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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 8 - Revista da CPAD


AULA EM 22 DE FEVEREIRO DE 2015 – LIÇÃO 8
(Revista: CPAD)

Tema: Não Matarás

Texto Áureo: Êxodo 23.7
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição você deve focar em apresentar os motivos pelo qual o Senhor ordenou não matarás, o amor, você verá dentro da lição.
- “pela proteção da vida”, só pode tirar a vida quem a deu, se qualquer um que se sentisse ofendido de alguma forma pudesse tirar a vida de alguém, o mundo estaria perdido.
- “pena capital”, é a pena de morte, que naquela época era aprovada para alguns casos na Lei de Moisés.
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1. O SEXTO MANDAMENTO

1. Abrangência.
- “cuja abrangência fala contra a violência”, esse mandamento visto de forma simples manda não matar, mas deve ser entendido de forma abrangente, pois ele manda não usar de violência contra o seu próximo.
- “o assassinato premeditado”, aquele que o nosso Código Penal chama de crime doloso, quando há intensão de matar.
- “e o não premeditado”, é o chamado de crime culposo quando não há intensão de matar.
- “eutanásia”, é a prática de tirar a vida do paciente terminal. Alguns países autorizam isso.

2. Objetivo.
- “ensino geral do Antigo Testamento”, é o ensino de forma geral, onde às vezes não encontramos afirmações específicas, mas de uma forma geral os escritos nos dão o entendimento. Ex. a Bíblia não afirma a existência da Trindade, mas todo o seu conteúdo dá a entender a existência dela.
- “Jesus incluiu aqui o ensino sobre o amor”, Jesus extraiu para o povo o verdadeiro sentido das palavras do Antigo Testamento. Cristo mostrou que não era somente ordenanças de cunho religioso, mas principalmente palavras que expressavam o amor do Pai. Jesus apresentou ao mundo uma visão de Deus que muitos não conheciam, o Deus de amor.
- “considera homicida quem aborrece a seu irmão”, o conceito do Novo Testamento parece ser mais drástico, mas o objetivo é arrancar o mal pela raiz. Porque aquele que mata alguém, não faz isso de repente, antes ele insultou as pessoas, passou a odiar os desafetos, passou a tentar prejudicar os inimigos, até chegar ao momento de matar alguém.  

3. Contexto.
- Se refere ao contexto do mundo da época, o que o mundo conhecia como lei.
- “era conhecido na Antiguidade pelos mesopotâmios”, a região da Mesopotâmia foi onde surgiu a os primeiros homens, ali ficava o jardim do Éden, hoje é a atual região do Iraque.
- “O Código de Hamurabi (1750 a.C.)”, é o registro escrito mais antigo que existe, único registro anterior a Bíblia. É uma relação de códigos apenas.
- “Deus pôs sua lei no coração e na consciência”, por isso é possível ter surgido códigos anteriores à Bíblia. Quer dizer que a pessoa já nasce com a consciência de que não se deve tirar a vida do próximo.
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2. IMPORTÂNCIA

1.  Da vida.
- “pediram a morte e não foram atendidas”, isso mostra que Deus não dá a morte a quem pede, não há nenhum caso na Bíblia em que o Senhor tenha atendido a um pedido desse. Quem deseja tirar a própria vida é um homicida de si mesmo, ou seja, é um suicida, é condenado pela mesma lei do homicida, a diferença é que o que tira a vida de outro, inda pode se arrepender e o que tira a própria vida não tem mais como se arrepender.
- “a vida pertence a Deus, e não a nós mesmos”, rejeitar a vida é rejeitar o dom de Deus. E Deus não aceita que qualquer pessoa deliberadamente tire a vida de alguém.

2.  Não matar.
- “nos textos legais”, são os textos da lei de Moisés.
- “é uma expressão genérica”, que dizer que é uma expressão que enquadra qualquer tipo de morte, dessa forma não poderia haver guerra. Mas o assassinato especifica o ato de alguém tirar a vida do outro deliberadamente e de forma premedita.
- “em que não há intenção de matar”, apesar de não haver a intensão de matar, deveria haver punição pela perda da vida. Era vida por vida, mas no caso de não haver intensão de matar, então era permitido que a pessoa se refugiasse em uma cidade específica para esse fim.

