segunda-feira, 11 de abril de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 3 - Revista da CPAD - JOVENS


As Diferentes Mudanças Sociais da Família
17 de Abril de 2016




TEXTO DO DIA
“Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim” Mt 19.8.


SÍNTESE
A sociedade, ao longo dos tempos, admitiu a formação de variados arranjos familiares. Entretanto, o padrão divino para a família estabelecido no Éden não se alterou, pois a Palavra de Deus não muda.

TEXTO BÍBLICO

Mateus 19.1-8.
1 — E aconteceu que, concluindo Jesus esses discursos, saiu da Galileia e dirigiu-se aos confins da Judeia, além do Jordão.
2 — E seguiram-no muitas gentes e curou-as ali.
3 — Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
4 — Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea
5 — e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?
6 — Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.
7 — Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?
8 — Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim.

INTRODUÇÃO
O mais antigo e elementar agrupamento humano, denominado família, em torno do qual a história da civilização se desenvolve, adquiriu inúmeros e diferentes contornos ao longo das gerações, de acordo com a cultura de cada povo que se espalhava pela face da Terra. A deturpação começou como fruto da existência de um padrão de vida distante da presença do Senhor adotado por Caim e seus descendentes (Gn 4.23) e continuou até os dias hodiernos, com arranjos legalizados em dissonância da Palavra de Deus. O Senhor, porém, gravou na natureza humana o seu projeto familiar original, desde cedo, o qual foi inaugurado no Éden: a família tradicional monogâmica, genuinamente bíblica, formada a partir de pais e filhos.

I. DIREITO E FAMÍLIA

1. Conceito.
A família traduz-se como um grupo social indispensável para o estabelecimento de uma civilização forte e duradoura. Ela é a célula-mãe de todas as instituições sociais. A definição de família, à luz do direito, pode, entretanto, assumir várias conotações, dependendo da cultura e da época da sociedade que se analisa. Contudo, independentemente da cultura ou mesmo dos aspectos históricos, há certa convergência em estabelecer que a família se constitui no grupo social composto por pessoas ligadas pela consanguinidade, afinidade e/ou pela existência de vínculos matrimoniais. Entre os hebreus é certo garantir que a expressão família abrangia muito além de cônjuges e descendentes, pois incluía também os parentes por afinidade e os escravos (Gn 47.12), não obstante somente os filhos pudessem herdar os bens. A exceção era para o caso de não haver filhos, em que a herança iria para o escravo mais antigo, nascido na casa (Gn 15.2-4).

2. Relevâncias jurídicas e sociais.
O cuidado com as questões familiares apresenta-se como algo tão importante para a sociedade que existe uma área do direito dedicada exclusivamente a esse estudo — o Direito de Família. Nas grandes cidades do Brasil, por exemplo, o Poder Judiciário destina juízes para julgarem apenas causas que envolvam essas questões (divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos, direito de visitas dos filhos, dentre outras), pois reconhece a relevância da matéria para o bem estar das pessoas. É a vida de todos nós que está em pauta. O assunto, portanto, é vital não apenas na seara espiritual, mas em todos os aspectos da existência. Um tema caro, sensível e urgente.

3. Variantes históricas.
Dentre os tipos de famílias inventadas socialmente, mas que nunca tiveram aprovação de Deus podemos citar a poligamia (um marido e várias esposas), poliandria (uma esposa e vários maridos), e casamento em grupo (não há casais fixos, e as crianças são criadas pela comunidade inteira). Observa-se, ainda, uma novidade nessa área, nunca antes conhecida na história, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É bem verdade que a prática homossexual possui registros históricos nas sociedades desde a antiguidade, mas nunca as relações homoafetivas (para usar um termo pós-moderno) foram estabelecidas como modalidade de família, nem muito menos se ouviu falar de que pudessem adotar filhos!

Pense!
Será que Deus se importa com o tipo de família que é constituída socialmente?

Ponto Importante
O amor de Deus não permite que Ele fique indiferente a questões que prejudiquem o desenvolvimento humano.

II. A FAMÍLIA DURANTE OS SÉCULOS

1. O padrão divino.
No livro de Gênesis Deus estabeleceu o padrão para a família. Está escrito: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). E Jesus complementou: “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mc 10.9). A família começa, assim, com homem e mulher, quando eles deixam a casa de seus pais e se unem para formar um novo núcleo familiar. Simples assim.
Qualquer outra variação familiar carece de respaldo bíblico. A poligamia, por exemplo, foi tolerada por Deus em determinados períodos, mas vê-se claramente, na Bíblia, as funestas consequências sofridas por quem andou por esse caminho (Gn. 30.1,2; 1Rs 11.3). O fato é: o padrão de Deus para o casamento é que ele seja monogâmico (cada qual deve ter apenas um cônjuge), heterossexual (realizado entre homem e mulher), monossomático (os cônjuges devem se tornar uma só carne) e indissolúvel (deve durar para sempre).

