segunda-feira, 20 de junho de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel


Temperança: Uma Vida Controlada pelo Espírito
26 de Junho de 2016


Texto Áureo
“Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. Gálatas 5.22

Verdade Aplicada
Temperança é a total moderação desenvolvida por aquele que vive sob o domínio do Espírito Santo.

Textos de Referência.

Tito 2.7-8; 2.11-12
7 Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,
8 Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.
11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
12 Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente,

Introdução
A temperança é uma característica do fruto do Espírito que age diretamente nos sentimentos e desejos mais profundos do indivíduo. Através dela, o homem consegue controlar os seus mais fortes impulsos.

1. Vivendo sob o controle do Espírito.
Ao final da apresentação das três seções acerca das nove características do fruto do Espírito, o apóstolo Paulo apresenta a temperança. Esta característica nos mostra como o indivíduo pode ser capaz de viver uma vida abençoada ao permitir ser completamente controlado pelo Espírito Santo. Quando faz esta escolha, o homem aprende a viver e experimentar uma vida melhor (2Tm 1.7).

1.1. Controlando desejos e paixões.
Ao escolher ter uma vida controlada pelo Espírito, o indivíduo começa a controlar os seus desejos e paixões, buscando sempre pureza em seus atos. No primeiro capítulo do livro de Tito, Paulo mostra algumas características naturais do homem sem Deus e também qual deve ser a postura daquele que almeja o episcopado. Neste texto. Paulo destaca a importância da temperança (Tt 1.8). O discurso de Paulo está coerente com tudo que se espera de um servo fiel a Deus. A Igreja e a sociedade observam as ações daquele que se diz temente ao Criador. Afinal estamos rodeados por testemunhas e por isso devemos fugir dos embaraços que nos cercam cada vez mais de perto (Hb 12.1).

1.2. Ser temperante é uma escolha do homem.
Ao criar o homem, o Criador lhe deu uma opção de escolher como iria caminhar sobre a Terra. Conhecida como livre arbítrio, é cercada por um limite estabelecido pelo próprio Deus. É importante ressaltar que nunca será a intenção dEle invadir este limite, pois se Ele quisesse ter o homem como um fantoche em Suas mãos, assim teria feito. Deus criou o homem para que O louvasse e o louvor só tem valor se for espontâneo (Sl 118.1a). O propósito sempre foi guiar o homem. Sendo assim, Ele providenciou para que recebêssemos o fruto do Espírito. Ao desenvolver a temperança o homem passa a viver segundo o padrão divino.

1.3. Não andando segundo a carne, mas segundo o Espírito.
O amadurecimento do fruto do Espírito Santo tem como objetivo garantir ao indivíduo uma vida saudável. Sendo assim, viver sob a orientação do Espírito irá garantir o amadurecimento da temperança ou domínio próprio. Esta característica do fruto age freando os desejos carnais que nos direcionam no sentido contrário ao propósito de Deus para nossas vidas. Quando começamos a promover o amadurecimento do fruto do Espírito, passamos a andar segundo o Espírito e não mais segundo a carne. Este comprometimento com o padrão divino de viver irá nos livrar de toda e qualquer condenação (Rm 8.1).

2. A tentação não é derrota.
Continuamente, Satanás coloca pedras para que tropecemos. Estas pedras são representadas por velhos sentimentos que sempre se levantarão em nossos corações. Em todo tempo, somos tentados por imagens, atos e intenções que nos são apresentadas por meio das infovias (Tg 1.13).

2.1. O domínio próprio sufoca os desejos da carne.
O servo de Deus deve buscar afastar-se de conteúdos ilícitos e imorais que são veiculados pelos meios de comunicação em massa, como sites da Internet e TV a cabo, para que não se deixe levar em seus desejos contidos. O domínio próprio será o responsável por sufocar tais desejos. O servo fiel deverá escolher o que é do agrado de Deus através de uma avaliação racional do que realmente é o melhor para ele, isto é, uma vida pautada nos padrões exigidos pelo Criador. O cuidado deve ser constante. É necessários estarmos sempre vigilantes, pois o nosso adversário nunca se afasta de nós, sempre aguardando uma oportunidade para nos derrubar (1Pe 5.8).

