terça-feira, 11 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 7 - Revista da CPAD - JOVENS


As Catástrofes Ambientais

16 de Agosto de 2015



TEXTO DO DIA
“Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador, ao que jura como ao que teme o juramento” (Ec 9.2).

SÍNTESE
Diante das catástrofes ambientais, demonstremos o cuidado do Senhor por meio da solidariedade cristã.

TEXTO BÍBLICO

Lucas 13.1-5.
1 — E, naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios.
2 — E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?
3 — Não, vos digo: antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.
4 — E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém?
5 — Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

INTRODUÇÃO
A lição de hoje aborda um assunto que, neste tempo, muito tem contribuído para a descrença e o abandono da fé em Deus. Curiosamente, não são os países assolados e as pessoas que perderam familiares os que se revoltam contra o Criador, mas analistas que vivem confortavelmente em regiões onde não há registros de tragédias ambientais.
Em momentos de dor, em vez de condenarmos as pessoas, aproveitemos a oportunidade para falar do amor de Cristo e demonstrar a todos a solidariedade cristã. Quanto a nós, estejamos alertas aos sinais: Jesus está às portas.

I. AS TRAGÉDIAS NATURAIS DOS TEMPOS BÍBLICOS

1. Da parte de Deus.
Após a Queda, quando a humanidade resolveu rebelar-se contra o Criador (Gn 3.1-24), a primeira grande catástrofe deliberadamente provocada por Deus para punir a rebeldia humana generalizada foi uma inundação de proporções inimagináveis que dizimou todas as pessoas do mundo antigo (Gn 7.17-24), com exceção de apenas uma família de pessoas tementes ao Criador, a família de Noé (Gn 7.13; 9.18,19). A Bíblia também registra várias outras ocasiões em que Deus, de forma proposital, provocou determinados fenômenos para punir o ser humano (Gn 19.24-28; Êx 7.19 — 10.29; 14.15-31; Js 10.11-14; 1Sm 5.1-12; etc.).

2. Permitidas por Deus.
As Escrituras Sagradas registram tragédias sem que estas necessariamente tenham sido realizadas pela vontade diretiva de Deus com a finalidade de punir alguém, ou seja, elas foram apenas permitidas pelo Senhor (Jó 1.18,19; At 27.13-15).

3. Por ação maligna.
Satanás, ou alguém usado por ele, não detém poder em si mesmo, e sua atuação só se dá por permissão divina e fica circunscrita à vontade de Deus (Jó 2.3-7; Jo 10.17,18; 19.9-11). Evidentemente que isso não significa que devamos ignorá-lo ou subestimá-lo (2Co 2.10b,11).

Pense!
É possível diferençar “vontade diretiva” de “vontade permissiva” de Deus?

Ponto Importante
As tragédias ocorridas no mundo antigo trazem uma lição contundente: Somos frágeis e dependentes de Deus.

II. TRAGÉDIAS NATURAIS DESTE NOVO SÉCULO

1. O tsunami asiático.
A mais chocante catástrofe natural deste século foi, sem dúvida, o Tsunami do sudeste asiático, em dezembro de 2004. Esse maremoto atingiu onze países, fazendo com que cidades inteiras sumissem instantaneamente. Foram mais de 300 mil vitimas. Ao lembrar-se desse triste acontecimento, é impossível não recordar as profecias de Cristo quanto aos últimos dias.

2. Terremotos e furacões.
No primeiro ano do novo século, 2001, com um intervalo exato de um mês entre si, El Salvador sofreu dois violentos terremotos, matando 3.100 pessoas. No mesmo ano, em 26 de janeiro, um tremor em Gujarat, Índia, fez mais de 20 mil vítimas. Em 2002, também houve abalos sísmicos, mas no final de 2003, um terremoto no Irã matou mais de 31 mil pessoas. O ano de 2005 foi marcado por violentos furacões, a exemplo dos Katrina e Ofélia.
Algo que chama a atenção é que há mais de setenta anos não ocorriam tantos abalos sísmicos. Os terremotos no Irã, na Indonésia, na Índia e no Paquistão também aconteceram em 2005, sendo que nesses dois últimos países o total de mortos ultrapassou a casa dos 75 mil. Assim, o ano de 2005 entrou para a história como um dos piores em relação a catástrofes naturais. As tragédias se intensificaram nos anos que se seguiram, sendo que, em 2010, o terremoto no Haiti ceifou mais de 200 mil vidas, arruinando uma nação em que a pobreza já assola de forma assustadora.
Um mês após o terremoto que devastou Porto Príncipe, foi a vez do Chile. Apesar de não gerarem notícia, por serem considerados de “menor tamanho”, só no último ano da primeira década do século 21, foram registrados 373 desastres naturais que resultaram na morte de quase 300 mil pessoas. Terremotos e outros desastres, inclusive no Brasil, demonstram a fragilidade humana diante da fúria da natureza que “geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.22). Estamos vivendo dias difíceis.

3. Deslizamentos.
O Brasil quase nunca aparecia em manchetes relacionadas a tragédias naturais, salvo algumas enchentes que atingiram grande parte do suL, sudeste e até o norte do país e viraram notícia. Surpreendentemente, no início de 2011, fortes e intensas chuvas castigaram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro, provocando a maior tragédia da história do país. O número de mortos passou de 900, sendo que mais de 7 mil pessoas ficaram desabriqadas e quase 5 mil desalojadas.

