sexta-feira, 20 de junho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 12 - Revista da Editora Betel


AULA EM 22 DE JUNHO DE 2014 – LIÇÃO 12
(Revista: EDITORA BETEL)

Perdão, o Antídoto Para o Rancor

Texto Áureo: Lucas 15.20
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição procure mostrar como o sentimento de rancor pode prejudicar o povo de Deus, análise as situações reais que podem ocorrer.
- “Ira secreta e malquerer”, todos esses sentimentos citados a pessoa que tem rancor, nutre em relação a outra.
-“causará mais sofrimento do que prazer” pessoas rancorosas vivem com expressão de decepção não exclamam sorriso, nem alegria espontânea. Do contrario do que alguns pensam, aparentar caráter serio não é preciso andar com expressão fechada.
“Destarte”, é por esta forma; deste modo; assim.

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1. Rancor uma ferramenta de destruição
- “Qualquer sentimento que permaneça oculto”, ninguém se sente bem ao precisar esconder sentimentos. O rancor não é um sentimento que alguém se orgulhe em dizer que possui. Quem tem o esconde.
- “agindo internamente”, começa dentro até o momento em que aparece no exterior.
- “inveterado”, radicado profundamente; entranhado, arraigado de velha data.
- “negativismo”, espírito de negação sistemática (que segue um padrão de conduta), esperar de tudo o pior.
- “como uma fonte”, dentro do nosso coração tem espaço para muita coisa tanto da parte do Senhor, quanto coisas produzidas por nossa alma Ec:3;11

1.1. O amargor produzido pelo rancor (At 8.23)
- “dependendo da nossa posição” o texto de Hb:12;15-17 diz que “Esaú  mesmo com lágrimas não se achou lugar de arrependimento” com tanto espaço no coração não houve um lugar reservado para o amor, mesmo sendo da família, as trevas de ódio se instalaram na fortaleza do rancor, pois o indivíduo pela sua natureza caída tende a nutrir sentimentos negativos em relação ao próximo que depois se expande a tudo e a todos. É aí onde mora o perigo.
- “posição em relação a ele”, ou de nossa posição em relação a Deus.
- “sobrevive do alimento que fornecemos a ele”, esse alimento pode ser aquilo de que enchemos o nosso coração.

1.2. Rancor enfermidade devastadora
- “se desenvolver de maneira oculta”, quando uma pessoa de repente demonstra intensa raiva pela outra, na verdade essa raiva não surgiu de repente, pode ser de um sentimento de rancor que vinha sendo guardado por muito tempo, sendo alimentado dentro do indivíduo.
- “ainda em seu início”, nesse caso a melhor pessoa para identificar o rancor é a própria pessoa que o desenvolve. Para isso a pessoa deve estar sempre se analisando.
- “externado pelos atos cometidos”, esse atos são as desavenças que surgem, porém somos de parecer que se um crente desenvolve o rancor dentro dele, é porque a salvação não mais está com ele.

1.3. O rancor também ocorre por causa do ressentimento
- “ressentimento”, é o sentimento repassado, quando a pessoa não esquece dele, fica remoendo.
- o ressentimento não permite que a pessoa esqueça de fatos ocorridos, mesmo a longo prazo, isso irá produzir alimento para uma fonte má, tornando-se maior a cada momento. A indicação do Apostolo Paulo é valida para esse caso como machado na raiz Fp:3;13.
- “buscar esquecer o ocorrido”, esse é o maior exemplo de Deus para nós na Bíblia. Hebreus 10.17.

2. O rancor contra um irmão
- “figura do pai perdoador”, representa aqui o Senhor que não se lembra dos erros do passado de seus servos quando esses se voltam a Ele em arrependimento por meio de Jesus Cristo.
- “que um sentimento negativo contamine”, esse sentimento aqui é o rancor, foi o que o filho demonstrou ter guardado todo aquele tempo.

 2.1. Os principais envolvidos da parábola
- “chamado pródigo”, pródigo significa aquele que gasta além das suas possibilidades, esbanjador.
- “personagens”, não se declaram nomes, mas somente a hierarquia familiar ressaltando assim a unidade família.
-“ofensor”, o filho mais jovem, com sua ingratidão, isso leva a refletir sobre aqueles que estavam em um lodo de pecado sem consideração nenhuma perante a sociedade e Cristo lhe restaura lhe entregando em mãos o que na maioria das vezes não o que perdeu mas nem tinha, então vem o golpe o indivíduo lhe dá as costas.
- “ofendido” o Pai: amor e compaixão lhe circulam o coração, sua alma bem abastecida de amor e ternura paterna lhe protege de todo sentimento mal, logo o rancor não encontra lugar para se estabelecer. Não importa o que aconteceu, em seu coração só uma coisa, é que seu filho querido foi embora e ele o quer de volta.
-“ofendido”, irmão mais velho: indignação contra o irmão mais jovem e o que entra primeiro em seu coração quando avista a festa, rancor e antipatia só se aparece após o primeiro se manifestar.
Ele também representa os Fariseus que estavam presentes quando Jesus contou a parábola, os preceitos religiosos em que fora criado como é do costume judeu, qual seria a reação em resposta a seu irmão.

