segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel


A relevância dos milagres em nossos dias
28 de dezembro de 2014


TEXTO ÁUREO
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai” Jo 14.12


VERDADE APLICADA

Uma igreja viva e atuante traz consigo além de uma poderosa mensagem de impacto, uma manifestação contagiante que aproxima as pessoas de Deus.

Textos de referência

1Co 2.4-8
4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder,
5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
6 Todavia, falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam;
7 mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória;
8 a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.

INTRODUÇÃO

Embora seja dotada de uma revelação progressiva e de um vasto conhecimento teológico, a igreja do século 21 é carente demais de uma manifestação do poder de Deus como registrado na Bíblia. Assim, nasce uma pergunta: milagres são possíveis em nossos dias? Se forem possíveis, como fazê-los emergir?

1. Por que a igreja carece de milagres?

Vivemos um tempo muito difícil, onde tudo parece ser comum para muita gente, inclusive, para a comunidade cristã. É num tempo como esse que precisamos assumir nossa postura e combater não somente com palavras, mas com demonstração de poder (1Co 2.4), esses agentes tão ofensivos a fé cristã. Vejamos por que carecemos de milagres.

1.1 Porque a ordem natural está invertida

Vivemos em uma sociedade violenta onde os jovens deixaram de ser a esperança da nação para se tornarem o seu terror. Não é a ordem natural os pais sepultarem os seus filhos. Mas, essa é uma dura realidade em nossos dias. Não podemos somente culpar a educação de nosso país, sabemos que esse é um fator de ordem espiritual (2Tm 3.1), que não se resolve com alfabetização, é caso de libertação mesmo. Enquanto as meninas se tornarem mães aos onze anos, os adolescentes comandarem o tráfico, e os jovens morrerem antes de completar a maior idade, a sociedade estará fadada ao fracasso. Não vemos em nossos jovens uma perspectiva do futuro, eles apenas sobrevivem. A Bíblia nos ensina que os filhos desobedientes, que não honram seus pais, além de serem infelizes, serão tragados pela morte antes do tempo (Êx 20.2; Ef 6.2-3).

1.2 Porque a manifestação dos filhos da desobediência é uma realidade
O capítulo primeiro da carta de Paulo aos crentes de Roma traz uma descrição completa da situação que vivemos atualmente em todas as partes do mundo, a perversão da sexualidade. Como se não bastasse os altos índices da indústria sexual (pornografia, prostituição, pedofilia e o turismo sexual) os governantes tornaram legal no mundo aquilo que Deus declarou ilícito (o homossexualismo), que é digno de juízo tanto quem o pratica quanto quem o consente (Rm 1.32). Nós cristãos não temos que aceitar, nem achar comum esta prática. Embora tenhamos o dever de amar o próximo, o que é abominação para Deus, deve ser uma lei para todos nós. Nosso pior problema hoje é que, no mundo espiritual Satanás tem direito legal para agir nessa área, porque esse direito foi dado por uma autoridade constituída por Deus (Rm 13.1-2).

1.3 Porque a corrupção está generalizada

A corrupção em nosso país já chegou a níveis absurdos. É claro que não podemos generalizar e dizer que todos são corruptos, mas a grande maioria dos líderes são os culpados pelo caos da sociedade. A lei se afrouxa diante de pessoas de alto escalão, os que deveriam nos defender nos oprimem, e não existe segmento da sociedade em que não haja corrupção, inclusive no meio do povo de Deus, que traz em seu bojo pessoas em fase de libertação, e muitos, apenas com o desejo de tornar o evangelho uma fonte de lucro (1Tm 6.5, 7-10).

2. Motivos pelos quais precisamos de uma visitação

Precisamos urgentemente de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, que traga poder à pregação da Palavra para motivar os crentes da nossa nação (1Co 2.4). Com esse impacto a vaidade de nossos dias seria atraída para a oração, e pelo desejo ardente da presença de Deus.

2.1 A adulteração das Santas Escrituras

Há centenas de anos, Charles Spurgeon já havia detectado esse adultério: “Na atualidade, não conhecemos uma doutrina bíblica que não tenha sido prejudicada por aqueles que deveriam defendê-las. Existem muitas doutrinas preciosas a nossas almas que foram negadas por aqueles cujo ofício seria proclamá-las, necessitamos com urgência de um retorno as nossas antigas origens”. E, concluiu: As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja, sabemos que se os crentes perderem sua firmeza, a igreja será arremessada de um lado para o outro, por isso, cada cristão precisa fazer a diferença, para que a igreja continue viva, (Mt 5.13).

