sábado, 3 de setembro de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 10 - Revista Betel


AULA EM 4 DE SETEMBRO DE 2016 – LIÇÃO 10
(Revista: Editora Betel)

Tema: A autoridade do Mestre Jesus Cristo

Texto Áureo: Mt 7.29
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição procure mostrar aos alunos a autoridade de Jesus, exortando-os a confiarem Nele, sabendo que tem poder para operar curas, sinais e salvação.
- “A autoridade de Jesus”, esse é um assunto interessantíssimo e complexo para o mundo, pois é algo incontestável que o Mestre exerce uma influencia no mundo inteiro, a pergunta que se fazem é de onde vem essa autoridade que tanto intrigou Nicodemos? Como um homem sem exército, sem um poder político nas mãos, sobrepujou todas as autoridades civis e religiosas de seu tempo?
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1. Diferentes tipos de autoridade

1.1. Autoridade para ensinar.
- “maravilhadas da Sua doutrina”, no sermão do monte Jesus expôs Sua interpretação dos mandamentos do Antigo Testamento, conceituando de forma diferente dos judeus alguns pecados, como o adultério, por exemplo, antes era visto de uma forma e com Jesus passou a ser visto de outra forma. Mt 5.28
- “forma convicta”, demonstrando convicção, acreditando realmente no que se fala.
- “categórica”, é ser incisivo no que se fala, insistente e enfático, a fim de que não se deixe dúvidas.
- “e ungida”, demonstrando a autoridade espiritual da parte de Deus.
- “Sua conduta exemplar”, quer dizer que Ele dava o exemplo do que ensinava com a Sua vida, em termos modernos dizemos que Jesus vivia o que pregava.
- “o contrário disso é hipocrisia”, hipocrisia significa mostrar-se uma coisa sem ser, é parecer ser santo diante de todos, mas não sendo quando ninguém está vendo.

1.2. Autoridade para curar.
- “para mostrar a autoridade de Jesus”, para operar curas ele precisava ter poder sobre o mundo físico e espiritual, por isso a obra de curas era uma comprovação da legitimidade.
- “que naquela época era vista como enfermidade”, os judeus nunca entenderam e aceitaram a possessão demoníaca, naquela época, para eles uma pessoa endemoninhada estava enferma.  

1.3. Autoridade para perdoar pecados.
- “perdoados são os teus pecados”, para Jesus como Deus, não interessava somente a cura da pessoa, era preciso inseri-la no Reino de Deus.
- “O que é mais fácil dizer:”, Jesus chamou a atenção para a lógica racional, pois qualquer charlatão poderia se passar por Deus e saí por aí perdoando pecados, por isso o Mestre demonstrou com algo que nem os charlatões mais habilidosos conseguem fazer.
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2. O que Lhe conferia autoridade


2.1. As Escrituras Sagradas.
- “várias profecias anteviram e legitimaram”, na época de Cristo o Antigo Testamento já era um livro sagrado e já se sabia das profecias sobre o Messias, por isso Mateus citou tanto as profecias.
- “por isso foram usadas para demonstrá-la”, o Evangelho de Mateus foi escrito para os judeus e por isso era necessário uma comprovação ampla sobre a autoridade divina de Jesus.
- “Tomemos por base as citações feitas por Mateus”, amado professor(a), a partir daqui foram colocadas várias referências sobre o cumprimento das profecias sobre o Messias feitas no Antigo Testamento. Recomendo ler algumas com a classe.

2.2. A Sua identidade de Filho de Deus.
- “da mesma natureza divina do Pai”,então possui a mesma autoridade divina, acreditar que Jesus é o Filho de Deus é a pedra fundamenta da Igreja, veja: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” Mt 16.18
Sobre esta pedra, significa sobre a afirmação que Pedro acabara de fazer, que Ele (Jesus) é o Filho de Deus!
- “é o aspecto principal que lhe confere autoridade”, Se Jesus é o Filho de Deus, então está explicado o porquê de a Sua Igreja permanecer firme até hoje, depois de tantas perseguições.
- “cremos que Ele nasceu de uma virgem”, quer dizer que acreditamos que seu nascimento foi sobrenatural e somente alguém vindo da parte do Pai poderia nascer assim.

