segunda-feira, 19 de setembro de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 13 - Revista da CPAD - ADULTOS



A evangelização integral nesta Última Hora
25 de Setembro de 2016



TEXTO ÁUREO
“E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!” Mc 16.20.

VERDADE PRÁTICA
Falemos de Cristo a todos, em todo tempo e lugar, por todos os meios.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 24.44-53.
44 — E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos.
45 — Então, abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.
46 — E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos;
47 — e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.
48 — E dessas coisas sois vós testemunhas.
49 — E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.
50 — E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou.
51 — E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu.
52 — E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém.
53 — E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém!

INTRODUÇÃO
A Igreja Primitiva não precisou de mais do que uma geração para levar o Evangelho de Cristo aos confins do Império Romano. Seguindo o modelo que lhes deixara o Senhor, os discípulos, no poder do Espírito Santo, evangelizaram simultaneamente Jerusalém, a Judeia e Samaria até chegarem à capital de Roma, no Ocidente.
Se levarmos em conta o modelo autenticamente pentecostal de evangelização, cumpriremos, em tempo recorde, o programa divino para alcançar tanto o nosso bairro quanto as nações mais distantes. Mas, para isso, temos de nos voltar ao método de evangelização simples, mas eficaz, dos primeiros evangelistas e missionários.

I. O QUE É A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
Não carecemos de nenhum método inovador, nem de fórmulas extravagantes, para cumprir plenamente o cronograma divino do anúncio universal do Evangelho.

1. Evangelização integral.
Consiste na proclamação simultânea do Evangelho em todos os âmbitos: local, nacional e transcultural. O modelo de Atos 1.8 implica uma ação conjunta, ou seja, evangelizando Samaria, Judeia e os confins da terra ao mesmo tempo. Jesus não ordenou aos discípulos evangelizar primeiro Jerusalém, depois a Judeia, em seguida Samaria e, finalmente, os confins da terra. O seu plano-diretor era bem claro e objetivo: “e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”. Isso implica uma ação da Igreja (At 13.1-5).
A evangelização mundial, para ser bem-sucedida, tem de funcionar de acordo com o manual que nos deixou o Senhor Jesus no Novo Testamento.

2. Avivamento e evangelização.
Nenhum plano evangelístico, ainda que bem elaborado, terá êxito a menos que retornemos ao cenáculo. Sem o batismo com o Espírito Santo, não teremos o poder necessário para anunciar o Evangelho de Cristo. Evangelismo e Pentecostes são temas gêmeos, inseparáveis. O poder do alto é insubstituível na vida da igreja.
A evangelização integral requer o revestimento de poder daquele que se predispõe a falar de Cristo no bairro, na cidade, no país e no exterior.

II. DISCIPULADO INTEGRAL
A evangelização integral deve ser acompanhada do discipulado integral, que compreende as seguintes ações: doutrinação, integração, treinamento e identificação.

1. Doutrinação.
A doutrinação do novo convertido consiste no ensino das verdades centrais da fé cristã, para que ele pense, aja e viva de acordo com o mandamento de Cristo. Dessa forma, poderá ele guardar todas as coisas ordenadas pelo Senhor, até o arrebatamento da Igreja (Mt 28.20).
A doutrinação deve ser iniciada no ato da conversão, tendo continuidade durante toda a vida cristã (At 2.41-43).

2. Integração. 
Sem a integração social do novo crente, sua doutrinação torna-se ineficaz. O novo convertido precisa sentir que é parte da família de Deus. Não se trata de um mero exercício sociológico, mas do compartilhamento do amor cristão (At 2.44).
João sabia que, se os cristãos não se amassem mutuamente, jamais se sentiriam parte do corpo de Cristo. Por isso, não cessava de exortar a Igreja. O amor que integra não compreende apenas palavras, mas ações efetivas (1Jo 3.18).

3. Treinamento.
Ainda na fase da doutrinação e da integração, o novo convertido deve ser treinado a fazer novos discípulos. A libertação do endemoninhado gadareno ilustra muito bem esta etapa do discipulado radical. Tão logo Jesus o livrou daquela legião, recomendou-lhe: “Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus [...]” (Lc 8.39). E, no mesmo instante, o homem saiu a apregoar quão grandes coisas fizera-lhe o Senhor.

4. Identificação.
Esta fase somente será eficaz se as anteriores forem bem executadas. A plenitude do discipulado radical será levar o novo crente a ser conhecido, através de seu testemunho e postura, como seguidor de Cristo. Os crentes primitivos, em virtude de seu compromisso com Jesus, eram conhecidos como cristãos (At 11.26).
Hoje, mais do que nunca, devido à brevidade e a urgência destes dias, carecemos de homens, mulheres e crianças que sejam identificados como discípulos de Jesus Cristo (Jo 8.31).

III. A IGREJA DA EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
A igreja da evangelização integral é caracterizada por três ações básicas na divulgação do Evangelho de Cristo: promoção, comissão e manutenção.

1. Promoção.
À semelhança de Antioquia, a igreja da evangelização integral não vive de si e para si. Antes, promove a proclamação de Cristo em todos os âmbitos (At 13.1-3). Ela é evangelística e missionária. Para ela, não existe maior evento do que evangelizar e fazer missões. Que o Senhor avive nossas igrejas, impulsionando-as aos confins da Terra.

2. Comissão.
Na evangelização integral, a igreja tem de agir como a agência evangelizadora e missionária por excelência. Nenhuma organização pode substituí-la nessa tarefa. Discorrendo sobre os pressupostos da evangelização mundial, o apóstolo Paulo pergunta: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? [...]” (Rm 10.14.15).

3. Manutenção.
No auge da prosperidade econômica do Brasil, o que fizemos em prol da evangelização mundial? Sabemos que algumas igrejas aproveitaram aquele momento para chegar aos confins da Terra. Outras, porém, viveram apenas para si, como se aquele instante não tivesse fim.
As igrejas da Macedônia, apesar de pobres, enriqueceram a muitos, sustentando obreiros e missionários (2Co 8.1-7). Nesta crise que ora atravessamos, demonstremos a nossa fé, mantendo as frentes evangelísticas já iniciadas e abrindo outras.

CONCLUSÃO
Que a evangelização integral caracterize nossas igrejas nesses dias difíceis e trabalhosos. A crise que perturba o nosso país poderá não ser a última. Outras mais agudas poderão surgir. Mas, amparados pelo Autor e Consumador da nossa fé, não desanimemos. Caminhemos de vitória em vitória, evangelizando e fazendo missões, até que o Senhor nos venha buscar.

PARA REFLETIR

A respeito da evangelização integral, responda:

O que é a evangelização integral?

Por que a evangelização tem de ser simultânea e global?

Quais as características da evangelização integral?

O que é o discipulado integral?

O que é uma evangelização autenticamente pentecostal?

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