quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 8 - Revista da CPAD - JOVENS


Primeiras Profecias Messiânicas
21 de Agosto de 2016


TEXTO DO DIA
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” Is 9.6

SÍNTESE
O profeta Isaías fala do Messias como uma grande luz que dissiparia as trevas.

TEXTO BÍBLICO

Isaías 9.2-4,6; 10.12,15.

Isaías 9
2 — O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra de morte resplandeceu a luz.
3 — Tu multiplicaste este povo e a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando se repartem os despojos.
4 — Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre ele, a vara que lhe feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas.
6 — Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Isaías 10
12 — Por isso, acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então, visitarei o fruto do arrogante coração do rei da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos.
15 — Porventura, gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele? Ou presumirá a serra contra o que puxa por ela? Como se o bordão movesse aos que o levantam ou a vara levantasse o que não é um pedaço de madeira!

INTRODUÇÃO
Isaías é um profeta criativo e rico em suas colocações. Trabalha a questão da ameaça a Sião de forma amedrontadora, mas coloca ao lado dessas tragédias a esperança messiânica. Não fosse este último assunto estar presente, suas profecias seriam muito tristes. É o Messias que dá vida ao seu conteúdo profético e traz uma esperança que suplanta qualquer ameaça ou desobediência. Embora o povo de Israel fosse merecedor de todo o castigo de Deus por motivo de sua desobediência deliberada e claramente exposta pela rejeitada profecia de Isaías, Deus visitará a maldade do seu opressor, a Assíria. E também lhes dará um escape, por meio das qualidades divinas somente presentes no Messias encarnado, como sendo o próprio Deus. É o amor de Deus pelo seu povo que o faz enviar seu próprio filho, Jesus Cristo, como Salvador, não somente de Israel, mas de toda a humanidade.

I. CONSOLO AO POVO SOFREDOR
Deus não toleraria a desobediência de seu povo, que após várias advertências preferiu continuar no erro. Ele enviou reis e nações poderosas para corrigi-los. Eles foram quase que dizimados, mas Deus teve misericórdia do remanescente (Is 1.9; 6.13; 10.19; 11.1) e destruiu as nações opressoras, trazendo, mais tarde, uma pequena parte de Israel novamente para Jerusalém prometendo-lhes o Messias. Assim, trouxe consolo ao seu povo sofredor, embora profeticamente o escape final de Israel ainda está para acontecer.

1. O instrumento de Deus para corrigir o seu povo. 
A forma que Deus se utilizou para corrigir o seu povo desobediente foi a Assíria. Mais tarde, as profecias de Isaías indicarão que a Babilônia também fará parte desses castigos. Eles tinham exércitos poderosos e cruéis, que esmagaram o povo de Deus. O profeta diz que pelo povo ter rejeitado a tranquilidade do rio de Deus, eles seriam invadidos pela enchente de um rio caudaloso e devastador, a Assíria (Is 8.6,7).

2. A arrogância do instrumento de Deus.
Os Assírios eram um povo arrogante. Embora nesse momento estivessem sendo instrumento de Deus, não reconheceram essa verdade e diziam que tinham muita força própria, sabedoria, inteligência; que tinham o poder de mover as nações e remover seus limites, de roubar riquezas e destronar reis (Is 10.13,14). O profeta afirma que jamais um instrumento poderá se gloriar contra aquele que o utiliza, como se o machado pudesse mover a mão do lenhador (Is 10.15).

3. Deus destruirá o inimigo cruel.
Isaías diz que Deus fará definhar a Assíria. O próprio Senhor em um dia consumiria parte de seus exércitos (Is 10.16-19). Isso aconteceu quando de uma só vez morreram 185 mil soldados dizimados por uma peste, quando esse exército estava acampado ao redor de Jerusalém para a destruir, depois de já ter destruído todas as cidades em volta (2Rs 19.35). Mas a destruição final da Assíria viria com a invasão dos medos e dos babilônios em 612 a.C.. A magnífica civilização de ilimitada ambição e conquistas violentas e cruéis terminaria, conforme descrito por Isaías (10.24,25).

