segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

ESCOLA DO DOMINICAL – Contéudo da Lição 13 – Revista da Editora Betel


A Fé que Enfrenta as Oposições
27 de Dezembro de 2015

Texto Áureo
“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta”. Hebreus 12.1

Verdade Aplicada
Não existem problemas insolúveis quando pessoas comprometidas se levantam na força de Deus para agir.

Textos de Referência
Neemias 1.1-3
1 As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza,
2 que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam e que restaram do cativeiro e acerca de Jerusalém.
3 E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo.

INTRODUÇÃO
Jerusalém estava em ruínas e opróbrio. Ao saber da situação, Neemias abandona sua privilegiada posição no palácio e parte em direção à cidade para auxiliar seu
povo na reconstrução dos muros e portões (Ne 2.1-10).
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1. NEEMIAS UM HOMEM DE FÉ E ATITUDES
Neemias surge numa época em que a moral do povo estava baixa. Os ricos exploravam os pobres e os mesmos pecados que levaram o povo ao cativeiro estavam em vigor. Por fim, a depressão econômica e a ignorância espiritual acentuavam ainda mais a desunião do povo que, desestimulado e oprimido, não esboçava qualquer reação de melhora.

1.1.  Neemias, o copeiro de rei
Neemias nos é apresentado como copeiro do rei, na província de Susã, a capital do império persa. Ele era um homem de oração e compromisso com Deus (Ne 1.1, 11). Neemias era um conselheiro pessoal do imperador e exercia ao mesmo tempo as funções de primeiro ministro e mestre de cerimonias (Ne 2.1; 5.14). A morte por envenenamento era comum na época dos reis e um copeiro de grande confiança era de vital importância. A função de Neemias era provar o vinho do rei, cuidar de seus aposentos, supervisionar toda a alimentação do palácio e, antes que o rei ingerisse qualquer comida ou bebida, ele o fazia. Isso tinha por fim demonstrar que nenhuma traição ocorrera e que, portanto, não havia perigo de envenenamento.

1.2. Neemias, um homem de oração
Ao ouvir sobre a miséria na qual seu povo se encontrava, Neemias se assentou e chorou (Ne 1.4). Aquela notícia sensibilizou sua alma e logo resolveu jejuar e orar, durante quatro meses, até que Deus não somente mudasse o quadro daquela situação, mas preparasse tudo para que ele mesmo fosse enviado a realizar aquela obra. As lágrimas de Neemias rolaram não somente pelas ruínas que a cidade sagrada se encontrava, mas porque o Deus de seus pais estava sendo escarnecido pelos inimigos. Neemias se preocupava tanto com o povo, quanto com a glória de seu Deus.

1.3. Neemias, um homem que se importava com seu povo
Neemias desfrutava de uma boa posição no palácio ao lado do rei, mas, seus sentimentos pelas coisas divinas o levaram a abandonar sua zona de conforto e seus privilégios para enfrentar os problemas de sua nação (Ne 2.1-3). Neemias tinha um coração sensível às necessidades do seu povo. A nobreza do palácio e o luxo que desfrutava não roubaram sua comunhão com Deus. Ele era um servo piedoso que se importava com aqueles que viviam na miséria. Ele tinha consciência de que o pecado e o afastamento da lei haviam derrotado seu povo e se colocou na brecha, assumindo que também era culpado (Ne 1.4-7). Neemias nos ensina que não existem problemas insolúveis quando homens comprometidos se levantaram na força de Deus para agir.
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2. ENFRENTANDO OPOSIÇÕES
Os desafios que Neemias enfrentaria não eram poucos, porque, além de motivar o povo a reiniciar uma obra que há cem anos estava parada, ainda deveria enfrentar os desmotivadores que, unidos, tramavam para impedir o sucesso da obra (Ne 2.10; 4.1, 7, 8).

2.1. Motivação, a chave da reconstrução
Ao chegar a Jerusalém, Neemias encontrou pessoas derrotadas e apáticas, que viviam em meio aos escombros (Ne 1.3). Em questão de dias, Neemias conseguiu o apoio de toda a cidade, formou equipes e mobilizou o povo a reconstruir em cinquenta e dois dias uma obra que em quase cem anos ninguém havia conseguido. E como fez isso? Todos sabiam que havia chegado com cartas de autorização do rei e com escolta militar. Mas ele não disse nada, criando no povo expectativas e curiosidades (Ne 2.12, 16). Ao terceiro dia, todos estavam interessados em escutar o que tinha a dizer. Assim, ele começou a restaurar a autoestima do povo e depois conduziu o povo a preocupar-se com a glória de Deus (Ne 2.17, 18).

