sábado, 9 de julho de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 2 - Revista Betel


AULA EM 10 DE JULHO DE 2016 – LIÇÃO 2
(Revista: Editora Betel)

Tema: Jesus, o Rei da Glória entre nós

Texto Áureo: Salmos 24.10
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição recomendo que você se intere dos capítulos 1 a 3 de Mateus será de muita utilidade na aula.
- “reviver as profecias, a história e o sentimento divino”, Mateus vai narrando passo a passo mostrando o cumprimento das profecias, contando a história e explicando o que Jesus sentia.
- “nos mostra a fidelidade e providência divina”, fidelidade porque comprova que Deus cumpriu tudo o que prometeu e providência porque Ele proveu um Cordeiro para a humanidade.
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1. A genealogia do Rei.
- “Mateus procura demonstrar a identidade real do Senhor Jesus”, a ideia era apresentar Jesus como o rei de direito ao trono de Israel e como o Filho de Deus e para isso o evangelista descreve a genealogia.

1.1. O propósito da genealogia.
- “mostrar a origem de um indivíduo”, mostrar de qual família ele veio e para os judeus isso contava muito, pois as famílias possuíam heranças de terras desde Josué.
- “era uma maneira de começar uma leitura”, no judaísmo sempre que alguém é mencionado é citado o nome do Pai.
- “tem origens que correspondem às profecias”, os crentes judeus tinham pleno conhecimento das Escrituras e por isso comprovariam a origem messiânica de Jesus.
- “taxando-o de mero carpinteiro, filho de José”, Jesus deixou claro que o sucesso da Igreja seria reconhecer que Ele é o Filho de Deus. Mt 16.18

1.2. Curiosidade numérica.
- “então a letra d = 4e a w = 6, e o d = 4, o que dá um total de 14”, o interessante foi Mateus descobrir essa equivalência, com certeza foi revelado pelo Espírito Santo para que ele pudesse colocar algo interessante para comunicar aos judeus.
- “Mateus faz três jogos de 14 gerações”, é interessante pedir para um dos alunos ler esse texto em voz alta:
“De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações.” Mt 1.17
- “importância também simbólica que os judeus dão”, os judeus são muitos supersticiosos quanto aos números nas Escrituras, para eles os significados que os números dão são de extrema importância, por exemplo: 3 seria o número de Deus, 6 o número do homem, 7 o número da perfeição, 40 o número da provação.

1.3. A presença feminina.
- “Sara, Rebeca, Raquel, Leia e outras não fossem mencionadas”, essas matriarcas foram as mulheres dos patriarcas e são mencionadas até mesmo nas profecias do Senhor, veja:
“Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz:
Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não quer ser consolada, porque já não existem”
Mt 2.17,18
Esse texto faz alusão a descendência de Raquel no caso da morte das crianças em Belém por ordem do rei Herodes.
- “Mateus menciona cinco mulheres: Tamar”, nora de Judá que engravidou dele depois de ele ter recusado entregá-la a seu filho. Gn 38
- “Raabe e Rute”, Raabe era cananeia e Rute moabita, ambos de povos amaldiçoados, porém Deus transforma benção em maldição.
- “o heteu, cujo nome é Bate-Seba”, mulher de personalidade duvidosa que teve um filho fruto de um adultério com Davi, porém depois o Senhor lhe concedeu outro filho que veio a se tornar rei.
- “Através delas, constatamos a eloquente misericórdia”, constatamos também a sabedoria divina em transformar as situações pecaminosas em benção fazendo essas mulheres participarem da linhagem do Messias. Conclui-se que ainda que alguém tenha errado no passado, o Senhor pode transformar a situação de vexame em vitória.
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2. A concepção e nascimento do Rei
- “a descendência de Davi saíra do governo de Israel”, quando retornou do cativeiro Israel não teve mais um rei, somente com o domínio romano a nação pode ter seu reino subjugado à Roma, a qual permitia que fosse governado por um rei a seu gosto. Na época do nascimento de Mateus o rei era Herodes o grande, um edomita judeu.

2.1. A concepção virginal.
- “mas também virgem núbil”, a palavra núbil deu origem ao termo “nubente” que é aquele que está para casar-se.
- “ela era uma jovem noiva com José”, José era da linhagem de Davi, por isso foi escolhido e Maria foi escolhida por sua pureza e obediência.
- “uma moça e rapaz que não temessem a Deus”, haviam outras questões envolvidas, como a época do nascimento, deveria ocorrer num tempo favorável em que houvesse as condições para se anunciar o Reino de Deus, como foi na época de José, a qual Paulo chamou de a “plenitude dos tempos”. Gl 4.4

2.2. O dilema de José.
- “soube que sua noiva prometida estava gestante”, provavelmente José tenha pensado imediatamente que tivesse sido traído por Maria e naquela época a vergonha seria dez vezes maior do que hoje.
- “gostava da moça e não queria expô-la”, José sabia que se houvesse exposição pública da situação Maria seria apedrejada por adultério, para os judeus o adultério era um pecado gravíssimo.
- “foi deixa-la de modo discreto”, ele deixaria o noivado sem que ninguém soubesse.
- “Deus interviu por meio de um anjo”, quando José descobriu a verdade pela boca do anjo num sonho Mt 1.20 ele decidiu casar-se com ela, provavelmente fizeram isso rápido antes que a barriga crescesse mais.
- “Jesus, porque Ele salvaria o seu povo”, o nome Jesus significa “Deus salva”, por isso o anjo explica o porque do nome: “porque Ele salvaria o seu povo.”