Pense!
Às vezes, algumas perdas e derrotas nos ajudam a relembrar os nossos erros e nossas decisões equivocadas. Esse processo de lembrança nos revela o lugar em que devemos retornar, a vontade de Deus.

Ponto Importante
A teologia do Messias é de conforto, esperança e restauração. O menino que nascerá é apresentado por Isaías como o novo rebento de Davi, o verdadeiro Rei e Senhor da história.

II. O PODER DO MESSIAS
O Messias para Israel seria o grande libertador que finalmente tiraria do seu povo a vergonha de ser escravizado e subjugado por outros povos, como no caso da Assíria e Babilônia. Somente Ele teria poder para trazer libertação total e completa. Todos os demais reis frustraram a esperança do povo, mas este seria vencedor. Essa mesma importância Jesus assumiu para o povo da nova aliança, a Igreja.

1. A grande luz do menino que nasceu.
A importância da luz na Bíblia se dá pelo fato de simbolizar e estar ligada à vida e à felicidade. Por isso Deus é comparado à luz, pois dEle emana a vida e a felicidade (Tg 1.17). Nenhuma vida seria possível na Terra se não houvesse abundância de luz; nenhuma vida espiritual teriam as pessoas que conhecem a Deus se Ele não as alimentasse com sua luz poderosa. Desta forma se diz do Messias que virá, que Ele irradiará uma grande luz, iluminando os que andavam na escuridão (Is 9.2). Agora não haverá mais desorientação nem confusão, pois o Messias, o Cristo, já proporcionou abundante luz para os seus filhos, pois diante dessa luz há clareza no caminho (Jo 14.6). Aqueles que moravam em regiões de morte têm agora lugar permanente na vida abundante (Jo 5.24).

2. A imensa alegria (Is 9.3).
Isaías compara a alegria que o Messias traria à mesma que havia na época das colheitas (dia de pagamento com aumento de salário) ou como num despojo de guerra em que conseguissem muitas riquezas. A vinda de Cristo à Terra representa uma boa nova, expressa nos Evangelhos, tão extraordinária que o anjo que apareceu aos pastores em muita glória, a ponto de eles ficarem aterrorizados, disse: “[...]vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo” (Lc 2.10). A alegria de Cristo consiste no fato de Ele ter poder para perdoar pecados, salvar, curar e batizar no Espírito Santo, mas além disso, estar com Cristo é estar com a fonte permanente de alegria. Assim, mesmo em meio a tribulações e angústias, podemos experimentar sua alegria em nossa alma.

3. A quebra do jugo (Is 9.4).
Jugo designa na Bíblia uma peça de ferro ou madeira que era colocada no pescoço do boi para controlá-lo, ou seja, um instrumento de opressão e submissão. Não existe nada pior para o ser humano do que ser aprisionado por algum jugo. Existem muitas pessoas aprisionadas pelo pecado, por outras pessoas ou mesmo por situações da vida que as oprimem e subjugam, mas Cristo, o Messias, veio para estraçalhar qualquer jugo e tornar todos os que o reconhecem como Cristo completamente livres.

Pense!
Fomos feitos para ser pessoas livres, e não escravas. Por isso, o evangelho do Messias é para libertar, transformar e livrar os homens do jugo do Maligno.

Ponto Importante
O profeta Isaías leva o povo a fixar sua esperança somente em Deus. Aceitar que somente Ele tem o verdadeiro poder de trazer a alegria, o consolo e conduzir o povo a um novo momento de sua história.

III. OS NOMES DO MESSIAS

1. Maravilhoso Conselheiro.
Contrapondo a confusão do povo que não sabia o que deveria fazer, pois preferiram conselhos errados (Is 3.4,12), agora essa realidade muda com o Messias; os rumos serão corretos porque os conselhos serão corretos. Nada melhor do que seguir na luz dos conselhos de Cristo, descritos nos Evangelhos, para ter uma vida bem-sucedida. As principais escolhas da sua vida precisam ser estabelecidas a partir dos maravilhosos conselhos daquEle que foi chamado de Deus Forte.

