sexta-feira, 7 de março de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 10 - Revista da CPAD


AULA EM 09 DE MARÇO DE 2014 - LIÇÃO 10
(Revista: CPAD)

Tema: As Leis Civis Entregues por Moisés aos Israelitas  

Texto Áureo: Salmos 94.15
  
INTRODUÇÃO
- Amado(a) professor(a), nesta lição apresente a Lei como um código que visava o bom relacionamento dos homens para com Deus e o próximo. 
- “nossa legislação constitucional”, o nosso Código Penal e Civil tem uma base na Lei que Deus deu ao povo no deserto, ainda que aquela lei fosse carregada de ordenanças ritualísticas e cerimoniais e diversos aspectos religiosos, mesmo assim ela orientou a confecção das leis de diversos países.
- “levasse a uma convivência ideal.”, embora a Lei seja rigorosa para a nossa época, não era para aquela época, ela regulava uma forma de o povo conviver de modo justo.
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1. MOISÉS, O MEDIADOR DAS LEIS DIVINAS

1. O mediador (Êx 20.19-22).
- “o povo reconhecia as suas iniquidades”, só assim alguém pode receber a Jesus como salvador, reconhecendo sua iniquidade. Muitos não recebem Jesus por serem arrogantes e acharem que não precisam Dele.
- “Jesus é o nosso mediador”, as seitas tentam diminuir a autoridade de Jesus apresentando Ele como um profeta ou grande sábio, tudo isso visa cortar a mediação que o homem tem com Deus, isso é estratégia de Satanás, pois ele odeia o homem e seu Mediador.

2. Leis concernentes à escravidão (Êx 21.1-7).
- “regulamentar”, criar regras para que não seja feito de qualquer jeito, no caso da escravidão, na época de Moisés os escravos de outras nações não tinham qualquer direito.
- “sabia da existência da escravidão”, atualmente um dos questionamentos que os ateus levantam contra o cristianismo é de que se Deus existisse Ele não teria permitido a escravidão. A explicação é que o Senhor não força mudanças profundas interferindo no curso natural da humanidade. Por isso Ele deu uma lei que humaniza um pouco essa condição social, mas Ele não interfere na história humana, deixa com que ela siga seu curso normal, pois Ele não controla a humanidade como se fosse marionete, esse é o princípio fundamental do livre arbítrio.

3. Ricos e pobres (Dt 15.4-11; Jo 12.8).
- “resultado de catástrofes naturais”, entendemos com isso que a pobreza é algo natural, todos estão sujeitos. O que se pode fazer é amenizar os efeitos da pobreza na sociedade seguindo a lei de Deus acerca disso.
- “contra a injustiça”, os profetas do Antigo Testamento não tinham medo de trazer a verdade a tona. Hoje falta esse tipo de profeta nas igrejas, muitos só gostam de profetizar a prosperidade e a vitória para receberem seus aplausos.
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2. LEIS ACERCA DE CRIMES

1. Brigas, conflitos, lutas pessoais (Êx 21.18,19).
- “leis específicas”, leis para cada caso, para que as contendas não fossem todas julgadas da mesma forma.
- “não devem se envolver”, muitos defendem que na Nova Aliança ficou mais difícil cumprir as ordenanças, pois Jesus apresentou um padrão de vida quase impossível, um exemplo é a recomendação de “virar a outra face ao que lhe ferir” Mt 5.39 . Obviamente todos teremos dificuldades em alcançar esse padrão, mas ideia de Jesus é que nós eliminemos o mal pela raiz, antes que ele cresça em nós.
- “comunhão fraterna”, comunhão de irmãos, o Senhor quer nos comportemos como uma verdadeira família. O problema é que a repreensão que Paulo deu aos coríntios à uns dois mil anos atrás pode ser dirigida hoje à muitas igrejas, infelizmente.
2. Crimes capitais.
- “matar dolosamente”, matar com a intenção, não por acidente.
- “uma fatalidade”, algo trágico e imprevisível, que foge ao nosso controle.  
- “cidades de refúgio”, era o local para onde a pessoa que cometeu o homicídio culposo (sem a intenção de matar) corria, para fugir do “vingador do sangue”. Esse vingador do sangue era alguém da família ou amigo da vítima de assassinato que se adiantava para fazer justiça com as próprias mãos. Caso o vingador do sangue pegasse e matasse o assassino de seu parente, estava feita a justiça, porém se ele fizesse isso na cidade de refúgio, ele também era morto. Na cidade de refúgio o suposto assassino deveria aguardar o julgamento do caso pelos anciãos da cidade.

3. Uma terra pura.
- “impedir que o povo Israel profanasse Canaã”, estamos caminhando nesse deserto hoje para irmos à Canaã celestial, nossa vida aqui é um aprendizado para podermos conviver na eternidade no céu.
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3. LEIS CONCERNENTES À PROPRIEDADE

1. O roubo (Êx 22.1-15).
- “o “Egito” não saiu da vida de muitos”, significa que muitos deles ainda trazia a mesma mentalidade e costumes que tinham no Egito. Como o Egito representa o mundo, então entendemos que muitos vem para o meio do povo de Deus, mas ainda conserva as velhas práticas do mundo ímpio.
- “propriedade privada”, o roubo tem muitas variantes hoje, mas basicamente é “se apropriar de algo que não lhe pertence”. Algumas modalidades de roubo são tão comuns que muitos crentes as praticam sem aquele peso na consciência, como é o caso da declaração falsa do imposto de renda, furto de material da firma onde trabalha, gato de energia, água e internet, não devolução de algo que foi encontrado quando a pessoa sabe quem é o dono, etc.

2. Profanação do solo e o fogo (Êx 21.33,34; 22.6).
- “ensinavam o cuidado”, normas desse tipo e muitas outras, fazia com que a taxa de mortalidade em Israel fosse bem reduzida, por isso essa nação crescia mais rápido que as outras.
- “utilizam dos recursos naturais de forma indevida”, se refere às pessoas que ateiam fogo em suas propriedades para melhorar suas lavouras, mas esse fogo se alastra para reservas ambientais e leva dias para ser controlado. Comente com sua classe que já existiam leis de controle ambiental naquela época, observa-se que Deus se preocupa com a natureza também.
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CONCLUSÃO
- “conceitos destas leis”, hoje aprendemos a observar a intenção de Deus ao criar as leis, por exemplo o mandamento de “não chamar o nome do Senhor em vão” Ex 20.7, o conceito aqui é de temor e da importância do nome do Senhor, para que não fosse banalizado. Jesus nos ensinou no sermão do monte a interpretar as leis.
- “convivência em sociedade”, convivência em sociedade é um dos principais motivos pelo qual Deus elaborou as leis, o outro é a nossa convivência com Deus. O foco principal da lei é o relacionamento do homem com Deus e com seu próximo.
- Elabore o resumo e aborde os pontos mais importantes.

Marcos André – Superintendente e professor

Boa Aula!

3 comentários:

  1. Paz
    ...o que significa "saira forro,de graca" do vers.2 do cap. 21 de exodos.

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  2. Paz
    ...o que significa "saira forro,de graca" do vers.2 do cap. 21 de exodos.

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    1. A palavra forro significa "liberto", e era de graça, para que o escravo livre não ficasse devendo nada para o seu ex-dono.
      Paz

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