sábado, 7 de junho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 10 - Revista da CPAD


AULA EM 08 DE JUNHO DE 2014 - LIÇÃO 10
(Revista: CPAD)

Tema: O Ministério de Mestre ou Doutor  

Texto Áureo: Romanos 12.6,7
  
INTRODUÇÃO
- Amado(a) professor(a), nesta lição você instruirá aos alunos e eu peço que você os motive a abraçar esse ministério, pois há falta de professores nas igrejas.
- “exercer o discernimento...tempo em que vive”, discernimento significa entender, seria entender o tempo em que vive, no texto o comentarista dá os exemplos do que ele se refere: “(culturas, teologia, filosofias etc.)”, ele quer dizer esse ministério é necessário para que a igreja saiba aplicar a mensagem cristã no nosso tempo com essas diferentes culturas, teologia, filosofias etc. Assim como Paulo aplicou às culturas e filosofias estrangeiras.
- “o quanto ele deve esforçar-se intelectualmente”, lembrando que dos dons ministeriais relacionados esse é o único que se exige “dedicação” veja o texto áureo.
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1. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA

1. O mestre da Galileia.
- “ensinando nas suas sinagogas”, as sinagogas era os lugares onde os judeus se reunião para os estudos, Jesus ia nesses lugares para ensinar sobre o evangelho no Antigo Testamento Lucas 4.18-21.
- “como quem tinha autoridade”, como quem conhecia plenamente do que estava falando, como quem viveu ou vivia o que estava ensinando, ensinava com convicção e propriedade.
- “só tinham duas opções”, Jesus é grande divisor de águas da história da humanidade, Ele a dividiu em duas partes, antes e depois Dele. Jesus sempre deu dois caminhos para seguir e não suporta a indecisão. Quem se encontra com Jesus só tem duas opções, ou o segue ou vão paro o mundão de vez.
- “transtornava a consciência do acomodado”, quer dizer que Jesus mexia nos pensamentos e nas concepções da pessoa.

2. O mestre divino.
- “educado nas melhores escolas”, Nicodemos usou os ensinos religiosos de seu tempo e conseguiu ver em Jesus alguém que vinha da parte de Deus.
- “se Deus não fosse com Ele”, isso mostra que Nicodemos não usou os conhecimentos teológicos de seu tempo para aparecer e nem mostrar que sabe mais do que os outros, ele se concentrou em analisar se era possível alguém realizar o que Jesus fazia através de outro poder que não fosse o de Deus.

3.  O mestre da humildade.
- “começou a lavar os pés aos discípulos”, Jesus estava também dando uma aula de didática ensinando os professores a trabalharem com exemplos, demonstrando para os alunos como se deve fazer, esse é um ensinamento muito eficaz.
- “cingido”, cingir significa envolver com cinta, ou como cinta, dessa forma entendemos que a toalha estava em volta da cintura de Cristo.
- “encurvar-se para lavar os pés”, essa função era desempenhada pelos escravos mais indignos.
- “não era mero discurso, mas "espírito e vida"”, era um ensino prático e havia necessidade de os discípulos colocarem em prática assim que aprendessem, por isso mostrou Ele mesmo fazendo para que todos entendessem que se Ele fez então todos devem fazer.
- “Porque eu vos dei o exemplo”, não tem palavra mais clara do que essa para mostrar que devemos espelhar nossa vida em Jesus.  

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2. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO

1. Uma ordem de Jesus.
- “ensinassem "todas as nações”, Jesus estava dizendo que os discípulos deveriam começar o empreendimento para que a mensagem do evangelho fosse conduzida aos quatro cantos do mundo.
- “foi um verdadeiro ensino proferido no poder”, esse discurso é como um modelo de pregação muito eficaz, pois ele se dedicou a apresentar Jesus no Antigo Testamento até chegar a promessa do derramar do Espírito Santo.
- “capacitação sobrenatural do Espírito”, quer dizer que o mestre, ainda que tenha conteúdo para ensinar, seu ensinamento só será plenamente cristão se ele for conduzido pela capacitação do Espírito Santo.
- “descuidar de nossa formação intelectual”, quer dizer que o professor deve se manter em um equilíbrio entre a formalidade e a graça. O mestre deve ser formal pelo estudo acadêmico e expansivo pela unção. Assim ele falará aos formais com a unção espiritual e falará aos espiritualistas com o profundo conteúdo teológico.

