segunda-feira, 2 de novembro de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 6 - Revista da Editora Betel


O Cristão Vence o Mal Usando a Armadura de Deus
08 de novembro de 2015


Texto Áureo
“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.”2 Co 10.4


Verdade Aplicada

Para vencer a batalha no mundo espiritual é preciso conhecer o inimigo e as suas artimanhas.

Textos de Referência.


Ef 6.10-13
10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
12 Porque não temos que lutar contra carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.

Introdução

Ser um Crente salvo em Jesus Cristo é estar em constante guerra contra Satanás e seus adeptos. Uma vez salvo, nos tornamos soldados importantes na peleja entre o poder de Deus (luz) e as forças de Satanás (trevas).

1. Conhecendo os poderes das trevas.

Existe uma batalha travada no mundo espiritual, onde forças opostas à verdade de Cristo farão de tudo para desarticular a fé daqueles que hão de herdar a salvação. Para isso, devemos estar revestidos, alicerçados e de posse das armas de nossa milícia, as quais são poderosas em Deus para destruir as fortalezas do inimigo (2Co 10.4).

1.1. As astutas ciladas.

Escrevendo aos Efésios, Paulo falou acerca das “ciladas” (Ef 6.10, 11). Ele diz que devemos nos fortalecer no Senhor e nos revestir de toda a armadura. Fala da necessidade de estarmos preparados para a guerra e explica o porquê de tal preparo: “as astutas ciladas do diabo”. Ele diz “ciladas” e prossegue dizendo que nossa luta não é contra seres humanos: “carne e sangue”, e sim contra as hostes espirituais da maldade. E conclui revelando onde se encontram esses poderes do mal: “nos lugares celestiais”.

1.2. O poder do mal.

A função de Satanás é matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Se olharmos bem para os acontecimentos que estão à nossa volta, iremos identificar o trabalho do maligno em todas as camadas da sociedade. Filhos matando os pais por ganância; pai assassinando filha e jogando pela janela; jovens matando a pauladas mendigos de rua; outros incendiando pessoas vivas; marginais que mutilam pelo simples prazer de matar; fraudes nas camadas sociais do governo; mentiras; depravação moral e sexual. Ignorar que o mal existe é permitir que ele destrua não somente a nós, mas também a todos aqueles a quem amamos. Temos duas opções: ser livres pela verdade ou escravos pela ignorância (Jo 8.32).

1.3. Conhecendo as fortalezas.

A mensagem do Evangelho apresenta dois reinos: o Reino de Deus, e o reino das trevas. O Reino de Deus é santo; o das trevas é um reino de engano, de uma falsa felicidade e de perversão dos bons costumes (1Co 10.23; 15.33). O Senhor não somente nos chama para combater o mal, mas para estar preparados contra toda investida de Satanás e suas hostes. O que vai determinar nossa vitória é a maneira como preparamos nosso espírito para a batalha. Não há como vencer na carne. Não lutamos contra pessoas, mas sim, contra o que lhes domina (Gl 5.16-18). O mundo é governado por ideias errôneas acerca de Deus, de Seu Reino e de Seu poder. E só se pode vencer uma boa ideia com outra ideia melhor (1Jo 3.8b).

2. Conhecendo os segredos do dia mau.

Paulo o nos fala acerca de um dia mau e inevitável em nossas vidas. Revela-nos a batalha que estamos travando e nos instrui a estar preparados e revestidos com toda a proteção (armadura) divina para que nesse dia possamos sair vitoriosos e permanecer firmes (Ef 6.13).

2.1. A manifestação de “poneros”.

Esse dia Paulo se refere como “dia mau” não deve ser interpretado como um dia de vinte e quatro horas (Ef 6.13). Mas como uma época em que os poderes malignos provocarão uma série de males sobre a vida das pessoas. O termo usado para “dia mau” é “poneros”, cujo significado é: “maldade, lascivo, daninho, e implicitamente perversão”. “Poneros” fala de prostituir a mente ou fazer a mente fornicar. É a mesma palavra usada em Apocalipse 17.5. O dia mau representa um período onde se libera a opressão da tentação com o espírito da maldade para que se experimente os efeitos da depravação.

