terça-feira, 24 de maio de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel


A Benignidade é a Disposição em Fazer o Bem a Todos
29 de maio de 2016


Texto Áureo
“E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar”. Lucas 10.35

Verdade Aplicada
A benignidade nos capacita a fazer o bem sempre com candura e compaixão.

Textos de Referência.

Lucas 10.30-33
30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.
33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

Introdução
Nesta lição, estudaremos a benignidade, uma característica do fruto do Espírito Santo que expõe o sentimento de quem expressa o verdadeiro amor de Cristo. Benignidade é o amor sem medida pelo próximo.

1. Benignidade: o amor sem medida.
Assim como a malignidade é uma característica de quem engendra o mal, a benignidade é uma característica de quem engendra o bem, isto é, o benigno não consegue pensar em fazer mal a ninguém e muito menos praticar tal afronta (Sl 103.8).

1.1. A benignidade livra da condenação.
Quando começamos a desenvolver a benignidade, passamos a olhar os que estão a nossa volta de maneira diferente, pois começamos a aumentar em nós o que chamamos de capacidade de pensar sempre no que é melhor para o próximo (Cl 3.12). Isto quer dizer que aquele que é benigno não magoa e nem provoca dor em seu semelhante, pois não consegue conviver com o sofrimento alheio sem tomar uma atitude, visando o bem-estar do próximo. O benigno age. Ele não espera que o pior aconteça (Lc 10.33-34). Ao relatar a parábola do bom samaritano, Jesus mostrou ao seu inquiridor que nem sempre aqueles que devem fazer o bem o fazem (Lc 10.25-32), cometendo assim pecado grave (Tg 4.17).

1.2. Vivendo contrário ao mundo.
Hoje temos visto através dos meios de comunicações todo tipo de informação. Têm como objetivo nos afastar da centralidade da Palavra de Deus, nos levando em direção ao que o mundo apresenta como sendo o modo de vida ideal (Rm 12.2). Contudo, quando percebemos que não podemos pensar em nada que nos será vantajoso com o prejuízo de outrem, estamos nos aproximando de uma vida onde o fruto do Espírito está amadurecendo. Mesmo sabendo que podemos ter algum prejuízo pessoal, não podemos prejudicar a coletividade. Devemos sempre assumir o prejuízo produzido por nossas ações negativas (Jn 1.11-12).

1.3. Agindo de forma benigna.
Em Atos 16.24-34, observamos uma expressão da benignidade quando Paulo apresenta ao carcereiro uma oportunidade de salvação. Enquanto o homem queria se matar, o apóstolo lhe apresentou a vida (At 16.28,31). Não uma vida passageira, mas a vida eterna em Cristo. Toda vez que nos prestamos a pregar o Evangelho, estamos agindo de forma benigna, pois o Evangelho para o homem é uma oportunidade de mudança para uma vida melhor (2Co 5.17). Estar com Jesus proporciona ao indivíduo uma experiência diferente de tudo o que ele já viveu, inclusive, desenvolvendo em si os atributos de Deus que foram perdidos no ato do pecado (Rm 3.23).

2. Agindo como servo de Deus.
As características do fruto do Espírito representam os atributos divinos. A benignidade é expressa pelo Criador e precisamos saber como deve agir o servo de Deus com o fruto amadurecido.

2.1. A fidelidade de Deus O torna benigno.
Em todo o tempo que o Senhor se relacionou com o povo de Israel, Ele agiu com benignidade para com eles. Sempre que podia, parte do povo transgredia em relação a Jeová, entretanto, Deus não cessou de cuidar do Seu povo. Mesmo o povo desobedecendo, não sofreu com o abandono por parte do Senhor (Sl 106.43-45). No Salmo 106, o salmista nos mostra o quanto dura a benignidade do Senhor: para sempre. Em nenhum momento, o Senhor irá deixar de estender a Sua mão para os Seus (Sl 106.7-10). Este fato se dá devido à Sua fidelidade, pois não pode negar-se a si mesmo (2Tm 2.13). Se temos em nós o fruto, devemos imitá-lo em tudo (Ef 5.1), expressando a nossa benignidade.

