quarta-feira, 7 de setembro de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 11 - Revista da CPAD - JOVENS


A Família Segundo o Coração de Deus
11 de setembro de 2016


Texto do dia.
"Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça." 2 Pe 3.13

Síntese
Deus sempre esteve no controle de tudo. O fim da história será a prova disso.

Texto bíblico

Isaías 24.4-6
4 A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra.
5 Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna.
6 Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.

INTRODUÇÃO
Os capítulos 24 a 27 do livro de Isaías apresentam profecias que apontam para o final da história. São textos complexos e de difícil interpretação. Profecias de castigo aos israelitas e promessa final de livramento e salvação. Reúnem profecias, cânticos (26.1-6; 27.2-5) e orações (25.1-5; 26.7-19). Estão divididos entre julgamentos dos maus e salvação e promessas de livramento para o povo de Deus. Nenhum desses textos (Is 24.1-27.13) fala do Messias, todavia precisam ser interpretados sob a perspectiva de que somente será possível a redenção do povo de Deus na consumação da história, mediante a obra do Messias consumada na cruz. Aqueles que rejeitarem o Messias, que não aceitarem a redenção gratuitamente proposta e oferecida por Deus, sofrerão a condenação eterna. A condenação será a eterna separação de Deus, o autor da vida, e estes padecerão com Satanás, no lago de fogo e enxofre.

I - O JULGAMENTO E A SALVAÇÃO

1. Como será o julgamento.
A palavra julgamento no grego (krinein) quer dizer separar (Mt 13.24-30), ou seja, será a separação do bem e do mal, daquilo que é verdadeiro do que é falso, o ato final de Deus onde se preservará apenas aquilo que não foi contaminado pela maldade e pelo pecado. Na teologia dispensacionalista, presente na maioria das igrejas pentecostais, esse período de julgamento se refere ao Juízo Final, na consumação de todas as coisas, quando todos os povos e nações comparecerão diante do trono de Deus para serem julgados por seus atos (Mt 25.31-33). No Antigo Testamento, além do profeta Isaías, quem mais profetizou sobre o Juízo Final foi Daniel (Dn 12.1-3). No Novo Testamento, o assunto foi tratado por Jesus no Sermão Profético (Mt 24,25), bem como por Paulo, Pedro e João.

2. O destino dos maus.
Para o Juízo Final acontecerá a ressurreição dos maus de todos os tempos; os salvos já terão ressuscitado para estarem no milênio com Cristo (Is 26.19; Ap 20.4). Ninguém escapará da desolação e julgamento que sobrevirá: ricos, pobres, sacerdotes, leigos (Is 24.2) e reis (Is 24.21). A terra, outrora abençoada, agora é maldita por causa da injustiça (Is 24.5) e será abalada, provavelmente num grande terremoto (Is 24.18-20), e o sol e a lua deixarão de brilhar (Is 24.23). Deus destruirá todo o mal bem como todos os grandes poderes e impérios mundiais, representados pelo leviatã, pela serpente sinuosa e pelo dragão (Is 27.1). Aqueles que forem julgados como maus serão separados definitivamente de Deus, a fonte da vida.

3. O destino dos bons.
Aqueles que forem julgados como bons e forem justificados pelo sacrifício de Cristo serão levados para o Reino eterno, conforme Jesus mesmo afirmou em Mateus 25.34. O Reino de Deus será um eterno desfrutar de alegrias, delícias e bem-estar, na presença de todos os salvos de todos os tempos, mas o importante é que para sempre estaremos com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, cuja presença encherá a terra com sua glória e majestade, conforme a visão de João (Ap 21.23).

Pense
O julgamento será uma realidade concreta para a humanidade.

Ponto Importante
Esse período de julgamento se refere ao Juízo Final, na consumação de todas as coisas.