2. O homem como chefe da família.
Na Bíblia, a cultura familiar era eminentemente patriarcal, ou seja, o pai era o chefe da família. Isso estava na raiz da prática social (Gn 3.16). Não se encontra, por outro lado, nenhuma referência bíblica de sociedade que fosse matriarcal. O pai, assim, no Antigo Testamento, tinha direitos de vida e morte sobre os membros da sua família (Dt 21.11-21). Por outro lado, o mais antigo ascendente paterno no clã familiar (avô, bisavô, etc.) detinha autoridade sobre toda a descendência (Gn 9.25,27; 27.27-40; 48.15,20; 49) e, caso houvesse desobediência, a morte poderia ser o castigo (Dt 21.18-21). Cabia, ainda, ao pai a instrução religiosa e secular dos membros da família (Êx 12.12.26; Dt 6.20). No Novo Testamento, manteve-se o princípio. O pai continuou sendo o cabeça da família, devendo ser submissos a ele a esposa e os filhos.

3. Afetividade é suficiente?
Há um novo padrão de família se estabelecendo, não só no Brasil, mas em muitos países do mundo: a união estável entre homem e mulher. O casal passa a viver junto, mas não se casa. Nisso há uma importante questão de natureza espiritual. Pergunta-se: O casal em união estável tem a bênção de Deus? A afetividade é suficiente para a formação de um núcleo familiar? Homem e mulher podem unir-se para construir uma nova família, independentemente do casamento? Dizem os críticos do casamento: “O casamento é só um pedaço de papel. Para que casar?”. E é verdade! O casamento é um pedaço de papel. Como a escritura de um imóvel, o documento de um carro e o dinheiro também se resume a um papel, mas não se vê ninguém desprezando tais documentos. O casamento é um pedaço de papel que chancela o momento da aliança entre Deus e a nova família que desabrocha, devendo, por isso, ser amado e respeitado. Um documento que estabelece um novo status social aos nubentes, que cria direitos e deveres, que faz com que, aos olhos de Deus, não sejam vistas mais duas pessoas, mas apenas uma. A Bíblia diz: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Hb 13.4).

Pense!
Alguns jovens, não crentes, pensam que o casamento é algo muito complicado, e acreditam que é melhor que o rapaz e a moça primeiro passem a morar juntos e, depois, se der certo, pensem em casar.

Ponto Importante
O padrão divino para a família é a melhor experiência da vida. O Senhor, que fez a família, sabe que começar bem no casamento faz toda a diferença no futuro.

III. A MONOGAMIA COMO MODELO BÍBLICO

1. No Antigo Testamento.
Os homens que andaram com Deus tiveram, em regra, relacionamentos monogâmicos, mesmo no período anterior à lei Mosaica. As exceções resumem-se quase que exclusivamente a Jacó (por contingências culturais contrárias à sua vontade) e Davi (por causa de alianças políticas). Adão, Sete, Enoque, Noé, Isaque, os filhos de Jacó, Moisés, Arão, Josué, Samuel, Jó, Ezequiel, Oseias, dentre muitos outros tiveram casamentos monogâmicos, não obstante a sociedade admitisse a poligamia. No caso de Abraão, a opção de coabitar com Agar foi de sua mulher, atendendo a um costume antigo, mas quando Sara pediu que ele despedisse a escrava egípcia e Ismael, Abraão mandou-os embora sem nenhuma herança. Assim, a rigor, tecnicamente, Abraão não foi bígamo. Por fim, quando ele casou com Quetura, sua segunda esposa, Sara já havia falecido.

2. No Novo Testamento.
Do mesmo modo, no tempo de Jesus, a família judaica surgia predominantemente de casamentos monogâmicos. Em Mateus 19.3 Jesus é questionado pelos fariseus sobre a dissolução de um casamento. Em Mateus 22.23-28, por outro lado, os saduceus questionaram Jesus sobre um problema teológico em relação à lei do levirato (Gn 38.7-11). A questão de fundo, portanto, era a importância, diante de Deus, do casamento entre um homem e uma mulher.

3. Atualidade nacional. 
No Brasil, o Código Civil de 1916 apresentava o marido como o chefe da família, sendo a esposa e os filhos hierarquicamente inferiores, devendo obediência ao primeiro; já os filhos ilegítimos (adulterinos e incestuosos) não eram considerados herdeiros. O casamento era indissolúvel. O divórcio veio a ser permitido apenas em 1977. Com a Constituição Federal de 1988, a família, legalmente, perdeu o modelo patriarcal, ao deixar isonômicos os direitos do marido e da mulher na sociedade conjugal, bem como colocou fim a uma longa história de discriminações com relação à filiação, tanto de natureza pessoal como hereditária. Diante de recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, está sendo admitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo e, inclusive, a adoção de crianças por casais homoafetivos. Lamentável! O pastor norte-americano John Macarthur, logo após a Suprema Corte daquele país aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, publicou uma carta aberta afirmando que a aprovação do casamento gay não altera o conceito de Deus. Suas palavras consubstanciam uma irretorquível verdade, que incomoda uma geração que se esqueceu do padrão de Deus para o viver em sociedade.

Pense!
Reconhecendo a lei humana a existência de arranjos matrimoniais diferentes da monogamia, o que fazer? Aprovar a lei dos homens ou ficar com a de Deus?

Ponto Importante
A união entre marido, mulher e filhos foi o projeto de família escolhido pelo Senhor para a humanidade.

CONCLUSÃO
Famílias pós-modernas são formadas por filhos rebeldes que não obedecem a Deus nem respeitam seus pais e por cônjuges que buscam, cada vez mais, o divórcio. Não há mais lugar para Jesus e para a Bíblia na maior parte dessas famílias! Qual o fim disso tudo? O que fazer? Está escrito: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais [...] porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15).

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