terça-feira, 18 de março de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 12 - Revista da Editora Betel


Budismo, e o Seu Crescimento Sutil e Silencioso

23 de março de 2014

TEXTO AUREO

“Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam”. Is 64.6



VERDADE APLICADA

A justiça própria é inimiga do Evangelho de Cristo; O homem que busca ser salvo por meio de suas boas obras, está enganando a si mesmo.


TEXTOS DE REFERÊNCIA


Is 64.5 - Tu sais ao encontro daquele que, com alegria, pratica a justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos. Eis que te iraste, porque pecamos; há muito tempo temos estado em pecados; acaso seremos salvos?
Is 64.6 - Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam.
Is 64.7 - E não há quem invoque o teu nome, que desperte, e te detenha; pois escondeste de nós o teu rosto e nos consumiste, por causa das nossas iniquidades.
Is 64.8 - Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obras das tuas mãos.


INTRODUÇÃO

Sem ortodoxia ou crença divina, o Budismo tem conquistado pobres e ricos mundo afora. Cada país ou região onde o Budismo foi difundido, ganharam contornos populares, novos rituais, mosteiros, templos e diferentes escolas; somando atualmente no mundo mais de 400 milhões de adeptos. Essa seita chegou ao Brasil através dos imigrantes japoneses, no início do século XX e, de forma silenciosa e sutil, dia a dia, registra crescimento assustador.


1. Origem e História do Budismo

Na índia, os Brâmanes (casta dos sacerdotes), eram considerados legítimos intermediários entre a humanidade e os deuses. Os indivíduos pertencentes às castas inferiores não podiam realizar rituais e cultos. Por volta do século VI a.C., muitos indianos questionavam a tradição e a rigidez da religião existente: o bramanismo ou religião védica. Foi neste contexto de profunda indagação religiosa e filosófica que o Budismo surgiu.


1.1. O Fundador do Budismo

O fundador foi Siddharta Gautama, nasceu por volta de 560 a.C., na índia. Era um príncipe, que fora criado pelos pais cercado de opulência e longe do sofrimento humano. Aos vinte e nove anos de idade, teve o primeiro encontro com a realidade fora dos muros do palácio. Enquanto passeava entre as pessoas comuns, deparou-se respectivamente com um velho, um doente e um morto - conheceu sofrimentos que jamais imaginou existir. Chocado com essas cenas, decidiu abandonar o palácio e a família para encontrar um meio de superar as dores e os sofrimentos humanos. Após seis anos de intenso sacrifício e peregrinação, Gautama se sentou embaixo de uma figueira para meditar e, depois de oito dias, finalmente sentiu-se iluminado. Conta o Budismo que Gautama havia encontrado a resposta que tanto procurava: “Eu e todos os seres do céu e da terra, simultaneamente, nos tornamos o caminho”. Isso significa dizer que o homem “depende apenas de si mesmo para ser salvo”. Ao adquirir tal compreensão, tornou-se o primeiro “Buda” (iluminado). Gautama morreu aos 80 anos de Idade. Os Budistas acreditam que o maior líder Budista da atualidade, “Dalai Lama”, um monge tibetano, é uma encarnação da divindade.


1.2. O Budismo e sua grande influência no mundo

No século III a.C. o Budismo chegou ao sudeste asiático e se difundiu no Sri-Lanka, Tailândia, Nepal e Butão. No primeiro século da Era Cristã, essa seita atingiu a China, a Mongólia, a Coréia e o Japão, estendendo-se para o Vietnã, Camboja e Indonésia. No Japão, adquiriu “status” de religião oficial. Atualmente, o Japão possui cerca de sete mil templos Budistas, sendo hoje um dos principais centros Budistas do mundo.


1.3. Livro Sagrado do Budismo

A filosofia e a doutrina Budista estão registradas em um conjunto de livros denominados “Cânone”. Escrita originalmente no idioma páli, essa obra é conhecida como “tripitaka” ou “Três Cestos”. Cada cesto reúne um tipo de texto, que trata de: 1) Autodisciplina e regras monásticas; 2) Contém os sermões de Buda, as parábolas e histórias contadas para explicar os ensinamentos e a vida de Buda; 3) Doutrinas e a filosofia Budista. O “Cânone Páli” foi escrito após a morte de Buda e chegou ao Ceilão no século III a. C. De lá, propagou-se para outras regiões, incorporando novos textos. O “Cânone tibetano” inclui, além dos sermões de Buda e das regras monásticas, vários tratados filosóficos, poemas, crônicas e textos de medicina e astrologia.


2. A Teologia Budista

A teologia Budista é extensa e complexa; acredita-se que Buda deixou oitenta e quatro mil ensinamentos. Veja alguns deles:


2.1. O Budismo e o ensino sobre Deus.

Os Budistas acreditam em vários deuses, e ensina que a existência deles é transitória; da mesma forma que é transitória a vida humana. Acreditam que, assim como os homens morrem e tornam a nascer, os deuses também passam pelo ciclo do renascimento. Por esse motivo, para o Budismo, os deuses são insignificantes. O episódio da criação do homem é uma prova clara que existe um ser Criador e um ser criado, provando assim a superioridade de Deus em relação à vida meramente humana (Gn 1.27; lTm 6.16).


