terça-feira, 17 de março de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 12 - Revista da Editora Betel


AULA EM 22 DE MARÇO DE 2015 – LIÇÃO 12
(Revista: Editora Betel)

Tema: Fidelidade em tempos de crise

Texto Áureo: Provérbios 24.10
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição recomendo que você separe alguma ilustração, pois ela fala da realidade de muitos irmãos.
- “Mesmo os mais abnegados e dedicados servos de Deus”, a Bíblia dá a ideia de que a razão pela qual os filhos de Deus passam tribulações nessa terra, para que eles não passem a amar esse lugar.
- “arquétipo de fidelidade”, arquétipo significa modelo, padrão. Quer dizer que Jó é um modelo de fidelidade.
- “mesmo inseridos em situações de crise”, na verdade é na situação de crise que a nossa fidelidade aparece. Ser fiel quando tudo vai bem é de certa forma, fácil.
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1. Fiel, ainda que os relacionamentos estejam afetados.
- “relacionamentos interpessoais”, é o relacionamento entre as pessoas, quando nos relacionamos com os nossos semelhantes temos a melhor noção do que é viver.
- “daqueles que fazem parte de nosso círculo mais íntimo”, são nossos amigos e familiares.

1.1. A intolerância dos familiares.
- “é de alguém que agrave nossa angústia”, são aquelas pessoas mesmo observando nossa situação difícil, vem com comentários, cobranças ou gestos provocativos.
- “o mundo de seus afagos”, afago é demonstração de carinho, quer dizer que a casa de Jó era o lugar onde ele encontrava carinho, conforto, alegria e amor. Assim também é o nosso lar para nós, quando algo o abala, todas as áreas de nossa vida entram em crise.
- “na esposa a palavra que tanto precisava”, cada crente deve estar preparado para esse tipo de ocorrência em sua vida. Quando esse tipo de coisa acontece nos decepcionamos com nossos entes queridos, nessas situações devemos seguir o exemplo de Jó.
- “inarredáveis em nossa fidelidade”, arredar significa afastar, recuar, mover-se para trás. Inarredáveis são os que não recuam, não voltam a trás.

1.2. As acusações dos amigos.
- “é identificar quem são nossos verdadeiros amigos”, nas crises fica fácil conhecer os verdadeiros amigos, eles entram nas crises conosco, enquanto os falsos amigos se esforçam para sair dela.
- “John C. Collins”, acadêmico norte americano e professor do Antigo Testamento e também escritor de artigos teológicos para jornais.
- “uma teologia equivocada”, eles acreditavam numa suposição mentirosa de que o sofrimento humano indica a infidelidade contra Deus. O Pior é que até hoje existem pessoas que acreditam dessa forma.

1.3. O desprezo dos circunstantes..
- “animal de hábitos noturnos que vivia no deserto”, se refere aos animais que dormem de dia e buscam comida à noite, como é o caso dos chacais e avestruzes. A solidão era a companheira de Jó naquele momento por isso ele faz essa comparação, seus amigos e sua esposa o abandonaram.
- “passou a dar errado no plano horizontal, isto é, entre os homens”, quando ele perdeu tudo perdeu também os amigos, assim está acontecendo com muitas pessoas nesse momento, isso é mais comum entre os não crentes pois estão cercados de falsos amigos, mas ocorre também com alguns servos de Deus.
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2. Fiel, ainda que as perdas pareçam irreparáveis.
- “as coisas dessa temporalidade são transitórias”, basta uma adversidade como a doença, por exemplo, para que uma excelente condição financeira vire miséria.

