sábado, 10 de setembro de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 11 - Revista Betel


AULA EM 11 DE SETEMBRO DE 2016 – LIÇÃO 11
(Revista: Editora Betel)

Tema: Jesus e o preço do discipulado

Texto Áureo: Mt 7.29
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição se concentre no ministério de Jesus, em como Ele chamou Seus apóstolos.  
- “Seu programa de seleção”, se refere a forma como Jesus selecionou seus discípulos, pois eram todos diferentes do ponto de vista psicológico. Jesus mostrou com isso que o critério de Deus é bem diferente do critério humano.
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1. O mestre seleciona discípulos
- “de ter muitos discípulos”, em Lc 10.1 vemos Jesus enviando setenta discípulos, porém sabemos que Ele tinha doze apóstolos, então Ele tinha setenta discípulos ou mais, e só possuía doze mais chegados que passaram a ser chamados de apóstolos. 

1.1. Um escriba recusado.
- “se oferecerem para seguirem determinado mestre”, havia deficiência de escolas na época de Cristo, por isso as pessoas que buscavam o conhecimento se ofereciam para serem discípulo de algum sábio.
- “palavras e atitudes desse mestre”, podemos observar isso nas atitudes de Saulo que tinham o mesmo zelo das atitudes de Gamaliel seu mestre.
- “fazia questão de escolher Seus discípulos”, a maioria deles nem sequer procuraram Jesus, nem o conheciam.
- “o Senhor já o conhecia e não tinha o conforto que”, Jesus já havia sondado o coração daquele escriba, por isso declara as coisas que ele não poderia possuir estando a serviço do Reino.
- “mas naquele momento o Mestre não”, depois Jesus foi habitar em Cafarnaum Mt 4.13, há quem diga que Jesus tinha boas condições financeiras, mas é forçar a interpretação para sustentar a teologia da prosperidade.
- “não devemos priorizar conforto, e sim o estar com Ele”, atualmente há muitas pessoas que buscam apenas conforto na obra de Deus.

1.2. Outro discípulo recusado.
- “era também seguidor de Jesus”, esses seguidores iam onde Jesus estava, não faziam parte dos setenta que foram enviados em Lc 10.
- “a partir de suas próprias palavras”, as escrituras nos asseguram de que prestaremos contas por nossas palavras. No Reino de Deus isso acontece o tempo todo, quando alguém ministra verdades bíblicas, o Senhor permite ser provado nas próprias palavras.
- “deixa aos mortos sepultar os seus mortos”, com essas palavras subentendemos que o Senhor dispensou o candidato a discípulo. Note que o Senhor usa a palavra “mortos”, em dois sentidos, no primeiro é figurado, se referindo àqueles que não conhecem a Deus, no segundo é literal, se referindo às pessoas que morrem literalmente.
- “deve estar acima dos deveres familiares”, atualmente os obreiros de Jesus devem equacionar a obra de Deus com os deveres familiares, para não deixar a família de lado e não invalidar outra passagem:
“Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.” 1 Tm 5.8

Paulo apresenta uma solução interessante para essa questão, veja:
“E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor;
Mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher.” 1 Co 7.32,33

Propondo que os obreiros solteiros aproveite essa condição para se dedicar a obra.     

1.3. O publicano Mateus, o vocacionado.
- “mais ilustre, que era escriba”, o escriba era uma profissão de grande prestígio em Israel, tinha a função de escrever os manuscritos das Escrituras e interpretá-la.
- “o Mestre passa a recebedoria”, era onde se coletava os impostos, Jesus estava sempre passando por essas recebedorias devido a suas muitas visitas que fazia às cidades e havia imposto para quem circulava pelas cidades.
- “Mateus imediatamente levanta-se e o acompanha”, já havia uma fama de Jesus de Suas curas e de Sua doutrina, por isso Mateus não pensou duas vezes, deixou o rentável trabalho de cobrador de impostos para viver ao lado do Mestre.
- “sabiamente justifica a Sua missão entre publicanos”, essa foi a defesa de Jesus: “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos;” Lc 5.31 Essas palavras falam ainda hoje.
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2. O Mestre e Seu exemplo ministerial
- “trabalhos ministeriais de Jesus se intensificaram”, a medida que a Sua fama aumentava, muitas pessoas o procurava.

2.1. O Mestre percorria cidades.
- “mas Jesus a circulava com todo o vigor”, as jornadas de Jesus por essas cidades era a pé. Sempre encontramos Ele andando e nunca montado em animal, exceto na ocasião da entrada triunfal.
- “estrategicamente na Galileia”, devido a existência do mar da Galileia, naquela região tinha uma grande concentração de pessoas e fácil obtenção de recursos, pelo fato de alguns de seus discípulos serem pescadores.
- “nos deter no exemplo do Senhor Jesus e nos inspirar”, prestar atenção nesse exemplo de obra missionária, com poucos recursos, mas com muita disposição.