2.3. A Sua obediência.
- “capaz de inspirar os corações”, até o mundo reconhece essa inspiração, pois o mundo nos identifica com ele nisso, na mansidão, na humildade e na obediência. Sempre que alguém fala para um ímpio que alguém é cristão, a pessoa logo associa essa pessoa a alguém manso, humilde e obediente.
- “dar a Sua vida em resgate de muitos”, quando Jesus cumpriu essa incumbência Ele estava mudando a história da humanidade para sempre. A história da humanidade foi dividida em antes e depois Dele.
- “morte de cruz, o pior tipo de execução”, a morte de cruz era uma punição romana e era humilhante, não bastava a pessoa ser executada, primeiro ela era humilhada, era despida de suas roupas e devia carregar o madeiro do local da condenação até o local da execução passando por dentro da cidade. Isso era uma forma do governo romano dizer para os moradores das províncias o que acontece com aqueles que perturbam a paz nas cidades do império. A acusação era pregada na cruz, para que todos vissem o motivo pelo qual a pessoa foi condenada e desistissem de fazer o mesmo, Jesus foi o único caso em que foi pregado o que Ele é e não o que Ele fez. “ESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS”, Jo 19.19
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3. Demonstrações de autoridade.
- “resolvendo seus problemas políticos”, os problemas políticos que está sendo referido aqui eram aqueles dos quais os discípulos questionaram a Jesus em At 1.6, “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” At 1.6

3.1. A tempestade no mar.
- “autoridade sobre a natureza”, para os judeus a autoridade sobre a natureza era uma coisa nova, eles não tinham notícia desse controle sobre ventos e as águas, por isso o grande temor.
- “deixando Seus discípulos boquiabertos”, essa autoridade era para eles maior do que ressuscitar pessoas, pois os charlatões já haviam enganados a muitos com ressurreições, mas controlar a natureza só alguns grandes profetas do Antigo Testamento fizeram, Moisés (caso do mar vermelho), Elias (no caso do machado que flutuou), Jeremias (no caso da falta de chuvas).

3.2. A libertação dos endemoninhados de Gadara.
- “autoridade de Jesus sobre os demônios”, demonstra Sua autoridade no mundo espiritual, a simples presença de Jesus provocava rebuliço no reino das trevas.
- “Os demônios identificam a Jesus”, quer dizer que os demônios o apontavam para as pessoas gritando: “ E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” Mt 8.29 parece que a estratégia era fazer com que Jesus fosse reconhecido como filho de Deus e coroado para não passar pela cruz, portanto era uma armadilha.
- “eles pediram que Jesus se retirasse de seus termos”, as pessoas estão mais preocupadas com coisas materiais, que preferem se desfazer da benção espiritual.  

3.3. A cura do paralítico.
- “tudo é consequência do pecado original”, o pecado original se chama desobediência e foi cometido por Adão e Eva e as suas consequências passaram a todos os homens.
- “Jesus trata primeiro do perdão”, obviamente Jesus fez de propósito, para que aparecessem os invejosos caluniadores. E então Ele fez um milagre para calar a boca daqueles que levantava dúvidas da Sua autoridade de perdoar pecados.

CONCLUSÃO
- “testemunho que ilustram essa verdade”, eles apenas ilustram, pois a crença na autoridade de Jesus não pode ser baseada nos milagres que Ele faz, mas sim na fé que temos.
- Faça o resumo para a revisão e corrija o questionário.

QUESTIONÁRIO

1. No final do Sermão do Monte, por que as multidões estavam maravilhadas?
R: Porque Jesus falava com autoridade (Mt 7.28-29).

2. Quais os três diferentes tipos de autoridade apresentados na lição?
R: Autoridade para ensinar, para curar e perdoar pecados (Mt 7.28).

3. Qual aspecto principal conferia a Jesus autoridade para agir, falar e operar milagres em nome do Pai?
R: A identidade de Filho de Deus (Mt 16.16).

4. Qual evento revela a autoridade de Jesus sobre a natureza?
R: O milagre de cessar a tempestade (Mt 8.23-27).

5. No caso do paralítico, o que Jesus tratou primeiro?
R: Do perdão (Mt 9.1-8).

Marcos André – professor

Boa Aula!

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2 comentários:

  1. Esta lição está coerente com o título; já peguei algumas que não estavam. Além do mais, sua explanação está excelente.

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    1. Amém, obrigado pelo apoio e por apreciar nosso trabalho. Deus é fiel.
      Abraços.

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