terça-feira, 4 de outubro de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 2 - Revista da Editora Betel


A Centralidade da Adoração 
9 de outubro de 2016




Texto Áureo

"Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou". Salmos 95.6


Verdade Aplicada

A adoração deve ser a prioridade de nossa vida.

Textos de Referência.


Salmos 95.1-6

1 VINDE, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação.
2 Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com salmos.
3 Porque o SENHOR é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses.
4 Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas.
5 Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca.
6 Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou.

Introdução

Esta temática nos leva a assumir um profundo comprometimento, pois a primeira grande revelação que deve despontar nesta "centralidade" é o conhecimento daquilo que significa a verdadeira adoração. 

1. Deus é o centro de tudo.

Deus deve estar em primeiro lugar em nossas vidas. Nada é mais importante do que Ele. Se temos Deus no centro de nossas vidas, temos tudo o que necessitamos. A vida não terá uma direção correta, se Deus não estiver no centro. 

1.1. A adoração verdadeira tem Deus como o centro.

Quer o Adoremos em particular ou em público; no nosso quarto, em família ou na assembleia dos santos; o centro tem que ser o próprio Deus! (João 4.24). No culto , por exemplo, Deus deve ser o centro da nossa reunião. Chegamos a Ele através de Jesus Cristo, o Seu Filho. O cristão deve adorar somente a Deus. Podemos honrar os homens (Rm 13.7, 1Pe 2.17), mas adoramos somente a Deus. Podemos reconhecer as maravilhas da criação de Deus, mas adoramos ao Criador. Não se deve adorar a nenhum homem temente a Deus, santo ou anjo (Atos 10.25,26; Ap 22.8,9). Não devemos adorar imagens, estátuas religiosas, retratos nem quadros, todos são ídolos (Êx 20.4-6). Talvez alguém pergunte: "Mas como podemos adorar a um Deus a quem não podemos ver nem tocar, e cuja voz não é audível ao ouvido humano?". A resposta é: pela fé! (Hb 11.1).

1.2. A verdadeira adoração é baseada na obra sacrificial de Cristo. 

Para sermos aceitos, temos que estar no amado, conforme nos aponta Efésios 1.6. Ninguém pode vir ao Pai sem ser pela obra meritória de Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Nosso acesso é "pelo novo e vivo caminho que Cristo nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne" (Hb 10.20). No versículo acima, a palavra "novo" significa "morto recentemente". Em outras palavras, para chegarmos a Deus em adoração temos que ter como base o sangue derramado e a obra sacrificial de Cristo no calvário!

1.3. A adoração verdadeira e a palavra de Deus

Não podemos saber o que envolve a verdadeira adoração, nem o que Deus requer do adorador, a menos que achemos esta verdade revelada na Bíblia. A Bíblia é o manual do cristão. Se ignorarmos este manual e tentarmos simplesmente chegar a Deus em nossos termos, com certeza seremos rejeitados, assim como Caim (Gn 4). Nossos sentimentos, opiniões, obras e palavras não têm mérito nenhum diante de Deus Todos juntos não valem nada mais do que só devoção voluntária se não dermos atenção aos ensinamentos claros da palavra de Deus. 

2. O objetivo da adoração 

Tudo o que nos vem às mãos deve honrar ao Senhor. O verbo "honrar" significa "distinguir, fazer diferença". E é isto que Deus espera de nós! Muito mais do que dízimos e ofertas, Ele espera que O honremos!

2.1. Devemos adorar com os nossos bens

A vontade de Deus é suprir as necessidades materiais dos seus filhos. Há diversas promessas na Bíblia que se referem a isto (Sl 23.1; Fp 4.19). Contudo, isto não acontece de forma automática. Esta promessa é condicional, ou seja, não se cumpre por si só, mas depende de cada um de nós para que possa ser concretizada. O texto bíblico acima pode ser dividido em duas partes: o que nós devemos fazer e o que Deus fará depois que fizermos a nossa parte. Essa promessa divina diz respeito à provisão e prosperidade (não entenda como "riqueza"), e revela a vontade do próprio Deus para Seus filhos. 

