segunda-feira, 2 de maio de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 6 - Revista da CPAD - JOVENS


O Papel do Marido na Família
8 de Maio de 2016


TEXTO DO DIA
“Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela” Ef 5.25.



SÍNTESE

A função do marido de liderar a família, mais que uma opção, é um mandamento bíblico, cuja eficácia resultará na felicidade de todos.


TEXTO BÍBLICO



Efésios 5.23,24,28-30.

23 — porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 — De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.
28 — Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.
29 — Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
30 — porque somos membros do seu corpo.


INTRODUÇÃO

O homem foi criado para liderar os seres vivos. Ele, portanto, é um líder nato. Está escrito em Gênesis 2.19 que, após a formação de Adão, Deus trouxe todos os animais ao homem para que ele dissesse como cada um seria chamado. Isso é que é autoridade! Adão tornou-se, assim, o “primeiro cartório de registro” da Terra. Que memória excepcional! O Senhor já havia idealizado a criação de uma auxiliadora ao homem (Gn 2.18), que deveria lhe ser submissa. Após a Queda, Deus determinou que o “desejo” de Eva seria para o seu marido e que esse a dominaria (Gn 3.16). A vocação de liderança do homem pode ser vista em toda a história da humanidade. Não obstante, mulheres extraordinárias têm exercido grande liderança em muitas ocasiões. Tal observação não representa um estereótipo sexista (usando uma expressão contemporânea), mas é apenas uma constatação de como funciona a natureza humana.


I. HIERARQUIZAÇÃO NA FAMÍLIA



1. Uma decisão divina.

No seio da primeira família, bem como em todas as demais, o Senhor estabeleceu uma hierarquia. O homem é o cabeça do casal e a esposa deve ser-lhe submissa, o que não significa ser subserviente, que é um tipo de subjugação, de escravidão. Submissão, nos moldes bíblicos, é uma decisão voluntária e inteligente de obediência, sobretudo a Deus e à sua Palavra. É renúncia à opinião pessoal, em prol da família. Inequivocamente, o ato de se submeter ao marido constitui-se em uma das mais belas características das mulheres cristãs, seguindo o modelo das santas mulheres do passado (1Pe 3.5).


2. Benefícios.
A hierarquização estabelece a ordem. Nas sociedades, nas famílias, nas igrejas, se não houver hierarquia, não haverá crescimento. Sem cadeia de autoridade viveríamos desordenadamente e o caos se estabeleceria. Dessa forma, o caos culmina quando pessoas se rebelam contra a ordem hierárquica estabelecida por Deus, em qualquer agrupamento social.


3. Resistência social.
Sabe-se que a sociedade pós-moderna apresenta forte resistência a esse mandamento bíblico, talvez, como afirma Stephen Adei na obra Seja o líder que sua família precisa, o problema seja a discriminação histórica contra as mulheres, o que levou alguns, no afã de corrigir essa distorção, “ao extremo de negar as diferenças entre os sexos, e suas funções singularmente complementares”. De um jeito ou de outro, o padrão de comportamento da família cristã deve seguir os ditames da Palavra de Deus, e não as teorias feministas que não se sustentam ante os fatos da vida.
Observe-se, ademais, que, no gênero humano (homem e mulher), não há relação de subordinação, mas apenas entre a esposa e seu marido. Por isso, Sara chamava Abraão de senhor (1Pe 3.6), mas não há registro que ela tratasse assim os escravos ou os amigos. A posição de submissão da esposa é abundante na Bíblia (Ef 5.22,25; Tt 2.5; 1Pe 3.1).


Pense!

O papel de liderança só pode ser exercido pelo pai? A mãe, em casos especiais, não poderia trocar de atribuição com o marido?


Ponto Importante

O padrão de Deus estabelecido para o governo da casa pesa sobre os ombros do homem. Eventuais arranjos sociais distintos, sobre a administração da casa, trarão enormes prejuízos.

