segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 3 - Revista da Editora Betel


Homens Fiéis na Bíblia

18 de Janeiro de 2015


TEXTO ÁUREO

“E era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações” Lc 2.37


VERDADE APLICADA

Devemos viver uma vida de princípios éticos e morais que nos garanta uma vivência de fidelidade conforme os padrões exigidos por Deus no meio de uma sociedade pecadora.

Textos de referência

Ez 14.14; Lc 2.36-38

Ez 14.14 ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor JEOVÁ.
Lc 2.36-38
36 E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade,
37 e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia.
38 E, sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém.


INTRODUÇÃO

Para ser fiel é preciso fé. Fé resultante de ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). Fé que é fruto do Espírito Santo (Gl 5.22, 23). Os servos exemplares da Bíblia tinham dúvidas, inseguranças e fraquezas, mas o Espírito de Deus os capacitou para enfrentarem desafios e permanecerem fiéis até o fim (Hb 11.34; Tg 5.17). Nesta lição, estudaremos três deles: Noé, Ana e Daniel. Aprendamos muito com esses referenciais em fidelidade.


1. Um homem escolhido: Noé

Ao lermos a história de Noé, aprendemos a importância da fidelidade, pois no meio de uma sociedade corrompida ele se colocou como um pregoeiro da justiça (2Pe 2.5) dando ouvidos à voz de Deus e executando minuciosamente as ordens que lhe foram confiadas. A fidelidade de Noé nos inspira a sermos cristãos exemplares que vivem uma vida de obediência a Deus, exercitando a fé em Suas promessas.


1.1 Pelo seu exemplo em uma sociedade corrompida

Na época de Noé a sociedade estava totalmente perdida (Gn 6.5), mas ele achou graça aos olhos do Senhor e foi considerado justo e reto no meio daquela geração (Gn6.8). O seu nascimento é acompanhado de uma expectativa quanto a ação de Deus em favor dos justos em uma terra totalmente depravada (Gn 5.29). À semelhança de Noé, vivemos em uma sociedade que perdeu o temor e a reverência a Deus. São homens preocupados em satisfazer as suas próprias vontades em detrimento à vontade de Deus (Mt 24.38). No livro de Miquéias, Deus define como os homens devem andar em sua presença (Mq 6.8). Portanto, devemos viver uma vida de princípios éticos e morais que nos garanta uma vivência de fidelidade conforme os padrões exigidos por Deus no meio de uma sociedade pecadora.


1.2 Pela sua obediência à voz de Deus

A ideia de obedecer está ligada ao ato de se submeter à autoridade, em acatar ordens de alguém superior. Noé, com respeito e amor, atendeu a instrução de Deus e a cumpriu cabalmente (Gn 6.14-16). A voz de Deus ouvida por Noé provocou nele uma profunda atitude de resposta, que veio à tona na execução das ordens dadas pelo seu Senhor (Gn 6.22). O desejo de Deus é que nós venhamos a obedecê-lo assim como as ovelhas obedecem ao seu pastor (Jo 10.27; 8.47). Precisamos estar atentos ao que Deus está dizendo, pois os Seus mandamentos são inquestionáveis (Êx 15.26).


1.3 Pela sua fé em Deus

A construção da arca foi uma obra de fé e um milagre da engenharia para aquela época. Noé construiu uma arca com aproximadamente 133 metros de comprimento, 22 metros de largura e 13 metros de altura. A Bíblia afirma que Noé era um homem de fé (Hb 11.7), que foi fortalecida pela comunhão que ele tinha com Deus (Gn 6.9). Pela sua obediência construiu a arca, através da qual Deus condenou o mundo e salvou sua família (Gn 6.18). Noé era um homem que não andava por vista, mas por fé (2Co 5.7). Precisamos ser semelhantes a Noé, que mesmo enfrentando várias adversidades, se manteve firme, não olhando para as circunstâncias negativas, mas focando naquele que tem o poder e o controle sobre todas as coisas (Sl 24.1).


2. Ana, uma mulher fiel

Sua vida nos é contada em apenas três versículos, mas que são suficientes para considerarmos o quanto ela era fiel a Deus.


2.1 Ana e seu histórico

Ana, que significa “cheia de graça”, era profetisa, da tribo de Aser e filha de Fanuel (Lc 2.36-37). Apesar de pertencer a uma tribo de pouco destaque, ela honra a sua linhagem, cumprindo com fidelidade e responsabilidade o ministério que lhe foi confiado. A Bíblia cita a sua idade (quase 84 anos) (Lc 2.37) e declara que ela exercia esse ofício desde quando perdeu o seu esposo, após sete anos de casada. A narrativa nos mostra que ela atendeu ao chamado de Deus e permaneceu fiel até a sua velhice, desempenhando o ministério profético.


