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terça-feira, 27 de maio de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel


Inveja, um Veneno Mortífero para a Vida

01 de junho de 2014

TEXTO AUREO

“O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos.” Pv 14.30



VERDADE APLICADA

A inveja nasce de um coração mal, torna-se um vício, e dela pode originar-se muitos outros
males.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Sl 91.1 - Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Sl 91.2 - Direi do Senhor: Ele é o m eu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
Sl 91.3 - Porque ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.
Sl 91.10 - Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tu a tenda.
Sl 91.11 - Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.


INTRODUÇÃO

Trataremos, nessa lição, um tema muito recorrente em diversas narrativas: a inveja. Considerada por estudiosos uma das enfermidades da alma mais danosas, tanto ao invejoso quanto ao invejado. Em muitos casos, ela se torna um problema grave, apresentando-se de uma maneira patológica. À luz da Palavra de Deus, aprenderemos que somente em Cristo Jesus, encontramos forças para vencer esse terrível e destrutivo mal.


1. Conceito de inveja

Segundo o dicionário Aurélio, inveja é “desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem, desejo violento de possuir o bem alheio.” Em outras palavras, é um sentimento que faz com que o indivíduo enxergue o que o outro tem de bom, com olhos maus. Inveja é um sentimento desprovido de amor, acompanhado pelo ódio e, é consequentemente faccioso (Tg 3.14). Segundo a psicologia científica, há duas formas de inveja que se apresentam desenvolvendo diferentes sintomas: a chamada inveja construtiva e criativa e a inveja destrutiva.


1.1. Inveja “construtiva”?

Esse tipo de inveja, segundo a psicologia científica, ocorre quando a visão ou o reconhecimento dos bens, posses, qualidades de uma pessoa desperta no outro o desejo de também os adquirir para si, por meio de um esforço, baseado no seu próprio mérito. Esse desejo pode despertar o que é chamado de “face oculta da competitividade”, isto é, o desejo de excelência em relação ao outro, de provar que também é capaz (Gn 30.1-2). Alguns especialistas afirmam que tal postura é uma virtude individualista. No entanto, vale ressaltar que alimentar esse tipo de sentimento é extremamente perigoso, porque se corre um alto risco de o invejoso estendê-lo a outros objetos ou situações, tornando, portanto, algo incontrolável, sem domínio (Gn 4.7); ou, por que não dizer, um invejoso destrutivo. Segundo a Palavra de Deus, ela é podridão para os ossos (Pv 14.30).


1.2. Inveja destrutiva

A inveja destrutiva tem resultados extremamente danosos ao homem. O invejoso, em muitos casos, por não conseguir ter o que o outro possui, procura insanamente destruir aquele que é o alvo da sua inveja. A história relata um caso muito conhecido de dois homens brilhantes dentro de suas especialidades: Salieri e Mozart. Ambos foram músicos habilidosos e admirados por muitos. Porém, Salieri, ao perceber a incrível criatividade musical de Mozart, conhecido em sua época, como um gênio da música, desenvolveu em si um extremo desejo de destruí-lo. Movido por esse sentimento destrutivo, Salieri se esqueceu de sua tremenda capacidade musical, deixando de aplicar e investir melhor em seu talento. Provavelmente se o músico tivesse tido outra postura, hoje, assim como Mozart, também seria lembrado com destaque.


1.3. Os malefícios da inveja

A inveja é uma grave enfermidade que pode destruir muitas vidas, já que os invejosos patológicos não medem as consequências de seus atos. Infelizmente, em meio aos cristãos, há situações em que ministérios brilhantes são destruídos em decorrência da inveja. Tais ministérios são interrompidos por invejosos patológicos que, muitas vezes, não precisam ter o que outro possui, até porque já detêm mais do que o invejado. Todavia, permitem serem tomados por este terrível mal. O sábio Salomão classificou a inveja como “podridão dos ossos” (Pv 14. 30), tal classificação determina que este mal comece a corroer o indivíduo de dentro para fora agindo como um câncer silencioso e incrivelmente destruidor. O tratamento deve ser buscado imediatamente para que se possam evitar danos maiores.


