domingo, 17 de janeiro de 2016

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


Ataques Constantes Contra a Família
24 de janeiro de 2016




Texto Áureo
“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”. 1Jo 2.16

Verdade Aplicada
Devemos preservar os nossos lares para impedir que não seja desqualificado o que foi criado por Deus.

Textos de Referência.
1Co 6.19 - Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, provenientes de Deus, e que sois de vós mesmo?
1Co 6.20 – Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.
1Co 10.23 – Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.
2Co 13.5 – Examinai-vos a vós mesmo se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.

Introdução
Os desafios da família cristã frente aos ataques constantes e diretos ao casamento e à família trazem uma ruptura dos valores e quebra de princípios que precisam ser enxergados com muito cuidado.

1. Meios de comunicação e redes sociais.
A tecnologia entrou nos lares trazendo lucros e prejuízos incalculáveis. Consequentemente, a sociedade moderna mudou o conceito de família e desqualifica os valores da instituição criada por Deus.

1.1. A televisão.
A televisão tem afastado os membros da família, que não se alimentam mais juntos à mesa. As novelas fazem apologia e ensinam infidelidade conjugal, bigamia, poligamia, o sexo antes do casamento, o fim da virgindade e o homossexualismo. A licenciosidade, leviandade e irresponsabilidade têm trazido decadência moral para a família. Muitos programas indecentes de pessoas inescrupulosas têm tirado a atenção dos crentes, que faltam cultos para ficar na frente da televisão. As mensagens subliminares, que são apresentadas por meio de palavras, objetos, desenhos animados, filmes, jogos, músicas, gestos e figuras, como se fossem ingênuas e inofensivas, têm sido trabalhadas na mente das pessoas, naquilo que são os seus alvos, influenciados inclusive nas atitudes dos filhos.

1.2. A Internet e as redes sociais.
Através também das redes sociais, a internet está viciando os jovens e adolescentes, e até as crianças. Muitos ficam por horas na frente do computador e celular, entre outros. São filhos que estão precisando de acompanhamento psicológico pelo vício que causa depressão e dependência. Os pais estão perdendo o controle sobre os filhos porque muitos deles se isolam nos quartos e acessam programas não convenientes para menores de idade. É uma grande dor de cabeça para os pais, porque muitos não têm acesso à rede e não sabem nem como funciona.

1.3. O avanço tecnológico e a globalização.
Por mais que tenham a sensação de avanço e progresso tecnológico que chegou aos nossos lares, vemos um veneno mortífero que aos poucos está tentando destruir a formação moral e ética dos nossos filhos, fazendo com que percam os valores cristãos. Quando não é bem utilizada, a tecnologia traz embutida a iniquidade (Mt 24.12). Todo cuidado é pouco, porque vem entrando sorrateiramente nos nossos lares.

2. Evoluções, ocupações e amizades.
As evoluções são benéficas ou maléficas? Depende de como as usamos em nossas vidas. Para que elas sejam bênção e não maldição, as evoluções precisam ser confrontadas com a Palavra de Deus, pois não podemos abandonar os valores cristãos.

2.1. Choque de gerações entre pais e filhos.
O choque de gerações é uma realidade. O que não se praticava antigamente, hoje está passando a ser normal. Os pais precisam entender que os filhos não vão viver a sua geração, mas também os filhos precisam entender que muitos pais não alcançarão os níveis que eles chegaram. Neste caso, o equilíbrio é a saída. Só a compreensão de ambas as partes para se chegar a um acordo. O diálogo, a aproximação, o respeito e a amizade entre os pais e filhos diminuirão os prejuízos destas evoluções.

2.2. Individualismo: a falta de tempo para a família.
Com a correria dos grandes centros urbanos e o trânsito, as pessoas passam duas ou mais horas dentro de um veículo particular ou transporte coletivo. Quando sobra um tempinho é preenchido com as academias, pescarias e os encontros sociais e a família vai ficando em segundo plano. A necessidade de estudar, se aperfeiçoar para a concorrência no mercado de trabalho também é outro agravante. Muitos pais só têm contato com os filhos nos finais de semana, o que é pouco para quem precisa de mais atenção, carinho e educação.

