sexta-feira, 10 de junho de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD ESBOÇO - Subsídio da Lição 11 - Revista CPAD - ADULTOS



AULA EM 12 DE JUNHO DE 2016 – LIÇÃO 11
(Revista: CPAD)

Tema: A Tolerância Cristã
Texto Áureo: Romanos 14.17
  
INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição é importante que você saiba quem são os fracos na fé. Leia o texto e veja que os fracos na fé são aqueles que não entenderam e por isso não receberam a liberdade cristã.
- “foi informado de que havia alguns conflitos”, O apóstolo Paulo mesmo estando preso contava com colaboradores que visitavam as igrejas e traziam informações a ele. As igrejas viam em Paulo e Pedro uma liderança que respeitavam e obedeciam.
- “giravam em torno da liberdade cristã”, a liberdade cristã é a crença de que fomos libertos do julgo da Lei e por isso estamos livres de cumprir seus rituais e tradições.
- “retorno de alguns judeus cristãos”, esses judeus conservavam os costumes do judaísmo e acreditavam que os novos crentes deveriam seguir esses preceitos.
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I - UMA IGREJA HETEROGÊNEA (Rm 14.1-12)

1. A natureza da Igreja.
* Aqui mostra como Paulo considerava a unidade da Igreja e como ele tenta incutir isso na mente dos cristãos em Roma.
- “A Igreja é uma”, una é o termo grego que traduzido significa “única”, quer dizer que a igreja é única, por isso não pode estar subdividida.
- “Não há judeus nem gentios”, atualmente encontramos diversas denominações devido às diferenças culturais, o ideal é que não haja divisão dentro das igrejas. Alguns ministério novos surgem por rachas que ocorrem dentro de grandes ministério e não por resultado de trabalho missionário e evangelístico.
- “natureza heterogênea da Igreja”, significa que a Igreja é formada por diversidade de pessoas.
- “é de natureza local e universal”, quer dizer que existem igrejas locais e existe a Igreja Universal, que é a igreja que será arrebatada. Paulo não considera essa ideia de uma igreja que sobe e uma que fica, para Paulo todos deveriam subir no arrebatamento.

2. Os fracos na fé.
* Aqui mostra quem eram os fracos na fé e qual eram suas reivindicações.
- “Quem seriam os fracos na fé?”, professor(a), recomendo que você estenda essa pergunta para toda a classe e deixe eles trabalharem a ideia, talvez alguém diga que seriam os crentes que estão desanimados e quase se desviando.
- “observavam determinados dias”, principalmente o dia de sábado, a exigência de guardar o sábado não foi passada aos gentios no concílio de Jerusalém em At 15.20.
- “queriam que os gentios fizessem o mesmo”, o concílio de Jerusalém registrado em Atos 15, serviu para separar a mensagem universal do evangelho das culturas locais. Se isso não ocorresse o evangelho não teria saído daquela região e conquistado o mundo.
- “podemos chamá-los de imaturos”, quer dizer que não amadureceram na fé, que ainda não entenderam o significado da liberdade cristã. Hoje nas igrejas os fracos na fé são os que não entendem essa liberdade e o poder que a fé tem.

3. Os fortes na fé.
* Mostra quem eram e como devia ser a atitude deles em relação aos fracos, é só ler a referência de Rm 15.1.
- “que haviam alcançado um entendimento correto”, quer dizer que entendiam o verdadeiro poder da fé e a liberdade que isso podia lhes trazer, não uma liberdade para pecar, mas sim para livrá-los do julgo da Lei e do pecado.
- “que se enfileira com os fortes na fé”, quer dizer que Paulo se coloca no mesmo patamar de forte na fé, veja o que ele disse:
- “Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.” Rm 15.1
Paulo queria que os fortes não reprimissem os fracos por sua falta de compreensão da fé. Muitos crentes não seguem essa recomendação do Espírito Santo.
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II - UMA IGREJA TOLERANTE (Rm 14.13-23)

1. A lei da liberdade.
* Aqui fala qual é a liberdade que Paulo está tratando. A liberdade das garras do pecado, dada por Jesus Cristo.
- “incapacidade de o crente se autolibertar”, quer dizer que o crente estaria sob o julgo da lei do pecado ainda que fosse um fiel cumpridor da Lei de Moisés e fosse uma boa pessoa.
- “das garras do pecado”, é a lei o pecado que governa as pessoas no mundo e gera a morte.
- “a não ser para aquele que a tem por imunda”, quer dizer que se uma pessoa considerasse algo imundo ou impuro e ainda assim o fizesse, esse estaria sendo impuro.
- “coisas que a Lei Mosaica considerava comuns ou impuras”, veja que não se refere a conceitos morais e éticos, mas a práticas simples como o comer sem lavar as mãos, a não circuncisão, o não guardar o sábado, o comer certos tipos de carne, etc. Os aspectos morais como o respeito ao próximo e a Deus continuam sendo considerados pecado.

