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terça-feira, 14 de novembro de 2017

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 8


A RESPOSTA CRISTÃ PARA A VIOLÊNCIA URBANA 
19 de novembro de 2017


Texto do dia.
"A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência." Gn 6.11

Síntese.
O enfrentamento da violência urbana e a compaixão pelas vítimas são faces da responsabilidade cristã na sociedade. 

Texto bíblico

Lucas 10.30-37
30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.
33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.
34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;
35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.
36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

INTRODUÇÃO
Na lição deste domingo, violência urbana é o tema a ser estudado. No sentido aqui compreendido, o termo violência urbana alude a toda conduta humana que ofenda a lei e a ordem pública. 

I - PERSPECTIVA BÍBLICA SOBRE A VIOLÊNCIA

1. A violência na Bíblia.
O primeiro episódio violento registrado nas Escrituras após a rebelião humana foi protagonizado por Caim. Este entrou para os anais da história como o homem que inaugurou a violência na face da terra, ao assassinar friamente seu irmão Abel (Gn 4.1-16). Depois deste fatídico evento, e com a crescente degeneração humana, não pararia mais a escalada da violência social, a ponto de homens sanguinários se vangloriarem de seus feitos cruéis (Gn 4.23) e assassinos serem cultuados como verdadeiro heróis (Gn 6.4).

2. A geração do dilúvio.
Violência e depravação vieram a atingir níveis alarmantes nos tempos de Noé (Gn 6.5). De acordo com Gênesis 6.11, a terra estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. O Guia do Leitor da Bíblia explica que maldade e violência são as duas palavras usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio do Gênesis: "Maldade é rasah, atos criminosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas". Eis aí as características da violência urbana.

3. Violência ao longo da Bíblia.
As Escrituras relatam muitos outros episódios de violência, crueldade e agressão, física e emocional, a fim de evidenciar a condição pecaminosa do homem (Êx 2.11,12; 2 Sm 13; 1 Rs 21). Ao lermos tais passagens, devemos ter em mente que se trata de relatos descritivos, e não prescritivos. Ou seja, descrevem fatos, mas não prescrevem condutas! 

Pense
Por amor à humanidade, Jesus submeteu-se à maior de todas as violências: a morte.

Ponto Importante
A Bíblia faz questão de registrar a violência humana. Afinal, não é objetivo de Deus esconder a verdade ou falsear a história da humanidade.

II - O PODER PÚBLICO E A VIOLÊNCIA URBANA

1. "Nínives" da atualidade.
O Brasil é um dos países com maior índice de criminalidade do mundo, com elevada taxa de homicídios, roubos, sequestros e outros atos criminosos. Algumas cidades se assemelham a Nínive: há derramamento de sangue, são repletas de roubo e nunca ficam sem presas (Na 3.1). Nesse quadro avassalador, a população vive em estado de pânico, insegura e traumatizada com a delinquência dominante. Oremos pelo nosso país!

2. O Estado e a sua função de punir o mal.
Conforme estudamos na lição anterior, Deus delegou ao governo civil a autoridade para castigar os malfeitores (1 Pe 2.14). Paulo diz que os magistrados são ministros de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal (Rm 13.4). Fica claro, à luz do texto bíblico, que somente o Estado, sob a autoridade divina, pode punir os malvados, o que contraria qualquer ideia de revanchismo, vingança privada e o "justiçamento" feito com as próprias mãos.

3. O papel do Poder Público.
É responsabilidade do poder público a promoção da segurança e o combate a todo tipo de criminalidade, mediante a atuação conjunta e eficiente dos três poderes governamentais. Espera-se do Legislativo a criação de leis e normas que coíbam todo e qualquer ato de violência a fim de garantir a ordem e a paz social. O poder Executivo, além de criar políticas públicas que busquem garantir a segurança da população, deve manter um corpo policial preparado, próximo da comunidade, que saiba atuar de forma preventiva e repressiva. Enquanto isso, o Judiciário tem o importante papel de julgar de maneira célere e punir com justiça os homens violentos e sanguinários, evitando, com isso, a impunidade.

