segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 8 - Revista da Editora Betel


A Unção que Produz Milagres
23 de agosto de 2015.


Texto Áureo
“E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção”. Isaías 10.27

Verdade Aplicada
A responsabilidade nos qualifica para a unção, pois o que nos confirma diante de Deus e das pessoas é a maneira como vivemos e administramos o poder que nos foi concedido por Ele.

Textos de Referência

Lc 4.18-21
18 O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,
19 A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.
20 E, cerrando o livro, e tornando a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
21 Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.

Introdução
É preciso urgentemente entender que não se pode operar milagres sem a unção do Espírito. Todavia, nosso maior problema não seja a unção em si, mas compreender de maneira plena o que ela realmente significa.

1. A unção e seu significado.
A Igreja Primitiva logrou sucesso em sua geração. Ela foi poderosa, unida, cheia de fé, perseverante e incrivelmente impactante (At 2.42-47). No entanto, tudo isso aconteceu não somente porque tinha unção, mas porque compreenderam o significado do que estava sobre suas vidas.

1.1. Conhecer não é saber.
A palavra “unção” é constantemente usada em nosso vocabulário e temos inventado uma grande quantidade de qualificativos para lhe dar um significado lógico. Em nome de uma palavra se pode usar e fazer muitas coisas. Todavia, unção não é uma palavra fácil de explicar, é como Deus. Será que é fácil explicar a Deus? A palavra é conhecida, mas como explicar o que há por trás dessa palavra? Devemos entender que a unção é uma palavra que pertence a nosso vocabulário, ela não é somente uma palavra religiosa. As pessoas não são ungidas somente para cumprir os propósitos de Deus, também são ungidas legalmente para que cumpram uma função de um rol determinado em um lugar de governo (Rm 13.1-7; Tt 3.1).

1.2. O que significa a unção?
Unção é como um “foro” legal que se dá a uma pessoa quando assume um lugar de governo. Um exemplo disso é quando alguém se torna um político e é eleito para uma função. Essa pessoa, momentos antes desse decreto, era um cidadão comum, mas através desse decreto legal, algo acontece a essa pessoa, ela é coberta com esse foro e ele lhe habilita a exercer certo grau de influência e autoridade. A partir daí, ela tem acesso direto a lugares que antes não tinha, tem autoridade para fazer o que como cidadão comum não poderia. Todavia, isto é específico e implica não em poder, mas em grande responsabilidade (Is 61.1; Ec 7.1ª).

1.3. O propósito da unção é libertar.
Precisamos estar cientes de que ao ungir alguém, Deus o faz na intenção de converter esse alguém em um libertador (Is 61.1). A unção não é para desfrute pessoal, é para produzir liberdade para as pessoas. Quando uma pessoa assume um lugar no governo de uma nação, o que se espera com essa nomeação é que sua gestão sirva para que os cidadãos vivam em maior liberdade e prosperidade. Quando Deus unge a um homem ou uma mulher, Ele unge para que produzam liberdade. Somos humanos e podemos sentir algo especial em uma reunião, mas isso não define a unção. A unção tem a ver com foros legais que nos capacitam a levar adiante o propósito de Deus na terra, que sempre será o de libertar pessoas (Lc 4.18, 19).

2. Unção significa responsabilidade.
Nossa preocupação deve ser não transmitir ideias errôneas acerca daquilo que é unção. Porque se a unção representa um foro legal, ela pode ser mal usada e pode frear ou atrasar (não abortar) os propósitos eternos de Deus na Terra.

2.1. Qual a nossa responsabilidade?
Deus espera que um espírito de responsabilidade reine em Sua Igreja. Hoje é fácil ser chamado de pastor, ministro, ter títulos. Devemos tomar cuidado com isso porque, infelizmente, tem-se ungido pessoas irresponsáveis que a única coisa que fazem é atrasar a obra de Deus sobre a Terra. Esse é um pecado quase irreversível, quando um irresponsável governa (Pv 28.16ª; 29.2). A unção não tem nada a ver com um nível de responsabilidade que opera em nós. Estamos acostumados a ouvir acerca de vários tipos de unção, mas nenhuma delas jamais produziu uma geração livre. Uma pessoa não pode ser livre se não se faz responsável.