2.2. A atitude do pai
- “compaixão”, pesar que em nós desperta a infelicidade, a dor, o mal de outrem; piedade. Foi isso o que o Pai nutriu desde a partida de seu filho 1Co:13;7.
- “cultivou ao longo do tempo”, nossas atitudes são sempre reflexo do somos e o que pensamos, se aquele pai tivesse mantido somente pensamentos ruins acerca do filho, com certeza ele estaria também rancoroso com ele. Ainda bem que nosso Pai celestial nos trata exatamente como esse pai da parábola.
- “mais tranquilo e em paz”, se refere ao fato de ele não ficar remoendo o ódio pela ingratidão do filho. O fator que determinou a atitude desse pai, foi o amor pelo filho. A atitude de Deus em relação às nossas rebeldias é determinada pelo Seu infinito amor por nós.

2.3.  A atitude do irmão
- “mostrou a face oculta do rancor”, tudo que ele acumulou no coração veio a tona, de fato muitos que se dizem crentes estão nas igrejas nutrindo sentimentos de rancor ocultos no coração. O detalhe é que além de tirar a salvação, esses sentimentos podem vir a tona de repente.
- “não o permitia perdoar” vemos aqui o no um ressentimento alojado por um período de tempo pode construir a fortaleza do adversário no coração da pessoa, e a tal não consegue reconhecer isso sozinha por pensar que esta repleta de razão Pv:15;13.
Nosso dever e observar na Igreja pessoas com perfil de rancor e ajuda-las assim como o Pai fez com o filho mais velho lhe abrindo os olhos para o mal que o havia contaminado apesar de o Pai alegar que não havia motivos para tal, ele em si mesmo tinha seus motivos, porém no final o amor por sua família foi maior.
As vezes o zelo exagerado por algo, como no caso o filho zelou pela família, pode nos levar a subjugar as pessoas que nos cercam e consequentemente resultados desastrosos a nosso ambiente social. A pesar do zelo daquele filho pela família, ele não teve o amor necessário para perdoar o irmão. Isso tem ocorrido em muitas igrejas hoje. Pessoas que demonstram zelo pela igreja na verdade não conseguem perdoar a seus irmãos.
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3. UM sentimento PERIGOSO
- “Não permitir o crescimento de sentimentos negativos”, a única maneira de reter um crescimento é cortar a alimentação, ou cortar pela raiz para evitar que apareça o broto e torne a crescer. Os pensamentos negativos geram os sentimentos e devem ser cortados no início, assim que surgem na cabeça da pessoa. Nunca poderemos evitar acontecimentos que nos magoam, por fazerem parte da vida, mas os nossos sentimentos em relação a eles podemos controlar.

3.1. Esquecer a ofensa destrói o rancor
- “o Pai está sempre disposto a perdoar”, essa atitude de Deus faz com que alguns se aproveitem e se tornem desrespeitosos para com Deus, chegam a premeditar a ofensa. Mas não sabem que esse tipo de atitude pode ocasionar a morte espiritual, pois o pecado que causa a morte é aquele que nos acostumamos com ele.
- “esquecendo totalmente a ofensa”, esse aspecto do amor de Deus faz com que esse modelo seja o ideal para os crentes, pois se perdoarmos, mas não esquecermos a ofensa, seremos então sempre escravos dos nossos sentimentos de mágoa que pode evoluir para o rancor.
- “não deve também caber em um coração onde Ele habita”, chega a ser redundante afirmar isso, mas é a grande verdade, o pecado não anda sozinho, como poderá habitar em um coração onde o Espírito Santo permanece? Por isso afirmamos que o rancor está onde a salvação já foi embora.

3.2. Atitude divina, o exemplo a ser seguido
-“expressão idiomática”, sequência de palavras que funcionam como uma unidade, que passa uma mensagem. É chamada de idiomática por ser usada somente no vocabulário cristão, não sendo encontrada nem nas Escrituras.
- Essa expressão é usada mais na região Centro-Oeste e Sudeste do nosso país.
- “Agir dessa maneira irá ajudar”, quer dizer, agir como Deus age, os crentes devem buscar o desenvolvimento da fé, pois ninguém chega para a presença de Deus com uma fé fortalecida e nem com o amor desenvolvido, a pessoa vai crescendo a cada dia na graça e no conhecimento, sempre em direção ao amor de Deus. Talvez alguém tenha dificuldade hoje de esquecer o que se fez contra ele, mas deve ir lutando para repreender isso.

