segunda-feira, 7 de julho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 2 - Revista da Editora Betel


Maturidade, Exigência para Líderes Cristãos
13 de julho de 2014

TEXTO AUREO
“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”.lTm 3.1

VERDADE APLICADA
A maturidade e a experiência com Deus são imprescindíveis no ato de liderar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Tm 3.2 - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
1Tm 3.3 - não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
1Tm 3.4 - que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
1Tm 3.5 - (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);
lTm 3.6 - não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.
lTm 3.7 - Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo.

INTRODUÇÃO
Liderança é uma necessidade para a vida de qualquer grupo ou organização. Tanto as organizações eclesiásticas quanto as seculares clamam por líderes devotos. Não há nenhuma instituição mais poderosa que a Igreja de Cristo na terra (Mt 16.18b). Ela conta com os maiores recursos existentes, sejam eles materiais ou espirituais. Mesmo assim, carece de liderança espiritual autêntica que faça a diferença no mundo. Vejamos que tipos de líderes ela precisa.

1. Pessoas que tenham aspiração
Aspiração é o desejo profundo de atingir uma meta, um sonho, um desígnio. Nenhum sonho de se alcançar uma liderança no campo espiritual e eclesiástico deve ser desestimulado (lTm 3.1), ao contrário, deve ser visto com cuidado e apontada as duas vertentes: das carências e das exigências, como fez Paulo. Vejamos então algumas:

1.1. Aspiração priorizada
O aspirante a liderança religiosa como qualquer outra, pode ter boas ou más motivações. Há aqueles que desejam liderança por vaidade pessoal, como mero desejo de sucesso e reconhecimento (Fp 1.15). Outros gostariam de ostentar um título com suas credenciais, salário, etc. Esse desejo é impuro e como tal precisa ser purificado pelo sangue de Jesus, e pelo fogo da Palavra de Deus. Jesus ensinou o que deve motivar a liderança no Reino de Deus: O desejo sincero de ser servo, e de compartilhar a própria vida (Jo 15.13). Quando alguém se destaca com tais qualidades podemos deduzir que tal pessoa possui uma autêntica chamada ministerial, para a liderança.

1.2. Aspiração resignada
Se alguém deseja servir a Deus como bispo ou pastor, excelente obra almeja (lTm 3.1). Vemos que o desejo de servir como líder é historicamente incentivado na igreja local. E claro o apreço no N.T. por parte daqueles que têm tal aspiração, todavia, devemos lembrar que, na época em que Paulo escreveu a primeira carta a Timóteo, já havia indícios de uma perseguição generalizada à igreja. Candidatar-se à liderança ministerial era um sério risco pessoal e para a própria família (ICo 7.26-27,32). Isso nos deixa claro que, diferente de hoje, na época, desejar ser líder não traria recompensas materiais, nem tampouco projeção, visto que a igreja cristã no mundo pagão era hostilizada e perseguida (At 8.1).

1.3. Aspiração inquebrantável
Esse tipo de aspiração traz consigo um desejo ministerial capaz de suportar todo tipo de provação possível. Quem almeja se tornar ministro de Cristo e liderar na obra de Deus, deve suportar os desapontamentos, as frustrações, e os desencantos da chamada (2Tm 3.12). “Não entre no ministério se puder passar sem ele” foi uma citação de Spurgeon, para depois dizer: “Se alguém neste recinto puder ficar satisfeito sendo redator de jornal, fazendeiro, médico, advogado, senador ou rei, em nome do céu e da terra, siga o seu caminho”. Por outro lado, servir como líder no Reino de Deus, implica em sofrer tribulações (2 Tm 3.11).

2. Líderes que tenham caráter
Falaremos agora do significado da liderança espiritual. Uma liderança espiritual é servidora tanto ao Reino de Deus como aos homens, segundo os dons concedidos por Ele (Rm 12.6-8). Todavia essa liderança com esses dons são governados pelo Espírito Santo, visando glorificar a Cristo. Aquele que se submeter ao Espírito será impregnado pelo caráter de Jesus Cristo, chamado de fruto do Espírito, o que veremos a seguir.

2.1. O caráter exigido
Se os homens na terra procuram para serem seus diretores, funcionários com caráter digno de confiança, o que se dirá de Cristo para sua igreja na terra? Com certeza, ele procura homens de caráter sublime, íntegros e que possam inspirar a outros o seguir (2 Tm 2.2). Os encargos de liderança estão aí à disposição daqueles que provarem que são dignos dele. Se alguém analisar as exigências paulinas (lTm 3.1-14) e, ainda assim, continuar desejando engajar-se no ministério cristão, deverá enquadrar-se nelas. Liderança cristã vai além de estar bem informado, ter formação superior, ser bem relacionado na igreja onde serve, etc. Líder cristão além de possuir essas qualidades deve ser alguém de caráter ilibado e dirigido pelo Espírito, como a Bíblia recomenda (At 6.3).