II. A ARTE DA LIDERANÇA


1. Liderança espiritual.
O marido tem o grande desafio de liderar espiritualmente sua família. Isso definirá muitas coisas no futuro, principalmente no que diz respeito aos filhos. Cabe ao pai, portanto, não apenas ser um líder espiritual de si mesmo, mas conduzir sua família aos pés de Cristo. Tal responsabilidade apresenta-se tão relevante que, caso os filhos sejam rebeldes, inviabilizará sua ordenação ao pastorado. Paulo recomenda que só seja admitido quem “governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” — 1Tm 3.4,5). Por isso, o marido deve aprender com Jesus como ser um líder eficaz. A liderança espiritual do marido é capaz de estabelecer uma família forte que nunca será derrotada. A liderança espiritual de Anrão foi reconhecida pelo próprio Deus que, ao falar com Moisés na sarça, disse: “Eu sou o Deus de teu pai [...]” (Êx 3.6). O ensinamento recebido por Moisés lhe forneceu subsídios para, no futuro, também “não temer” a ira do rei; “porque ficou firme, como vendo o invisível” (Hb 11.27).


2. Liderando a esposa. 
A Bíblia diz que o marido deve exercer autoridade sobre sua mulher, mas também deve amá-la. Assim, cabe ao marido exercer a liderança em amor, ou seja, com companheirismo e cumplicidade. O apóstolo Pedro, por seu turno, acrescenta ainda mais a responsabilidade dos maridos, ao dizer que eles devem honrar a esposa, por ser “vaso mais fraco”, para que suas orações tenham valor para Deus (1Pe 3.7). A ausência de cuidado do marido, em relação à sua mulher, pode ensejar o bloqueio de suas orações. Observa-se, dessa forma, a importância de liderar em amor! A quem muito se dá, muito se cobrará (Lc 12.48).


3. Liderando os filhos.
A Palavra de Deus diz que o pai deve exercer liderança sobre os filhos (Êx 20.12; Dt 21.18-21; Mt 15.4; 19.19; Mc 7.10; Ef 6.2) e que eles são como flechas nas mãos do valente (Sl 127.4). Isso conduz a duas conclusões: 1) O pai precisa ser um valente para exercer a liderança, pois deverá deixar herança para seus filhos (Pv 13.22; 2Co 12.14) e, principalmente, um bom nome, que é a maior herança (Pv 22.1); também deverá ser valente para protegê-los (Lc 11.21), para suprir suas necessidades materiais (Lc 11.11; 15.17), para cuidar nas doenças (2Sm 13.5), bem como para interceder por eles e instruí-los no caminho do Senhor (1Sm 1.27; Jó 1.5; Pv 22.6; Ef 6.4). 2) Em segundo lugar, a liderança do “valente” deve ser capaz de “lançá-los” bem mais longe do que os pais foram. Afinal de contas, são como “flechas nas mãos do valente”, que seguem adiante. Isso fala sobre o futuro. Entretanto, é preciso que os pais não irritem os filhos (Ef 6.4; Cl 3.21), querendo que eles realizem os projetos nos quais os pais fracassaram em realizar. Cada um deve seguir o seu próprio caminho.
O pai deve corrigir os filhos (Pv 13.24; 22.15; 23.13,14; 29.15,17; Hb 12.9), mas sem irritá-los, como mencionado antes. Isso significa que a liderança sobre os filhos também deve ser exercida em amor, pois onde existe amor existem milagres. Assim, a disciplina deve ser sentida pelo filho, isto é, ela deve ser suficiente para desestimular novos erros, mas não pode ferir, nem física nem emocionalmente, pois isso seria uma agressão e não uma correção (Pv 19.18).


Pense!

Caso o pai não seja crente e a mãe o seja, mesmo assim a liderança deve ser exercida pelo marido? Não seria uma exceção para a mulher liderar?


