segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 9 - Revista da CPAD - JOVENS


Mortos para o pecado
28 de Fevereiro de 2016


TEXTO DO DIA
“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6.4).

SÍNTESE
O crente uma vez justificado, morre para o pecado e passa a ter a mente de Cristo, que conduz sua emoção, sua vontade e seus membros para a prática da justiça de Deus.

TEXTO BÍBLICO

Romanos 6.1-8.
1 — Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?
2 — De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
3 — Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
4 — De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
5 — Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;
6 — sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.
7 — Porque aquele que está morto está justificado do pecado.
8 — Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos;

INTRODUÇÃO
No texto a ser estudado, Paulo apresenta um problema que pode surgir dependendo da interpretação da nova posição diante de Deus, perdoado gratuitamente e livre em Cristo. Nesta lição vamos refletir a respeito das mudanças que ocorrem com o crente após a justificação. Veremos que após a justificação, o salvo: deve morrer para o pecado e ocupar uma nova posição diante de Deus, andando em novidade de vida.

I. O JUSTIFICADO DEVE MORRER PARA O PECADO (vv.1-4,6,7)

1. A má interpretação da justificação pela fé (v.1).
A doutrina da justificação pela fé não era tão fácil de ser assimilada por alguém que viveu anos debaixo do jugo da Lei. Imagine um judeu que viveu a vida toda sendo ensinado que a observância da Lei deveria ser rigorosa, pois era o único meio para se justificar diante de Deus. Coloque-se no lugar dele. De repente, aparece um judeu que há pouco tempo havia se convertido para uma nova religião (cristianismo), anunciando que Deus enviou o seu Filho como ser humano, permitindo que Ele morresse em uma cruz, levando a maldição de toda a humanidade sobre si e oferecendo o perdão gratuito a todas as pessoas que o reconheça como Deus. Praticamente tudo o que ele havia aprendido e tentado praticar é colocado por terra. Considere, então, ele aceitando esta pregação do Evangelho. Alguns conversos ao cristianismo, considerando a “facilidade” da vida na graça, continuavam ou acham que poderiam continuar na prática do pecado, confiando no perdão imerecido de Deus.

2. Advertência contra o abuso da graça (v.2).
O comportamento libertino apontado no tópico é a preocupação do apóstolo: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?” (v.1). Este problema não é exclusivo da época da Igreja Primitiva, ainda hoje alguns cristãos interpretam equivocadamente a ação da graça de Cristo. Estes afirmam que uma vez justificados pela fé em Cristo, justificados para sempre. Para eles, a vida que a pessoa leva não interferirá mais em sua salvação, pois Deus não retiraria o dom da salvação já dado ao crente. Paulo é incisivo em sua resposta: “De modo nenhum!” (v.2). O fato de ser justificado gratuitamente não dá o direito de abusar da graça de Cristo (Gl 5.1,13), contrariamente, devemos ser cada vez mais grato pela sua graciosidade e se espelhar no seu exemplo de vida. A liberdade que Cristo nos dá não é para fazermos o que quisermos, mas para viver uma vida genuinamente cristã.

3. Justificados e mortos para o pecado.
Conforme já visto anteriormente, o crente em Cristo é declarado justo no tribunal de Deus, mas ao mesmo tempo o velho homem morre legalmente, crucificado com Cristo, e ressurge como uma nova vida em sua ressurreição (2Co 5.17). Na morte de Cristo Deus demonstra o julgamento justo e na sua ressurreição prova sua justiça. Alguns teólogos defendem que o crente morre e ressurge no batismo nas águas, como um sacramento obrigatório para salvação, entretanto o crente é crucificado e morto na justificação (v.7). O batismo nas águas é um ato público para atender uma ordenança que formaliza simbolicamente o que já ocorreu, seu sepultamento (Cl 2.12). Entretanto, aqui não se trata especificamente da obra do Espírito Santo (1Co 12.13; Gl 3.27). O salvo não pode mais servir ao pecado, pois a morte do escravo o liberta de sua escravidão (v.6).

Pense!
O fato de estarmos justificados pela graça de Cristo, não nos dá o direito de abusarmos da liberdade em Cristo, mas sim seguirmos o exemplo de vida de Jesus.

Ponto Importante
O apóstolo Paulo parece ser repetitivo no ensino sobre a doutrina da justificação pela fé, entretanto, o que pode ser percebido é a dedicação do apóstolo para não deixar brecha para más interpretações ou abusos dos crentes.