3.3. Rancor, uma ferramenta nas mãos do inimigo
- “uma arma poderosa nas mãos do inimigo”, podemos dizer que existem alguns irmãos que estão fazendo a obra de Deus, mas guardam em seu coração um certo rancor ou sentimento de mágoa para com alguém. Isso se constitui em uma arma nas mãos de Satanás, porque ele fica sabendo o que deve fazer para parar o tal crente, será só criar a situação para despertar o rancor.
- “fazer coisas assustadoras”, alguns crentes surpreendem ao demonstrarem grande amor pelas almas num dia e já no outro extravasam um ódio incontido.
- “Esaú com o coração quebrantado”, é bom lembrar que na ocasião Jacó contribuiu para o quebrantamento de Esaú, na ocasião em que ele enviou os presentes a Esaú Gênesis 32. Jacó demonstrou o bem mesmo diante de toda má intenção do irmão. Essa é estratégia para os fieis quebrarem o clima de rancor que alguns irmãos nutrem.
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CONCLUSÃO
- “o combustível do perdão é o amor”, o amor é o que alimenta o perdão, alguém só consegue liberar verdadeiro perdão se tiver amor. Existe o falso perdão, apenas para cumprir ordenança, mas o verdadeiro perdão surge no coração que ama.
- “fazer o possível para apagar”, isso porque não é fácil. Mas como já foi ensinado, vai depender de como a pessoa alimenta os sentimentos em seu coração.

Boa aula!

Marcos André – editor
Juliane Souza – colaboradora
Gustavo Matos - colaborador

4 comentários:

  1. Meus PARABÉNS amados de CRISTO, mais uma vez conseguimos terminar pela graça de DEUS mais uma lição.
    Que a benção do Senhor esteja sempre sobre vossas vidas, que tenhamos uma escola de conteúdo rico conciso, claro, objetivo e direto edificando a casa de Deus.
    Paz de Cristo a todos vós amados EDITOR COLABORADOR LEITOR.

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    1. É isso aí colaborador Gustavo, estou alegre por tudo que o Senhor tem feito através do CLUBE DA TEOLOGIA. e como o Senhor tem abençoado aos alunos e professores de todo o Brasil e até de fora.

      Paz de Cristo

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  2. Diogo Alves de Lima23 de junho de 2014 05:50

    Paz Marcos e a todos!
    Venho aqui somente para expressar e compartilhar com todos a importância deste tema que foi tratado nesta última lição. A presença do Espírito Santo foi tremenda, muitas pessoas contando suas experiências, mas aqui eu quero destacar a história de um moço, novo convertido. Aceitou a Jesus, e mudou de vida, era uma pessoa que vivia nas drogas e no álcool, por algumas vezes ficou internado na Fundação Casa por tráfico de drogas. A igreja está o ajudando e ele também está se dedicando pra mudar de vida e todos já tem visto a mudança em seus comportamentos. Mas ontem, ele contou a experiência de vida: o seu pai nunca foi um pai presente, foi presos por 3 vezes por não pagar pensão alimentícia....ele nos contou que sempre foi rejeitado pelo pai, e que houve vezes em que pai soltava pipa com o irmão, mas nunca o chamava para brincar e com isso ele cresceu revoltado, e por esse motivo entrou neste mundo de horror, mas ele testemunhando, disse, na páscoa e foi visitar o pai, e mesmo com o rancor e mágoa, disse ao pai que o amava e que este era muito importante na vida dele...o pai o abraçou e chorou.
    Este foi apenas um resumo do que houve ontem na EBD, mesmo discordando por algumas vezes do comentarista, mas vejo a importância que foi tratar desses assuntos. Temos em nossas igrejas muitas pessoas que não conheceram a Jesus quando ainda erma crianças, e por este motivo passaram muitas lutas e trouxeram com elas a cicatrizes dessas lutas, mas cabe a nós como cristãos, ajudá-los e mostrar Jesus os ama e quer dar uma nova vida a todos que o aceitarem.

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    1. Irmão Diogo, você arrasou nesse comentário, muito instrutivo, adorei ler essas palavras. É lindo uma aula em que o aluno participa com a sua vida e coração. Esse é um ponto importante que você mencionou. Mesmo discordando de algumas afirmações, nós podemos ministrar uma boa aula.
      O Espirito Santo nos conduz.

      Paz meu irmão, sempre que quiser pode deixar o testemunho ou algum comentário da lição.

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