intenções em investimento de vida na existência deles. Nunca desmarcou reuniões ou batalhas para arrumar sua casa que se deteriorava. Absalão tinha tudo: dinheiro, castelo, casas, prestígio, posição social, “status”, era bonito (a Bíblia diz que ele era o homem mais bonito daquela geração (2Sm 14.25), mas não tinha a presença do pai.

3.2. Nos braços de uma estranha
Uma coisa é certa, nem sempre sabemos o tempo da colheita, mas iremos colher aquilo que plantarmos. Este é um último alerta para que também não venhamos pagar o preço que Davi pagou. O primeiro livro dos Reis de Israel nos apresenta como foram às últimas horas de Davi, e o terrível preço de uma família negligenciada. Davi está prestes a encontrar-se com a morte, e sente um frio que os cobertores não podem tirar. O rei precisa de uma virgem para aquecê-lo, alguém para abraçá-lo firmemente enquanto ele dá seus últimos suspiros (lRs 1.3,4). Não chamaram nenhuma de suas esposas, nenhum filho está próximo a ele. Que triste verdade: “Davi morreu aos cuidados de uma estranha, porque fez de sua família pessoas estranhas”. Ainda existe tempo para nós. Não sejamos como Davi (SI 68.6; 107.41).

3.3. Doze mandamentos que tornam o filho um marginal
1 - Desde cedo, dê a criança tudo o que deseja. Ela crescerá com a convicção de que o mundo todo lhe pertence; 2- Se a criança utilizar expressões impróprias, dê risadas. Ela vai então se considerar especialmente espirituosa; 3 - Não lhe dê nenhuma educação espiritual; quando ela crescer escolherá o caminho que melhor lhe convém; 4 - Nunca lhe diga: “Isso está errado!”. Ele poderá ficar com complexo de culpa!; 5 - Sempre arrume toda a sua desordem. Assim, a criança ficará convicta de que a responsabilidade é sempre dos outros; 6 - Permita que ela leia o que quiser! Preocupe-se em esterilizar as louças da sua casa, mas deixe que a mente de seu filho fique com bactérias 7 - Desenvolva toda desavença conjugal diante da criança. Se mais tarde houver o divórcio, pelo menos ela não ficará surpresa; 8 - Dê-lhe todo o dinheiro que pedir; nunca lhe ensine a produzir; 9 - Cuide para que a criança receba todo o imaginário em comida, bebida e conforto. Do contrário, poderá ficar facilmente deprimida; 10 - Sempre lhe dê razão: Os vizinhos, os professores e a polícia apenas visam o mal da pobre criança; 11 - Se finalmente se tornar um marginal, simplesmente explique que você não pode fazer nada! 12 - Prepare-se a tempo para uma vida espinhosa. Com toda a certeza, você a terá!

CONCLUSÃO
Observamos que podemos nos tornar pessoas de sucesso e, ao mesmo tempo, péssimos administradores de nossos lares. O que vimos em Davi está refletido em nossa sociedade, e, infelizmente, é realidade em muitos lares cristãos. Não precisamos pagar o preço pago por Davi, ainda podemos resgatar nossos familiares. Deus, com certeza, está falando ao nosso coração.

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