2.2. O Mestre pregava o Evangelho do Reino.
- “ as boas novas do Reino dos céus”, boas novas era um termo conhecido na época de Jesus como “boas notícias” a mensagem de salvação passou ser chamada assim por ser boas notícias de salvação.
- “continuação da pregação de João Batista”, João Batista iniciou uma pregação de arrependimento devido a chegada do Reino de Deus, ele foi o precursor e Jesus, que é o verdadeiro caminho, trouxe a completa revelação do Reino.
- “sob a tolerância de Deus”, debaixo da misericórdia do Senhor, senão estaríamos consumidos a muito tempo..Lm 3.22
- “pela completa mudança de pensamentos”, esse é o significado de arrependimento, é deixar para trás o pecado e viver uma nova vida em Cristo. Algumas pessoas recebem a mensagem de salvação, mas querem viver da mesmo forma que viviam antes, nos mesmos erros.

2.3. O mestre curava todas as enfermidades e moléstias do povo.
- “ sobravam males físicos”, a expectativa de vida era muito baixa e a mortalidade infantil era muito alta.
- “embora pareçam redundantes ou enfáticos”, parecem falar da mesma coisa “doenças”.
- “havia muito abatimento físico e espiritual”, o evangelista visualizou as debilidades física e espiritual do povo além de suas diversas doenças, por isso ele especificou os dois termos, “enfermidade e doenças.”
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3. O Mestre e o desfio evangelístico

3.1. Sua compaixão pelas almas.
- “diante da grandeza do desafio”, o desafio era de levar o Evangelho aos quatro cantos da Terra. Qualquer um teria a tendência de ver as multidões como meros ouvintes, como muitos líderes veem hoje, mas Jesus os via diferente.
- “cansadas e desgarradas”, podemos acrescentar aqui, pessoas desiludidas com o sistema religioso da época.
- “pastoreando o povo de Deus para Deus”, estavam pastoreando para si mesmos, para arrancar deles o recurso e os aplausos. Será que hoje tem líderes que pastoreiam dessa forma?
- “Ainda hoje, Ele faz o mesmo”, quem é discípulo de Jesus de verdade ouve a Sua voz e sente o que Ele sente em relação às pessoas.

3.2. Sua visão compartilhada com os discípulos.
- “o amor puro que tinha por eles e pelo Seu povo”, por isso Jesus conseguia mantê-los debaixo de Sua liderança, assim também são os pastores fieis a Deus, os liderados veem em seus olhos o amor pelo povo.
- “agoniadas, sofridas e insistentes ao Pai em favor deles”, houveram ocasiões em que os discípulos acompanharam Jesus nas orações e o clamor que Cristo fazia em favor deles ajudou para que fizessem a visão que tinham de Jesus, como o Filhos do Deus vivo.
- “sensíveis o suficiente para internalizarmos a visão”, “internalizar” significa colocar dentro, no interior, quer dizer fazer com que aquela visão passasse a estar no interior dos discípulos e não somente no exterior, se não eles seriam como os religiosos hipócritas.

3.3. Sua convocação aos discípulos.
- “e pudessem receber treinamento”, a ideia de Jesus sempre foi fazer com que aquela mensagem chegasse aos confins da Terra e para isso era necessário que os apóstolos dessem continuidade na obra após a Sua partida.
- “grande princípio multiplicador utilizado por Jesus”, era treinar pessoas para que pudesse conduzir a mensagem onde Ele não poderia ir. Hoje os líderes cristãos devem pensar da mesma forma.
- “Posteriormente, Jesus preparou setenta discípulos”, era um treinamento para que eles pudessem levar a mensagem após a sua partida, era como um estágio de missões.

CONCLUSÃO
- “foi desenvolvido com renúncia e preparo”, esses são os dois elementos essenciais para o serviço da obra de Deus, obreiro que não tiver esses dois elementos hoje, está fadado ao fracasso. Esse é o preço do discipulado.
- Faça o resumo para a revisão e corrija o questionário.

QUESTIONÁRIO

1. Qual foi o primeiro candidato que desejou acompanhar o Senhor Jesus?
R: Um certo escriba (Mt 8.19).

2. O que significa: “deixa aos mortos sepultar os seus mortos”?
R: Que seguir a Jesus deve estar acima do0s deveres familiares (Mt 8.22).

3. Como pode ser entendida a prontidão de Mateus?
R: Que ele desejava ser útil a Cristo e ao Reino de Deus (Mt 9.9).

4. Cite um dos exemplos do trabalho ministerial de Jesus?
R: Ele percorria cidades e povoados (Mt (.35).

5. O que acontece com um povo sem liderança espiritual?
R: Morre à míngua (Mt 9.36).

Marcos André – professor


Boa Aula!

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