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segunda-feira, 26 de março de 2018

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 1

Discernindo as bênçãos de Deus
1 de abril de 2018


Texto Áureo
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” Ef 1,3

Verdade Aplicada
As bênçãos de Deus atestam Seu amor, cuidado e interesse por nós, visando alcançar toda a humanidade, para a Sua glória.

Glossário
Ascenção: Elevação de Jesus ao céu, quarenta dias depois de ressuscitado;
Autenticar: Reconhecer a veracidade;
Enfatizar: Realçar, ressaltar, salientar.

Textos de Referência.
Gn 12.2-3 Nm 6.24 Sl 67.1; 7 Lc 24.50

Gênesis 12.2-3
2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.
3 E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Números 6.24
24 O Senhor te abençoe e te guarde.

Salmos
67.1, 7
1 Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós.
7 Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão.

Lucas 24.50
50 E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou.

Hinos sugeridos.
107, 126, 459

Introdução
Nesta lição, abordaremos um assunto que destaca um dos aspectos das atitudes de Deus para com a humanidade e toda a Sua criação: bênção. Desde o princípio esta atitude está presente, pois Ele é o Deus da bênção!

1. O Deus abençoador.
Inicialmente iremos destacar a atitude abençoadora que caracteriza o relacionamento de Deus com Sua criação, bem como identificar os diversos sentidos da palavra bênção nas Escrituras Sagradas e a importância de termos consciência de que Deus sempre age tendo em vista Seus propósitos. Ou seja, as ações de Deus não são isoladas ou meramente “acidentes de percurso”. Elas não são separadas do processo existente na relação de Deus com Suas obras, pois fazem parte do mesmo, visando alcançar o propósito divino (Pv 16.4; Is 55.11; Rm 8.28).

1.1. Abençoando desde o início.
A primeira referência ao ato de Deus abençoar é encontrada em Gênesis 1.22: “E Deus os abençoou...”, portanto, antes da criação da humanidade. Logo após criar o ser humano à Sua imagem, o texto sagrado registra: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: ...” (Gn 1.28). Podemos refletir, a partir dos textos citados acima, que o Senhor Deus criou, abençoou e instruiu. Que lição maravilhosa! Não basta existir; dependemos da bênção de Deus para cumprir Seus propósitos e de Suas instruções para vivermos de acordo com a Sua vontade.

1.2. Ênfase nas bênçãos temporais.
É oportuno refletirmos na presente lição quanto às bênçãos de Deus para nós, principalmente pelo fato de vivenciarmos tempos onde está se enfatizando, nas mensagens e hinos, as bênçãos temporais ou aquelas restritas à vida aqui na terra. Vários movimentos e tendências teológicas, identificadas por diferentes nomes, têm se expandido no Brasil, a partir da década de 80, entre outros: Confissão Positiva, Triunfalismo, Teologia da Prosperidade. Infelizmente, há uma demasiada busca, ênfase e valorização por sucesso, prosperidade financeira, saúde total e aquisição de bens.

1.3. Classificação das bênçãos.
É muito importante entendermos que há bênçãos temporais (imóvel, salário, carro, status na sociedade, sucesso profissional, casamento, etc.) e eternas (salvação, comunhão com Deus e outras, que os discípulos de Cristo já desfrutam e continuarão sendo beneficiados quando ocorrer a glorificação). Há bênçãos que Deus concede, também, àqueles que não vivem em comunhão com Ele (Mt 5.45; At 14.17). Nos dois primeiros capítulos de Gênesis, por exemplo, a bênção é concedida a todas as pessoas e a todos os seres viventes de forma contínua, como se pode verificar no relato acerca de Sete e Noé (Gn 5.2; 9.1). Há bênçãos que foram concedidas e prometidas para Israel, como, por exemplo, a terra de Canaã (Gn 17.8). Porém, não há nenhuma base bíblica para a Igreja buscar a bênção geográfica e política neta terra, na presente época, como uma herança prometida por Deus.

2. A bênção de Abraão e a Igreja.
Neste tópico analisaremos as bênçãos prometidas ao patriarca Abraão e como a Igreja é alcançada pelas bênçãos, sempre tendo em mente as Escrituras Sagradas. Portanto, não se trata do que a pessoa quer ou pensa, mas, sim, do que a Bíblia declara.

2.1. Identificando a bênção de Abraão.
Considerando a importância da bênção nas narrativas bíblicas acerca dos patriarcas (Gn 12 a 36), vejamos este aspecto a partir do momento em que Deus chamou e fez promessas a Abraão; tendo em mente o Plano de Deus para redimir a humanidade de seus pecados e restaurar a comunhão com o criador. Devemos sempre lembrar acerca dos propósitos de Deus em abençoar. No caso de Abraão, o Senhor se revelou a ele, O chamou e lhe fez promessas de bênçãos (Gn 12.1-3). Somente nos três primeiros versículos de Gênesis 12, a expressão hebraica “bãrak” (bênção) ocorre cinco vezes. Deus prometeu que faria dele uma grande nação, engrandeceria o seu nome e, por intermédio da sua descendência, abençoaria “todas as famílias da terra”.