2. A lei do amor.
* Aqui é mostrado como o amor ao próximo deve superar nossas convicções pessoais. Ainda que consideremos sem problema certos hábitos, devemos deixar de fazer para não escandalizar os fracos na fé.
- “se por causa da comida se contrista teu irmão”, está se referindo ao tipo de alimentos que os judeus não comiam por considerarem imundos. Pelo poder de Deus não havia nada naqueles alimentos que tirassem a benção do cristão, mas os fracos na fé se escandalizavam.
- “Não destruas por causa da tua comida”, alguns crentes se escandalizavam ao verem os fortes na fé comendo de tudo e por isso se desviavam.
- “passa a falar de outra lei — a lei do amor”, quer dizer que mesmo que tenhamos em Cristo a liberdade para comer de tudo, devemos considerar que por amor aos meus irmãos que são ainda fracos na fé, eu devo deixar de comer.
- “quebrar certas regras ritualísticas”, se referindo à regra de não comer animais imundos.

3. A lei da espiritualidade.
- “possuir convicção bem definida”, o cristão não deve estar em cima do muro, deve ter a certeza de sua salvação e chamado.
- “antinomista”, é o que acredita não haver leis morais e éticas para os crentes, pois Cristo já teria nos libertado disso na cruz e os crentes poderiam fazer o que quisessem com suas vidas.
- “legalista”, o que considera a lei, que cria regaras para tudo, que vive sob regras. As igrejas estão cheias de legalistas.
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III - UMA IGREJA ACOLHEDORA (Rm 15.1-13)

1. O exemplo dos cristãos maduros. 
- “devemos suportar as fraquezas dos fracos”, suportar a fraqueza, Paulo está se referindo à fraqueza de achar que os cristãos não deveriam comer de tudo. É a fraqueza do legalismo religioso.
- “agrade ao seu próximo no que é bom para edificação”, não significa abrir mão de tudo pelo próximo, mas naquilo que for bom para a edificação da fé.
- “Os crentes maduros deveriam dar graças”, os crentes maduros são os fortes na fé, os que entenderam o significado da liberdade cristã.
- “o Reino de Deus não é comida nem bebida”, o judeu não tinha bem essa noção por ter vivido na lei e também nós, os gentios, temos problemas nessa área, pois temos uma tendência de condenar tudo achando que nada no mundo presta.
- “prisioneiro da consciência do crente fraco”, quer dizer que o crente forte não deve fazer tudo somente em função do que acredita o crente fraco na fé, é necessário ensiná-lo e mostrar a ele a verdade.

2. O exemplo de Cristo.
- “o próprio Salvador não agradou a si mesmo”, Jesus se deu por todos nós na cruz e se não estivermos dispostos a fazer o mesmo em relação ao nosso irmão então não somos dignos de sermos chamados Seus filhos.
- “foi mostrado de forma graciosa”, quer dizer que foi mostrado de graça, nós não fizemos nada por merecê-lo.

3. O exemplo das Escrituras.
- “instrumento aferidor da espiritualidade”, um instrumento aferidor é o que corrige e calibra outros instrumentos, nós somos os instrumentos de Deus e a Bíblia é o instrumento que nos corrige.
- “o ensino das Escrituras deve ter um efeito prático”, quer dizer que deve ser demonstrado nas nossas ações diárias.
- “deve ser normatizadora da vida do crente”, significa que deve normatizar, deve dar normas para a vida dos cristãos.
- “não para ser um instrumento de discórdia”, na interpretação dos legalistas a Bíblia geraria mais discórdia, eles a usam para aprisionar e jogar os crentes uns contra os outros.
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CONCLUSÃO
- “Aprendemos como o apóstolo Paulo procurou pacificar”, isso pode ser dito para fins de resumo da lição, Paulo procurou pacificar ordenando aos crentes fortes suportar os fracos e apelando para a lei do amor.
- Faça o resumo falando dos pontos tratados na lição.
- Não deixe de corrigir o questionário.

Respostas:
  
O que significa ser uma Igreja una?
Significa que embora seja formada por pessoas de raças diferentes, ela constitui o Corpo de Cristo. Para ser Igreja, ela precisa atender o critério da unidade. Não há judeus nem gentios, mas a Igreja de Deus. Ela é, portanto, indivisível.

Segundo a lição, quem são os fracos na fé?
Os crentes fracos eram principalmente cristãos judeus que se abstinham de certos tipos de alimentos, e observavam determinados dias em razão de sua contínua lealdade à Lei de Moisés (Rm 14.6,14).

Segundo a lição, quem são os fortes na fé?
Os fortes eram formados tanto por judeus como por gentios que haviam alcançado um entendimento correto das implicações da Nova Aliança.

O que a lei da liberdade mostrava aos crentes?
A lei da liberdade mostrava aos crentes maduros que eles estavam livres dos rudimentos da Lei de Moisés.

Como deveriam agir os crentes fortes em relação aos fracos?
Paulo respondeu esta questão em Romanos 15.1,2: “Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação”.

Pr Marcos André – professor
Boa Aula!

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