2.2 A ausência do culto doméstico

A Bíblia nos ensina que o primeiro lugar onde a vida cristã deve estar alicerçada é no lar (1Tm 3.4-5). Um dos maiores desafios de nosso tempo tem sido a família cristã. Embora tenhamos tantas pregações e inúmeros seminários e encontros sobre a família, nosso problema reside na realização do ensino cristão e da adoração no lar. Não podemos esperar que nossas famílias sejam transformadas apenas durante um culto. Uma planta necessita ser regada para viver, precisamos erigir um altar em nossas casas. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos?

2.3 Pessoas superdependentes de outras

A parábola das dez virgens apresenta um quadro interessante onde havia uma reserva de azeite trazida pelas prudentes, e nos informa que as néscias dormiram, certamente confiando que as prudentes iriam lhes emprestar de seu azeite (Mt 25.3-9). Até hoje a expressão “dai-nos do vosso azeite” é uma constante na vida de muitos cristãos que jamais entenderam que cada um dará conta de si a Deus, que a unção é pessoal, que não se pode viver na dependência do ministério de outros (Rm 14.12). Temos uma gama de crentes “caroneiros”, pessoas que somente possuem vida nos cultos, mas fora deles, não regam suas vidas espirituais, não leem a Bíblia, e não separam tempo para se dedicar a oração.

3. O que a Bíblia reservou para nós nesse tempo?

Escrevendo aos crentes de Corinto, Paulo expõe claramente a questão da cegueira espiritual dos judeus e o que está reservado para todos aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus. Vejamos:

3.1 Uma glória permanente

Até hoje o mundo relata os fatos acontecidos no Egito na época de Moisés. São feitos maravilhosos que todos conhecemos, e mesmo não os tendo visto, sabemos que foram reais ao ponto de anuncia-los geração após geração. Parece que nossos antepassados vivenciaram um sonho quando lemos as páginas da Sagrada Escritura. Porém, de forma ousada, Paulo nos afirma que toda essa glória não passava de uma sombra do que ainda aconteceria em nossos dias, que o que Deus deseja derramar sobre seus filhos é superior a tudo o que já aconteceu no passado, e que esteve contido na época de Moisés porque deveria acontecer nos dias da igreja (2Co 3.10). Paulo classifica os milagres de Moisés como transitórios, e nos revela que sobre a igreja existe uma glória permanente (2Co 3.7-12).

3.2 O ministério da glória do Espírito Santo

“Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece (2Co 3.11). O tempo do verbo nesta passagem é crítico: “o que se desvanecia”. Paulo o escreveu num período histórico de sobreposição de eras. Nesse tempo os judaizantes desejavam que os cristãos voltassem a viver sob o jugo da Lei, que mesclassem as duas alianças. Paulo está dizendo: “por que voltar ao que é temporário e que se desvanece?”, vivam na glória da nova aliança que é cada vez maior. A glória da Lei é apenas a glória da história passada, enquanto a glória da nova aliança é a glória da experiência presente. Deus preparou algo grandioso para nossos dias, mas o véu da revelação ainda está encoberto para muitos.

3.3 A glória permanente tem um alvo específico e primordial

“Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2Co 3.18). Paulo nos revela que toda essa glória tem como objetivo nos tornar em imagem e semelhança de Deus, ou seja, parecidos com Jesus. Lá no Éden o homem se desfigurou perdendo a semelhança: no calvário, Cristo tomou de volta o que foi perdido (Lc 19.10; 1Co 15.45-48); e o alvo final do cristianismo é que todos os filhos de Deus se tornem semelhantes a Ele no dia do encontro (1Jo 3.2). Se fizermos tudo e não nos tornarmos semelhantes a Cristo toda a nossa vida terá sido em vão.

CONCLUSÃO

O Senhor reservou todo o seu melhor para esses últimos dias da igreja, o próprio Jesus nos revelou ser possível realizar grandes feitos. O princípio ainda é o mesmo: a santidade, a fé, e a separação de tudo aquilo que se chama pecado. Deus ainda é o mesmo e ainda realiza grandes feitos (Hb 13.8).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários estão liberados, dessa forma o seu comentário será publicado direto no CLUBE DA TEOLOGIA.
Porém se ele for abusivo ou usar palavras de baixo calão será removido.