2.2 “Poneros”, o espírito dos últimos dias.

“Poneros” representa uma entidade de cabeça de uma estrutura que, unida a outros espíritos, faz sinergia com a intenção de sequestrar o cérebro (2Co 4.4; Ef 4.14-18; Fp 4.8). “Poneros” age na mente humana. È o espírito que tem operado em muita gente nesse século. Sua esfera é agir intensamente na vida do crente nesse tempo final. Esse já não é um problema dos de fora. Existem pessoas dentro da Igreja que estão trabalhando intensamente contra esse espírito. Por fora é fácil identifica-lo. Porém, identificar uma pessoa que está imersa nesse mundo dentro da Igreja é mais complicado, principalmente porque confessar pode ser vergonhoso.

2.3. Resistindo a “poneros”.

Muitas pessoas que sofrem a tentação de “poneros” não buscam ajuda porque tem medo de se expor e de serem julgadas pelas pessoas (Sl 32.3, 6). Desse modo, enfrentam a batalha de maneira solitária, sem alguém que possa ao menos lhes aconselhar e, quando o conselheiro é a si mesmo em batalhas privadas, o resultado é a escravidão (Pv 19.20). O sequestro tem a intenção de perverter a mente e perversão. É o mau uso ou a má representação de um desenho original (Rm 1.21, 22). Não podemos permitir que a escravidão se torne um hábito. É comum ver esse hábito na sociedade. Para as pessoas, a imoralidade, o pecado e a desonestidade são coisas normais (Rm 1.32). Por isso, Paulo nos alerta a estar revestidos, a nos vestir de toda a armadura de Deus para enfrentar esse período e continuar firme (Ef 6.10-13).

3. Vencendo com as armas corretas.

Uma grande batalha não se vence somente com a força ou potência das armas, se vence também com uma boa estratégia. Para combater o inimigo com eficácia, devemos não somente conhecer suas estratégias, mas também estar empenhados em conhecer nossas limitações e nossa esfera de poder.

3.1. Inimigos das trevas.

Talvez não sejamos capazes de compreender profundamente o enorme conflito que se ergue no reino espiritual. Tampouco perceber quão determinado o inimigo está em aniquilar aqueles que reconhecem a Jesus como seu Senhor e dono. Precisamos ter em mente que a nossa decisão de seguir a Cristo nos colocou definitivamente na condição de inimigos de todos os poderes das trevas (Ef 5.8, 11). No momento que entramos em uma vida de obediência e dependência em Cristo, todos os alarmes do inferno foram disparados e nos tornamos alvo de todas as forças e potestades (2Sm 22.6).

3.2. Firmes e constantes.

O propósito divino é nos trazer de volta à perfeição em Sua Presença (Lc 19.10; Ef 4.13; 1Co 15.49). Todavia, o reino das trevas produzirá laços e armadilhas para nos enredar e nos sacar fora da presença de Deus enquanto estivermos nesse corpo mortal. Nossa vitória está em manter uma vida produtiva, comprometida com a verdade, sem dar brechas para que o inimigo possa nos derrotar. Mais que isso, devemos ter a coragem de ser parte do plano de Deus para a destruição do projeto de Satanás e suas fortalezas (2Co 10.4).

3.3. Destruindo fortalezas.

Precisamos entender bem esse assunto porque não é somente o inimigo que possui fortalezas (2Co 10.4, 5). A fortaleza é um lugar impenetrável, que representa Segurança. Temos fortalezas boas e más. Uma boa fortaleza pode ser nossa segurança perante o inimigo, mas uma fortaleza má pode nos impedir de viver uma vida saudável e vitoriosa em Cristo. Não se contaminar antes do casamento, ser honesto, não mentir, são boas fortalezas contra o inimigo. Porém, o hábito de não orar, jejuar e ler a palavra de Deus são péssimas fortalezas contra nós mesmos.

Conclusão

O Evangelho possui armas que nenhum argumento ou ação humana podem resistir. No entanto, nós, muitas vezes, preferimos confiar nos métodos carnais e não nos valemos desse arsenal invencível. A guerra existe, o inimigo é real, façamos a nossa parte (Ef 6.10-13).

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