3. Etimologia
- É o estudo da origem da palavra, a fim de saber qual o sentido original quando ela foi usada.
- “línguas cognatas”, são línguas semelhantes ou que tenha palavras semelhantes, geralmente se uma mesma raiz.
- “não é usado na guerra nem na administração da justiça”, dessa forma o “Não assassinarás!” não se refere a guerra, e nem na administração da justiça, que seria a aplicação da pena de morte, que naquela época era uma ordem da própria lei.
- “a ideia do verbo era de vingança de sangue”, quer dizer que originalmente o “Não matarás!” se aplica a vingança, por algo que a pessoa fez, ou falou, ou simplesmente por não gostar da pessoa.
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3.  PROCEDIMENTO JURÍDICO
1. Significado do homicídio.
- “porque Deus fez o homem conforme a sua imagem”, nessa explicação o homicídio se torna uma prática contra o próprio Deus, se a pessoa pratica tal ato contra alguém que é semelhante a Deus, então jamais respeitaria a Deus.

2.  Homicídio doloso (Nm 35.16-21).
- “Se alguém ferir de morte seu próximo”, apesar de não está falando aqui, mas a consideração é de alguém que investiu contra o outro, caracterizando dessa forma o ato voluntário de tentar contra a vida do próximo, definindo então o homicídio doloso, em que há a intensão de matar.
- Podemos acrescentar o chamado atualmente de “dolo eventual”, onde a pessoal não tem a intenção de matar, mas ao investir contra o próximo, assume o risco da morte do agredido. Está implícito no texto.

3. Homicídio culposo (Nm 35.22-25).
- “até provar que o homicídio fora acidental”, dentro da cidade de refúgio ninguém poderia tocar na pessoa, até que os anciãos dessa cidade julgassem o caso.
- “vingador do sangue”, poderia ser qualquer pessoa da família que tinha o direito de vingar o sangue da pessoa que foi morta. Esse direito não era concedido nos casos de morte em combate na guerra ou alguém morto pela Justiça. 
- “habeas corpus”, é um termo que vem do latim e significa “que tenhas o teu corpo” consiste numa concessão dado a alguém que aguarda julgamento ou denúncia, para se evitar dano a integridade da pessoa, da qual não se tenha nada que comprove a sua culpa.
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4. PUNIÇÃO

1. O sangue de Abel.
- “interrompe para sempre a posteridade da vítima”, dessa forma o assassinato tinha sua gravidade aumentada grandemente, por isso a pessoa se tornava digna de morte.

2. O vingador.
- “onde quer que o encontrasse”, a morte poderia ocorrer até mesmo sem julgamento, somente pelo fato de a pessoa ter matado alguém. A pessoa que tivesse a responsabilidade de ser o vingador só não poderia matar dentro das cidades de refúgio.
- Atualmente se compara a cidade de refúgio com Cristo, onde a pessoa pode entrar para se salvar.

3. Expiação pela vida.
- “uma vida é expiada por outra”, o conceito de expiação é o ato de reparar a morte, se alguém matasse de forma dolosa, com a intensão de matar, então a única forma de reparar seria com a morte daquele que praticou o assassinato.
- “A expiação, nesse caso, é a morte do sacerdote da cidade (Nm 35.25)”, se a pessoa que matou de forma culposa, conseguisse chegar a uma cidade de refúgio, seria julgada pelos anciãos da cidade e se fosse constatada que o homicídio era culposo, sem a intensão de matar, a pessoa deveria ficar morando na cidade de refúgio até a morte do sacerdote. Só então estaria concretizado o sacrifício pela morte.
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CONCLUSÃO
- “vinculou o sexto mandamento à doutrina do amor”, Jesus criou esse vínculo ao classificar o que é homicídio no Novo Testamento, Ele classifica dessa forma:

“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.”
Mateus 5:21-22

Marcos André – professor


Boa Aula!

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