2.2. O Budismo e o ensino sobre a salvação

Buda ensinava que a salvação se dá com o fim da própria ignorância. Para isso, seria necessário conscientizar das “Quatro Nobres Verdades”: 1) Toda existência implica dor - no nascimento, na idade, na morte e na doença; 2) A origem do sofrimento é o desejo e o apego à busca dos prazeres; 3) A solução para o sofrimento está no controle e abandono desses desejos; 4) Conhecer os oito caminhos que levam ao fim do sofrimento: Crença correta, sentimento correto, fala correta, conduta correta, maneira de viver correta, esforço correto, memória correta e concentração correta. Além disso, os budistas devem seguir um conjunto de normas éticas, denominado “Os Cinco Preceitos” (veja ponto 3.3 desta lição). Em Romanos 3.20, Paulo afirma que a justiça ou retidão pessoal não é suficiente diante de Deus. O Apóstolo Paulo diz que Abraão não foi justificado pelas “obras” da lei, (Rm 4.2). Não existe lei ou norma, por mais louvável e nobre que seja, capaz de transmitir salvação aos homens (G13.21). Assim sendo, não é a obediência a um “conjunto de regras” (Rm 3.28), como ensinai o Budismo, que salvará o homem.


2.3. O Budismo e o ensino sobre o pecado

Segundo a doutrina budista, o pecado está ligado ao desejo; desejo que causa sofrimento e dor, que deve ser eliminado para que o homem se liberte de sua ignorância. A palavra de Deus revela, em Romanos 5.12, o princípio da herança pecaminosa com suas diversas manifestações entre os homens, que governa sobre eles qual um tirano. A Palavra de Deus prova que o pecado é mais que um sentimento; ele penetrou na própria natureza humana (SI 51.5). Porém a Palavra de Deus tem uma notícia salvadora: “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20).


3. Os Principais Ensinos do Budismo

O Budismo ensina que para alcançar a libertação ou a salvação, o homem não depende de nenhum deus ou autoridade transcendental, apenas de si mesmo.


3.1. O Nirvana

Para os budistas, o principal problema da existência humana está no fato dos homens não perceberem que vivem em um mundo gerado por seus sentimentos, pensamentos e desejos. Por isso, eles ficam atados às ilusões produzidas pela própria mente, responsável pelo sofrimento humano. Para interromper o processo de ilusões e dores, os budistas indicam o caminho da “Suprema libertação”, ou seja, a aniquilação de todos os desejos e apegos, quando, então, torna-se possível alcançar um estado de absoluta paz, beatitude e felicidade, definido como “Nirvana”. A Bíblia ensina que a libertação por meios próprios é ineficaz (Jo. 1.29).


3.2. O Carma

A filosofia budista acredita na existência de um ciclo ininterrupto de encarnações e desencarnações. A repetição contínua de nascimentos e mortes ocorre com aqueles que ainda estão presos às ilusões dos desejos. Ao morrer, o ser humano carrega consigo os efeitos de seus atos e pensamentos. Fica aprisionado, retornando ao plano material com os mesmos impulsos, sensações, atrações e experiências de vida. Daí surge a ideia de “Carma”, a lei de causa e efeito, em que as atitudes e ações negativas e positivas são transmitidas de uma vida para outra. Esse ciclo faz parte das construções da mente iludida. Ao atingir o Nirvana, a superação do “eu individual”, a ilusão de renascimentos é dissolvida. Mas Jesus ensinou que as pessoas decidem o seu eterno destino em uma única vida (Mt 25.46). Essa, precisamente, a razão pela qual o Apóstolo Paulo enfatizou que “eis aqui agora o dia da salvação” (2Co 6.2).


3.3. Os cinco Preceitos do Budismo

Além de obedecer às “Quatro Nobres Verdades”, (relacionadas no item 2.2 desta lição), os budistas devem seguir um conjunto de normas éticas denominadas “Os Cinco Preceitos”: 1) Não prejudicar ou matar nenhum ser vivo; 2) Não roubar ou pegar algo que não lhe seja ofertado livremente; 3) Controlar o desejo sexual; 4) Não mentir; 5) Não beber nem tomar drogas ou substâncias que embotem a mente. Estes preceitos podem até ser louváveis, mas não salvam (Is 64.6).


CONCLUSÃO

Com um código ético, como pode ser percebido nesta lição, os budistas buscam o livramento da pecaminosidade da carne, onde só conseguem, no máximo, reprimir a natureza do “velho homem” (Ef 4.22), pois a libertação do poder do pecado só é, alcançada pela graça salvadora que há em Cristo Jesus: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

5 comentários:

  1. Sutilmente ou não, os filmes de ação e drama são recheados de incentivos dessa busca pelas doutrinas ocultas orientais, principalmente hinduístas e budistas. "Batman begins", o morcego foi buscar poder nas montanhas do Tibbet, por exemplo.
    Um ensinamento herético muito propagado é a de que dos 12 aos 30 anos Jesus buscou com budistas ensinamentos e poder sobrenatural antes do seu ministério de três anos.
    O mais interessante é o aniquilismo do budismo. Atingindo a perfeição, o espirito deixa de existir um dia.. Mais uma religião que nega a eternidade e anula CRISTO.
    PAZ

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    1. Voce tem razão irmão Mendes a mídia aos poucos vai introduzindo conceitos obscuros e hinduistas ao dia-a-dia das pessoas. Obrigado por esse comentário de alerta.
      Paz.

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  2. Respostas
    1. Perdão irmão Mendes eu olhei lá, mas não respondi, estava muito atarefado atualizando o site, mas eu vi o que você colocou e hoje eu fiquei de fazer novas atualizações nas postagens. Você é um grande colaborador dessa obra, obrigado pela ajuda que tens prestado ao CLUBE DA TEOLOGIA.

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    2. Gostaria de ouvir falarem sobre a sutra de lotus. O budista tem em suas casas o GORONZON e recitam o daimoco. talves fique para a próxima aula

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