2. Deus Forte.
Conselho e força precisam andar juntos; se faltar um, o outro qualificativo perde sua importância. Contrapondo a fraqueza dos governantes que oprimiram os fracos e desvalidos, mas também se sobrepondo aos países que oprimiram Israel, como Assíria e Babilônia, agora o Deus Forte assume o controle. Ele tem todo o poder e pode governar (Is 10.1,2). Deus é infinitamente mais forte que todos os inimigos e vai dar descanso ao seu povo. Além disso, é na força de Deus que o Messias, também sendo Deus, imporá a justiça e o direito, ninguém mais oprimirá seu próximo, pois a equidade é estabelecida. Ele é forte o suficiente para estabelecer a tão esperada paz.

3. Pai da Eternidade.
Ele contrapõe a efemeridade de tudo que é humano, “e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17). Exatamente por Ele ser eterno, sem começo nem fim, é que é o Deus Forte que controla e mantém todas as coisas em seu devido lugar, com todas as leis da natureza por Ele criadas e sustentadas. Antes que houvessem sido criados céus e terra Ele já existia (Jo 1.1), pois Ele criou a própria eternidade. Além disso, Ele existirá para todo o sempre, numa perpetuidade de poder, glória e majestade.

4. Príncipe da Paz.
em hebraico é mais do que estado de tranquilidade, mas também sugere prosperidade, espaço, riqueza, saúde, bem-estar, felicidade e contentamento. Contrapondo o ambiente de guerra, desolação, violência e injustiça, o Messias traria uma paz perpétua que nenhum poder ou inconveniente poderia tirar. A paz do Príncipe seria muito mais do que ausência de guerras e violência, mas também de provisão inesgotável de salvação e bênçãos para o povo de Deus, pois somente onde há completa libertação e abundância da bondade de Deus é que se estabelece a paz. O mundo inteiro anseia por paz. Hoje existem mais conflitos do que jamais houve na terra, não somente bélicos, mas também na sociedade violenta e nas famílias disfuncionais. Mas o Príncipe da Paz estabelece sua paz àqueles que hoje se entregam ao seu governo e num futuro próximo dará paz completa para toda a sociedade e todos os povos e nações da terra, conforme diz o salmista em Salmos 72.12-14.

Pense!
As principais escolhas da sua vida precisam ser estabelecidas a partir dos maravilhosos conselhos daquEle que foi chamado de Deus Forte.

Ponto Importante
Os nomes atribuídos ao Messias são o contraponto de toda a situação histórica que o povo estava vivendo nos dias do profeta Isaías. No entanto, esses nomes de Deus ainda podem ser considerados nos dias atuais da Igreja.

CONCLUSÃO
O profeta Isaías é poético ao falar da vinda do Messias. Ele aborda o assunto falando da grande luz que dissiparia as trevas, da imensa alegria, da quebra de todo jugo e lhe atribui nomes que somente cabem para Ele. Com isso, revela como Deus é compassivo e perdoador para com o desobediente arrependido. Embora o profeta utilize abundante linguagem simbólica, a realidade que a mesma aponta é concreta, real e no tempo oportuno cumprir-se-á.

HORA DA REVISÃO

1. Qual foi o instrumento que Deus usou para repreender seu povo?
A Assíria.

2. Que metáfora Isaías utiliza para se referir à arrogância da Assíria?
De que jamais um instrumento poderá se gloriar contra aquele que o utiliza.

3. Qual o símbolo que a luz tem na Bíblia?
Simboliza a vida e a felicidade, por isso Deus é comparado à luz.

4. O que significa Pai da Eternidade?
Que Jesus é eterno, sem começo nem fim.

5. Por que Isaías chama de Jesus de o Príncipe da Paz?
Porque estabelece sua paz àqueles que hoje se entregam ao seu governo e num futuro próximo dará paz completa para toda a sociedade e todos os povos e nações da terra.

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