quarta-feira, 13 de abril de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD ESBOÇO - Subsídio da Lição 3 - Revista da CPAD - ADULTOS


AULA EM 17 DE ABRIL DE 2016 – LIÇÃO 3
(Revista: CPAD)

Tema: Justificação, Somente pela Fé em Jesus Cristo

Texto Áureo: Romanos 4.20
  
INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição busque entender bem essa justificação pela fé, para poder ensinar aos alunos e retirar as dúvidas.
- “favor da justificação pela fé, independente das obras”, havia entre os cristãos o conceito da lei acerca da justificação pelas obras, foi difícil para os cristãos deixarem essa cultura legalista.
- “a justificação”, quando se fala em justificação se entende justificação do ser humano diante de Deus.
- “são frutos da sua graça para conosco”, quer dizer que Deus nos dá algo simplesmente porque Ele é bom e nos deu a Sua Graça. Muitas pessoas até hoje pensam que Deus nos abençoará se formos bons servos, como numa relação de troca.
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I - A JUSTIFICAÇÃO MANIFESTADA (Rm 3.21-26)

1. Um culpado que é inocentado.
- “tendo o testemunho da Lei e dos Profetas”, Era comum entre os judeus citar as Escrituras como “Lei e Profetas”, por serem esses os livros que revelavam a vontades de Deus para com o ser humano.
- “na pessoa de Jesus Cristo, tornou conhecido”, Jesus é aquele que prova o amor de Deus para com o homem.
- “muito comum no contexto de um tribunal”, a pessoa que era inocentada por um Juiz, mesmo sendo claramente culpada recebia a classificação de “dikaiosyne”, isso era possível quando a pessoa cometia um crime sem a intenção, hoje em dia esse ato é conhecido como crime culposo, onde a pessoa nem sempre é condenada.
- “mesmo culpados, Deus quis nos justificar”, essa é a testificação do amor de Deus.

2. Um prisioneiro que é libertado.
- “verbo grego apolytroseo”, a carta aos Romanos foi escrita em grego, por ser a língua mais falada na época e por ser provavelmente a que Paulo e seu amanuense mais dominavam.
- “libertar mediante o preço de um resgate”, no contexto da sociedade moderna essa libertação se faz em caso do crime de sequestro de alguém, mas na época e Paulo esse tipo de libertação por resgate era necessário para as pessoas que perdiam terras, escravos, casas e até filhos para pagamentos de dívidas.
- “resgatar o homem que estava preso”, comparando com o escravo que poderia ser liberto pelo pagamento de resgate. O homem sem Deus se torna escravo do pecado.

3. Um inocente que é culpado.
- “sistema de sacrifícios levítico”, era o sistema apresentado no livro de Levítico onde foi descritos os rituais para os sacrifícios.
- “propiciação pela fé”, quando Paulo usa essa palavra “propiciação”, ele está usando um ritual descrito nos sacrifícios do povo de Deus.
- “sob a paciência de Deus”, se refere ao período em que Deus espera o ser humano, antes desse assumir um compromisso com Deus.
- “propiciatório”, era a tampa da Arca do Senhor, local em que a presença de Deus era notada pelo sumo sacerdote.
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II - A JUSTIFICAÇÃO CONTESTADA (Rm 3.27-31)

1. A justificação se opõe à salvação meritória.
- “método da diatribe”, é uma exposição por diálogo, onde parece que o escritor está conversando com o leitor.
- “se adiantando em responder as contestações”, Paulo elabora um diálogo onde responde a perguntas necessárias sobre esse assunto que poucos conheciam naquela época.
- “era bem difícil de digerir”, para o judeu não há coerência nesse tipo de justificação, pois ele cresceu numa cultura legalista.
- “o homem é justificado pela fé, sem as obras”, assim como o ladrão na cruz foi justificado nos últimos momentos de sua vida e não praticou nenhuma obra.

2. A justificação se opõe ao orgulho nacionalista.
- “contrastava com a crença do judaísmo”, para os judeus o Senhor só havia escolhido à Israel e tinha os outros povos por inimigos. Para os judeus não haveria um plano de salvação que incluísse os gentios.
- “exclusivismo”, era uma característica deles, se acharem exclusivos, por terem a revelação especial de Deus. Ainda hoje alguns crentes se acham exclusivos por terem algum dom diferenciado.
- “mas dos gentios também”, já no primeiro século os aspectos legalistas foram retirados da mensagem do Evangelho e foi passado para nós como uma mensagem de salvação e libertação do domínio do pecado, sem os costumes culturais judaicos. Dessa forma a mensagem pode alcançar a todos os homens do mundo, independente de cultura.
- “shema judaico...”Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus”, o shema judaico é conjunto de ordenanças que Deus passou a Israel nos livros da Lei e inicia com essas palavras de Dt 6.4.
- Veja o argumento de Paulo: “É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,
Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão.” Rm 3.29,30

3. A justificação se opõe ao antinomismo. 
- “Anulamos, pois, a lei pela fé?”, anular a Lei seria colocar ela em descrédito e de fato muitas pessoas acabam acreditando que a fé nos liberta da Lei deixando a pessoa sem compromisso com nada.
- “defendiam a observância dos preceitos da lei”, acreditavam que todos os que se convertessem ao judaísmo deveriam seguir os rituais da Lei.
- “servir de condutora até Cristo”, a Lei trás ao ser humano a necessidade que todo ser humano tem de salvação. A Lei condena o homem e Cristo lhe oferece a salvação.
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III - A JUSTIFICAÇÃO EXEMPLIFICADA (Rm 4.1-25)

1. Abraão, circuncisão e justificação (Rm 4.1-8).
- “Abraão já guardava a Torá”, Torá ´é o livro da Lei dos judeus, composta dos cinco primeiros livros da Bíblia. Para os judeus Abraão praticava as obras da Lei antes de os judeus a terem recebido.
- “Em outras palavras, as obras justificaram Abraão.”, os judeus não reconhecem o Novo Testamento, e por isso não aceitam a argumentação de Paulo. Na época de Paulo essas palavras foram para os judeus convertidos.
- “tendo sido isso imputado como justiça”, isso mostra que basta crer para que alguém tenha a sua justificação, e as boas obras vem em decorrência dessa fé.
- “mas o que Deus fez por ele”, o chamou do meio da idolatria e lhe fez promessas.

2. Abraão, promessa e justificação (Rm 4.9-17).
- ...
3. Abraão, promessa e justificação (Rm 4.9-17).
- “entre a fé de Abraão e a fé do cristão”, obviamente, pois a fé de Abraão é o nosso modelo de fé.
- “um Deus que torna possível”, podemos acrescentar que ele creu em um Deus invisível e que faz promessas.
- “seu corpo já “amortecido” pelo fato de sua idade avançada”, o milagre do nascimento de Isaque era, na verdade um sina de que Deus cumpriria todas as promessas.
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CONCLUSÃO
- “não possuía mérito algum”, quer dizer que ele recebe as promessas antes de ser merecedor, provando que a misericórdia de Deus é exercida diante do coração que acredita, independente das obras.
- Não deixe de corrigir o questionário.

Marcos André – professor

Boa Aula!

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