segunda-feira, 13 de novembro de 2017

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 8

A ordenança da Ceia do Senhor
19 de novembro de 2017


Texto Áureo
“Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha”. 1 Co 11.26

Verdade Aplicada
A Ceia do Senhor é uma ordenança de Cristo , um memorial de Sua morte redentora e um alerta de Seu retorno

Textos de Referência.

1Coríntios 11.23-26
23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
24 E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
25 Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.

Hinos sugeridos.
39, 291, 301

Introdução
Batismo e Ceia são ordenanças de Jesus. O batismo em águas aponta para nossa união com o Senhor em Sua morte, sepultamento e ressurreição; e a Ceia, para a continuidade de nossa comunhão com o Senhor pela Nova Aliança.

1. A Ceia do Senhor e seu significado.
Um pouco antes de ser traído, Jesus se reuniu com Seus discípulos para uma refeição comemorativa que marcaria para sempre a humanidade. Essa refeição deveria ser comemorada pelas futuras gerações, para demonstrar o profundo significado do que Ele fez por todos nós. A Ceia é um memorial de Sua morte; é a proclamação da Sua obra redentora e um alerta quanto ao Seu retorno (1Co 11.24-26).

1.1. O contexto da instituição da Ceia.
A Ceia do Senhor é a segunda ordenança que Jesus deixou para a Igreja (o batismo em águas foi a primeira). Foi instituída pelo Senhor “na noite em que foi traído” (1Co 11.23), quando da celebração da última Páscoa com Seus discípulos (Lc 22.15). A Páscoa era uma das três grandes festas dos judeus, sendo as outras: Pentecostes e Tabernáculos. A Pascoa apontava para três fatos importantes na história de Israel: o fim da escravidão vivida no Egito; o início de uma nova vida; e o começo da caminhada rumo a Terra Prometida (Êx 12.1, 14, 27). A Páscoa judaica era tipo da perfeita obra da redenção consumada por Jesus Cristo: através do Seu sacrifício, Ele nos liberta da escravidão do pecado, nos proporciona um (novo nascimento) e nos garante, no futuro, estarmos “para sempre com o Senhor”.

1.2. A primeira celebração da Ceia do Senhor.
Diferentemente do batismo em águas que Jesus ordenou, porém não batizou (Jo 3.22; 4.1-2), o próprio Jesus instituiu e celebrou a primeira Ceia do Senhor (Mt 26.26-28; 1Co 11.23-25). Assim, a Igreja recebeu o mandamento para celebrar a Ceia do Senhor, não na Páscoa, pois Cristo é a nossa Páscoa. Na Páscoa, os judeus lembravam da libertação do cativeiro egípcio, porém, na Ceia do Senhor, os discípulos de Jesus, seguindo Suas instruções, o fazem “em memória” dEle (Lc 22.19; 1Co 11.24-25). “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1Co 5.7b). Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

1.3. Os elementos da Ceia do Senhor.
Os elementos da Ceia do Senhor são o pão e o vinho, que simbolizam, respectivamente, o corpo e o sangue de Jesus Cristo. O Senhor Jesus já havia dito que Ele é “o pão da vida” (Jo 6.35), que desceu do céu (Jo 6.33). Desceu, encarnou e foi crucificado, como oferta “feita uma vez” (Hb 10.10). O suco de uva simboliza o sangue de Jesus derramado no Calvário para nos redimir de nossos pecados (Mt 26.29; Lc 22.20). Assim, a participação na Ceia do Senhor é um testemunho de participação da Nova Aliança de Deus com o Seu povo (Hb 9.15).

2. A importância do discernimento.
O apóstolo Paulo exorta a Igreja em Corinto sobre o perigo de não discernir, quando da participação na Ceia do Senhor (1Co 11.29). O termo “discernindo”, neste versículo, tem os significados de “distinguir”, “discernir com clareza”, “notar detalhadamente”. É preciso atenção por parte dos que participam da Ceia do Senhor, pois não devemos considera-la como qualquer outra refeição.

2.1. Pão e vinho: diferentes interpretações.
Considerando o exposto no tópico anterior, é preciso participar da Ceia do Senhor com solenidade e redobrada reverência, prévio auto exame (1 Co 11.28), pois é possível a pessoa se tornar culpada (1Co 11.27). Após a oração, os elementos estão consagrados, não são mais coisas comuns, mas com a finalidade única de serem emblemas do corpo e do sangue de Cristo (1Co 11.29).