2.2. Devemos adorar com a honra que lhe tributamos 

O conselho que Deus nos dá por meio de Salomão é o de honrarmos ao Senhor com os nossos bens (Pv 10.22). O que está em questão aqui é a manifestação da honra, e não os bens em si. O uso dos bens é só um meio de expressarmos essa honra. Deus não está interessado em nossas ofertas, e sim na atitude que nos leva a entregarmos a Ele as nossas ofertas. Um dos maiores exemplos disso está no que Deus pediu a Abraão: o sacrifício de Isaque (Gn 22.1-10). Na hora de imolar o filho, o patriarca foi impedido de fazê-lo e o Senhor deixou claro que Ele só queria a expressão da honra, e não o privar de seu filho. 

2.3. Devemos adorá-lo com a motivação correta

Vemos o mesmo princípio revelado de forma inversa, quando Ananias e Safira trouxeram uma oferta de alto valor, mas com a motivação errada e recheada de mentira. O que aconteceu? Deus se agradou? De forma alguma! Lemos em Atos 5.1-5 que o Senhor os julgou pelo que fizeram. O Pai Celestial não queria o dinheiro deles, e sim uma atitude de honra. 

3. Tudo para a glória de Deus

A primeira carta de Paulo aos coríntios é certamente uma daquelas cartas que poderia se encaixar no quesito "tarefa ingrata", tamanha foi a repreensão que aquela igreja precisou receber de Paulo (1 Co 10.31).

3.1. Nossas obras devem ser para a glória de Deus 

A obra não é nossa, por isso, nem a fama, a glória ou o louvor devem ser para nós, mas sim para o Senhor da seara (Rm 11.36). A nós, servos, deve bastar-nos a alegria e a benção de sermos achados fiéis para servir na mais gloriosa tarefa que há no mundo: pregar Cristo, o Salvador do homem. Por que tanta celeuma, disputa e lutas no sentido de querermos que o nosso trabalho seja mais vistoso, "mais espiritual" mais abrangente que o do nosso irmão? Deixemos essa tarefa de avaliação para o Senhor, nosso Deus. A nós, compete-nos fazer o nosso melhor. Entregar-mo-nos totalmente nas mãos de Deus para que o nosso trabalho seja o melhor, o mais excelente. Deus o avaliará e recompensará.

3.2. Nossa entrega a Cristo deve ser sem reservas

Paulo apresentou a maneira pela qual o novo homem deve viver: para a glória de Deus. Essa vida é descrita como a vida a ser desenvolvida diariamente e o caminho para ela é o caminho da consagração, da dedicação, da entrega da vida a Deus. É fácil na hora do culto glorificar a Deus. Mas como fazer isso sempre? "Portanto, quer comais quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus." (1 Co 10.31). É a conscientização de que tudo que envolve a nossa vida deve ser para adorar a Deus. Para isto é necessário um verdadeiro novo nascimento
(Jo 3.3). 

3.3. Vivendo para a glória de Deus

Atualmente, tem sido dito que viver bem significa buscar o máximo de satisfação própria em todas as áreas da vida, ainda que essa satisfação seja alcançada quebrando-se toda a espécie de moral ou amor ao próximo. A verdade é que o "amor"que domina o mundo hoje é o amor a si próprio. As pessoas tornaram-se egoístas e vivem para si mesmas. No entanto, muito ao contrário do que a sociedade atual tem praticado, a palavra de Deus nos ensina que o homem foi criado pelo Eterno, não para que vivesse buscando seu próprio prazer, mas o prazer daquele que o criou. A vida só passa ter pleno significado quando nos damos conta desta magnífica e gloriosa verdade (1Co 10.31).

Conclusão 

Centralizar nossa vida em atitudes de adoração exige, portanto, vigilância constante para que em nenhum momento nos desviemos deste exercício espiritual, pois, se porventura nos tornarmos displicentes, isso acarretará em sérios prejuízos para a nossa vida. 


Questionário 

1. Conforme Efésios 1.6, o que precisamos fazer para sermos aceitos? 

2. Qual conselho que Deus nos dá por meio de Salomão? 

3. O que Deus pediu a Abraão?

4. O que Ananias e Safira fizeram? 

5. Como devemos viver?

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