segunda-feira, 19 de setembro de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel



A morte e ressurreição de Jesus Cristo
25 de setembro de 2016



Texto Áureo

“Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação”. 2Co 5.19


Verdade Aplicada
Cristo se entregou de maneira obediente, voluntária e sacrificial, para demonstrar à humanidade a grandeza e a profundidade do amor divino.

Textos de Referência

Mateus 20.17-19; 28
17 E, subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte os seus doze discípulos e, no caminho, disse-lhes:
18 Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e condená-lo-ão à morte.
19 E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará.
28 Bem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos.

Introdução
A cruz de Cristo é o maior evento já realizado na Terra. Jamais deixará de ser um assunto atual, pois, na cruz Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (2Co 5.19).

1. O propósito da vinda de Cristo.
Jesus veio ao mundo com um propósito definido (Mt 20.28; Lc 19.10). Ele jamais fugiu de Seu objetivo, mesmo sabendo que este o levaria à morte. Ele falou porque nasceu, quem era, como morreria e como ressuscitaria ao terceiro dia.

1.1. Um propósito determinado desde a eternidade.
Nada do que aconteceu com Jesus nesse mundo foi obra do acaso. Deus enviou o Seu Filho para morrer, a fim de consumar a nossa salvação (Jo 3.16). A paixão de Cristo foi planejada por Deus desde antes da fundação dos séculos (Ap 13.8b). Deus anunciou o fim antes do começo. Jesus sabia que todos os eventos que lhe sobrevieram faziam parte de um propósito eterno. Ele estava consciente de Sua paixão, morte e ressurreição (Mt 17.22-23; 26.56; At 4.27-28).

1.2. Ele aceitou a causa e anunciou o resultado final.
Mesmo sendo um plano elaborado na eternidade, não existe dúvida alguma que Cristo se submeteu a ele de forma desejosa (Lc 22.42). Se por um lado Jesus se submeteu à vontade do Pai, por outro, Ele prosseguiu no plano por Sua autoridade divina. Ele assim afirmou: “Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a toma-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a toma-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (Jo 10.17-18). Que outra autoridade esboçou tal poder para anunciar de forma antecipada que voltaria de entre os mortos? Está claro que Ele sabia o que estava fazendo. Ele escolheu morrer. Seu Pai ordenou. Ele aceitou. Um ordenou todas as coisas, o outro obedeceu.

1.3. Ele veio satisfazer a exigência divina sobre o pecado original.
Deus é Amor, mas Ele é também Justo, Santo e Perfeito. Esses atributos não podem, em hipótese alguma permitir que um indivíduo pecaminoso esteja em Sua presença. Foi isso que aconteceu no jardim do Éden com Adão. Ele perdeu essa condição e, como era o pai de todas as gerações, as contaminou com sua imagem decaída (Rm 5.12). Todavia, isso já estava claro na presciência de Deus e essa imagem deveria ser restaurada, não com sacrifícios de animais, mas de um homem capaz de morrer por todos os outros e que vivesse de maneira incontaminável e santa (Is 53.6; 1Pe 1.18-19). Então foi tomada uma decisão nos céus: enviar o Filho, para se tornar carne e satisfazer a exigência divina (1Co 15.49).

2. A paixão e morte de Cristo.
A agonia, a vergonha, o desprezo e o martírio foram reais. Cristo viveu tudo isso em sua carne e não podemos fugir dessa realidade. Todavia, a cruz se revela muito além do sofrimento e reflete a glória de uma tarefa cumprida (Jo 19.30b).

2.1. O perdão total da humanidade.
A cruz está repleta de eventos significativos para a humanidade. Jesus estendeu o Seu perdão para aqueles que o estavam crucificando (Lc 23.34). Eles o maltrataram, o fizeram gemer, rasgaram Seu corpo com chicote, mas jamais puderam fazer com que lhes odiasse. Mesmo dilacerado e agonizante, na cruz, Jesus revelou Seu incomparável amor e Sua poderosa autoridade ao declarar que um dos ladrões estaria assegurado em Seu Reino (Lc 23.42-43). Era o momento mais importuno para ver um reino ser estabelecido. Mas, ali, estava a autoridade daquele que decide quem entra ou não na eternidade. Quando disse: “Está consumado”, revelou claramente que havia terminado com êxito a Sua missão salvadora (Jo 19.30b).