2.2. “Examine-se a si mesmo”.
O texto bíblico de 1 Coríntios 11.28 nos mostra que se trata de uma ação antes de participar da Ceia do Senhor. No grego, o verbo é “dokimazo”, com significado de “provar, testar, aprovar”. Não devemos considerar a Ceia como uma coisa natural. Portanto, antes de comer o pão e beber o cálice, é necessário um rigoroso auto exame. Trata-se de um procedimento que deve ser constante na vida do discípulo do Senhor (2Co 13.5). Não devemos confiar somente na nossa capacidade própria, mas realizar tal exame com o auxílio do Espírito Santo e tendo a Palavra de Deus como nosso parâmetro.

2.3. Participação na Ceia.
Encontramos na instrução do apóstolo Paulo várias expressões que têm causado dúvidas em muitos: indignamente, condenação, fracos, doentes, dormem, julgados, repreendidos. É interessante que estes termos tenham sido usados quando se está instruindo acerca da Ceia do Senhor (1Co 11.23-32). Precisamos refletir nos textos bíblicos sem desconsiderar o contexto e outros textos das Escrituras que abordam o mesmo tema. Num primeiro momento, sem considerar o contexto, alguém pode pensar: “Quem é digno de chegar-se à mesa do Senhor?”. Não somos dignos ou merecedores das misericórdias de Deus. 

3. Lições da Ceia do Senhor.
Refletindo nos termos registrados na Bíblia referindo-se à Ceia do Senhor – “Ceia do Senhor” (1Co 11.20); “mesa do Senhor” (1Co 10.21); “comunhão” (1Co 10.16); “partir o pão” (At 20.7) – e no que foi exposto nos tópicos anteriores, destacaremos três lições para a nossa vida de discípulos do Senhor.

3.1. A comunhão.
Conforme o relato de Paulo 1 Coríntios 11, aq1uele momento em que a igreja se reunia para realizar a “festa do amor” e celebrar a Ceia do Senhor, infelizmente, no lugar de unidade, comunhão e confraternização, só haviam contendas, disputas e espírito partidário. Estavam unidos no mesmo lugar, porém não estavam unidos no mesmo espírito. É preciso lembrar que a Ceia do Senhor é um instrumento de unificação para a Igreja (1Co 10.16-17).

3.2. A nova Aliança.
“Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue” (1Co 11.25). A expressão “Novo Testamento” que no grego significa “kainé diatheké”, indica, também, “o melhor testamento”; “novo e melhor concerto”. Refere-se à aliança de Deus com o Seu povo. Esta Nova Aliança foi sancionada pelo sangue de Cristo, diferentemente da Aliança celebrada no Monte Sinai, mediante o sacrifício de animais (Êx 24.3-12).

3.3. Os três tempos da Ceia do Senhor.
Assim como a salvação abrange três tempos, em seus diversos aspectos, como, por exemplo, regeneração (passado), santificação (presente) e glorificado (futuro), também encontramos três tempos na Ceia do Senhor em 1 Coríntios 11.26: 1) Passado: “anunciais a morte do Senhor” – É digno de nota que as duas ordenanças deixadas pelo Senhor enfatizam a Sua morte: “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1Co 5.7); 2) Presente – “todas as vezes que comerdes e beberdes” – Lembra continuidade na observância, perseverança na comunhão e constante aviso sobre a Igreja cumprir sua missão em “anunciar a morte do Senhor”; 3) Futuro: “até que venha” – É o aspecto futuro (escatológico) da Ceia do Senhor. É a antecipação do banquete messiânico que reunirá pessoas de todas as nações, tribos e línguas para participar das Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9).

Conclusão.
Participemos da Ceia em obediência à ordenança do Senhor, discernindo o ato, em comunhão vertical e horizontal, anunciando o perfeito e único sacrifício de Jesus Cristo no Calvário, sendo gratos e perseverando até que Ele venha e, assim também participaremos das Bodas do Cordeiro.

Questionário.
1. Quais eram as três grandes festas dos judeus?

2. Quem instituiu e celebrou a primeira Ceia do Senhor?

3. Quais são os elementos da Ceia do Senhor?

4. O que o suco de uva simboliza?

5. O que o texto bíblico de 1 Coríntios 11.28 nos mostra?

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