2.3. Jesus nasce em Belém.
- “em Belém da Judéia”, houve um senso em Israel e como José era da casa de Davi e por isso sua terra natal era Belém ele teria que ir ate lá para ser contado.
- “do hebraico e significa “Casa do Pão””, providencial o nome da cidade, pois Jesus se auto denomina de “o pão vivo que desceu do céu”. Jo 6.51
- “por causa do censo de César Augusto”, o objetivo do senso era para cobrança de impostos, pois Roma impunha taxas por pessoa e por isso era necessário saber quantos eram os habitantes da nação.
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3. O Rei infante achado e perseguido
- “eram homens sábios, tementes a Deus”, eram estudiosos dos astros, que naquela época não tinha o caráter obscuro que possui hoje, por isso eles vieram seguindo a estrela.

3.1. A vinda dos magos do Oriente.
- “Não se sabe quantos foram os magos”, segundo a tradição católica seriam três magos, porém essa tradição não possui fundamentação.
- “Em Jerusalém, no palácio de Herodes”, é natural que tenham ido ao palácio da capital, pois jamais imaginariam que o Rei dos reis nasceria numa cidade pobre.
- “ele se viu obrigado a fazer alguma coisa”, Herodes viu sua dinastia ameaçada por esse novo rei. Existem crentes com o coração de Herodes, que se sentem ameaçados quando aparece alguém com a promessa de Deus em sua vida.

3.2. O ciúme doentio de Herodes.
- “ciúme de Herodes da sua própria governança”, ele sabia da crença do povo e se aquele menino fosse identificado como o prometido das escrituras, toda a nação o faria rei e destituiria Herodes do trono.
- “ordenou o infanticídio de todos os meninos”, Faraó fez algo parecido por conta da quantidade de homens que havia entre os hebreus e Herodes fez isso por apenas um prometido no meio do povo. Seja por um ou por muitos, Satanás quer nos destruir da mesma maneira.
- “como o ciúme pode chegar a um nível extremo”, o ciúme é algo normal nas pessoas, o próprio Deus é ciumento Ex 20.5 nessa passagem Deus se apresenta como “Deus ciumento”, embora a tradução use o termo “zeloso” em vez de ciumento. O problema é o ciúme doentio, pois foge ao controle da pessoa. O ciúme de Herodes estava carregado da intenção maligna de se manter no poder.

3.3. A fuga e o retorno.
- “e até da própria família”, segundo a História Herodes, o Grande teria matado a sua família, matou a esposa por ciúmes e mandou decapitar seus filhos por suspeitas de conspiração.
- “por meio de um anjo a que fugisse para o Egito”, com essa fuga a história do Rei prometido ficou esquecida até que Jesus apareceu pregando e curando na Galileia.
- “por expressa orientação divina”, notemos que a obediência de José manteve a salvo o Senhor Jesus, o nosso Deus precisa de servos obedientes em sua obra, para que a Igreja possa cumprir a sua missão.
- “indo morar em Nazaré”, em Nazaré Ele cresceu e por isso foi chamado de “o Nazareno”. Quando começou o ministério foi morar em Cafarnaúm na Galileia.

CONCLUSÃO
- “Ele foi necessitado de proteção como qualquer ser humano”, se o Senhor o livrasse de maneira sobrenatural, então todos saberiam que Ele era o Messias e Sua missão de morrer na cruz por nós não se cumpriria.
- Faça o resumo e corrija o questionário.

QUESTIONÁRIO

1. O que demonstra a genealogia de Jesus?
R: A identidade real de Jesus (Is 9.6-7).

2. Cite quatro mulheres da genealogia de Jesus.
R: Tamar Raabe, Rute e Bate-Seba (Mt 1.3).

3. Maria era uma virgem núbil. O que era isso?
R: Virgem em idade de se casar (Mt 1.18).

4. Jesus nasceu no tempo de que rei?
R: No tempo do rei Herodes (Mt 2.1).

5. O que fez Herodes ao perceber que os magos não voltaram?
R: Mandou matar todas as crianças de dois anos para baixo (Mt 2.16).

Marcos André – professor

Boa Aula!

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