2.2. Um grito de vitória.
Perto da hora nona. Jesus começou a exclamar e alguns até pensavam que clamava por Elias. Mateus assinalou que, antes de render Seu espírito, Jesus clamou com grande voz. Esse clamor marcante aparece nos quatro evangelhos (Mt 27.50; Mc 15.37; Lc 23.46). Porém, João nos diz que Jesus morreu com um grito: “Está consumado!” (Jo 19.30). Em grego e em aramaico essa frase se diz em uma só palavra: “Tetelestai”. Essa palavra é a exclamação do vencedor; de um homem que completou sua tarefa; de quem venceu a luta; de quem saiu da escuridão à glória da luz e tomou posse da coroa. Jesus morreu vitorioso e conquistador, com um grito de triunfo nos lábios.

2.3. O novo caminho de acesso a Deus.
Quando Cristo rendeu seu espírito ao Pai, outro evento sobrenatural ocorreu: o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mt 27.50-51). A consumação de Sua obra foi simbolizada pelo novo acesso de intimidade. Na morte de Jesus vemos o amor de Deus e o caminho, que uma vez esteve fechado a todos os homens, agora está aberto para que todos possam dEle se aproximar. No Santíssimo, somente o sumo sacerdote poderia entrar, no Dia do Perdão. Mas, em Sua morte, o véu que ocultava Deus dos homens foi rasgado. A morte de Cristo abriu o caminho para se ter uma íntima, santa, pessoal, perdoada e alegre comunhão com o Pai. Ele se tornou o único Mediador necessário entre os homens e Deus (Hb 10.19-22).

3. A glória e exaltação do Rei.
Jesus terminou com honra o trabalho de redenção. O preço exigido por Deus para a reconciliação com homem foi pago. Agora, Deus confirmaria essa consumação ressuscitando Jesus dos mortos. Fato que Jesus predisse e planejou (Lc 18.31-33).

3.1. O pilar da fé cristã.
A ressurreição é um milagre que Deus cercou de provas por todos os lados (Mt 12.38-40; 27.62-63; Mc 8.31; Lc 9.22). É o grande sinal que comprova a autenticidade das palavras de Cristo (Jo 2.22). Religião alguma é capaz de afirmar ou provar que seu fundador teve o privilégio de regressar do mundo dos mortos. O cristianismo, porém, é o único capaz de afirmar que sem a ressurreição de Jesus não há cristianismo. O sacrifício de Jesus foi único e toda a fé cristã repousa em Sua ressurreição (1Co 15.14).

3.2. A importância da ressurreição de Jesus.
O apóstolo Paulo nos ensina que, sem a ressurreição de Cristo nossa fé seria vã (1Co 15.17). A nossa pregação seria inútil e a nossa esperança seria vazia. Nosso testemunho seria falso e nossos pecados não seriam perdoados. Seriamos os mais infelizes de todos os homens. Sem a ressurreição de Cristo, o cristianismo seria o maior engodo da história, a maior farsa inventada pelos cristãos. Os mártires teriam morrido por uma mentira e uma mentira teria salvado o mundo. Glórias a Deus porque Jesus ressuscitou e hoje temos vida abundante. Louvado seja Deus por Seu amor em nos conceder a vida eterna (Jo 3.16).

3.3. Um brado de amor.
Existem muitos outros significados que a cruz de Cristo nos revela, mas existe um que não podemos jamais deixar de apontar: Jesus quis fazer o que fez. Ele sabia no que implicava Sua vinda. Sabia que o único preço para a nossa salvação era Sua morte. Ele poderia evita-la. Ele disse que poderia (Jo 10.17). A ressurreição de Cristo é o brado de Seu amor pela humanidade (Jo 10.11). Se Ele desejasse, chamaria Seus anjos, devastaria Seus inimigos e escaparia da cruz, mas não. Ele escolheu. Ele foi até as mais baixas profundezas para que nenhum de nós tivesse que se perder. Ele nos perdoou, nos aceitou e nos amou de maneira inexplicável (Rm 5.1-11).

Conclusão.
O que seria mais difícil dizer: “Eu estou entregando a minha vida para a morte por minha própria vontade e iniciativa, ou eu voltarei de entre os mortos pela força do meu poder, porque eu dou a minha vida e eu mesmo a tomo de volta?”. Nunca duvide de Deus. Ele é sobrenatural, Tremendo e inexplicável.

Questionário.

1. O que foi planejada por Deus antes da fundação dos séculos?

2. Qual foi a decisão tomada nos céus?

3. O que Jesus revelou quando disse: “Está consumado”?

4. Qual foi o grande sinal que comprovou a autenticidade das palavras de Cristo?

5. Por que a ordem do universo foi mudada?

SE VOCÊ QUER AJUDAR ESSA OBRA, ENTÃO CLIQUE NO ANÚNCIO ABAIXO!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários estão liberados, dessa forma o seu comentário será publicado direto no CLUBE DA TEOLOGIA.
Porém se ele for abusivo ou usar palavras de baixo calão será removido.