2.3. Jugo desigual com os ímpios.
As amizades do mundo não podem interferir no casamento e na família (2Co 6.14). Quando aceitamos a Cristo, o nosso ciclo de amizade precisa mudar. Muitas amizades conseguidas através das redes sociais têm sido uma dor de cabeça para os pais e um estrago para as famílias. Muitos jovens cristãos ao namorar com descrentes pensam que depois de casados conseguirão levá-los para a igreja. Isto raramente acontece, é uma exceção o que parecia uma bênção pode virar uma maldição ao abrir as portas e ceder para o jugo desigual.

3. Novas leis concernentes à família.
Há projetos de leis circulando nas comissões, gabinetes e plenários do Parlamento que são contra os princípios cristãos. A sociedade pós-moderna tem recebido uma enxurrada de leis que favorecem as práticas pecaminosas, tão combatidas pela Palavra de Deus. Precisamos ficar atentos e não nos conformarmos com este mundo cheio de iniquidades (Rm 12.2).

3.1. O tratamento dado ao menor de idade.
Pela compreensão do Estatuto da Criança e do Adolescente, os pais estão quase impedidos de disciplinar os filhos, conforme ensina a Palavra de Deus (Pv 23.13; 29.15,17). É claro que tudo deve ser feito dentro de parâmetros aceitáveis, não se pode tirar sangue dos filhos, mas também não se pode retirar a disciplina da correção. O serviço dado aos menores de idade é considerado trabalho infantil, mas os filhos precisam ganhar interesse pelo trabalho desde cedo. A coerência e o equilíbrio precisam prevalecer.

3.2. Aborto, união de pessoas do mesmo sexo e legalização da prostituição.
Quem aceita o aborto simplesmente porque acha que foi um descuido se engravidar, ou porque acha que não é hora de se ter um filho, e manda retirar o feto, já é considerado criminoso (Sl 139.16). A Bíblia diz: “Não matarás” (Êx 20.13; Rm 13.9). O aborto não pode ser considerado caso de saúde pública. Uma gravidez deve ser encarada com dignidade e respeito à criança, e também como um mandamento bíblico (Gn 1.28). Os direitos humanos têm defendido o casamento de pessoas do mesmo sexo. No entanto, o homossexualismo é combatido de forma veemente pela Palavra de Deus (Rm 1.26-27). A possível legalização da prostituição é uma afronta à família e aos princípios cristãos. A profissionalização da venda do corpo, defendida por uma parte dos legisladores, é uma depravação e uma coisa perniciosa para as famílias de bem e a sociedade como um todo. A Bíblia mostra a vontade de Deus para os cristãos, Isto é, abster-se da prostituição e saber possuir o próprio corpo em santificação e honra (1Ts 4.3-4)

3.3. União estável e contratos Temporários.
Pode ser concedida a regulamentação do concubinato “união estável”, lavrada em cartório, para divisão de herança e reconhecimento dos filhos. A Igreja precisa preservar o casamento civil, que é definitivo e não pode ter quebra de acordo, conforme diz a Bíblia (1Co 7.39). Os contratos temporários, também aceitos pelas autoridades, mais parecem um teste de adaptação, que, quando não dão certos, são descartáveis, e, no final do contrato, cada um segue a sua vida. O casamento não é em caráter experimental, mas definitivo.

Conclusão
Vivemos os últimos dias da Igreja aqui na Terra. As instituições estão sendo fragilizadas e vulgarizadas diante das inovações e conceitos de homens sem o temor de Deus. Cabe a Igreja pregar contra estas práticas e não concordar com este mundo, que a cada dia fica mais distante de Deus.

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