terça-feira, 15 de novembro de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 8


AULA EM 20 DE NOVEMBRO DE 2016 – LIÇÃO 8
(Revista: Editora Betel)

Tema: Corpo, alma e espírito: instrumentos de adoração 

Texto Áureo: 1 Ts 5.23
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição tome o cuidado para não se perder tentando explicar os termos em hebraico e grego, procure aplicação prática para a aula.
- “O sacrifício diário de nosso corpo requer uma conduta”, quer dizer que não é simplesmente dizer: Eis me aqui Senhor! Para que esse sacrifício seja aceito, temos que cumprir procedimentos cristãos, a fim de não sermos reprovados.
- “atrela-se a uma mente renovada”, quer dizer que está ligado à essa mente nova, transformada, ou seja, não é um novo procedimento apenas para cumprir preceitos da Lei, mas procedimento que brotam de dentro do coração.
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1. Adorando a Deus com o nosso corpo
- “termo grego “parakaléo””, basicamente significa exortação, admoestação, como vemos aqui é um termo militar, é interessante por ser exatamente esse o propósito da exortação para os servos de Jesus, para a batalha.

1.1. O argumento: a compaixão de Deus.
- “A compaixão de Deus”, é um argumento a fim de puxar o crente à gratidão, pelo fato de o Senhor ter misericórdia de nós, mesmo sendo nós merecedores de castigo.
- “oiktirmós”, essa foi a palavra usada para compaixão, mostre como foi aplicada:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Rm 12.1

1.2. O sacrifício vivo: os nossos corpos.
- “que se fazia um sacrifício, o animal tinha que ser morto”, assim era no Antigo Testamento, para se fazer alusão ao sacrifício de Cristo que teve que morrer.
- “essência da adoração neotestamentária”, ou seja, adoração do Novo Testamento.
 - “isto é, “sacrifício vivo””, no Novo Testamento mudou, pois nós que deveríamos morrer, estamos vivos, pois Cristo morreu por nós e Ele que morreu, também não está morto, pois ressuscitou dos mortos, então Paulo chama de “sacrifício vivo”.
- “como culto consciente, racional, inteligente”, sacrificando coisas pertinentes ao corpo, como os prazeres da carne por exemplo.
- “leva-nos ao princípio da “renuncia””, renunciando coisas que impedem a adoração.

1.3. O resultado final: o culto racional.
- “tem um único objetivo: a adoração”, que é a exaltação do nosso Deus, é honrar a Deus, prestar homenagem, engrandecer o Seu nome. Alguns veem o clamor somente como forma de conseguir coisas de Deus, mas deveriam usar para a adoração em primeiro lugar.
- “caracterizado pela devoção consciente, inteligente”, em algumas culturas católicas é usado a autoflagelação como forma de mortificar a carne, sacrificando o corpo, mas entendemos que sacrificar o corpo é renunciar aos seus desejos a fim de adorar ao Senhor.
- “A conscientização desse fato nos torna casa de Deus”, quando o cristão entende que seu corpo é para a adoração do Senhor, então passa a ser templo do Espírito Santo e sendo assim ele passa a cuidar de si mesmo para esse serviço do Senhor.
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2. A adoração que flui de nossa alma
- “é nossa identidade interior”, é a essência do ser humano, criada quando o sopro de Deus adentrou a carne humana.
- “atrelados a essa capacidade da alma”, por ser a alma humana uma criação de Deus a partir do Espírito soprado então ela tem a necessidade de adorar ao Senhor.

2.1. Um clamor para dentro de si.
- “O seu grito para dentro de si revela uma urgência”, a ideia é metafórica, pois nós somos a nossa alma, por isso seria gritando para nós mesmos como diante de um espelho.
- “um mundo de infindos “gritos””, se referindo a gritos de dores, de protestos, de liberdade, de fúria, de vingança, etc., tudo isso imperando no mundo.
- “satisfazer o imediatismo de naturezas caídas”, o imediatismo é o sentimento que permeia o mundo, onde as pessoas desejam tudo na hora e não querem mais esperar o tempo de Deus.
- “com autoridade legítima, dar o brado dentro de si”, se tornando um exemplo e assim nós também podemos ser exemplos.