2.1. A separação das pessoas que amamos.
- “paradoxalmente, é diante da perda...tende a ficar melhor”, o paradoxo é a formação de uma conclusão contraria ao senso comum, ou seja, diante da perda alguns ficam arrasados e outros pensam em tomar atitudes drásticas. Mas o servo de Deus consegue canalizar o sentimento de perda para melhorar seu ânimo em relação as lutas. A passagem da referência indica que é melhor observar o dia da morte do que no tempo da alegria pois ao contemplar a morte de quem quer que seja aprendemos o quão valioso é o tempo de estar vivo e passamos a aproveitá-lo. Já nos momentos de alegria tendemos a ficar relaxados.
- “até que Jesus a descontinue”, até que Jesus cesse a continuidade dela, essa parte está se referindo à volta de Cristo.
- “ainda que com os olhos lacrimejando pelas perdas”, quer dizer que o crente sofre com a perda, mas ele deve permanecer fiel. Existem irmãos que se recusam a estar de luto por verem nisso uma contradição com o evangelho, mas essa ideia é arcaica, o crente não é nenhum ser fisicamente superior, todos padecemos de tristeza, podemos chorar a perda de um ente querido, porém depois levantamos a cabeça e prosseguimos.
- “diante da momentânea perda de Lázaro...não se conteve e chorou”, DISCORDO COMPLETAMENTE QUE JESUS TENHA CHORADO PELA PERDA DE LÁZARO. O contexto nos leva a entender que Jesus chorou ao ver os judeus chorando e devido à falta de fé deles.

2.2. A perda de bens materiais.
- “Jó se apegou às realidades espirituais”, uma das realidades espirituais que Jó se apegou foi a que ele expressa em Jó 19.25:
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra”
- “o que Ele é em todos os momentos”, observamos que ele não era fiel pelo que Deus faz ou pode dar, mas pelo que Deus é. Quando um crente alcança esse nível de entendimento ele alcançou a maturidade espiritual.
- “efemeridade”, efêmero significa transitório, passageiro, de pouca duração.  

2.3. A irrefutável realidade das enfermidades.
- “devido ao pecado, a humanidade está sujeita”, a humanidade foi sujeita devido ao pecado, a verdade é que ao aceitar a Jesus o nosso coração e mentes são submetidos a um processo de purificação e regeneração. O corpo continua o mesmo, sujeito às enfermidades.
- “a verdadeira natureza da fé é aferida”, aferir siginifica medir usando um padrão, aferir a fé quer dizer levá-la a atingir um padrão. Aqui etá afirmando que a os problemas que passamos nos levam a atingir esse padrão desejável de fé.
- “se revelará a força ou fraqueza do cristão”, ninguém pode chegar a conclusão nenhuma sobre si mesmo até passar pelas provações que a vida impõe.
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3.  Como manter-se fiel mesmo ante as instabilidades da vida.
3.1. Manter as convicções estabelecidas.
- “transparece na vida e no comportamento dele”, quer dizer que Jó não fala de as fé, ele a demonstra para todos que estão a sua volta, esse deve ser o nosso comportamento, não precisamos falar o tempo todo que temos fé, mas devemos demonstrar essa fé a todos os que estão a nossa volta. Estamos em um tempo que é mais interessante falar do que viver a verdadeira fé.
- “a sabedoria de Deus se manifesta como incógnita”, incógnita é variável de uma equação matemática, aqui represente algo que é incerto, está afirmando que nos momentos em que parece incerto que Deus está agindo, devemos nos apegar a fé, assim teremos certeza que Ele está agindo.
- “a teologia de um homem”, se refere ao que esse homem pensa sobre Deus, como ele O define.
- “moldará o seu caráter e delineará o seu destino”, quer dizer que se alguém acredita em Deus como uma força que age no universo, não tomará grandes atitudes em relação a isso, da mesma forma se pensar Nele como mais uma divindade criada por uma mente humana. Mas se a pessoa acreditar em Deus como o Criador de Universo e do ser humano, e acreditar que Ele se aproxima dos que o buscam, então essa pessoa era uma fé inabalável.