2.2. A importância de ser responsável.
É preciso entender que o primeiro pecado que entrou na Terra não foi o adultério, fornicação ou roubo. Foi o pecado da irresponsabilidade. A irresponsabilidade é a mãe ou o pai de todos os pecados (Gn 2.16, 17; 3.6-13). A irresponsabilidade de Adão o lançou fora do Éden. A história poderia ter sido outra. Noé foi chamado para salvar o mundo e sua missão era construir uma arca. Ao chegar a salvo em terra firme, Noé plantou uma vinha, se embebedou e amaldiçoou seu próprio filho. Quando foi responsável salvou o mundo; quando foi irresponsável, amaldiçoou sua própria casa. A mesma unção que produz salvação, também produz maldição (Gn 6.13, 14; 9.20-25).

2.3. Autoridade não é sinônimo de responsabilidade.
Podemos delegar autoridade, jamais responsabilidades. Assim como vemos os danos deixados por u m governo em uma nação, vemos os danos que podemos causar ao Reino de Deus sendo irresponsáveis. Unção não se negocia e muitos estão misturando as coisas, buscando o caminho mais fácil. Ao alertar Ester acerca da iminente destruição dos judeus, Mardoqueu estava chamando a atenção de Ester para que entendesse que ela não veio ao palácio somente para viver como rainha. Ela estava naquela posição para atuar em prol do povo de Deus (Et 4.13,14). Deus lhe deu uma posição e um chamado para que fosse responsável.

3. A unção traz benefícios e ônus.
Ao longo de toda a trajetória bíblica, observamos os sucessos e os fracassos de pessoas ungidas, onde alguns começaram muito bem, mas terminaram pessimamente. A vontade de Deus é que terminemos bem e ser responsável é fundamental para que isso aconteça.

3.1. Não se brinca com a unção.
Se tomarmos como exemplo a unção de Davi, iremos notar que ele foi ungido, mas levou treze anos para poder reinar. E por que? O plano de Deus era que aprendesse com as falhas de Saul. Ele deveria servir Saul, observá-lo e viver à sua sombra, para que não fosse irresponsável. Deus usou um Saul externo para matar o Saul interno que havia dentro de Davi. A mesma unção que levou Davi ao palácio também o levou para a caverna; a mesma unção que fez de Davi um herói, também o fez vilão; Davi matou um gigante, mas seu pior gigante era ele mesmo.

3.2. A irresponsabilidade pode frear uma geração inteira.
A geração de Josué foi a geração da conquista da terra da promessa, mas, após a morte dessa geração, nasceu uma geração que, além de não conhecer ao Senhor, tampouco conhecia a obra que Ele fizera a Israel (Jz 2.10). Viver na terra santa pode ser tão perigoso quanto viver no deserto. Uma geração pode roubara benção de outra e trazer tragédias sem medidas a uma nação. Essa geração foi irresponsável, viveu na terra para si mesma. Além de nada produzir, ainda deixou um legado de problemas. A história está marcada por oscilação, ausência de Deus, escravidão e sofrimento.

3.3. Ser livre é ser responsável.
A responsabilidade nos qualifica para unção. Ser responsável é o primeiro sinal de uma vida ungida (Pv 13.14; 21.20). Por isso, muitos não buscam ser livres, porque ter liberdade é viver com responsabilidade, Os Israelitas não entraram na Terra Prometida porque eram livres no corpo, mas escravos na mente. Eles aborreciam Faraó, mas queriam seu serviço e comida (Nm 21.5). Não devemos culpar os outros de nossa condição, nós somos o que decidimos ser.

Conclusão.
Um bom negócio ocorre quando as duas partes agem de maneira responsável. No entanto, quando fazemos negócios e uma das partes é irresponsável, teremos problemas. Deus sempre será responsável para conosco. Façamos então a nossa parte. Sejamos responsáveis.

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