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domingo, 1 de junho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da Editora Betel



Superando o Complexo de Inferioridade
08 de junho de 2014

TEXTO AUREO

“E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.” Jz 6.15



VERDADE APLICADA

O complexo de inferioridade nos torna incapazes de perceber nosso verdadeiro potencial.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jz 6.11 - Então, o Anjo do Senhor veio e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.
Jz 6.12 - Então, o Anjo do Senhor lhe apareceu e lhe disse: O Senhor é contigo, varão valoroso.
Jz 6.13 - Mas Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas.
Jz 6.14 - Então, o Senhor olhou para ele e disse: Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?
Jz 6.15 - E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.


INTRODUÇÃO

A enfermidade que vamos tratar nesta lição é o complexo de inferioridade, tal complexo está diretamente relacionado à imagem que fazemos de nós mesmos, quem sofre deste complexo geralmente tem uma imagem distorcida de si e é levado a desenvolver o mesmo tipo de imagem em relação aos outros, em relação a sua vida e também em relação ao Criador, isto é, passa a ver tudo e todos distorcidamente.


1. O que provoca o complexo de inferioridade

Gideão se revelou um grande general da história do povo de Israel. Com seu pequeno exército, derrotou seus inimigos forte e poderosamente armados. Foi um feito militar inigualável até os dias atuais. Ele desconhecia sua própria capacidade, mas Deus sabia do seu valor. O Senhor acreditava em seu servo, e quando ele passou a acreditar em si mesmo, tudo começou a mudar.


1.1. Os principais sintomas do complexo de inferioridade

O indivíduo que sofre de complexo de inferioridade, em muitos casos, sofre constantemente com diversos sintomas, o sentimento de culpa, a depressão, a irritabilidade e ainda as confusões quanto a sua existência acabam por torná-lo extremamente instável emocionalmente, esta instabilidade pode provocar um comportamento agressivo que irá funcionar como mecanismo de defesa, pois leva o indivíduo a desenvolver uma posição desdenhosa em relação ao resto do mundo, esta posição, na realidade, é apenas um meio encontrado por ele para proteger-se.


1.2. Complexo de inferioridade na Igreja

Não é difícil encontrarmos na Igreja pessoas com claros sintomas que podem ser diagnosticados como complexo de inferioridade. Muitos de nossos irmãos se sentem incapazes para fazer algo mais na obra do Senhor por não se verem como competentes. Em alguns casos, o indivíduo que sofre de complexo de inferioridade tende a apresentar-se pessimista diante da vida. O pessimista tem sempre uma visão embaçada dos acontecimentos cotidianos como se vivesse constantemente em dias nublados (Jz 6.15).


1.3. Como se comporta quem sofre desta enfermidade

Quem vive o passado vive triste, quem vive o futuro vive ansioso, o ideal é viver o presente. Pessoas com sintomas de complexo de inferioridade, na maioria das vezes, apresentam um intenso desinteresse por projetos atuais, ficam sempre presos a acontecimentos do passado nos quais obtiveram sucesso, ou então focando insistentemente em sonhos e projetos futuros. No caso de indivíduos que não valorizam o presente, é normal que desenvolvam um imenso vazio existencial que acabará por levá-los a um processo de queda emocional ocasionando um quadro depressivo.


2. Gideão e o Anjo do Senhor

O diálogo de Gideão com o Anjo do Senhor nos mostra o quanto se considerava incapaz. Gideão se apresenta como o menor entre os menores (Jz 6.15), deixando claro a impressão acerca de si. O fato de o povo de Israel estar sofrendo há sete anos nas mãos dos Midianitas (Jz 6.1) era preponderante na visão que Gideão fazia do povo de Deus. Essa visão se refletia no complexo de inferioridade desenvolvido por ele (Pv 27.19) que surgia a partir do momento em que se via como integrante de um povo que não tinha como se defender de seus algozes.


2.1. Sentimento de negatividade

Ao fazerem o que era mal aos olhos do Senhor, o povo de Israel perdeu a proteção divina vindo sobre eles a perseguição dos Midianitas, Amalequitas e de outros povos do Oriente (Jz 6.3). O povo de Israel acomodou-se preferindo construir covas e cavernas para se esconderem a enfrentarem seus opressores (Jz 6.2). Podemos observar que se abateu sobre eles um sentimento de negatividade natural em pessoas que sofrem com o complexo de inferioridade, declarações como: “não vamos conseguir vencer”, “sabia que isso ia acontecer”, “não temos condições de enfrentar esta situação”, são algumas das posições tomadas por pessoas que sofrem deste mal.

2.2. Sentimento de impotência
Ao se verem empobrecidos (Jz 6.6) os filhos de Israel se sentiam cada vez mais inferiores e entravam assim em uma roda viva de negatividade. O complexo de inferioridade leva a um sentimento de impotência em relação às adversidades da vida, sempre que se depara com uma dificuldade a tendência de quem sofre desse mal é mudar o curso de sua trajetória para não ter de enfrentar os possíveis percalços que poderão surgir em seu caminho. O complexo de inferioridade age oprimindo o indivíduo, tirando as forças; impedindo-o de superar uma condição que lhe é imposta por uma determinada circunstância. No caso de Israel, as constantes investidas dos povos inimigos era o agente opressor que os impedia de reagir.


