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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel


Wicca - Um Nome Moderno para a Velha Bruxaria
02 de março de 2014


TEXTO AUREO
“Abandonaram o Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos que havia ao redor deles, e os adoraram; e provocaram o Senhor à ira, abandonando-o, e servindo a baalins e astarotes”. Jz 2.12,13



VERDADE APLICADA

Baal, Astarote, Duendes, Fadas e “Bruxinhos do Bem”, são nomes utilizados pelo paganismo, no decorrer da história da humanidade, para camuflar a verdadeira identidade da velha serpente: Lúcifer.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jz 2.11 - Então os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, servindo aos baalins;
Jz 2.12 - Abandonaram o Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos que havia ao redor deles, e os adoraram; e provocaram o Senhor à ira,
Jz 2.13 - abandonando-o, e servindo a baalins e astarotes.
Jz 2.14 - Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou na mão dos espoliadores, que os despojaram; e os vendeu na mão dos seus inimigos ao redor, de modo que não puderam mais resistir diante deles.


INTRODUÇÃO

Através de livros, desenhos animados e filmes, a bruxaria tem adentrado nos lares em todo mundo. Estão inculcando, tanto nas crianças como nos adultos, a existência de “bruxinhos do bem”. Crenças e rituais praticados pelos Wiccanos lembram as religiões pagãs, que buscavam “equilíbrio”, dizem eles, “entre o bem e o mal”. A sua adoração é dirigida a divindades composta por duas deidades: “a deusa mãe”, que para eles representa a parte feminina do poder; e o “deus cornífero” que é venerado por eles como poderoso pelo fato de possuir chifres. Conheça, através desta lição, um pouco dessa seita, que é atualmente a principal divulgadora da bruxaria moderna.


1. Histórico da Bruxaria chamada Wicca

Wicca, seita popularizada por Gerald Brosseau Gardner, nascido em 13 de junho de 1884, na Inglaterra, faleceu em 12 de fevereiro de 1964. Gardner era fascinado pelo ocultismo, buscando contato com várias seitas e, em diversos lugares do mundo, foi agregando conhecimento e crenças em bruxaria. Antes de criar suas próprias doutrinas, Gardner foi membro da Maçonaria, membro da Rosa-cruz, fez parte de grupos praticantes de bruxaria na Inglaterra e sofreu a influência do amigo Aleister Crowley, um homem conhecido pela prática e pela divulgação do culto satânico.


1.1. O Termo “Wicca”

Com a publicação de seus livros “A Bruxaria Hoje” (1954) e “O Sentido da Bruxaria” (1959), Gardner se popularizou na Inglaterra espalhando rapidamente seus ensinos em todo Reino Unido. As doutrinas formuladas nestas obras foram denominadas, tempos depois, de Gardnerianismo. Nessas obras, Gardner resgatou o termo “Wicca”, porque em épocas remotas os "Bruxos" eram chamados de "wiccas" (os sábios). A palavra wicca é oriunda do termo inglês Witchcraft (bruxaria).


1.2. A Prática do Wiccanismo

Gardner, misturando rituais antigos de feitiçaria com ritos de seitas orientais, criou um novo modelo para a prática antiga de bruxaria. Há duas formas de se seguir um rito wiccano: a primeira é sozinho, onde o praticante é denominado “bruxo solitário”; a segunda é a forma chamada “covens” (comunidade praticantes dos rituais Wiccanos), onde vários praticantes se reúnem para seus ritos. Um exemplo de rito é o círculo de adoração, onde é traçada uma linha com sal grosso, areia fina, uma pequena bancada que serve de altar, onde se põem incenso e o material (dependendo do que se quer fazer). Em algumas ramificações da Wicca, os rituais são realizados com os praticantes totalmente nus, um verdadeiro culto à promiscuidade.


1.3. A Iniciação ao Wiccanismo

Para se tornar um wiccaniano, o candidato passa por várias etapas, cada uma delas com seus rituais, que vão desde a prática do ato sexual entre o candidato e um alto sacerdote ou sacerdotisa Wiccana, conforme o sexo do candidato, até a prática homossexual.


2. As Divindades Wiccas

Os Wiccanos celebram “o casal divino”: a “deusa mãe” e o “deus cornífero”. Esses dois possuem muitas faces - faces representadas por diversos deuses e deusas em várias culturas espalhadas pelo mundo.