2.2. Deus sempre quer o melhor para nós.
Um dos atributos de Deus em relação a Ele mesmo, isto é, que não pode ser adquirido pela humanidade através de Cristo, é a Onisciência. Isto deveria tornar muito mais difícil para Ele ser benigno para com o homem, pois o fato de ser Onisciente faz com que conheça os pensamentos e os sentimentos do coração da Sua criatura (Sl 39). Mesmo assim, o Senhor está sempre agindo de benignidade para com o indivíduo. Podemos dizer que ser benigno é estar sempre disposto a fazer o bem. Este é e sempre será um posicionamento a ser tomado pelo Senhor em relação à humanidade. Os pensamentos de Deus em relação ao homem sempre serão os melhores possíveis (Jr 29.11).

2.3. Um plano de redenção através da benignidade.
O texto de Lucas 19.10 nos mostra que a vinda do Filho do Homem se deu para que Ele alcançasse quem havia se perdido. O homem se perdeu por escolha própria, mas ainda assim o Criador, por Sua infinita benignidade, projetou um plano para que a humanidade tivesse uma nova chance de salvação (Jo 3.16). Este plano demonstra o tamanho amor de Deus expresso pela Sua tremenda benignidade. Ao entregar Seu único Filho para morrer pelos pecados de toda humanidade, o Senhor demonstrou o quanto é benigno para com o homem e o quanto está disposto a fazer para tê-lo de volta à comunhão com Ele (Jo 3.16-17). O projeto de Deus nunca é condenar, mas sempre salvar (Jr 29.11).

3. Lições práticas.
O fruto do Espírito foi entregue à Igreja para que essa fosse educada e orientada acerca do seu posicionamento em relação à sociedade. Sendo assim, a Igreja não pode se deixar influenciar por pseudoverdades apresentadas pelo diabo (Jo 10.10).

3.1. Igreja, distribuidora do fruto.
A Igreja de Cristo, através de seus membros, deve ser um canal, isto é, um instrumento de Deus na face da Terra, para que todas as características do fruto do Espírito sejam expressas em favor da sociedade. Por mais perseguida que seja, a Igreja deve estar sempre aberta aos que perseguem (Rm 12.14). A nossa glorificação depende da nossa capacidade de expressarmos as características do fruto em sua totalidade (2Tm 2.11).

3.2. Uma árvore boa dá bons frutos.
A benignidade é uma característica de quem deseja o bem. Ela é um sentimento profundo que habita o interior do servo fiel. Sempre que um servo do Senhor for confrontado, ele deve demonstrar a essência de seus sentimentos. No Sermão do Monte, vemos Jesus ensinando que não existe a menor possibilidade de uma árvore boa produzir frutos maus e uma árvore má produzir frutos bons (Mt 7.18). Logo, se recebemos o fruto do Espírito, cabe a nós buscar o seu amadurecimento para que possamos fornecer o que existe de melhor da parte do Senhor para a humanidade (Ef 4.12-13). Amadurecer o fruto não é uma tarefa fácil, por isso devemos cada vez mais estreitar a nossa comunhão com o Criador através da oração e da leitura da Palavra de Deus.

3.3. A manifestação do caráter de Deus.
Ao recebermos o fruto do Espírito, passamos a ter compromisso em relação à sociedade (2Ts 3.13). O fruto do espírito no cristão é a manifestação do caráter de Deus. Sendo assim, quando nos apresentarmos publicamente, principalmente diante dos indivíduos que ainda não se decidiram em seguir a Cristo, devemos expressar toda a magnitude do fruto através de nossos atos, presenteando a todos com essa maravilhosa dádiva do Criador (1Jo 3.18).

Conclusão
Ser benigno é ter a capacidade de entender o momento do próximo sem agir com intolerância. É saber que em muitas situações o indivíduo não está bem e sujeito a atitudes extremas. Entretanto, a postura do cristão deve ser sempre digna de admiração, assim como Jesus disse que deveria ser (Mt 5.16).

Questionário.
1. O que podemos observar em Atos 16.24-34?

2. O que Lucas 19.10 nos mostra?

3. Qual é o projeto de Deus?

4. O que a Igreja é na Terra?

5. O que Jesus ensina no Sermão do Monte?

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