2.2 Ana era dedicada

Embora pudesse contrair um novo matrimônio, Ana preferiu dedicar-se integralmente à obra do Senhor (Lc 2.37). Apesar de sua idade, ela demonstrava prazer em servir ao Senhor, usando duas ferramentas basilares para vencermos as dificuldades ao longo da caminhada: a oração e o jejum. Infelizmente muitos crentes estão se tornando infiéis e tombando ao longo do caminho porque não oram e nem jejuam; perderam a visão espiritual, não conseguindo enxergar o propósito de Deus. Precisamos aproveitar o nosso tempo na presença de Deus. Ter vida com Deus é perceber nossa necessidade dEle. É admitir que somos pecadores e pedir a Ele que entre em nossos corações para ser a autoridade em nossas vidas.


2.3 Ana era uma mulher encorajadora

Mulher de fé, Ana observava tudo que estava acontecendo a sua volta. Enquanto Simeão previa o futuro do menino Jesus, ela se aproximou dando graças a Deus, por reconhecer que aquele era o Messias esperado para trazer redenção à humanidade (Lc 2.38). As suas palavras foram encorajadoras para todos que estavam próximo do templo, pois havia uma grande expectativa de mudança em toda a sociedade judaica naquela época. Precisamos ser como Ana. Há muitas pessoas em nossa volta que perderam a esperança. Estão desestimuladas, tristes, desistindo das promessas de Deus, acreditando que nada vai acontecer. Precisamos motivar as pessoas e insistentemente continuar dizendo que Jesus vive e que voltará para buscar um povo perseverante e de boas obras (Tt 2.14).


3. Um jovem que decidiu ser fiel

A vida de Daniel é uma história inspiradora para todas as idades, pois sua narrativa mostra que desde jovem ele decidiu ser fiel a Deus (Dn 1.8). Seu livro apresenta uma vida cercada de desafios e ameaças, sempre tendo sua fidelidade a Deus colocada à prova, mas em nada ele cedeu.


3.1 Abandonando o caminho da desobediência

Ao ler a história de Daniel, verifica-se que ele está na Babilônia por consequência do pecado de seu povo. Deus disse ao povo de Israel que, se permanecessem fiéis, alcançariam grandes bênçãos (Dt 28.1-7); se fossem infiéis, sofreriam o dano da perda (Dt 28.25-41). Daniel, instruído quanto à Lei, observou que o erro de sua nação foi não atentar às palavras de Deus. Quando deixamos de observar a vontade de Deus por meio de Sua Palavra, corremos sério risco de fracassar e perder tudo que já foi nos dado mediante a misericórdia e o amor de Deus. Daniel entendeu que sua estada naquele lugar era resultado do pecado de seu povo (2Rs 24.1,2, 8-14) e por isso tomou a decisão de não se contaminar com os manjares do rei (Dn 1.8). Á semelhança de Daniel, devemos também decidir a cada dia permanecer firmes na presença de Deus (1Co 16.13), o único que pode nos livrar e nos abençoar com toda sorte de bênçãos (Jr 1.8; Dn 3.17; Ef 1.3, 4).


3.2 Aplicando à sua vida os princípios divinos

Ao não se contaminar com os manjares do rei, Daniel e seus três amigos propuseram um pacto de fidelidade para com o único Deus. A aplicação desse princípio para a vida está inserida no primeiro preceito dado por Deus ao povo de Israel e a todos que O servem (Dt 6.13, 14) e resumida com propriedade por Jesus ao responder a pergunta de um doutor da Lei (Mt 22.37). Assim como Daniel precisamos viver uma vida de princípios, uma vida de amor a Deus que se caracteriza pela renúncia da vontade própria, o abandono cotidiano do pecado e obediência irrestrita às leis de Deus.


3.3 Suportando todos os desafios

Independente de sua situação, Daniel sempre se mostrou firme em sua decisão de servir a Deus, vencendo todos os desafios. Ao propor não se contaminar com os manjares do rei e nem com o vinho que ele bebia (Dn 1.8), Daniel nos ensina que precisamos viver uma vida de propósito diante de Deus, entendendo que Deus vela pela vida dos fiéis. Quando todos os sábios sofreram ameaça de morte (Dn 2.5), Daniel convocou os seus companheiros para buscarem a revelação da parte de Deus, a fim de não perecerem com os mentirosos e perversos (Dn 2.17-18). Aprendemos aqui que não importa o tamanho da ameaça, nosso Deus é maior; nosso Deus vê todas as coisas e a Seus fiéis revela o que é necessário (Dn 2.16). Desde sua chegada à Babilônia, Daniel sempre procurou servir com sinceridade e dedicação aos reis tanto babilônicos quanto medo-persas. Isso porque Daniel nunca abandonou o propósito que ele fez com seu Deus (Dn 1.8), nem deixou de honrá-lo (Dn 2.20-21).


CONCLUSÃO

A Bíblia nos dá o exemplo de muitos homens e mulheres que foram fiéis. Que possamos buscar neles inspiração para vivermos uma vida de testemunho, plenitude e graça diante dos homens e de nosso Deus, até que Ele venha nos buscar.

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