2. Casos bíblicos diversos

A Bíblia descreve a história de José, um jovem que sofreu grandemente pela inveja de seus irmãos. Podemos afirmar ser esse o maior caso de inveja patológica das Escrituras. Casos ainda, como o ocorrido com Moisés, um líder escolhido por Deus para retirar o povo de Israel do Egito e Davi, um rei chamado e aprovado por Deus para estar à frente do povo de Deus, foram descritos para despertar a cada um de nós quanto aos perigos e consequências de um coração invejoso.

2.1. José, invejado por seus irmãos
Na história de José, vemos que o tratamento diferenciado de Jacó, em relação aos seus irmãos, desencadeou o sentimento maléfico da inveja (Gn 37.4). José sofreu as mais duras perseguições e desmandos por ter de seu pai uma deferência especial em detrimento de seus irmãos (Gn 37.3). Pode ser que a atitude de Jacó tenha contribuído para agravar o ódio e o ciúme dos seus demais filhos para com José, seu filho amado. O próprio José também contribuiu para o crescimento desse sentimento, quando revelou seus sonhos aos irmãos (Gn 37.5-9). Ele acendeu, ainda mais, a ira e o ódio no coração deles. Por isso, é preciso cautela ao revelarmos nossos sonhos àqueles que não possuem a visão de Deus. Pois, às vezes somos responsáveis em acentuar a inveja desferida contra nós, uma vez que não tomamos cuidado com o que falamos.


2.2. A insubordinação de Arão e Miriã gerados pela inveja

A história de Moisés apresenta semelhança com a de José quanto à inveja, pois os mesmos são seus próprios irmãos: Arão e Miriã. Após ser chamado por Deus para libertar o povo de Israel do julgo de Faraó, retornou ao Egito e cumpriu o mandamento que o Senhor lhe houvera ordenado. A princípio, contou com o apoio de seus irmãos Miriã e Arão. Porém, após o casamento de Moisés com uma mulher cuxita (Nm 12.1), enfrentou terríveis perseguições. Arão e Miriã se levantaram contra o irmão, afirmando serem também usados por Deus (Nm 12.2). Na verdade, a insubordinação de Miriã e Arão era reflexo da inveja destrutiva existente em seus corações. Moisés havia sido escolhido por Deus para liderá-los, e eles achavam que também poderiam ser como ele. Os dois irmãos tentaram diminuir o valor do líder de Deus perante o povo, apresentando-se também como pessoas usadas pelo Altíssimo.


2.3. A inveja de Saul contra Davi

Após as muitas vitórias de Davi, contra o gigante Golias e o exército dos Filisteus, o rei Saul deixou se levar por um forte sentimento de inveja (ISm 18.7-8). Sendo Davi um homem segundo o coração de Deus, ficava claro para Saul que os seus dias de reinado estavam contados. Cego pela inveja, Saul não foi capaz de concluir que a sua desobediência era a verdadeira causa da rejeição de Deus ao seu reinado (ISm 13.14). Passando com isso, a perseguir ferozmente o jovem Davi. Lamentavelmente, há pessoas que ao perceberem estar próximo seu tempo de liderança, passam a buscar motivos para destruir aquele que está próximo no processo de sucessão. Por diversas vezes, Saul buscou matar Davi por invejar a sua comunhão com Jeová (ISm 24.2).

3. Ação de Deus
Após entendermos o conceito e os muitos males causados pela inveja, mostraremos, a partir de então, como Deus direcionou e tratou dos casos de José, Moisés e Davi. E, ainda, como Ele está sempre apto a tratar e a receber, com perdão, aqueles que estão dispostos a libertarem-se deste terrível mal.


3.1. A surpresa dos invejosos

Após levarem seus atos até as últimas consequências, os irmãos de José, em nenhum momento, pensaram no mal que estavam fazendo (Gn 37.31-34). Porém Deus transformou o mal em uma grande bênção, tanto para toda a sua família quanto para a preservação do povo de Deus (Gn 45.5). De um adolescente desprezado, escravo a governador de todo o Egito (Gn 41.38-45). Isso provou a seus irmãos que a inveja não pôde afastar e nem impedir as bênçãos de Deus para José (Gn 45.1-5). Os irmãos de José puderam ver o quanto ele era amado pelo Deus de Abraão de Isaac e de Jacó e se curvaram diante da vontade deste grandioso Deus.


