segunda-feira, 21 de março de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 13 - Revista da CPAD - JOVENS


O Jovem e a Lei do Amor
27 de Março de 2016


TEXTO DO DIA
“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” Rm 13.8.


SÍNTESE

Paulo, a exemplo de Jesus, resume o cumprimento da lei na prática da lei do amor.

TEXTO BÍBLICO


Romanos 13.8-10.
8 — A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.
9 — Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
10 — O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, vamos refletir a respeito dos seguintes assuntos: o problema da dívida e sua relação com a lei do amor, a dívida do amor com base no exemplo de Jesus e o cumprimento da lei por meio do amor.

I. NÃO DEVA NADA A NINGUÉM (Rm 13.8)


1. A dívida no Antigo Testamento.
“A ninguém devais coisa alguma” (13.8a). A dívida incomodava muito o povo judeu, desde os tempos antigos. Nos tempos bíblicos, Israel tinha uma economia predominantemente agrícola e os empréstimos, quando realizados, tinham o objetivo de auxiliar os camponeses em momentos de crise financeira. A lei protegia os judeus que estivessem nessas condições, visando coibir a exploração da desgraça de um compatriota (Êx 22.25; Dt 23.19; Lv 25.35), enquanto que aos estrangeiros era permitida a cobrança de juros (Dt 15.1-8; 23.20). Para tomada de empréstimos eram exigidas garantias como penhor pela dívida, que poderia ser um objeto pessoal (Dt 24.10; Jó 24.3), hipoteca de uma propriedade (Ne 5), fiança de um financiador (Pv 6.1-5). Em não havendo garantia, não sendo pago a dívida, o devedor era vendido como escravo (Êx 22.3; 2Rs 4.1; Am 2.6; 8.6), uma das condições mais humilhantes e desumanas do mundo Antigo.

2. A dívida no Novo Testamento.
No Antigo Testamento o empréstimo tinha mais um caráter de filantropia. Todavia, pouco antes do Novo Testamento, no período judaístico com Hilel, começaram as mudanças no procedimento devido a ampliação da economia comercial em Israel, principalmente com adaptação para não cumprimento integral do ano do jubileu, em que todas as dívidas tinham que ser perdoadas a cada sete anos (Dt 15.1). Na época do Novo Testamento, a falta de pagamento passou a ser punida por meio de prisão (Mt 18.23-35; Lc 12.57-59) o que não estava previsto no código levítico. Jesus aconselhou atitudes amigáveis e hospitaleiras, o bom senso, para busca de solução dos problemas de dívidas, em vez de coerção legal (Mt 5.25,26). O conhecimento da relação devedor e credor nos ajuda a entender a condição do ser humano pecador/devedor que fora liberto em Jesus, gratuitamente (Rm 6.18-22; 1Co 6.20; 7.23; Tt 2.14).

3. O jovem cristão e a dívida.
O conflito gerado pelo relacionamento entre devedor e credor, leva Paulo a se posicionar contra a contração de dívidas (Rm 13.8a). A igreja hoje não vive mais naquele contexto do Antigo Testamento, em que a liberação de empréstimos se caracterizava mais como uma atitude de caridade com quem tinha menos poder aquisitivo, as condições econômicas são bem diferentes, pois o que se prioriza não é a ajuda mútua, mas o lucro a todo custo. No entanto, as consequências do endividamento não são tão diferentes daquele contexto, pois muitas pessoas têm prejudicado sua vida pessoal, conjugal, bem como a vida espiritual pelo descuido nesta área. Não tem como desconsiderar este contexto na citação de Paulo no início do versículo 8. Como está sua vida financeira? Seja prudente!

Pense!

Jesus, utiliza várias vezes a figura da dívida para expressar a condição do ser humano, o devedor sem condições de quitar a dívida, diante de Deus, o credor compassivo.

Ponto Importante

O entendimento do contexto socioeconômico da época de Paulo, que foi construído ao longo da história do povo de Israel, auxilia no entendimento da mensagem do apóstolo, bem como do Evangelho.

II. A ÚNICA DÍVIDA RECOMENDADA É O AMOR (Rm 13.8b)


1. Jesus, o maior exemplo da lei do amor.
Durante o estudo dos capítulos anteriores da epístola ficou evidenciado a condição dos seres humanos diante de Deus, condenados por uma dívida impagável. Condição alterada para todas as pessoas justificadas gratuitamente pela fé no sacrifício de Cristo, que foi motivado unicamente pelo amor à humanidade pecadora (Rm 5.8), passando a condição de livres da dívida e do pecado (Mt 6.12; Rm 4; 6.23). O ser humano ingrato e pecador tem Jesus como fiador de sua dívida, conforme Hebreus 7.22 “de tanto melhor concerto Jesus foi feito fiador”. Dessa forma, a dívida de quem é salvo em Cristo não é com a lei e a carne, que exigem servidão (Rm 8.12), mas a Deus, não por obrigação e sim por gratidão pelo amor revelado em Cristo, por meio da obediência voluntária (Mt 18.27; Lc 7.41,42). Jesus deu o exemplo a ser seguido.
Quem é servido deve amor a quem serve. Paulo foi servido pelos judeu-cristãos de Jerusalém, a quem ele era grato e ao escrever a Epístola aos Romanos demonstra a retribuição do amor para com a igreja em Jerusalém, levando donativos para socorrê-los no momento da dificuldade (Rm 15.26,27). O apóstolo não se sentia devedor somente aos de Jerusalém de quem recebera o Evangelho, mas de todas as pessoas, conhecidas ou desconhecidas, independente da origem: “Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Rm 1.14). A dívida que Paulo reconhecia deve ser a mesma a ser reconhecida por todo cristão justificado gratuitamente pela fé no amor de Deus, retribuindo ao Senhor por meio do serviço ao próximo para que alcancem os mesmos privilégios recebidos, a salvação e a vida eterna com Deus.

2. O perdão de Deus é uma dívida de amor ao próximo.
Paulo aponta para os cristãos de Roma, o que serve para a igreja de todos os tempos, a grande dívida do cristão salvo para com Deus, a ser paga com o amor ao próximo (v.8b). O uso metafórico do pecado como dívida era uma prática comum dos judeus e Jesus também faz uso dela, não para reforçar e cobrar o ser humano pela sua dívida, mas para enfatizar a grandiosidade da graça de Deus (Lc 7.41,42), bem como o dever de quem foi perdoado por Deus (verticalmente) também perdoar quem o ofendeu (horizontalmente). O perdão ao próximo (na horizontal), após a justificação, é colocado como uma condicional para o perdão de novas dívidas (na vertical; Mt 6.12; Mt 18.21-35). Algumas, senão a maioria das pessoas, estão despercebidas da realidade da mensagem na oração do Pai Nosso: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12).

Pense!

Você tem servido da mesma forma que as pessoas o servem?

Ponto Importante

Deus ama as pessoas de tal maneira, que as perdoa graciosamente e as justifica, mas exige de quem recebeu esta graça a mesma atitude de perdão para com o próximo.

CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos que o cristão deve ter um cuidado especial com sua vida econômica e financeira, evitando contrair dívidas. A única dívida recomendada por Paulo é a dívida do amor, contraída por todas as pessoas que foram justificadas mediante a fé em Cristo, pois o amor de Deus nos constrange a amar o próximo.

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