2.2. Caráter amadurecido
Um neófito não deve servir como líder. Neófito quer dizer recentemente plantado. Logo, está implícito que um novo convertido ainda não teve tempo suficiente para provar o seu caráter e exercitar os seus dons devidamente. Ainda que um novo cristão pareça ter tais qualificações, é precoce e precipitado chegar a essa conclusão. Facilmente um neófito se envaidecerá e, diante de seu narcisismo, sucumbirá e, ainda, no seu orgulho, tornar-se-á estúpido e confuso. A isso Paulo chama de incorrer na condenação do diabo, (lTm 3.6). Quem pensar que o diabo não passa de doutrina, logo perceberá, na prática, o seu engano ante a realidade das provações e tentações.

2.3. Caráter atestado
Toda liderança cristã deve trabalhar com cuidado e não impor as mãos precipitadamente sobre ninguém (lTm 5.22). Não obstante, alguns líderes no afã de crescimento e sob a pressão de alcançar sucesso imediato, impõem as mãos para sua própria decepção e dão legalidade no mundo espiritual para que os tais perturbem a paz do Reino. É comum esses tais novatos se envolverem em escândalos, abandonando seus precursores, vindo a desejar formar um ministério próprio. Tudo isso sem possuir qualquer experiência. Leva tempo para um caráter assertivo ser reconhecido (Gl 1.18;2.1). Nesse aspecto da chamada ministerial os candidatos deverão ser pacientes, e até o momento do reconhecimento público, permanecer na vocação que foram chamados.

3. Líderes que tenham aptidões
Algumas aptidões são fundamentais para o exercício da liderança cristã (At 6.3). Embora elas sejam também exigidas no campo secular para determinados tipos de liderança, são de igual forma exigidas na igreja. Tais aptidões poderão ser desenvolvidas, exercitadas e amadurecidas ao longo de toda uma vida. Vejamos as principais:

3.1. Aptidão para liderar
Parece imprópria e repetitiva esta exigência, mas a verdade é que nem todos desejam e talvez possuam aptidão para algum tipo de liderança. Por exemplo: algumas pessoas foram chamadas para servir apenas como diáconos (ITm 3.13). Elevar sua função poderá influir tanto em sua vocação, que em vez de destacar-se, irá se anular completamente. Será que alguém sabe que destino tomou Matias, o que havia sido escolhido para ocupar o lugar Judas? (At 1.26). Devemos ter cuidado, porque nem sempre a vontade dos homens é a escolha de Deus. Até apóstolos erram! Isso é um sinal para que pensemos melhor antes de impor as mãos sobre alguém.

3.2. Capacidade para ensinar e doutrinar
Junto à aptidão de liderar é importante que um líder seja apto a ensinar (ITm 3.2c). Como tal, dependendo do tipo de liderança que exerce e as necessidades apresentadas, deverá ensinar em muitas áreas diferentes da igreja. Por exemplo, ao abrir uma nova frente de trabalho, esse líder precisará ensinar a novos convertidos e a crianças acerca da fé. Numa igreja já estabelecida também, desempenhará muitos papéis no ensino, como também num culto doutrinário, escola dominical, curso para obreiros, seminário, etc. Não existe evangelho genuíno sem ensino bíblico (Mt 28.20a), e quanto a este se deve convergir todas as energias por causa dos falsos ensinos e ensinadores que a Bíblia nos adverte (ITm 4.1-2).

3.3. Habilidade para disciplinar
Intimamente ligado ao ensino, está o ato de disciplinar. Na verdade, disciplinar é uma forma de ensinar, mas também de colocar ordem (Tt 1.5) Contudo, o ato de disciplinar quando se faz necessário é uma forma de amar, ainda que quem esteja sob a vara da disciplina não goste (Hb l2.10-11). Em toda e qualquer organização a disciplina é imprescindível (lTs 5.14). Mas disciplina deve ser sempre motivada pela verdade, misericórdia e autovigilância (Gl 6.1). Observe que Paulo escreve a Timóteo no tocante ao assunto nos seguintes termos: “Não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos; às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza” (ITm 5.1-2).

CONCLUSÃO
A autêntica liderança espiritual é a que fará diferença onde for desenvolvida. Para que isso aconteça, é necessário respeitar o desejo daqueles que aspiram ao ministério, orientando e encaminhando-lhes ao treinamento. A preparação, nesse sentido, deve acontecer, até que, finalmente, cheguem ao pleno exercício da função. Na verdade, muitos são ocultamente por Deus.

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