2. A doutrina dos apóstolos.
- “na doutrina dos apóstolos”, significa naquilo que os apóstolos estavam ensinando.
- “no partir do pão”, foi um costume que surgiu com a assistência social, onde os apóstolos se reuniam com a comunidade para distribuírem pão, mais tarde esse hábito se transformou na Santa Ceia em Jerusalém.
- “ministrados por eles”, a preferência era dos apóstolos, porque eles haviam estado com o Mestre.
- “crescimento integral”, é o crescimento completo ou de forma completa.
3. Ensinamento persistente.
- “integrantes do Colégio Apostólico”, significa que eles aprenderam com os apóstolos as doutrinas e a forma de propagar a mensagem.
- “começou nas casas”, às vezes em nossa mente imaginamos os apóstolos pregando em grandes congregações, mas não foi assim. É provável que o maior grupo que se reuniu naquele período foi o do dia de pentecostes.
- “judeus como aos gregos”, Paulo corria as cidades gregas onde habitavam muitos judeus oriundos da diáspora. Em cada cidade em que ele chegava se dirigia primeiro a sinagoga, onde ele teria oportunidade por ser fariseu e ter grande conhecimento da lei.
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3. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE

1. Uma necessidade urgente da igreja.
- “Não são todas que reúnem informações exegéticas”, esse ministério é necessário pois nem todos os pastores possuem o dom de mestre. O problema é que em algumas igrejas há dificuldade para a liderança trabalhar com um professor que seja jovem, e extremamente talentoso, pode surgir muito ciúme e inveja.
- “superficialidade bíblica”, se refere àquilo que está na superfície, que não tem profundidade, seria o conhecimento básico da mensagem do evangelho. Sabemos que o básico já salva, mas depois de algum tempo na igreja os membros carecem de conteúdos mais aprofundados e coerentes.
- Um pregador que diz às pessoas no que acreditar em vez de demonstrar por que elas deveriam acreditar no que está sendo dito. O primeiro tipo de instrução gera mente preguiçosa enquanto o segundo faz refletir. Ficar passivamente como espectador. Aceitar sem questionar é o mito do aprendizado sem esforço. Aprender a Bíblia sem esforço...
- “promovido pelas astúcias dos falsos mestres”, alguns que tem conhecimento usam-no para si mesmos, para tirarem vantagem pecuniária ou se promoverem.
- “para a igreja amadurecer”, para a igreja atingir a maturidade cristã, deixando de se comportar como menina, tomando atitudes de adulto espiritual.
- “desmascara os falsos ensinos”, quando se ensina a verdade o que é falso aparece com mais clareza.

2. A responsabilidade de um discipulado contínuo.
- “discípulos por toda a vida”, dessa forma se sugere que as igrejas mantenham estudos contínuos alterando o nível à medida que os alunos vão se aperfeiçoando.
- “aprendizado diário, permanente e contínuo”, talvez não seja possível um ensino diário nos dias de hoje, mas sugiro que se estabeleça estudos quinzenais ou semanais para os membros. A igreja não aprenderá somente com as pregações e muitos não vão à EBD.

3. Requisitos necessários ao mestre.
- “não há verdade nem firmeza”, assim aquele que ensina deve passar a firmeza do que fala ao ouvinte, era assim que Jesus ensinava “como quem tem autoridade” Mt 7.28,29.
- “a leitura é um problema cultural”, significa que em nossa nação as pessoas não tem o hábito de ler, eles aceitam a Jesus e trazem esse mau hábito, dessa forma a igreja tem o desafio de incentivar também a leitura. Porém aqueles que tem esse dom ministerial já possui esse hábito.
- “apelações fantasiosas”, seria fantasiar um fato bíblico, afirmando que ocorreu assim, sem nenhum respaldo bíblico.
- Sermões curtos,muitas piadas, histórias graciosas ou emotivas e apresentações breves e pragmáticas HABITAM MUITOS PÚLPITOS. O esforço mental torna-se estranho. Tem alguns pregadores que chegam ao absurdo de reproduzirem uma suposta conversa entre o jumento que levou Jesus e sua mãe jumenta a respeito da importância de se levar o Salvador.
- “Martin Loyd-Jones”, David Martyn Lloyd-Jones foi um teólogo protestante na linha calvinista do século 20. Viveu em Londres.
- “teologia em fogo”, seria aplicar o conhecimento teológico ao fogo pentecostal.
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CONCLUSÃO
- “ele esfriará na fé se estudar”, durante muito tempo se interpretou de forma errado o versículo que afirma que a “letra mata”, 2 Coríntios 3.6. Hoje sabemos que essa afirmação se refere ao entendimento da lei.
- “homens cheios do Espírito...com a mente iluminada”, é o equilíbrio que precisamos para prosseguir na obra de Deus com eficácia.
- As igrejas carecem de mestres, pois pela difusão do evangelho no país, muitos jovens crentes estão buscando pregar nos grandes eventos, mas poucos buscam lecionar e assumir a responsabilidade de falar de conhecimentos das Escrituras. Pregar não gera responsabilidade e nem muito conflito, mas ensinar é diferente, o professor pode ser questionado até mesmo em sala.  

Marcos André – Superintendente e professor
Alexandre T. Mendes - Cooperador


Boa Aula!

Um comentário:

  1. este subsidio ajuda muito quem vai dar aula e esta começando ,obrigado por esse trabalho maravilhosa ,deus te abençoe.

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