2.2. Domínio próprio, agente da santificação.
O domínio próprio também é responsável por uma constante vida de santificação, pois, à medida que amadurece, essa característica do fruto do Espírito Santo produz uma vida disciplinada em acordo com o desejo de Deus para Seus filhos. Em Seus planos, o Senhor separou um lugar especial para a humanidade conviver e se relacionar. A Igreja é um local onde o indivíduo irá buscar conhecimentos que lhe darão subsídios de como enfrentar o diabo e se desviar das astutas ciladas do inimigo. A Igreja também representa o reino do céu estabelecido na Terra (Jo 1.29), e no céu o poder do diabo está derrotado.

2.3. O domínio próprio eleva o nosso nível.
O domínio próprio deve ser exercitado em todas as áreas de nossas vidas, pois atinge os cinco sentidos humanos: visão, audição, paladar, tato e olfato; e, ainda, nossos pensamentos, palavras e obras. Sempre estamos nos deparando com apelos midiáticos e tecnológicos que visam nos mostrar como normais coisas contrárias ao que ensina a Palavra de Deus. É por isso que buscar o amadurecimento do domínio próprio é extremamente essencial para que alcancemos um nível onde os padrões divinos continuem sendo valorizados, para que o homem não perca o foco nem a direção do céu (Fp 3.14).

3. Lições práticas.
A mídia está sempre recheada de informações absurdas acerca do comportamento humano. Fatos que chocam até o mais liberal dos homens. Tais fatos são apresentados como naturais e sem aparente motivo para repreensão (Mt 24.12).

3.1. Igrejas temperantes para mudar o mundo.
Notas veiculadas na imprensa valorizam um tipo de comportamento nada ortodoxo de pessoas tidas como celebridades. Casamentos relâmpagos, relacionamentos coletivos, práticas homossexuais, entre outros, são apresentadas como sendo um grito contra o retrocesso, quando, na verdade, visam destruir o que há de mais perfeito na sociedade: a família. A Igreja deve buscar ser temperante para contagiar o mundo em busca de uma mudança de comportamento (Mt 5.13-14).

3.2. Uma Igreja transformada vivendo em meio a uma geração perversa.
O povo de Deus deve se posicionar indo de encontro a todas atrocidades que têm invadido nossas casas, pregando uma conduta modificada pelo amadurecimento da temperança ou domínio próprio. A conduta ideal para o povo de Deus deve ser exatamente contrária à que tem sido pregada através dos apelos midiáticos e tecnológicos. A Igreja deve viver de forma irrepreensível em meio a essa geração corrompida e perversa (Fp 2.15), promovendo um modo de vida transformado pela ação do poder do Espírito Santo.

3.3. Operando Deus quem impedirá?
Estas três características do fruto do Espírito Santo sugerem que o servo fiel deve sempre estar em consonância com o Criador, agindo de acordo com os mandamentos perpetrados na Palavra de Deus. Uma vida sadia depende em muito do que estamos dispostos a fazer para que ela seja assim. O diabo sempre estará nos apresentando oportunidades diversas para nos fazer cair, mas nunca conseguirá atingir aqueles que estão sob a orientação do espírito Santo (Rm 8.14).

Conclusão.
Os ataques do diabo nunca serão eficazes na tentativa de destruir o projeto de Deus para a humanidade, porque a Igreja será sempre vencedora em Cristo (1Co 10.13) e viverá o amadurecimento do fruto do Espírito Santo em meio aos apelos midiáticos e tecnológicos.

Questionário.

1. O que Paulo destaca em Tito 1.8?

2. O que a Igreja representa?

3. Do que o comprometimento com o padrão divino de viver nos livrará?

4. Como a Igreja deve viver?

5. O que o nosso adversário está aguardando?

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