Pense!
A intensidade com que tragédias naturais se abatem sobre o mundo, além de ser um sinal da Vinda de Cristo, demonstra também o quê?

Ponto Importante
Mesmo com o espantoso volume do saber atual, as tragédias que devastaram países nesse novo século apontam para a verdade de que o ser humano, e o universo, dependem de Deus.

III. AS MÁS AÇÕES HUMANAS COMO CAUSAS DE ALGUMAS TRAGÉDIAS

1. O pecado na origem de todos os males.
Se por um lado não há dúvida de que a Queda é a grande responsável por todos os males que acontecem (Rm 8.19-23), por outro, é obrigatório refletir a respeito do fato de que a falta de responsabilidade do ser humano, sobretudo, por causa de sua ambição desenfreada não ter limites, também é um dos principais fatores que ocasionam algumas tragédias. Dois exemplos ilustram perfeitamente essa verdade.

2. A tese do aquecimento global.
É compreensível e até legítimo que as tragédias chamem a atenção de analistas para pensar as possíveis causas dos desastres naturais. Existem diversas teorias, dentre as quais a mais famosa é a do aquecimento global, ou seja, a tese, segundo a qual, o aumento da temperatura terrestre de todo o planeta, originou-se, segundo alguns cientistas, principalmente pela utilização humana de combustíveis fósseis. Existem também muitos pontos de vista contrários a essa conclusão, sendo que alguns chegam a dizer que não existe aquecimento global algum.

3. O impacto ambiental.
O impacto ambiental — representado pela poluição, o desmatamento e a falta de planejamento urbano — é fruto da ganância humana, originada na Queda, fazendo com que a busca desenfreada pelo “ter” destrua o planeta (Pv 27.20; Dt 20.19; Pv 12.10). É inegável que tal irresponsabilidade com a administração dos recursos naturais também contribui para a ocorrência de muitas tragédias.

Pense!
Atribuir todas as tragédias ambientais à desobediência do casal progenitor não é algo que nos torna irresponsáveis diante do cuidado com a natureza?

Ponto Importante
Conhecer mais acerca do aquecimento global e do impacto ambiental provocados pelo ser humano é uma atitude sábia, pois mostra a nossa responsabilidade no cuidado ou no trato com a terra.

IV. O PAPEL DA IGREJA DIANTE DAS TRAGÉDIAS NATURAIS

1. As respostas teológicas para as causas dos desastres.
Para situar corretamente os casos de calamidade social, é preciso sempre relacioná-las com a Queda, ou seja, ao pecado original (Gn 3.15-17), à rebelião humana que submeteu a criação (Rm 8.18-23) como um todo, aos infortúnios e revezes que, de forma contingencial, atingem indiscriminadamente a todos (Ec 9.1,2).
O texto da Leitura Bíblica em Classe é um exemplo claro de que a adversidade atinge a todos, seja por crueldade, no caso dos galileus (Lc 13.1), seja por fatalidade, no caso dos 18 judeus (Lc 13.4). Aos que assistem, em vez de ficar buscando uma causa teológica ou relacionando o infortúnio diretamente ao pecado pessoal, Jesus advertiu-os a se arrependerem para que não venham a perecer, de igual modo, em seus pecados (Lc 13.3.5).

2. As tragédias ambientais e a Vinda de Cristo.
Inundações, terremotos, enchentes e furacões sempre aconteceram ao longo da história. No entanto, devido à brevidade cada vez menor entre um e outro desastre natural, podemos perceber que tais acontecimentos prenunciam a Vinda de Cristo (Mt 24.7,8,29). Isso, contudo, não justifica a postura aventureira de alguns que vivem a fazer predições, tendo até mesmo a audácia de “marcar data” para o retorno do Senhor. Tal postura é incorreta, pois o próprio Jesus Cristo a desaprovou (At 1.4-7).

3. O papel da Igreja diante das catástrofes naturais.
Diante da inevitabilidade das catástrofes atuais, o papel da Igreja é estender a mão aos necessitados, ajudando as famílias e demonstrando o amor de Deus (Mt 5.42; Lc 6.35; Tg 2.14-20; 1Jo 3.17,18). O Corpo de Cristo tem ainda a nobre função de proclamar a esperança escatológica de uma restauração divina, ou seja, os novos céus e a nova terra, onde não mais haverá catástrofes ambientais e muito menos a ganância humana que tanto tem prejudicado a natureza (Is 65.17; 2Pe 3.13; Ap 21.1).
Além disso, ao povo de Deus compete a tarefa de ensinar a sociedade como cuidar da criação que o Eterno Deus confiou-nos. Se o mundo não tem essa consciência, cabe à Igreja de Cristo desenvolvê-la.

Pense!
Você acha que a Igreja deve instruir a sociedade a respeito do cuidado que todos devemos ter com a terra?

Ponto Importante
É grande a responsabilidade da Igreja na educação do mundo a respeito do cuidado com a natureza.

CONCLUSÃO
É imprescindível que a igreja não se esqueça de que, a cada dia, aproxima-se a Vinda do Senhor Jesus. Mas, enquanto aqui estiver, o Mestre ordena que ela faça a sua obra (Mt 28.19,20). Que amemos a Vinda de Cristo, mas também salvemos alguns, arrebatando-os do fogo (2Tm 4.8; Jd 23).

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