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terça-feira, 23 de setembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel


Jesus, o Modelo Inigualável de Liderança
28 de setembro de 2014

TEXTO AUREO
“Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios”. Mt 12.18


VERDADE APLICADA

Jesus Cristo é o modelo mais perfeito para aqueles que desejam sucesso na vida e em sua liderança.

TEXTOS DE REFERÊNCIA


Is 42.1 - Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios.
Is 42.2 - Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça.
Is 42.3 - Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito.
Is 42.4 - Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina.
Is 42.5 - Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela. 
Is 42.6 - Eu, o Senhor, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios;
Is 42.7 - para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo e do cárcere, os que jazem em trevas.

INTRODUÇÃO

O maior modelo de liderança será sempre Jesus Cristo. Desde sua anunciação já se previa um Messias com qualidades jamais vistas pelos seres humanos. Jesus Cristo é o homem perfeito, o modelo para uma vida saudável, feliz e vitoriosa. Não existe líder que não deseje ser como Jesus. Nesta lição, veremos três pilares principais sobre os quais a liderança messiânica repousou, os quais nos servem de base para o desempenho do papel de liderança.

1. Liderança delegada

Em várias ocasiões, Jesus demonstrou que sua missão e liderança haviam sido delegadas pelo Pai. Era imprescindível, portanto, que as pessoas cressem nele como alguém vindo de Deus. Séculos antes Ele havia sido apresentado de algumas maneiras que cabia àqueles cidadãos judeus observarem e conferir.

1.1. Ele foi apresentado como servo

Isaías profeticamente apresenta o Messias como “ebed Javé” servo do Senhor. Na verdade a expressão servo nos remete para o caráter da missão resgatadora de Jesus (Mc 10.45). Embora, nos dias atuais, na visão do mundo a ideia de um líder servo não seja agradável, não temos o direito de omitir aos leitores o que a própria Bíblia quer dizer. Por isso, na igreja, se usa muito a expressão “liderança servidora” que comunica uma ideia diferente da proposta mundana. Visto que é a que mais se aproxima daquela determinada por Deus a Jesus, o Messias. Como Ele próprio chegou a dizer: “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20.28).

1.2. Escolhido para o prazer de Deus

O Messias profeticamente foi enviado para o deleite de Deus. Ele é simplesmente um servo obediente que se agrada em cumprir o seu propósito. Esse Servo-Líder foi escolhido e sustentado na sua missão até que todo o seu propósito se cumprisse. Os evangelistas fizeram questão de apontai' esse aspecto messiânico em Jesus, ao registrarem a voz de Deus, demonstrando o seu agrado com relação à pessoa de Jesus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17) Devemos lembrar que, em termos de submissão, não havia diferença entre servo e filho. E Jesus nos ensina tanto a ser filhos quanto servos. Um servo-líder de Cristo deve entender que sua vida existe para o deleite de seu Senhor e não para deleite próprio. Na verdade, grande prazer têm aqueles que obedecem a Deus seja em que aspecto for, principalmente, liderando.

1.3. Ele foi habilitado para servir

“Pus sobre ele o meu Espírito” (Is 42.1). O Espírito de Deus foi posto sobre o Messias para o serviço. É maravilhosa essa ideia de que um servo-líder de Cristo recebe uma graça adicional, o próprio Espírito de Deus vem habitá-lo, para capacitar-lhe a fazer a sua obra, e liderar na autoridade, e sob a ótica divina. O mais intrigante nisso tudo é que até mesmo Jesus atuou movido pelo Espírito Santo. Observemos agora o que diz Isaías quanto à qualidade do serviço executado por esse servo: “ele promulgará o direito para os gentios” (Is 42.1b). O modelo de serviço cristocêntrico contrasta em muito com o modelo de muitas lideranças, que em vez de servir desejam ser servidos.

2. Liderança servidora

Toda liderança tem um objetivo e uma maneira de alcançá-lo. Deus se preocupou em revelar riquíssimos detalhes acerca da tarefa messiânica. Todavia, o espaço não permite uma exposição maior, sendo assim, ateremo-nos ao texto profético de Isaías.

2.1. Ele promulgará o direito
O profeta anuncia que o servo recebe uma investidura régia, pois é o eleito do próprio Deus. Dos versículos 5 ao 7, fala sobre o próprio Javé como criador. Este se dirige ao servo confirmando sua vocação que é orientada para uma libertação. No corpo da mensagem, vemos que o servo traria justiça às nações, teria um alcance mundial, e seria feita, no entanto, sem barulho e sem violência. Ele procederia de maneira calma e mansa para o estabelecimento da justiça no mundo. Nos dias atuais muitos companheiros de caminhada precisam de compaixão e encorajamento para suportar a carga que é parte de suas vidas e não resistindo desanimam. Algumas pessoas que estão em nosso convívio se parecem com esses pavios fumegantes. Por isso, somos todos convocados para animar e fortalecer mutuamente as canas quebradas e os pavios que se apagam. Essa foi a missão de Jesus, essa é a missão de cada líder e cristão.