2.2. A atitude de quem tem visão de Deus
Sambalate, Tobias e Gesém foram três instrumentos usados por Satanás para desestabilizar Neemias e impedir que a obra se realizasse. Os artifícios usados foram: a zombaria, a calúnia e o desprezo (Ne 4.1-16). Por fim, vendo que a obra avançava, tentaram ceifar a vida de Neemias em uma emboscada (Ne 6.1-15). O que mais nos deixa intrigado é a reação de Neemias. Ele orava e não discutia. Ele trabalhava e ignorava a oposição. Neemias sabia que era inútil discutir porque sabia que a ideia da reconstrução vinha da parte de Deus.

2.3. A confiança em Deus
Sem dúvida, a nossa natureza humana sente um desejo natural de responder com agressão aos ataques inimigos que julgam, intimidam, denigrem e prejudicam a realização de nossos projetos. Porém, sabemos que essa não é a atitude correta. Então, o que podemos fazer? Como devemos nos portar diante de tais circunstâncias? Em vez de se deixar enredar em uma competição de insultos, Neemias foi buscar apoio em Deus (Sl 44.5, 6; Ne 4.4, 5).
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3. A PODEROSA MÃO DE DEUS EM AÇÃO
Neemias era um homem simples, mas que nada fazia sem antes consultar a Deus. Sua sinceridade diante do rei e do povo lhe deu credibilidade tanto para reconstruir os muros quanto para trazer de volta a vida espiritual do povo.

3.1. Quando Deus nos governa, tudo dá certo
Neemias confortou o povo com o anúncio de que Deus o havia enviado e prosperado seu caminho. Ele confirmou com o seu testemunho e com a ajuda ilimitada que o rei lhe concedeu (Ne 2.8). E como prosperou? Ele foi sincero com o rei: “Minha cidade está em ruínas”, Neemias não inventou uma história para o rei lhe conceder o que necessitava. Ele orou até que Deus movesse o coração do monarca e inclinasse para ajuda-lo (Pv 21.1). Ao explicar com claridade todos os detalhes e os custos da construção, Deus interviu no projeto e lhe favoreceu (Pv 16.1-3; 22.11).

3.2. Neemias, um homem sincero e realista
As pessoas respondem de maneira positiva aos testemunhos da obra de Deus em nossas vidas. Neemias falou da benção de Deus, da visão e da confirmação por meio das circunstâncias. O povo creu, sua fé foi desafiada pelo que havia ouvido e, a partir desse momento, o sonho passou a pertencer a todo o povo. Eles podiam ver o Espírito de Deus na vida de Neemias e estavam prontos a segui-lo (Ne 4.6). Neemias nos ensina que bons líderes devem expor com exatidão o que necessitam que as pessoas façam; que devemos animá-las e assegurá-las que com a ajuda de Deus tudo é possível alcançar (Ne 6.15, 16; Mc 9.23; Lc 18.27).

3.3. Neemias, um homem disposto
Quando se necessitou de um líder, ele disse: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8). Ele não era construtor, mas abandonou tudo e foi construir. Não possuía habilidades necessárias para o trabalho, mas tinha um coração disposto. Deus o escolheu porque era sensível, de confiança e havia se colocado à disposição. Essas qualidades são uma questão de decisão. Talvez não tenhamos dons, talentos ou intelecto necessário, mas esses não são os requisitos que Deus está à procura. Ele busca pessoas que possam crer em si mesmas; pessoas sensíveis ás necessidades do povo; pessoas de caráter e dignas de confiança, nas quais Ele possa se apoiar.
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CONCLUSÃO
Enquanto muitos se conformam com a situação atual, outros não querem assumir riscos; enquanto uns se limitam, outros não acreditam na esperança de algo novo. Neemias alcançou sucesso onde todos fracassaram. Ele não era somente um grande líder, mas alguém que compreendia os princípios da motivação.


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