segunda-feira, 12 de junho de 2017

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 12 - Revista CPAD - JOVENS


UMA SÉRIA ADVERTÊNCIA AOS DISCÍPULOS
18 de Junho de 2017
Fundação da AD no Brasil


Texto do dia
"E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?" Lc 6.46.

Síntese
A obra do Senhor é uma tarefa que não deve ser feita sem que igualmente cumpramos a vontade
de Deus. 

Texto bíblico

Mateus 7.21-23
21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22 Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?
23 E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

INTRODUÇÃO
Em face da seriedade de tudo que anteriormente foi exposto, o Mestre agora sublinha a gravidade de se observar o que Ele disse e não apenas atentar, de maneira interesseira, para as capacitações espirituais disponíveis aos que se colocam a dar continuidade à missão iniciada pelo Senhor e confiada aos discípulos. Fazer estas e não observar aquela resultará em uma grande decepção e, finalmente, numa sentença terrível. A penúltima lição soa como uma séria advertência aos que atenderam ao chamado do Mestre, ou seja, todos os discípulos que se dispõe a fazer a obra de Deus, pois Cristo nos ensina que é preciso fazer a sua obra sem, contudo, deixar de cumprir a vontade do Pai. Jesus tinha autoridade para falar acerca desse assunto, visto que Ele dissera que não veio fazer a sua vontade própria, mas sim a daquEle que havia lhe enviado (Jo 6.38). É legítimo que façamos a obra, porém, ela deve ser realizada segundo a vontade do Pai (1 Co 3.10,11).

I - NÃO BASTA PRONUNCIAR. É PRECISO RESPEITAR E FAZER A VONTADE DE DEUS

1. Não basta chamar a Deus de Pai ou Senhor.
Através de Malaquias, o último profeta literário do Antigo Testamento, Deus repreende os líderes do povo escolhido dizendo: "O filho honrará o pai, e o servo, ao seu senhor; e, se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor? - diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome e dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome?" (Ml 1.6). No questionamento, o Senhor deixa claro que de nada adianta dirigir-se a Ele chamando-o de Pai ou Senhor, mas não honrá-lo ou obedecê-lo como tal, pois isso é hipocrisia.

2. A pronúncia mecânica que em nada resultará.
Da mesma maneira que no Antigo Testamento o Senhor repreendeu aqueles que o chamavam de Senhor, mas não o honrava, o Mestre diz que nem todo aquele que lhe diz "Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus" (v.21). Apesar de a confissão ser importante, ela só tem valor se vier acompanhada do reconhecimento que lhe corresponda. Do contrário, é mera pronúncia mecânica e nada mais.

3. Praticando a vontade de Deus.
No complemento ao ensino de que pronunciar "Senhor" mecanicamente não será capaz de proporcionar à pessoa sua entrada no Reino dos céus, o Mestre diz que tal está reservado somente àquele que faz a vontade do Pai. O que Ele estava ensinando é que chamá-lo de Senhor, mas não fazer a vontade de seu Pai, isto é, obedecer o que anteriormente foi exposto como justiça do Reino, não tem valor algum (Mt 5.20-6.34). Confessando Jesus como nosso Senhor e fazendo a vontade do Pai nos tornamos discípulos de forma integral e coerente (Mt 21.28-32).

Pense
Se não basta apenas dizer que Jesus Cristo é o Senhor, e sim fazer a vontade do Pai, é oportuno nos autoavaliarmos: Estamos praticando a vontade de Deus?

Ponto Importante
Confessar Jesus Cristo, em espírito e em verdade, não é apenas fazer uma pronúncia mecânica, antes, significa fazer a vontade de Deus. 

II - ADQUIRINDO STATUS COM A OBRA DE DEUS E RECEBENDO UMA DURA SENTENÇA

1. A alegria de ver as maravilhas de Deus.
Conforme vimos na lição anterior, Deus mesmo permite que determinados sinais aconteçam sem que, no entanto, o tal realizador tenha compromisso algum com Ele (Dt 13.1-5). A Palavra de Deus diz que a "manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil" (1 Co 12.7), sendo assim, é preciso entender que tal utilidade é aferida pelo próprio Espírito, e não por nós mesmos. Ao enviar os setenta discípulos para fazer a obra de Deus, o Mestre notou que eles voltaram regozijando e cheios de alegria (Lc 10.1-17). Tal felicidade é legítima, pois realmente é maravilhoso ver Deus realizar prodígios por intermédio de nossas vidas.