2.1. A “deusa mãe”

A “deusa” é retratada pelos wiccanos como uma deusa tríplice: uma deusa virgem; uma deusa-mãe; e uma deusa anciã. Cada uma tem associações diferentes, ou seja: a virgindade, a fertilidade e a sabedoria. Ela também é comumente descrita como a “deusa lua” ou simplesmente a “deusa mãe” por ser a figura da mãe a mais forte. Os Wiccanos atribuem a ela o ato da criação de todas as coisas, inclusive a criação do próprio “deus chifrudo”, que ao ser criado conquistou a igualdade à “deusa mãe”, equivalendo a ela em importância. Em João 1.1-3, encontra-se o relato bíblico informando quem de fato é o autor da criação: Jesus. Ele é o agente da criação de todas as coisas (Jo 1.3).


2.2. O “deus cornífero” ou “deus chifrudo”

Mesmo com um nome que faz referência a um “deus possuidor de chifres”, os wiccanos desconversam, dizendo que um “deus chifrudo” simboliza poder e força, e não o diabo. Diferente do que pregam, ao dizer que nas civilizações antigas os chifres é uma representação da masculinidade, mas, na verdade, o que é adorado não é uma figura masculina e sim uma divindade, neste caso, uma divindade chifruda. Isso é uma retomada a bruxaria e aos cultos a demônios.


2.3. A Bíblia condena as divindades wiccanas

Estas divindades wiccanas, ao longo da história, tiveram vários nomes. A “deusa mãe” foi chamada de: Artemes, Astarote, Diana, etc. O “deus chifrudo” foi conhecido como: Apoio, Cernutos, Lúcifer, Osires, etc. Essas divindades e os cultos a elas são práticas antigas, pois há relatos na Bíblia Sagrada que Deus abandonou o povo de Israel por prestar culto a Asterote, “a deusa mãe” (Jz 2.12-14). Salomão se entregou aos deuses de suas mulheres: Quemos, Moloque; edificando altares e prestando-lhes cultos (lRs 11.7). Além de praticar a idolatria “fez para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios a seus deuses” (lRs 11.8). Como consequência desse apoio e prática idólatra, o Rei Salomão perdeu o seu reino (lRs 11.11), porque seguiu outros deuses, não guardando o Pacto e os Estatutos que Deus ordenou.


3. Principais heresias Wiccas

Não existe nenhum tipo de "livro sagrado" ou "revelação" na Wicca. As fontes que fundamentam a crença e a prática desta seita são literaturas sobre a bruxaria, que consiste basicamente em obras (na sua maior parte estrangeiras) de sacerdotes wiccanos renomados, como os escritos de Gardner. Destaca-se porém algumas heresias, como segue:


3.1. Princípio Ético

O princípio ético que rege os wiccanos diz: “Se não causar dano a ninguém, faça o que quiser”. Uma liberdade sem limites que leva muitos a ações de total irresponsabilidade, visto que o “causar dano” fica a critério do praticante da ação. Quando o homem faz o que quer, baseado neste princípio, comete pecados (Ec 12.14).


3.2. Conceito de Bem e Mal

“O que é mal para uma pessoa, pode ser um bem para outra”, este é o conceito do bem e do mal que rege os wiccanos. Para eles, a existência do mal é fundamental para dar sentido ao bem. Assim, veneram as trevas e o mal. A Palavra de Deus, no entanto, condena veemente tal prática ao afirmar que “quem anda nas trevas não sabe para onde vai” (Jo 12.35). O Cristão deve andar em novidade de vida e em plena luz (Ef 5.8). Praticar o bem e fugir do mal e de sua aparência, faz parte do dever do cristão (lTe 5.22), pois o mal, na Bíblia, é sempre visto como desequilíbrio. O homem, por causa do pecado, tornou-se um desajustado espiritual, restando a ele a condenação, se o mesmo não se arrepender de seus pecados.


3.3. Ensino dos Sabás e Esbás.

Sabás, “A Roda do Ano” ou “mandala da natureza”, como também é conhecida, são celebrações comemorativas que marcam as mudanças das estações do ano. É uma ocasião em que os bruxos celebram a natureza, dançam, cantam, deleitam-se com alimentos e honram as deidades, principalmente a “deusa” da fertilidade e seu consorte, como o denominam: “deus chifrudo”. Em certas tradições Wiccanas, a “deusa” é adorada nos “sabás” da primavera e do verão, enquanto o “deus chifrudo” é homenageado nos “sabás” do outono e do Inverno. Os “esbás” são o nome dado aos rituais de adoração, que acontecem nos momentos das celebrações. Há relatos que, nessas celebrações, os rituais são praticados pelas pessoas totalmente nuas.


CONCLUSÃO

A seita Wicca vem ganhando um sólido espaço entre as múltiplas religiões no Brasil. Embora ainda carente de algumas definições e bastante associada ao esoterismo, está sendo disseminada através da Internet, nos inúmeros títulos nas livrarias e mesmo em publicações populares distribuídas nas bancas de jornal, trazendo heresias que devem ser refutadas, visto que é uma crença baseada, principalmente, na magia, prática condenada por Deus.

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