3.2. Punição para os invejosos

Na história de Moisés, vemos que Deus não se agradou das palavras de Miriã e Arão (Nm 12.4-5). E os confrontou dizendo que, com eles, falava por visão e sonhos, no entanto, com Moisés, seu servo, falava boca a boca (Nm 12.7-8). No momento em que se viu confrontado e se deparou com Miriã leprosa (Nm 12.10), Arão reconheceu o seu erro e pediu misericórdia a Moisés que intercedeu por ele ao Senhor (Nm 12.11). Embora a inveja possa atingir e prejudicar a pessoa invejada, sua ação, na maioria das vezes, causa maiores danos ao invejoso.


3.3. A vitória daqueles que não são vencidos pelo sentimento de inveja

Após as muitas investidas de Saul contra Davi, Saul foi derrotado e o jovem Davi coroado rei sobre Israel (2Sm 5.1). De todos os relatos tratados nesta lição, é nítido a ação e o controle de Deus sobre toda e qualquer situação contrária contra os filhos seus. Os irmãos de José viram se cumprir os sonhos dele e ficaram sob o seu governo. Arão e Miriã viram que o poder de Deus continuava operando através de Moisés e Saul por desobediência limitou seus dias sobre a Terra. A inveja traz inúmeros males a todos os que se veem cercado por ela, entretanto é claro que o maior prejuízo virá sobre a vida daquele que não reconhecer suas ações maléficas e, cegos pelo pecado, não externar arrependimento, pois só assim alcançará libertação. O texto sagrado nos assegura que estamos protegidos pelo Senhor, e a estes que nos invejam está garantida uma recompensa “Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão.” (Is 41.11).


CONCLUSÃO

Inveja é um sentimento desprovido de amor, por isso, jamais deve habitar o coração dos servos de Deus. Visto que ela é a fonte de muitos males e ainda um atributo de Satanás. Logo somente em Cristo Jesus o homem encontra forças para libertar-se deste terrível mal (Gl 5.25-26).

2 comentários:

  1. Quem acompanha a inveja? O tal do orgulho
    Quem acompanha a inveja? O tal da competitividade
    Quem acompanha a inveja? O tal do ciúme
    Portanto, NÃO É PATOLÓGICO, e sim OBRA DA CARNE NÃO MORTIFICADA!
    só falta afirmar que precisa de um especialista rsrsrs

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  2. Atos 5.17,18 O Sumo Sacerdote e os Saduceus foram tomados de inveja dos apóstolos porque mais e mais Judeus estavam aceitando a Cristo;
    Atos 13.44,45 Judeus de Antioquia se encheram de inveja de Paulo e Barnabé porque grandes multidões se reuniram para ouvir a pregação de Paulo;
    Pais invejam pais quando seus filhos são melhores alunos ou de melhores empregos; Durante anos João vende muito na empresa e ganha prêmios. Em seguida aparece um jovem mais capacitado e talentoso e ultrapassa as vendas de João - ou seja, daqueles que não tem o reconhecimento que é Deus que nos concede talentos, habilidades e dons espirituais e que é Deus que nos abriga na soberania, que é ELE que humilha e exalta, e que nós cristãos somos um só corpo em Cristo e finalmente que "prefiramos dar honra aos outros mais do que a nós mesmos (Romanos 12.10) ao invés de termos inveja daqueles que levam alguma vantagem sobre nós, continuaremos a sermos tentado pela inveja de alguém.

    Vocês sabiam que existem invejas que não são só materiais tais como a casa do vizinho é mais bela, o carro novo e as roupas, não. Dentro da igreja, obreiros e pastores invejam alguns professores de escola bíblica dominical, por ganharem a confiança e a alegria dos membros. Pessoas dedicadas que trazem sempre algo a mais que edifica quando não, exortam e corrigem o que está errado e herético. Estudam , aplicam-se, enfim "dedicam-se ao ensino". É feio né.
    paz

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