3.2. Não aplicar a teologia da causa e efeito na vida.
- Teologia da causa e efeito é a crença de que algo só acontece se tiver sido provocado por outro fato, os amigos de Jó acreditavam que a situação dele decorria de algum pecado que ele cometeu.
- “nem todo sofrimento tem como causa imediata o pecado”, precisamos entender isso, existem muitas razões pelas quais alguém pode passar por provações, uma delas pode ser o pecado, outras situações podem ser decisões erradas, que nem sempre são pecados, como a escolha de um emprego por exemplo. Podemos passar por provações para adquirirmos experiências com Deus, como foi o caso de Jó. Jó 42.5
- “transfere a fixidez do mundo físico para o mundo espiritual”, quer dizer que transfere a lógica do mundo físico para o espiritual, a pessoa começa a analisar as coisas espirituais a partir de um ponto de vista físico, e isso acarreta erros grosseiros nas decisões.   

3. Compreender a soberania divina.
- “A certeza da soberania divina”, se refere a certeza de que Deus está no controle de tudo e se algo aconteceu é porque Deus permitiu. Note no texto, que Deus provocou Satanás e não o contrário.
- “conciliar a bondade com a onipotência de Deus”, muitos acreditam que Deus deve seguir sempre sua bondade e sempre livrar seus filhos das adversidades, mas não sabem que a vida é bem mais complexa do que isso. Ninguém crescerá espiritualmente se nunca passar por adversidade.
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CONCLUSÃO
- “não o tornou uma pessoa amarga”, muitos usam seus problemas como motivo para se tornarem piores e abandonarem a Deus. Diante das lutas podemos piorar ou melhorar nosso animo para recomeçar.
- “Mesmo fora das fronteiras da compreensão e do amor fraternal”, quer dizer que Jó não estava no alcance do amor de ninguém. Ninguém demonstrou amor por ele. Mas lembremos que foi ele quem orou por seus amigos. Jó 42.10
- Elabore o resumo e apresente.

Marcos André – professor
José Evaldo Barbosa - Colaborador

Boa Aula!

8 comentários:

  1. Maravilha o esboço professor...
    Duas observações , me responda :também discordo que Jesus chorou pela a perda de Lazaro , POIS É A RESSUREIÇÃO E A VIDA mas sempre atentei para o que diz antes de Jesus chorar, v. 33
    Jesus VENDO-A CHORAR E BEM ASSIM OS JUDEUS QUE A ACOMPANHAVAM AGITOU-SE NO ESPIRITO E COMOVEU-SE .
    DEPOIS CHOROU ,SENDO ASSIM ELE CHOROU PELA DOR DO SER
    HUMANO , NÃO? Naiane Santos

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    1. Irmã Naiane, Paz no Amado.
      O choro de Jesus foi um choro totalmente humano, que brota do espírito, AGITOU-SE NO ESPIRITO E COMOVEU-SE, vem do fundo de Sua alma. Eu somente questiono o motivo, o comentarista afirma que Ele chorou pela morte de Lázaro. Porém Jesus sabia o tempo todo que ia ressuscitar a Lázaro. Veja o motivo expresso no texto: VENDO-A CHORAR E BEM ASSIM OS JUDEUS, Jesus chora porque o clima era de contrição, e sabemos que um coração contrito move o coração de Deus, Sl 51.17, não nenhuma passagem que afirma que a morte comoveu Deus em algum momento, mas há milhares em que o choro dos vivos movimentam a mão do Senhor.
      Todas as vezes que Jesus se encontrou com a morte ela saiu derrotada, até na cruz ela não teve poder sobre Ele, mas Jesus sempre recuou diante do choro e do clamor dos vivos. Podemos até humanizar Jesus nos textos sagrados, dizendo que ele chorou como homem, mas nem tanto né, a ponto de afirmar que chorou a morte de Lázaro. Não vamos cair no mesmo erro daqueles que crucificaram o Mestre. Jo 11.36
      leia também: http://marcosandreclubdateologia.blogspot.com.br/2011/09/interpretacao-biblica-jesus-chorou.html

      Graça e Paz.