2.2. Servirá com suavidade

A comunicação messiânica seria sem estardalhaço, porém, cumpriria a sua missão de: “em verdade promulgar o direito”. Não haveria clamor, gritos, voz pública, mas haveria direito outorgado às pessoas. Um líder numa organização eclesiástica se defrontará com o momento em que seu papel não será pregar, gritar e clamar, apenas anunciar o direito em Cristo Jesus das pessoas. São verdades que numa conversa em tom suave aumentam a compreensão e trazem um poderoso efeito nas vidas. Embora a gentileza seja suave, será firme o suficiente para acabar com a desumanidade. Interessante é a expressão “pavio que fumega”. As lamparinas tinham pavios de linho cru, que, com o passar do tempo, passavam a produzir menos chama e mais fumaça. Tornavam-se sem utilidade e incômodo, devendo ser descartados. Precisamos de ferramentas que amolem outras ferramentas que já estão desgastadas com o tempo e sendo postas de lado (Is 42.2).

2.3. Servirá sem agressões

O servir do Messias foi sem agressões, humilhações, e repleto de compaixão. Quem estava quebrado seria restaurado, aquele que estava triste seria consolado, quem estava preso seria livre (Is 61.1). O ministério messiânico foi socorrista para os quebrados, e de cuidado para com os que estavam se apagando, com base na verdade e direito divino. Todos estavam condenados, mas Jesus Cristo trouxe em si mesmo o direito ao perdão e a reconciliação plena com Deus (Ef 2.11-13). Não dá para entender um líder que se apresenta como embaixador de Cristo na terra e vive a pisar, usurpar, humilhar os outros. O líder genuíno traz consigo as características daquele que é seu modelo. Se o modelo for Jesus, veremos o fruto do Espírito. Todavia, se vemos outro comportamento, a fonte da paternidade pode ser outra.

3. Liderança recompensada

A recompensa do trabalho messiânico está na realização do próprio trabalho e não fora dele. Como um administrador que tem prazer em ver dar certo o seu empreendimento, sendo-lhe isso uma folga e um prazer. Assim Cristo se realiza e se recompensa com a sua organização.

3.1. Mediador da aliança

O propósito de uma aliança é firmar laços de fidelidade e confiança. O pacto firmado entre Cristo e a igreja envolve salvação e nova vida. E Cristo nomeou ministros para juntamente com Ele anunciarem essas boas novas (2Co 3.6). O que cabe a cada um de nós? Anunciar quem é Cristo, o que fez, e o que pode fazer. Todos nós fomos chamados para esse fim, e ninguém está isento dessa missão (1 Pe 2.9). Pedro em sua primeira epístola nos alerta para algo interessante. Ele diz que somos “pedras vivas” (1 Pe 2.5). Não existe uma pedra igual à outra, todas elas se parecem, mas possuem pequenos detalhes que as tomam diferenciadas. Nós não somos azulejos. Os azulejos são postos em uma matriz e são todos iguais. Nós somos pedras. Somos parecidos por fora, mas distintos por dentro. Isso implica dizer que não precisamos imitar nada de ninguém, e que todos nós somos úteis em alguma coisa. Uns foram chamados para apontar o alvo, outros para realizar a tarefa.

3.2. Luz para os que jazem em trevas

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados. Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Ef 2.1-3). Era assim que Deus nos via, e a missão de Jesus foi nos tirar desse ambiente perdido e de trevas, não somente para vivermos estagnados, mas para dizer aos outros que ainda há esperança. Quando olhamos para trás, para tudo o que realizamos na vida, encontraremos mais satisfação nas alegrias que trouxemos a vida de outras pessoas do que nas ocasiões em que as superamos. As pessoas sempre irão apreciar e admirar alguém que é capaz de ajudá-las a alcançar outro nível, alguém que lhes faça sentir importantes e lhes capacite para alcançar êxito. Líderes existem para apontar o caminho.

3.3. A glória exclusiva

A recompensa do servo é a glória exclusiva do seu Senhor. Qualquer glória terrena é efêmera, e de certo haverá grande honra para aqueles que plantaram para colher na eternidade. A glória de uma vida não está baseada nas realizações, mas sim na certeza de que se viveu para fazer a coisa certa. Jesus disse: “eu para isso nasci e para isso vim ao mundo” (Jo l8.37). Será que estamos conscientes da razão pela qual estamos no mundo? Todos nós deixaremos impressões nos outros que serão lembradas mesmo depois da nossa morte. A pergunta é? Como queremos ser lembrados? Que impressão nós deixaremos em nossos filhos, amigos, parentes e irmãos em Cristo? Ou será que estamos mergulhados num egoísmo tão profundo que nos impede de enxergar tanto a nós mesmos quanto os outros?

CONCLUSÃO

Jesus é até hoje um enigma para muitas pessoas. Seguir a Jesus não é somente um desafio, mas uma contracultura que nos conduz a viver de um modo diferente e regrado. O que sobressai em Jesus é sua qualidade de vida, sua maneira de agir, sua justiça, verdade, integridade e santidade. E como seguidores, basta-nos apenas seguir seu exemplo de vida: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.15).

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