domingo, 12 de junho de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 12 - Revista da Editora Betel



Mansidão: uma Nova Postura de Vida Modesta e Submissa
19 de junho de 2016



Texto Áureo
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”.
Mateus 5.5


Verdade Aplicada
A mansidão nos capacita a ter uma postura simples e gentil em nossos relacionamentos interpessoais.

Textos de Referência.
2 Timóteo 2.22-26
22 Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.
23 E rejeita as questões loucas e sem instrução, sabendo que produzem contendas.
24 E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;
25 Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade
26 E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos.

Introdução
Nesta lição, estaremos estudando sobre a mansidão. Esta característica do fruto do Espírito Santo exige que tenhamos um comportamento modesto para com os homens e de submissão a Deus e à Sua Palavra.

1. A mansidão e a paciência.
A mansidão capacita o indivíduo a agir com equidade, não tomando atitudes desordenadamente, sabendo distinguir a hora em que deve se submeter. Esta característica do fruto do Espírito Santo transforma o mais irritado dos homens em alguém pacífico e sereno, com atitudes brandas diante de situações desagradáveis (Ef 4.2).

1.1. A mansidão ensina o indivíduo a desviar-se da ira.
Em muitas situações enfrentadas pelo homem, as quais poderiam produzir irritabilidade e perturbações, o indivíduo que desenvolve a mansidão consegue contornar, pois esta característica o ensina a desviar-se da ira (Rm 12.19). Em seus ensinamentos à igreja em Roma, o apóstolo Paulo apresenta qual deve ser a postura ideal do cristão diante de condições adversas: nunca partiu para o confronto. O homem manso tem sempre uma saída para não se deixar tentar pelo inimigo. Uma vida devocional ativa promove um amadurecimento gradativo do fruto do Espírito, levando o indivíduo a atingir uma condição ideal aos olhos do Senhor.

1.2. Sendo humilde e manso.
Quando o homem começa a experimentar viver em uma postura de mansidão, ele aprende o verdadeiro sentido de dar lugar à ira. Não permitir que a ira tome posse dos nossos sentimentos é demonstrar que aprendemos com Jesus a sermos humildes e mansos (Mt 11.29). Ao agir assim, o homem está tomando posse da essência da personalidade de Cristo. Durante o Seu Ministério terreno, Jesus sofreu diversas afrontas por parte dos fariseus. Entretanto, em nenhum momento Ele se desviou do propósito que lhe fora proposto pelo Pai. Jesus manteve-se calado até quando foi confrontado por Pôncio Pilatos, não requerendo para si o trono de Israel (Jo 18.33-37), antes deixando claro que o Seu Reino não era deste mundo.

1.3. Jesus, nosso melhor exemplo.
O exemplo que nos foi deixado por Jesus não deixa dúvidas de que, se nos propusermos a termos o nosso caráter controlado pelo Espírito Santo, conseguiremos ser mediadores em tempo de crise. Em um dos momentos mais terríveis de Sua vida, Jesus nos dá um exemplo magistral a ser seguido. Mesmo diante daqueles que O vieram prender, não tomou atitude agressiva e aproveitou o momento para provar a todos a sua postura de homem manso e amável curando a orelha do servo de Caifás, que havia sido cortada por um de Seus discípulos (Jo 18.10).

2. A mansidão e a submissão a Deus.
A mansidão nos ensina a sermos submissos a Deus em todos os sentidos, nos tornando amáveis em nossos relacionamentos interpessoais (Tt 3.2). Quando somos apresentados pela mídia a um posicionamento agressivo, devemos sempre lembrar que somos servos de Deus e isso impede que tenhamos atitudes violenta.

2.1. O cristão deve ser sempre moderado.
Não é difícil vermos hoje através da mídia a atitude de pseudo-religiosos agindo de forma agressiva em relação à liberdade de expressão religiosa. O testemunho do cristão deve ser sempre moderado. Muitos têm hoje pregado um Evangelho de confronto, tentando impor suas opiniões pessoais em detrimento ao Evangelho verdadeiro, que tem o amor excelente por essência (Jo 13.34). A pregação do Evangelho genuíno nos fará conhecidos como discípulos de Jesus (Jo 13.35), provando que aprendemos com o Mestre a ser humildes e mansos (Mt 11.29). Sempre que estivermos em situação de conflito devemos demonstrar que não somos contenciosos (1Co 11.16), pois procuramos seguir o ensinamento do apóstolo Paulo: imitar a Cristo (1Co 11.1).