Pense
"Não vos vingueis a vós mesmos [...]." (Rm 12.19)

Ponto Importante
É responsabilidade do poder público a promoção da segurança e o combate a todo tipo de criminalidade.

III - A IGREJA EM UMA SOCIEDADE VIOLENTA

1. Utilizando as ferramentas de Deus.
Os filhos de Deus têm condições suficientes de contribuir com o enfrentamento da violência urbana, valendo-se das ferramentas que Deus nos disponibilizou em sua Palavra. Vejamos como fazer isso:
a) Fornecendo uma lei moral absoluta: Para criarmos uma boa sociedade do ponto de vista cristão, é necessário, em primeiro lugar, um firme sentimento do que é certo e errado e uma determinação para colocar adequadamente em ordem a vida de alguém. A violência urbana da presente época deve-se em grande parte à desconstrução dos valores judaico-cristãos que serviram de base para a história da humanidade. O cristianismo rejeita o relativismo pós-moderno e fornece ao homem uma lei moral absoluta que permite julgar entre o certo e o errado.
b) Envolvendo-se com a comunidade local: Na fé cristã, palavras e ações devem caminhar juntas. Logo, o agir cristão impactante no contexto das cidades inicia-se com o envolvimento da igreja com a comunidade, famílias e escolas locais. A congregação de crentes não pode viver alienada do cotidiano e dos problemas que afetam o bairro onde está instalada.
c) Desenvolvendo projetos contra a violência: Você já pensou como os grupos de jovens crentes podem ajudar a desenvolver projetos contra a violência urbana? Colocando em prática a força espiritual a que João alude (1 Jo 2.14), é possível promover ações sociais que incentivem o comportamento virtuoso e confrontem os vícios sociais que conduzem à destruição e à delinquência juvenil.
d) Apoiando as vítimas da violência: Por fim, e não menos importante, é a ajuda às vítimas da violência. No exemplo de Jesus (Lc 10.37), a atuação do Bom Samaritano não se resumiu às palavras de apoio ao homem que fora espancado a caminho de Jericó. A Bíblia diz que ele "atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele" (v. 34). Há muitos feridos e moribundos ainda hoje. Cuidar dessas pessoas revela a nobreza do amor de Deus derramado em nossos corações

Pense
Além de pôr em prática a dimensão do cuidado, o Bom Samaritano garantiu financeiramente a continuidade do tratamento da vítima.

Ponto Importante
Na fé cristã, palavras e ações devem caminhar juntas.

CONCLUSÃO
Ao final desta lição, a parábola do Bom Samaritano ainda continua a nos ensinar muito a respeito do enfrentamento cristão à violência urbana de hoje. . Deus nos chama a desempenhar esse mesmo ministério da compaixão e da misericórdia nesta sociedade fraturada pela violência física, emocional e patrimonial.

Hora da revisão.

De acordo com a lição, o que é violência urbana?
Alude a toda conduta humana que ofenda a lei e a ordem pública. Refere-se, portanto, à criminalidade de maneira geral.

Por que a Bíblia contém vários relatos de violência?
Não é objetivo de Deus esconder a verdade ou falsear a história da humanidade com as suas mazelas decorrentes do pecado.

Por que o revanchismo, a vingança privada e o "justiçamento" feito com as próprias mãos não são condutas apropriadas?
Porque fica claro, à luz do texto bíblico (1 Pe 2.14; Rm 13.4), que Deus delegou ao governo civil a autoridade para castigar os malfeitores.

Do ponto de vista social, qual era o intuito dos mandamentos?
Organizar a vida em comunidade, para proteger os israelitas contra o arbítrio e a ofensa alheia.

De que modo os filhos de Deus podem contribuir para o enfrentamento da violência urbana?
Podem contribuir: a) fornecendo uma lei moral absoluta; b) envolvendo-se com a comunidade local; c) desenvolvendo projetos contra a violência e; apoiando as vítimas da violência.

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