2. O perigo do status.
Conquanto seja algo maravilhoso realizar a obra de Deus, é preciso ter muito cuidado para não querer usurpar a glória que pertence somente a Deus (Is 42.8). É fato que todos aqueles que realizam a obra do Senhor sejam notados e distinguidos. Porém, é preciso maturidade e lucidez para reconhecer-se apenas como canal e não portador do poder de Deus (At 3.11-16). Na visão materialista, ser canal de Deus gera tanto status que já houve quem quisesse comprar tais dons (At 8.17-24).

3. Uma dura sentença aos que fizeram a obra de Deus sem compromisso com o Senhor.
O Mestre diz que "naquele Dia" (v.22), isto é, no momento do juízo, os que aqui realizaram a obra de Deus sem compromisso com Ele, sem fazer a vontade do Pai, desfrutando apenas do status proporcionado por aqueles a quem o Espírito usa, não compreenderão por que estão sendo condenados mesmo depois de profetizar, expulsar demônios e fazer muitas outras maravilhas. A sentença será dura. O Mestre demonstra não os conhecer, pois pela condenação, percebe-se que tais pessoas apenas usufruíram, de forma desonrosa, e para praticar coisas erradas, do poder que lhes fora conferido por Deus (v.23).

Pense
Você, após fazer algo para Deus, tributa toda honra a Ele ou reserva um pouco de glória para si?

Ponto Importante
Será muito triste descobrir-se, no dia do juízo, como alguém desconhecido por Jesus. 

III - UMA ADVERTÊNCIA PARA O SACERDÓCIO ATUAL

1. A Grande Comissão.
A incumbência do Senhor aos seus discípulos, de que continuassem e dessem prosseguimento ao que Ele começou, é conhecida como a "Grande Comissão" (Mt 28.19-20; Mc 16.15-20; Lc 24.46-49; Jo 20.21). Além da pregação e do discipulado, ela envolve a operação de milagres da parte do Espírito de Deus (Lc 10.19).

2. A verdadeira alegria dos discípulos.
Ao enviar os setenta, os milagres aconteceram, e os discípulos voltaram felizes por isso (Lc 10.1-17). Ciente do perigo que tal "alegria" pode trazer se extrapolar o nível tolerado, o Mestre relembra-os: "Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus" (Lc 10.20). Esta deve ser a verdadeira alegria de todo discípulo. 

3. O sacerdócio atual.
Na atualidade, a igreja toda, pelo fato de ela ser formada pelos discípulos do Mestre, é chamada a realizar a obra de Deus. O apóstolo Pedro diz que nós, que não éramos povo, agora somos e temos tal incumbência, isto é, somos "a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe 2.9). Portanto, cuidemos para que a obra de Deus seja realizada, mas que igualmente pratiquemos a vontade de Deus, para que não venhamos a ouvir a dura sentença, mas, diferentemente, o bem-vindo amoroso do Mestre: "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25.34b).

Pense
Você tem se alegrado pela sua salvação?

Ponto Importante
A realização da obra de Deus é uma obrigação dos discípulos. Mas devemos fazê-la com temor e cuidado.

CONCLUSÃO
A advertência do Mestre aos seus discípulos é oportuna, pois muitos iniciam bem, mas acabam se desvirtuando durante o trajeto. Continuemos a fazer a obra de Deus, sem descuidar com a necessidade de fazer a vontade do Pai, visto que, ao final, é isso que contará.

Hora da revisão

O que significa chamar Deus de Pai ou Senhor e não honrá-lo ou obedecê-lo?
Mera pronúncia mecânica e nada mais.

De acordo com a lição, o que é fazer a vontade de Deus? 
Obedecer ao que anteriormente foi exposto como justiça do Reino.

Fale sobre o perigo do status de quem é usado por Deus.
A resposta é pessoal, mas ela deve basear-se no subtópico 2 do ponto II.

O que é perceptível pela sentença do Senhor aos que forem condenados?
O Mestre demonstra não os conhecer, pois pela condenação, percebe-se que tais pessoas apenas usufruíram, de forma desonrosa, e para praticar coisas erradas, do poder que lhes fora conferido por Deus (v.23).

Qual deve ser a verdadeira alegria do discípulo?
Ter o nome escrito nos céus (Lc 10.20).

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