2.2. Sejamos sóbrios e mansos.
Alguns grupos chegam à loucura de atentar contra a vida e imagem das pessoas que não se curvam diante de seus ensinamentos. Muitos destes grupos pregam uma palavra que não é verdadeira Palavra de Deus. É preciso entender que servimos a um Deus que tem por objetivos claros e que sabe como fazer para atingi-los. Nunca poderemos tomar uma posição de violência em nome dEle, sugerindo vingança contra os que de alguma maneira nos atacaram. A vingança pertence a Ele e não a nós (Rm 12.19b). Sejamos sóbrios como exige a Palavra de Deus, demonstrando sempre a mansidão produzida pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo (Tt 1.8; 1Pe 1.13).

2.3. A mansidão não compactua com a violência.
O servo de Deus nunca irá compactuar com comportamentos violentos, mesmo que lhe sejam apresentados pela mídia como algo natural. A Bíblia nos orienta que temos que ter autoridade na Palavra para encorajar os outros com a sã doutrina e refutar os que se opõem a ela (Tt 1.9). Deus capacitou a Sua Igreja para apresentar uma mensagem que leve o homem ao arrependimento, fazendo com que este passe pelo sofrimento do reconhecimento do seu pecado. A vingança do Senhor é por amor e não por ódio, como é a do homem. Por esse motivo, devemos nos comportar sempre com mansidão, deixando Deus tratar com o pecador (Sl 11.5).

3. Lições práticas.
A cada dia que passa está cada vez mais difícil ter uma atitude de mansidão (Mt 10.16). Vários são os acontecimentos que vivenciamos e isto tem levado muitos a não crerem na possibilidade de restauração da humanidade, esquecendo-se do poder do Cristo.

3.1. O fruto é cultivado no coração.
Quando Jesus falou que deveríamos ser humildes e mansos, Ele falou de onde deveria vir a mansidão. Ela deveria vir do coração, pois é dele que procedem os maus desígnios do homem (Mt 15.19). Sendo assim, também é nele que deve ser cultivado o fruto do Espírito Santo em busca do caráter divino.

3.2. Só o fruto do Espírito pode tornar o homem manso.
Somente o fruto do Espírito Santo pode promover a mansidão no indivíduo. O Pecado plantou na humanidade um sentimento de crueldade perversidade (Gn 4.8; 6.5). Logo, nenhum homem pode promover o desenvolvimento desta característica em outro homem. Uma boa educação, uma boa escola, nada será capaz de tornar o ser humano manso. Moisés foi muito bem-criado e educado, mas em um momento de raiva matou um egípcio. Entretanto, após se encontrar com Deus tornou-se o homem mais manso entre os homens sobre toda a terra (Nm 12.3). A Igreja de Cristo tem sido educada nos moldes divinos pelo Espírito Santo, que tem poder para tratar e modificar o homem, aproximando-o do caráter de Deus (Ef 4.13).

3.3. O fruto amadurece por inteiro.
No capítulo 4 de Efésios, o apóstolo Paulo nos mostra que as características do fruto do Espírito Santo são interligadas. Não dá para ser manso sem ser longânime ou amoroso. O fruto deve amadurecer por inteiro e igualmente (Gl 5.22). Cristão que falta ter alguma característica do fruto é porque ainda não amadureceu.

Conclusão
Os apelos midiáticos e tecnológicos tentam de todas as maneiras nos tornar iracundos. Todavia, o servo fiel conhece as artimanhas do inimigo e não se deixa enganar, antes se aproxima do caráter divino, amadurecendo em si a mansidão do fruto do Espírito Santo.

Questionário.

1. Qual a característica ensina o indivíduo a desviar-se da ira?

2. De acordo com a lição, o que o servo de Deus nunca pode compactuar?

3. A quem pertence a vingança?

4. De onde deve vir a mansidão?

5. O que o pecado plantou na humanidade.

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