2.3. A ação da Graça sobre o complexo de inferioridade

Gideão, embora estivesse contaminado pelo complexo desenvolvido pelo povo, mantinha a sua esperança. Ao sair todos os dias para malhar o trigo (Jz 6.11), deixava claro que, apesar de todo o sentimento negativo que impregnava os seus irmãos, ele podia obter êxito, este fato foi decisivo para que fosse o escolhido por Deus em busca de uma solução em relação aos perseguidores de Israel. Já observamos que, quando Gideão foi confrontado pelo Anjo do Senhor, a sua primeira fala foi de impotência diante dos fatos, no entanto vemos que havia algo nele que podia ser utilizado por Jeová em favor do seu povo. Quando o Senhor nos observa, assim como fez com Gideão embaixo do carvalho, Ele sempre está nos proporcionando a oportunidade de experimentar a ação integral de sua Graça, que nos regenera, isto é, nos faz nascer de novo, nos renova fazendo de nós novas criaturas e restaura-nos devolvendo à comunhão com Deus.


3. O caminho para curar-se do complexo de inferioridade

Assim como outras enfermidades da alma, o complexo de inferioridade também pode não desaparecer com a conversão ao evangelho. No entanto a busca pela presença de Deus pode se tornar uma arma poderosa associada a tratamentos terapêuticos em direção à cura. Ao experimentar a Graça, passa-se por processo total de limpeza que abrange o espírito a alma e o corpo.

3.1. Como se vê o indivíduo que sofre com esse problema
Gideão se colocou como inapto para realização do grande projeto que Jeová tinha para Israel. Primeiramente apresentou a sua condição social, menor dentre a família mais pobre da tribo de Manasses (Jz 6.15), em seguida, exigiu que o Anjo do Senhor lhe desse sinais de que era realmente quem dizia ser (Jz 6.17). Pessoas com complexo de inferioridade tendem a desconfiar de tudo e de todos, diante de suas incapacidades, forjam uma imagem distorcida em relação aos outros, semelhante a que forma de si próprio. “Como imaginou a sua alma assim é” (Pv 23.7).


3.2. Ação do complexo de inferioridade na personalidade

A atitude de Gideão em relação ao Anjo do Senhor pondo-o a prova deixa claro a falha produzida pelo complexo de inferioridade em sua personalidade. Alfred Adler apresenta em seus estudos o termo arrogância compensatória que leva o indivíduo a desconfiar da capacidade de outros em realizarem determinadas tarefas que eles não podem realizar. Diante de todos os seus pedidos atendidos, Gideão partiu para a nova etapa do projeto de Deus, a escolha de seu exército. O fato de sofrer por anos pela perseguição dos inimigos, mais uma vez, leva Gideão a crer que seria necessário um grande número de homens para que pudesse vencer. O complexo de inferioridade produz o que Adler chama de “o protesto masculino” que é uma luta interior para combater a dependência emocional, construir autonomia e obter a superioridade. Ao reunir um grande número de homens, Gideão creu que seria superior aos seus inimigos.


3.3. Como Deus age nos casos de complexo de inferioridade

Na história de Gideão vemos que Deus queria não só livrar o povo da opressão dos povos vizinhos, mas mostrar também que, com Ele no comando, não existe complexo de inferioridade que possa derrotar os seus servos, visto que o maior inimigo que o homem pode ter é ele mesmo, sendo assim, provou que, com apenas trezentos homens, pode-se vencer uma multidão. Certa vez, ouvi alguém dizer “um mais Deus é sempre a maioria”. Quando alguém se acha incapaz para realizar algo grandioso na obra de Deus e acha Graça aos seus olhos, o Senhor o capacita jogando por terra todo complexo que possa servir de impedimento para realização do seu projeto.


CONCLUSÃO

O menor no povo de Deus é o maior (Lc 7.28c); o Senhor, quando nos olha, não vê o que somos, mas o que podemos vir a ser. O complexo de inferioridade não é e nunca será suficientemente grande diante da grandiosidade do poder de Deus na vida de seu servo, logo podemos concluir que, mesmo que pensemos que não alcançaremos êxitos em nossos projetos ou nos projetos de Deus para nós, o Espírito do Senhor nos levará a vitória (2Co 12.10).

2 comentários:

  1. INTRODUÇÃO

    Geralmente essa pessoa anda rancorosa, por não se considerar suficiente dentro da normalidade, e todo aquele que manifesta proatividade se torna um oponente em potencial, vejamos que Satanás foi envergonhado tendo Deus desafiado que não havia homem fiel e temente, ou seja ele sendo criatura espiritual de deveria estar rendendo-lhe louvor não o fez tornando se inferior a criação humana Jó: 1;8.

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  2. Ao encarar uma fila quilométrica de entrevista de oportunidade limitada de oferta de emprego, determinado cidadão diz:
    "__ Acho que vou desistir pois não tenho capacidade como os outros..."
    A Bíblia chama isso de preguiça ( 'tem um leão lá fora, diz provérbios referindo-se às desculpas para tudo) enquanto a psicologia de complexo de inferioridade.
    Após se olhar no espelho, determinada pessoa diz:
    "__ Sou muito feia, me odeio..."
    A bíblia chama isso de egoísmo, Efésios 5.29 fala que "ninguém odeia a sua própria carne, antes a alimenta"; na verdade, ela odeia qualquer coisa, recheada de inveja e desprovida da alegria do Espírito (fruto), ama mais o mundo e no que nele há (1 João 2.15), o que a mídia impõe, a sociedade materialista e sem DEUS. A psicologia chama isso de complexo de inferioridade.
    Rejeição no passado?
    Paz

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