Ponto Importante

Deus não faz distinção entre o pai bom ou mau, crente ou descrente. A liderança será sempre dele. Essa é a regra estabelecida na Bíblia e, por isso, não deve ser mudada.


III. CONTRASTES DE LIDERANÇAS



1. Ineficaz.
Descumprir um propósito divino gera infelicidade, tanto para si, como para os que estão ao seu redor. O rico descrito na história de Lázaro certamente teve uma liderança ineficaz. Lembrou-se da vida espiritual de sua família somente após a morte (Lc 16.27,28). Ele estava infeliz, e a família também estava. Os danos decorrentes de uma vida familiar que não cumpre os propósitos de Deus acarretarão consequências tanto nesta vida quanto na vindoura. Mas os exemplos ruins não são apenas de ímpios. Veja-se a situação de Davi. Ele procurou dominar sua família, ao invés de servi-la. Foi muito egoísta, conforme se observa no episódio do adultério com Bate-Seba (2Sm 11.1-27). Deu pouca importância à influência negativa do seu sobrinho Jonadabe, que era um rapaz maligno, sobre seu filho primogênito Amnom (2Sm 13.3), o qual planejou o estupro de Tamar. Depois disso, ele ainda continuou com livre trânsito na casa do rei (2Sm 13.35). Davi, em regra, não tinha tempo para falar com seus filhos e os sofrimentos deles não eram percebidos pelo pai ausente (2Sm 14.24,33). Quando morreu, Davi deixou um legado de mágoas e sangue (1Rs 2.6,8). Tanto é assim que Salomão ainda matou um irmão (1Rs 2.24,25). O lar de Davi, um homem segundo o coração de Deus, ficou aos pedaços por causa de sua liderança ineficaz.


2. Eficaz.
A Bíblia não conta a história deles. Podem ter sido trucidados por Nabucodonosor, ficado em Jerusalém como escravos ou morrido de doenças. Não importa. Os pais de Daniel, Misael, Azarias e Ananias, os jovens que serviram ao rei de Babilônia, são pais heróis. Eles conseguiram impregnar na mente desses moços a fidelidade ao Senhor desde muito cedo. Ao que tudo indica, os jovens foram transportados para Babilônia com idade inferior a vinte anos, mas demonstraram grande maturidade espiritual. Não se contaminaram com o pecado e, por isso, foram grandemente abençoados. Outro caso igualmente notável aconteceu com certo homem chamado Jonadabe, o qual ensinou a seus filhos como deveriam viver (Jr 35.1-10) e eles o obedeceram regiamente. Deus ficou tão impressionado com a fidelidade dos recabitas, que anunciou: “Nunca faltará varão a Jonadabe, filho de Recabe, que assista perante a minha face todos os dias” (Jr 35.19). Que coisa extraordinária! Deus destinou um final feliz a um grupo de nômades, por causa da liderança eficaz exercida por um homem séculos antes.


Pense!

A liderança ineficaz do marido no lar produz sempre danos irreversíveis? Há exceção?


Ponto Importante

Para Deus não existe ponto final. O maior caos de todos, Ele pode transformar em harmonia; porém, em regra, os danos da má liderança são irreversíveis.


CONCLUSÃO

Liderar o lar não é uma tarefa fácil, mas se reveste de importância capital. É a partir de uma liderança eficaz que Deus agirá nos membros da família, transformando-os em cidadãos de bem, equilibrados, cumpridores de seus deveres. Caso contrário, os filhos serão rebeldes e se comportarão reprovadamente. Está escrito: “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe” (Pv 29.15).

HORA DA REVISÃO

1. A liderança do pai na família é uma opção ou obrigação? Justifique.

2. Segundo a lição, como pode ser definida a submissão da esposa?

3. Qual movimento social defende a igualdade total das funções familiares do pai e da mãe?

4. Cite dois exemplos de liderança masculina eficaz.

5. Segundo a Bíblia (Pv 29.15), o que acontece ao filho entregue a si mesmo?

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