2.2. Bendizer com gratidão. 
- “reconhecer que tudo aquilo que temos e somos provém de Deus”, é acreditar e apregoar que Deus nos abençoou e que devemos honrá-lo por tudo o que tem feito em nosso meio.
- “A justiça e o juízo são a base do trono de Deus”, poderíamos dizer que são a justiça e a misericórdia, pelo texto:
“Mas a misericórdia do Senhor é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos”, Sl 103.17

2.3. Gratos pela salvação.
- “pois alcançamos do Senhor um favor imerecido”, por isso dizemos que a salvação é pela graça de Deus, pois se fosse pelas nossas obras ninguém seria salvo.
- “Nós merecíamos a cruz, a condenação, o inferno”, resume-se em dizer que Deus, pela misericórdia, não nos deixou ir para o inferno e pela graça nos leva para o céu.
- “devemos agradecer a Deus, render louvores”, não agradecer somente pelas coisas pequenas que Ele faz por nós diariamente como a saúde e o ar que respiramos, mas pela grandeza do ato da salvação expressa na cruz do calvário.
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3. Ações adoradoras do espírito humano 
- “os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”, isso é, aqueles que se diminuem diante do Senhor, os que tem espírito engrandecido são os soberbos e orgulhosos, mas os que são humildes de espíritos são os que rebaixam o ego para que Deus seja engrandecido.

3.1. A mulher samaritana e a espiritualidade da adoração.
- “seus protestos e frustrações históricas”, porque a rixa entre judeus e samaritanos era de mais de setecentos anos e envolvia fatos históricos como o cativeiro assírio 2 Rs 17.24 nessa ocasião o rei da Assíria trouxe povo de outras nações para habitar na região de Samaria, por isso os judeus não se davam com os samaritanos.
- “a mulher foi demonstrando a sua verdadeira sede”, a sede de Deus.
- “vieram à tona pelas palavras de Jesus”, Jesus identificou o pecado dela, bem como sua tentativa de escondê-lo. Ela disse “Não tenho marido” e Jesus disse: “Porque tiveste cinco maridos” Jo 4.18
- “uma grande lacuna no seu espírito”, poderíamos dizer que essa lacuna era a da adoração, pois assim que a mulher percebeu que Ele era um profeta desejou saber o local certo de adoração.

3.2. Atitudes que convergem para uma adoração verdadeira.
- “Deus sempre é o primeiro a tomar atitudes em relação ao homem caído”, a cruz do calvário é um exemplo desse tipo de atitude de Deus, o sacrifício de Cristo na cruz foi a atitude de Deus em direção ao ser humano caído.
- “passa por Samaria para fazer um grande resgate”, o resgate não somente daquela mulher, mas de muitas almas, pois ela saiu pela cidade anunciando de Jesus para o povo.
- “existem muitas “Samarias” precisando de um profeta”, assim como Jesus ensinou para aquela mulher a verdadeira adoração, nós podemos ser esses profetas para ensinar às Samarias do mundo, a verdadeira adoração.

3.3. Atitudes de adoração na hora certa.
- “entende se a expressão: “Amanhã eu vou””, esse pássaro é chamado por essa expressão em Minas Gerais, e é também chamado pelo nome indígena “a-ku-kú” no Mato Grosso.
- “Mas a hora vem, e agora é...”, como a atitude de adoração surge na alma e é de expressada por linguagem corporal e também verbalmente, pode ser executado em qualquer lugar, desde que de coração. Foi isso que Jesus explicou ao dizer não seria nem em Jerusalém e nem naquele monte o local da adoração, mas Ele disse:
“os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”, Jo 4.23  

CONCLUSÃO
- “atitudes que se manifestam nas mais diversificadas situações”, indo para o trabalho, dirigindo o carro, no banheiro tomando banho, desde que possa manter uma certa concentração no trono da graça.
- “acima de tudo, sendo um referencial de Deus”, seria as pessoas verem Deus nas nossas atitudes.
- Faça o resumo para a revisão e corrija o questionário.

QUESTIONÁRIO

1. Qual a origem do clamor apostólico de Paulo?
R: Das profundezas de Deus para o Seu povo (Rm 12.1-2).

2. O que o grito de Davi para dentro de si revela?
R: Uma urgência de adoração da sua alma(Sl 103.1-2).

3. Qual a diferença entre graça e compaixão, no que se refere à pessoa de Deus?
R: Na graça, o Senhor nos deu o que não merecíamos (Rm 6.23).

4. Por que era necessário Jesus passar por Samaria?
R: Porque era necessário fazer um grande resgate (Jo 4.4).

5. O que Jesus eliminou?
R: A possibilidade de procrastinação (Jo 4.23).
  
Marcos André – professor

Boa Aula!


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