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    2. amém pastor compreendi , sim é claro que não chorou pela a morte do homem que iria ressuscitar! Naiane Santos

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  2. "existem muitas razões pelas quais alguém pode passar por provações, uma delas pode ser o pecado, outras situações podem ser decisões erradas, que nem sempre são pecados, como a escolha de um emprego por exemplo."

    a outra é essa : as decisões erradas sim pode nos levar as provações , mas o pecado??? esse pelo o que sei tem suas consequências e não provas, como o livro nos diz ,os amigos de Jó concluíram e acreditavam que obviamente ele só estava em tal situação porque certamente havia pecado, MAS SABEMOS QUE DEUS PROVOU SEU SERVO INTEGRO. A Prova tem como objetivo ,penso que até principal nos levar pra Perto de DEUS, Conhece-lo de VER como disse Jó no cap 42.
    não foi o pecado que levou Sadraque , Mesaque e Abdnego pra fornalha e no entanto,mostraram sua fidelidade ao UNICO DEUS. Em fim não concordo que o pecado seja uma das razões pela a qual alguém pode ser provado, pois o pecado separa-nos de Deus , a prova nos aproxima, argumente Pastor , talvez não entendi.

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    1. Se considerarmos o termo "provações" como sendo um processo determinado por Deus, então ele será sempre da parte de Deus para seus filhos com os objetivos que a irmã mencionou, porém eu usei o termo para me referir a "sofrimento vivido pelos servos de Cristo", e nesse caso esses sofrimentos podem ser provocados por Deus, ou permitidos por Ele. A divergência aqui é no conceito. Na sua aula você pode colocar dessa forma especificando bem o termo, ou empregar ele de forma genérica como eu fiz. Passe de uma forma que a classe entenda, ok.

      Obrigado por comentar de forma inteligente, gostei. E da próxima vez assine o comentário, tá!

      Paz.

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    2. amémmmm, Naiane Santos

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  3. NOVAS “DOUTRINAS” VELHAS MENTIRAS

    A EBD tem um papel fundamental de desvencilhar inovações que na maioria das vezes tem por objetivo desqualificar o sacrifício de Cristo. Quando entendemos o que significa a soberania de Deus, não somos levados por certas formulas que prometem trazer a solução de todos os problemas que o homem enfrenta, seja financeiro, familiar, saúde e etc., em nossos dias existe alguns pregadores que pegam versículos isolados da bíblia e os fazem deles uma verdade absoluta, um dos textos mais comum que os pregadores usam para defender suas inovações é João 14.13 E tudo que pedirdes em meu nome eu o farei, para que o pai seja glorificado no filho, um texto isolado não pode ser usado como uma regra absoluta, sem ir muito além ao contexto que é riquíssimo em detalhes para nos mostrar que não é bem assim que as coisas funcionam, o próprio versículo nos dar uma margem de esclarecimento, a resposta positiva de Deus em ralação ao nosso pedido está relacionada na glorificação dele no filho, - para que o pai seja glorificado no filho, logo entendemos com isso que acima da nossa vontade ou satisfação pessoal está a gloria de Deus e consequentemente a sua vontade. Oração permissionária. É crença de alguns importadores de heresias que para Deus agir em nossa vida temos que lhe dar permissão, do contrario ele não vai fazer nada em nós e nem por nós, pois segundo essa crença Deus só fará alguma coisa em nossas vidas se o autorizarmos. Para mim isso se trata de uma heresia, pois quem somos nós para autorizarmos alguma coisa para Deus, isso é desconhecer sua soberania. Outra parte que me chamou a atenção é a espiritualização das coisas, muitos crentes estão dando gloria ao diabo, tudo de errado que acontece em suas vidas eles atribuem ao outro, o que temos que entender é que como bem falou nosso professor Marcos André é que existem situações em nossas vidas que não vem de Deus e muito menos do diabo, mas que fomos nós mesmo que demos ocasião e com isso pagamos os danos, o que não significa que seja também consequência de pecado.
    Irmão Evaldo.

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    1. Irmão Evaldo, obrigado por esse grande acréscimo, a sua colaboração é essencial para esse blog, Deus continue te usando nessa obra e te acrescente a cada dia. Paz amigo.

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