2.2. A bênção de Abraão e os propósitos de Deus.
A bênção prometida a Abraão não ficaria restrita a ele e à nação que estava para surgir (Israel), mas alcançaria toda a humanidade: “Abençoar-te-ei...e tu serás uma bênção” (Gn 12.2). Na versão da NTLH, encontramos: “e você será uma bênção para os outros” (Gn 12.2), e “E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo” (Gn 12.3). Aprendemos com Abraão que, ao sermos abençoados, precisamos ter em mente a responsabilidade de sermos um canal de bênçãos na vida de outros. Mesmo distante e, às vezes, nem sequer conhecendo, podemos ser abençoadores, como por exemplo, através da contribuição financeira para a evangelização de outros povos.

2.3. A bênção de Abraão no Novo Testamento.
O apóstolo Paulo afirma em Gálatas 3.8 que a promessa de Deus em abençoar todas as nações por intermédio da descendência de Abraão foi um anúncio do Evangelho, isto é, de que todo aquele que crê também será abençoado (Gl 3.9). Com quais bênçãos? A bênção de ser aceito por Deus, da justificação e da retomada do relacionamento com Deus. Assim, a bênção de Abraão chega até nós por intermédio de Jesus Cristo (Gl 3.14).

3. Aspectos de uma vida abençoada.
Encerrando esta lição vejamos alguns aspectos presentes na vida do discípulo de Jesus que autenticam a ação abençoadora de Deus na vida dos Seus, bem como alguns propósitos revelados neste tempo da Nova Aliança, visando não confundir com o significado fundamental da bênção no Antigo Testamento (Hb 8.6-13).

3.1. Última ação de Jesus Cristo.
Encontramos em Lucas 20.50-51 o registro da última ação do Senhor antes de Sua ascenção: “...levantando as suas mãos, os abençoou...abençoando-os...foi elevado ao céu”. Refletindo em conjunto com Atos 1.8-9, onde diz que Jesus “foi elevado às alturas” quando transmitia a última mensagem, concluímos que, nos momentos finais do Senhor com os Seus, Ele deixou: promessa, missão, mensagem e bênção!

3.2. A bênção do relacionamento com Deus.
O apóstolo Pedro, em sua pregação para a multidão que se reuniu após a cura do coxo, afirmou que a ressurreição de Jesus Cristo é o cumprimento da promessa feita por Deus a Abraão (At 3.25-26). A ressurreição de Jesus e Sua presença proporcionam à Igreja desfrutar das bênçãos de Deus (Mt 28.20)! Os textos de Atos 3.26 e 5.31 pontuam alguns dos propósitos de Deus em abençoar o Seu povo: que o Seu povo se desvie das suas maldades (At 3.26); e proporcionar oportunidade de arrependimento e perdão de pecados (At 5.31).

3.3. Bênção e aprovação divina.
Como vimos, encontramos na Bíblia bênçãos que podem ser classificadas em diversas categorias. Considerando a associação que tem sido comum fazer entre bênçãos e aprovação divina, é importante enfatizar que tal relação é absoluta. Estejamos atentos, pois ode uma pessoa estar desfrutando de determinadas bênçãos não significa que, automaticamente, Deus está aprovando sua conduta. Há bênçãos que Deus concede visando mostrar o Seu cuidado e interesse. Isto não quer dizer que a vida da pessoa está de acordo com a Sua vontade (At 14.15-17).

Conclusão.
As bênçãos de Deus nos fazem prosperar (Pv 10.22). Porém, não podemos nos esquecer da nossa responsabilidade de sermos bênção na vida do próximo, de mantermos em mente as bênçãos a serem desfrutadas na eternidade e que nossa vida deve ser para a glória de Deus.

Questionário.

1. Qual é a primeira referência ao ato de Deus abençoar?
R: Gênesis 1.22.

2. Quantas vezes ocorre em Gênesis 12.1-3 a expressão hebraica “bãrak” (bênção)?
R: Cinco vezes (Gn 12.1-3).

3. Como a bênção de Abraão chega até nós?
R: Por intermédio de Jesus Cristo (Gl 3.14).

4. O que encontramos em Lucas 24.50-51?
R: O registro da última ação do Senhor antes da Sua ascenção (Lc 24.50-51).

5. O que a ressurreição de Jesus e Sua presença proporcionam à Igreja?
R: Desfrutar das bênçãos de Deus (Mt 28.20)!

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