II. MORTOS PARA O PECADO (vv.3-11)

1. Conhecendo a nova posição em Cristo (vv.3,5-7,9).
O batismo nas águas já citado, é uma bela representação da nova posição do salvo em Cristo (v.3), morto para o pecado (debaixo da água) justificado e reconciliado com Deus (ao sair da água). O crente justificado sendo sepultado pela morte para o pecado e surgindo para uma nova vida em Cristo, uma nova disposição na relação com Deus. Esta nova posição assegura a vida eterna com Deus, mas também exige uma aproximação com a vida de obediência de Cristo, não priorizando a si mesmo e seus desejos, mas o bem da coletividade, o Reino de Deus. Uma nova identidade, não mais relacionada ao primeiro Adão, mas da descendência de Cristo, o segundo Adão, e membro de sua família. Esta nova vida, não significa que o crente nunca mais irá pecar, mas que não viverá na prática do pecado, como seu escravo. Portanto, uma vez justificados (instantaneamente), sigamos a santificação (processo contínuo) durante toda a vida ou até o arrebatamento da Igreja.

2. Vivificados em Cristo (vv.8-11).
A nova vida com Cristo é uma vida separada e de intimidade, vivida com o propósito de nunca mais morrer espiritualmente. Identificados com a morte de Cristo, da mesma forma que Ele sofreu pelo evangelho, o salvo também passará por aflições (Jo 16.33). Todavia, acima de tudo, também identificados com sua ressurreição (v.5-7), em que teve a vitória decisiva sobre o pecado e retorna com o corpo glorificado de igual modo garante ao salvo a transformação do corpo corruptível em um corpo incorruptível, como o de Cristo (1Co 15.54; 1Ts 4.16-18). Mas a promessa não é somente para o futuro, o presente também é contemplado, pois a nova vida não é conquistada pela própria força, mas pela graça de Cristo que sustenta o fiel, até o ponto de suportar as diversas adversidades (Rm 8.35). Como instrui a palavra do apóstolo para Timóteo, quando este se achava só no ministério: “fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus” (2Tm 2.1).

3. Embaixadores de Cristo na Terra.
Cristo cumpriu sua missão e retornou ao Pai, porém, como Igreja não nos retirou do mundo (Jo 17), mas deixou-nos para representar-lhe, anunciando seu evangelho. Morto e vivificado com Cristo, o cristão vive agora guiado pelo Espírito Santo, como embaixador de Cristo, conforme Paulo afirma à igreja de Corinto: “isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5.19,20). Quem era condenado e sem esperança, passa a ser embaixador de Deus, anunciando o poder do Evangelho, revelação da justiça de Deus que transforma o ser humano e o prepara para a vida eterna.

Pense!
Você tem sido grato pela sua nova posição diante de Deus?

Ponto Importante
O batismo é a formalização pública que simboliza o sepultamento do crente, que já morreu para o pecado em sua justificação.

III. MORTO PARA O PECADO E EM NOVIDADE DE VIDA (vv.12-14)

1. Quem reina na nova vida não é mais o pecado (v.12).
O cristão ao receber a nova natureza durante o processo da justificação não aceita mais o reinado do pecado, não sente mais prazer em se submeter aos seus próprios desejos, mas sua consciência é orientada pelo Espírito Santo que o convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11). Na época do apóstolo, se dizer cristão era risco de morte e de, no mínimo, preconceito. Atualmente, tem se tornado em determinados meios até “chique” se dizer evangélico ou “gospel”. Algumas pessoas têm se infiltrado na comunidade evangélica, se dizendo convertidas, mas com propósito de explorar as ovelhas do aprisco de Jesus. Fazem toda a pose teatral nas igrejas, mas fora delas continuam com a mesma vida de antes. No entanto, a orientação bíblica é que, uma vez justificado, o crente deve andar em novidade de vida, embora ainda com o corpo de pecado e morte (Rm 6.11; 7.24).

2. Libertando os membros do corpo do domínio do pecado (vv.13,14a).
A intimidade com Cristo leva a uma mudança de mentalidade, em que as coisas que agradam a Deus são as que passam a orientar a vontade e as atitudes do crente. No nosso corpo físico, os membros atendem os comandos do cérebro (mente). No sentido espiritual não é diferente, pois uma vez tendo a mente de Cristo conduz-nos por completo à vontade de Deus. A pessoa que tem a mente de Cristo discerne as coisas espirituais, mesmo no mundo material e usa os membros do corpo a serviço da justiça (2Co 2.14,15). O “velho homem” tinha uma mente insubmissa ao Espírito Santo e entregue ao domínio do pecado, mas o salvo submete sua mente ao controle do Espírito Santo, assim a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarda seu coração e seus sentimentos (Fp 4.6-7) e, consequentemente, conduz seus membros para a prática da justiça.

Pense!
Quem está reinando em sua vida? Ao analisar as características de quem vive uma vida vitoriosa debaixo da graça, você consegue se incluir nesta forma de vida?

Ponto Importante
A mente do crente justificado é renovada e dirigida pela intuição do Espírito, que passa a conduzir a emoção, a vontade e os membros do seu corpo físico para a prática da justiça.

CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos que o apóstolo tinha uma preocupação que o incomodava: a possibilidade de má interpretação da doutrina da justificação pela fé e a prática da libertinagem. Por isso, reforça a necessidade da santidade.

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