sábado, 22 de fevereiro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 8 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2014 - LIÇÃO 8
(Revista: Central Gospel - nº 37)

Tema: O RABI DA GALILEIA
  
Texto Áureo: Mateus 4.23
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição apresente Jesus como Mestre, e suas formas de ensinar, mostre que é possível imitar-lhe o estilo e conteúdo.
- “era uma grande honra”, era um título que ostentava um valor popular, e assim como os títulos hoje causam cobiça, também.
- “Jesus foi reconhecido”, o reconhecimento de Jesus veio do povo, veio informalmente. Assim também acontece com alguns obreiros antes de serem levantados aos cargos, os irmãos já os consideram no cargo, São obreiros que são chamados de diáconos e presbíteros que são chamados de pastores.  
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1. OS MÉTODOS DIDÁTICOS DE JESUS
- Jesus usava métodos variados para transmitir Sua mensagem, isso o fazia diferentes dos outros.
- Professor(a), ensine aos alunos e aprenda também, que se alguém quiser fazer a diferença na área do ensino deve seguir os passos do maior mestre que já existiu. Dessa forma o reconhecimento virá antes da consagração.

1.1. O discurso
- “o discurso”, nesse método o mestre fica em pé e os ouvintes ficam assentados aos seus pés ou em bancos. Usamos esse método na pregação.
- “ensinava nas sinagogas”, a sinagoga era uma espécie de escola que funcionava aos sábados com o objetivo de transmitir ensinamentos da lei, só os mestres e anciãos podiam ensinar na sinagoga.

1.2. Perguntas
- “maiêutica”, é uma teoria filosófica elaborada por Sócrates no século IV a.C. Através desta linha filosófica ele procura dentro do Homem a verdade, por isso faz uso do método de perguntas.
- “foi encontrado três dias depois”, é interessante pedir para os alunos leem a referência e perguntá-los: O que Jesus estava fazendo quando foi encontrado?.

1.3. Debates
- No método de perguntas, o mestre faz as perguntas aos discípulos (alunos), no debate são os ouvintes que fazem as perguntas. É um método mais difícil de se usar, pois o mestre/professor deve ter uma grande conhecimento do assunto para conseguir contra argumentar e assim ensinar.

1.4. Dramatização
- “a ceia do Senhor”, já existia a ceia da páscoa, mas Jesus a dramatizou, dando significados aos seus elemento, o pão e o vinho.
- “batismo”, o batismo em águas já existia, então Jesus o transformou no símbolo da confissão pública de fé.  

2. OS RECURSOS DIDÁTICOS DE JESUS

2.1. As fontes
- “subsídios”, conteúdo que fortalece o ensino.

2.1.1. As Escrituras
- “no Sermão do Monte”, neste sermão Jesus também citou os mandamentos ensinando a interpretar de forma correta.
- Também quando lhe questionaram acerca da ressurreição ele usou as palavras de Deus registradas em Êxodo 3.6
“Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.” E afirmou que Deus não é Deus de mortos, senão Ele teria dito “eu fui o Deus de...” (acréscimo nosso). O único recurso que os saduceus tinham era as Escrituras e o Senhor Jesus usou as Escrituras para mostrar-lhes como eles estavam em contradição. O MESTRE TIRA ONDA!

2.1.2. O mundo natural
- Veja uma ocasião em que Jesus usou esse recurso:
 “E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;” Mateus 6:28
- Você pode encontrar outras passagens em que Jesus usa a natureza como fonte de comparação.

2.1.3. O cotidiano
- “quadros prosaicos”, onde é feita a narrativa em forma de prosa.
- Jesus usava os costumes da vida diária para ensinara a mensagem, um problema que ocorre hoje é muitos desses costumes se perderam e precisamos pesquisar para saber o significado da “dracma”, “das vestes nupciais”, “das talhas para purificações”, etc.

2.2. Criatividade
- “figuras de linguagem”, são recursos de linguagem, para melhorar ou embelezar a transmissão de ideias.

2.2.1. A metáfora
- Veja como Jesus usou a metáfora da referência:
“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” Mateus 5:13 Aqui o elemento “sal”, é usado para representar o que significa ser servo de Cristo. Hoje os pregadores usam dessa criatividade e vão mais fundo, falando até dos benefícios que o sal faz à comida.

2.2.2. O símile
- “Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos.” Lucas 10:3
A palavra sublinhada tem a função de advérbio de comparação, fazendo a palavra “cordeiro” se tornar sinônimo de "enviado de Cristo" e a palavra “lobo” vira sinônimo de "ímpios".

2.2.3. A parábola
- Na parábola o Rabi da Galileia contava uma história fictícia e usava seus elementos como comparação. Algo parecido que usamos hoje em dia é a “analogia”, que é uma comparação detalhada de um sistema ou conjunto.

2.3. Aproveitamento da acústica dos ambientes
- Ele também falou à multidão num barco, veja:
“E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão.” Lucas 5:3 Pela Física sabemos que o som tem a sua velocidade aumentada na superfície da água, ficando em torno de 1400 metros por segundos, desse forma as palavras de alguém que fala na superfície da água se tornam mais claras e mais altas. Como Jesus sabia disso? CLARO! ELE TRABALHOU NA CRIAÇÃO!
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3. OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO ENSINO DE JESUS

3.1. Adequado
- “Howard G. Hendricks”, professor e conferencista ilustre do Dallas Theological Seminary e escritor de vários livros famosos. Morreu ano passado em 20 de fevereiro de 2013.
- Jesus não dava o que as pessoas queriam, mas dava aquilo que as pessoas precisavam, por isso seu ensino era adequado. Hoje os pregadores preferem dar o que o povo quer, por isso são famosos e renomados, mas não abalam o inferno como fez Jesus, Paulo, Pedro, Apolo, John Wesley, Jonathan Edwards, Charles Finney, Charles Spurgeon, Moody, Willian Seymour (pentecostal) , Billy Graham e muitos outros.

3.2. Cativante
- Ele cativava pela forma de falar, com amor e com autoridade. As pessoas percebem isso no pregador ou professor.

3.3. Criativo
- “hipérboles”, é a figura de linguagem que expressa o exagero, veja:
“Condutores cegos! que coais um mosquito e engulis um camelo.” Mateus 23:24 QUE EXAGERADO!
- “trocadilho”, é recurso de usar palavras semelhantes na estrutura ou significado, como forma de chamar atenção para a mensagem, veja:
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” Mateus 16:18 Trocadilho entre as palavras “Pedro” e “pedra”, torna interessante o que se quer dizer.
- “paradoxo”, exposição das ideias contrárias. Em Mt 12.41-44 a ideia contrária é que a viúva que deu menos foi a que deu a maior oferta.

3.4. Revolucionário
- “causou alvoroço”, Jesus não pregava mesmice, Ele anunciou uma mensagem que ninguém pregava. Muitos pregadores hoje pregam o que o povo está cansado de ouvir, não vão na profundidade para encontrar a novidade.

CONCLUSÃO
- “chegassem até nós”, Jesus cuidou que Seus ensinamentos fossem transmitidos às nações em todos os tempos.
- “na hora certa”, assim Deus faz Seus pregadores e professores, primeiro Deus os instrui e no tempo certo Deus os envia, isso pode levar anos. Muitos querem ser enviados antes da hora e se cansam rápido e desanimam ou se decepcionam.
- “resumiu toda a lei”, Jesus extraiu da lei aquilo que é mais importante e fez desse ensino a base do Seu evangelho, que é a boa nova de salvação.
- Faça o resumo, apresentando os pontos mais importantes aprendidos. 

Boa aula!


Marcos André – professor

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