II - CRISTO, O CENTRO DA HISTÓRIA

1. O início da história humana. 
A história da humanidade pode ser revelada na criação, Queda, redenção em Cristo e final dos tempos com Cristo. Isso porque Ele é o que permeia a história humana com sua presença. Israel não foi fiel à aliança feita com Deus; com isso, um remanescente (a semente, o troncorestante), que se concentra em Cristo na sua morte, tornou-se precursor de um grande povo composto por todas as tribos e nações que confessam a Cristo como Salvador.

2. A redenção da história humana. 
Toda a história da salvação está contida num único evento: a intervenção de Cristo na história por meio da cruz. Dela brota todo o presente e representa a garantia de todo o futuro. Entre a cruz de Cristo e a consumação final da história dá-se a tensão e hostilidade entre a instalação de seu Reino na terra "já agora" e no "ainda não" do Reino que está por vir. A batalha decisiva e vitoriosa já foi travada na cruz do Calvário. Neste momento, vive-se em hostilidade com o adversário, Satanás, que quer tentar destruir a obra redentora em nós, embora já tenha sido vencido.

3. Ele é para todo sempre.
Ele é antes do início, foi crucificado ontem, reina agora de forma invisível e voltará no fim dos séculos para estabelecer seu Reino eterno, onde a justiça e a paz reinarão perpetuamente. Algumas vezes, o fim dos tempos é entendido como um tempo caótico e terrível. Para alguns poderá ser mesmo, mas para os que forem do Senhor será um tempo em que as qualidades humanas serão potencializadas e nossa fidelidade ao Senhor não sofrerá mais os percalços que temos hoje, pois Ele mesmo vai destruir toda infidelidade (Is 5.1-6).

Pense
Se Cristo é o centro da história, Ele precisa ser o centro de nossas histórias pessoais.

Ponto Importante
Para a fé cristã, Jesus Cristo é o verbo que origina a história, se encarna na história para redimir a história e no final Ele há de encerrar a história. Cristo é o centro e o fim da história.

III - O FIM DA HISTÓRIA

1. A consumação.
Quando se fala em consumação da história, fala-se do seu fim. E fim significa término e também alvo, ou seja, os filhos de Deus se esforçam para estabelecer seu Reino na terra (alvo), mas esse esforço terá fim quando os céus e a terra passarem (2Pe 3.10). Entretanto, o seu Reino se concretizará em plenitude somente no fim dos tempos, no término da história humana.

2. A história humana terá fim, mas a de Deus não. 
Deus está acima da história. Ele é a-histórico, pois é eterno. Seu Reino se estabelece na história humana, por isso tem início, mas nunca terá fim.

3. A Nova Jerusalém é o início da nova história humana.
O Reino de Deus é sinônimo da Nova Jerusalém, o lugar que Deus preparou para os salvos em Cristo, para passarem com Ele por toda a eternidade, na casa do Pai (Jo 14.1-4), desfrutando eternamente de seu amor.

Pense
A melhor coisa na restauração final da história não será o Novo Céu e a Nova Terra, mas sim a presença eterna e sublime de Deus.

Ponto Importante
Deus está acima da história, Ele é um ser a-histórico, pois é eterno.
O seu Reino se concretizará em plenitude somente no fim dos tempos, no término
da história humana.

CONCLUSÃO
O fim da história será a prova de que Ele sempre esteve no controle de todas as coisas e aqueles que confiaram nEle entrarão para o descanso eterno, preparado desde a fundação do mundo (Mt 25.34).

Hora da revisão.

Transcreva a oração que Isaías faz em 25.1 de seu livro.
Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas; os teus conselhos antigos são verdade e firmeza.

Que período escatológico acontecerá logo antes do Juízo Final?
O milênio.

Qual a característica principal do milênio?
Serão mil anos de paz do governo mundial em que Cristo será o rei.

Por que Cristo é o centro da história?
Toda a história da humanidade tem Cristo como seu precursor (Jo 1.1), seu executor (Mt 28.18; Cl 1.17) e o seu fim (Fp 3.21).

Qual a essência que poderá ser vivida na vida eterna?
O perfeito amor de Deus.

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